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Por Euler de França Belém

Encontramos 16449 resultados
Tido como hippie e esotérico, Néstor Sánchez escreveu literatura sofisticada mas não pomposa

“É um escritor em estado de deriva, que só tem sentido e encontra sentido no movimento e descobrimento de uma nova paisagem, um novo instante, uma nova experiência”

Livro que ganhou Pulitzer vasculha energia, segurança e a reconstrução do mundo moderno

Layout 1A Intrínseca põe um livro notável nas livrarias: “A Busca — Energia, Segurança e a Recons­trução do Mundo Moderno” (830 páginas, tradução de Ana Beatriz Rodrigues), de Daniel Yergin. A obra, que ganhou o Pulitzer, é elogiada por pesos pesados como Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, e Henry Kissinger. Sinopse da editora: “Uma das maiores autoridades mundiais sobre o assunto, Daniel Yergin demonstra que a questão energética é o motor de transformações políticas e econômicas globais da atualidade. “‘A Busca’ é um relato arrebatador sobre um problema que afeta o mundo contemporâneo — onde encontrar a energia que tanto necessitamos. “Neste livro, o autor aborda as formas de energia tradicionais sobre as quais nossa civilização se ergueu e as novas fontes que prometem substituí-las. “Yergin devassa os bastidores do mercado petrolífero, analisando o aumento dos preços, a corrida pelos estoques do antigo império soviético e as fusões colossais que transformaram o cenário mundial. E encara algumas perguntas polêmicas — o petróleo vai acabar? Seria ele capaz de provocar um conflito inevitável entre a China e os Estados Unidos? Como a turbulência do Oriente Médio afetará o futuro dos estoques globais? “O autor relata a história surpreendente e, às vezes, turbulenta da energia nuclear, do carvão, da eletricidade e do gás natural e oferece uma perspectiva singular sobre o problema das mudanças climáticas. E também nos conduz pelo ressurgimento das energias renováveis, explorando o potencial de recursos como o vento, o sol e os biocombustíveis. Das ruas engarrafadas de Pequim ao litoral do mar Cáspio, dos conflitos no Oriente Médio até o Capitólio e o Vale do Silício, Yergin revela as decisões que estão moldando o futuro.”

Novo romance de Donna Tartt será levado ao cinema por Brett Ratner

42272389"O Pintassilgo" (Companhia das Letras), de Donna Tartt, deve entrar na lista dos melhores romances publicados no Brasil em 2014. A prosadora americana escreve muito bem, tem uma imaginação poderosa e, por isso, sabe como poucos contar uma (intrigante) história. Há uma vantagem extra: a tradução de Sara Grünhagen é do primeiro time, fluente e sem erros. Aqueles que preferem cinema a ler um livro de 719 páginas podem ficar sossegados: o romance será adaptado pelo diretor Brett Ratner (“Hércules”). A Warner Bros adquiriu os direitos. Brad Simpson e Nina Jacobson serão os coprodutores. O trabalho do roteirista não será nada fácil, e não pelo tamanho do livro, e sim porque a história é intrincada e há detalhes que, embora importantes, não cabem num filme de duas horas. Mas o núcleo do romance é adaptável. Na página 33, o personagem Theo cita “Cidadão Kane”, de Orson Welles: “Gostei muito da ideia de uma pessoa poder reparar, casualmente, numa desconhecida fascinante e lembrar-se dela o resto da vida”.

Livro conta que ditadura civil-Militar vigiou de muito perto líderes da Igreja Católica no Brasil

imprensa1A ditadura civil-militar vigiou integrantes da Igreja Católica, revela o historiador Paulo César Gomes. Seu livro “Os Bispos Católicos e a Ditadura Militar Brasileira: A visão da Espionagem” (Record, 224 páginas), baseado em documentos inéditos e secretos, mostra que os governos militares se preocupavam muito com as ações dos líderes católicos. César Gomes, pesquisador do Grupo de Estudos Sobre a Ditadura Militar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é mestre e doutorando em história. Comentário de Daniel Aarão Reis, um dos mais historiadores do período pós-64: “Pesquisando os arquivos da chamada ‘comunidade de informações’, garimpados por mão segura e olhar aguçado, dialogando com a melhor literatura sobre o assunto, Paulo César Gomes reconstitui esta trama complexa — recoberta e dissimulada por grossas camadas de memória —, apanhada em seus meios-tons e matizes diferenciados, tortuosa e contraditória como a vida. É o que faz deste livro um trabalho de História”.

