Aparecida de Goiânia é um dos calcanhares-de-aquiles do governador Marconi Perillo (PSDB), candidato à reeleição. Mas o quadro, a depender de um verdadeiro exército eleitoral que está montado na cidade, pode estar mudando. A base marconista, sob a coordenação geral do deputado estadual e ex-prefeito Ademir Menezes (PSD), foi dividida assim: o ex-deputado Chico Abreu e Maione Padeiro coordenam as ações na Vila Brasília; o ex-prefeito José