Filha de Jânio Quadro morre nos Estados Unidos. Tutu Quadros tinha enfisema pulmonar

Jânio Quadros, presidente do Brasil por oito meses, até renunciar no fatídico agosto de 1961, era professor de português, dos mais clássicos. Sua filha, Dirce Tutu Quadros, era uma intelectual e chegou a ser deputada federal. Ela morreu na quinta-feira, 28, aos 70 anos, nos Estados Unidos. Tinha enfisema pulmonar. Seu corpo será cremado. Tutu Quadros, que divergia de seu pai, foi deputada na elaboração da Constituição de 1988. Foi uma das fundadoras do PSDB. Em 1996, candidata a deputada federal pelo PMDB, não foi reeleita. A ex-deputada tinha cinco filhos — Ana Paula, Ana Cláudia, Ana Laura, Jânio Quadros Neto e Michel — e três netos. Ela era bióloga formada nos Estados Unidos.

O músico João Gilberto tenta mas não consegue apreender biografia não autorizada

João Gilberto, o Roberto Carlos da Bossa Nova, tentou mas não conseguiu apreender o livro “João Gilberto”, de Walter Garcia, publicado pela editora Cosac Naify, em 2013. O Portal Imprensa relata que “a 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão de primeira instância que indeferiu o pedido de busca e apreensão de biografia não autorizada do cantor e compositor João Gilberto”. A Justiça avaliou, com correção, que a apreensão do livro “seria uma forma de censura prévia”, registra o portal. “O relator João Francisco Moreira Viegas avaliou que o compositor não demonstrou o alegado dano moral que teria sofrido e agiu com a intenção de determinar censura antecipada ao livro.” Livros que propagam a obra de João Gilberto, reconhecidamente de qualidade, não provocam dano algum. Pelo contrário, soam como publicidade de sua música. “Nos apertados limites dessa cautelar, em que o autor/apelante só busca a apreensão da obra literária em via de ser divulgada, não há mesmo como reconhecer a ocorrência de lesão à honra, à imagem ou à intimidade do apelante. Adentrar nessa seara é admitir a possibilidade de censura prévia", assinalou o relator João Viegas. Não há dúvida de João Gilberto é um dos maiores artistas brasileiros, comparável a Noel Rosa, Chico Buarque e Caetano Veloso. Mas seu comportamento no Brasil não parece o de um simples mortal. Ele comporta-se como uma espécie de Emilio Garrastuzu Médici da música patropi. Fica-se com a impressão de que se uma pessoa espirrar, e se o espirro soar como “jooooããããoooo ggggilllbberrtoo”, o músico recorrerá à Justiça para mover mais um processo. A Justiça não deve ser vista como chicote para “atacar” aqueles que, mesmo escrevendo de maneira positiva sobre seu trabalho — e a respeito seu estranho comportamento —, não se posicionam como aduladores tradicionais. João Gilberto é, possivelmente, maior do que o mito de ranzinza, chato de galocha, como se dizia quando ele era jovem, que está criando para si. O gigante fica menor quando encrespa quando faz muito barulho por nada.

Arruda pode bancar sua mulher ou Gim Argello para o governo do Distrito Federal

Resta saber se José Roberto Arruda consegue transferir votos para Flávia Carolina Peres ou para o senador do PTB

Marina Silva ganha no segundo turno. Missão de Dilma e Aécio é tentar arrancar sua aura de não política

Ascensão da ex-ministra deve forçar a presidente a mudar seu marketing político e partir para o confronto com a candidata a presidente do PSB

Faleiros faz campanha em Anápolis

Cotadíssimo para conquistar umas das 17 vagas goianas na Câmara dos Deputados, o médico e ex-secretário de Saúde de Goiás Antônio Faleiros esteve em Anápolis neste início de semana. Acompanhada do ex-vereadora Gina Tronconi, Faleiro fez um corpo a corpo nas ruas e unidades de saúde, onde conversou com a população sobre suas propostas. Também em Anápolis, o tucano conversou com funcionários da Distribuidora Rio Vermelho.Faleiros faz um trabalho que vai além de pedir voto: ele também fala com as pessoas sobre a importância de votar. O ex-secretário tem como principais bandeiras a saúde e a segurança pública, entre outros temas.

Maguito Vilela “está de corpo e alma” na campanha de Iris Rezende

O texto abaixo é de responsabilidade da assessoria de comunicação da Prefeitura de Aparecida de Goiânia. O prefeito Maguito Vilela esclarece sobre o apoio de vereadores, até do PMDB, à reeleição do governador Marconi Perillo

Nigerianos roubam U$ 242 milhões de banco brasileiro

Misha Glenny con­ta a his­tó­ria do gol­pe que um gru­po de cri­mi­no­sos ni­ge­ri­a­nos apli­cou no Ban­co No­ro­es­te, das fa­mí­lias Si­mon­sen e Cochra­ne, en­tre 1995 e 1997

Líderes políticos apostam que Marconi Perillo deve ter mais votos do que Iris em Aparecida de Goiânia  

Aparecida de Goiânia é um dos calcanhares-de-aquiles do governador Marconi Perillo (PSDB), candidato à reeleição. Mas o quadro, a depender de um verdadeiro exército eleitoral que está montado na cidade, pode estar mudando. A base marconista, sob a coordenação geral do deputado estadual e ex-prefeito Ademir Menezes (PSD), foi dividida assim: o ex-deputado Chico Abreu e Maione Padeiro coordenam as ações na Vila Brasília; o ex-prefeito José Macedo e o médico Valdir Bastos agitam os militantes no Setor Garavelo e, no Centro, atuam Tatá Teixeira e Divino do Ajax. Maione garante que o trabalho tem sido intensificado. “A receptividade ao nome do governador Marconi é alta.” “Nas últimas eleições, Marconi perdeu em Aparecida e, por isso, seus líderes não foram contemplados no primeiro escalão do governo. É possível que, este ano, o quadro seja outro. É provável que o governador seja o mais bem votado no município”, afirma Maione. “Da população mais pobre ao empresariado, há o consenso de que Marconi é o que há de mais moderno para gerir Goiás. Ele é o gestor que faz, que trabalha, e não fica só criticando.” Dos 25 vereadores de Aparecida, diz Maione, pelo menos 16 já estão na campanha de Marconi. “O vereador é uma espécie de pulmão da política de uma cidade. Os vereadores que estão na campanha de Marconi funcionam como agentes multiplicadores, com suas estruturas políticas”, afirma o tucano. Na semana passada, Marconi reuniu-se com empresários de Aparecida. Eles fizeram algumas reivindicações, que serão estudadas pelo governador. Os empresários querem a remoção do presídio Odenir Guimarães (Cepaigo), porque, afirmam os dirigentes da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia, estaria atrapalhando o desenvolvimento do polo empresarial. Os bloqueadores de celulares do presídio atrapalham as ligações telefônicas dos empresários. Outra reivindicação foi bem aceita: a colocação de vapt vupts empresariais nos dois polos industriais do município. Os empresários querem postos do Detran na área industrial. Uma reivindicação depende mais do governo federal: os empresários cobram que seja construído um anel viário para retirar a BR-153 do perímetro urbano.  

J. K. Rowling deve publicar mais um livro sobre Harry Potter

A autora não esclarece se a história da cantora Celestina Warbeck, personagem de “Harry Potter”, vai ser transformada em livro

Revista Veja põe TVeja na internet

A revista “Veja” fez o que todos vão fazer: criou a TVeja. O canal, que será ancorado pela jornalista Joice Hasselmann, terá programação fixa e diária na internet. A web possibilita a integração total do jornalismo. Tirar proveito disso vai gerar mais acesso e, daí, influência e, eventualmente, mais faturamento. As entrevistas das “Páginas Amarelas” vão ser levadas ao ar.

Amazon sugere que livrarias melhorem serviços aos leitores ou fechem as portas

bezos1 A Amazon (www.amazon.com.br), maior livraria virtual do mundo, está no Brasil desde quinta-feira, 21, oferecendo, além de mais de 2 milhões de e-books, 150 mil livros impressos de 2.100 editoras brasileiras. “É o maior catálogo de livros em português no país”, afirma o gerente geral do grupo no Brasil, Alex Szapiro. Não resta dúvida de que a Amazon facilita a vida dos leitores e deve contribuir para melhorar os serviços das livrarias (e até das editoras) brasileiras. A concorrência é um incentivo à melhoria do atendimento do leitor. A Fnac de Goiânia, para ficar num exemplo, trata o leitor como se não existisse. Recentemente, comprei uma biografia do Frei Tito pela Livraria Cultura (a melhor do país no atendimento virtual) e o livro demorou mais de um mês para chegar. As livrarias físicas de Goiânia, como Saraiva, Fnac e Nobel, já estavam vendendo a obra. Mas, se beneficia os leitores, com preços mais baixos, a Amazon joga pesado e contribui para o fechamento de livrarias físicas e provoca crise até em grandes editoras, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Há uma briga sem quartel entre a livraria e a Editora Hachette, que não aceita vender segundo seus preços. Autores como os best selleres John Grisham e Stephen King — e mais 900 escritores — ficaram ao lado da editora As editoras Record, Companhia das Letras e Novo Conceito saudaram a chegada da Amazon. Mal sabem o que está prestes a acontecer. A livraria vai promover, a médio prazo, uma verdadeira guerra com livrarias e editoras. Jeff Bezos, o chefão da Amazon, joga pesado, especialmente quando se sente fortalecido localmente. Dá para controlar a Amazon? Não dá. Os Estados Unidos não deram conta. França e Alemanha tentam mantê-la sob controle. Mas sua relação forte com o leitor, com a política de preços mais baixos, é praticamente invencível.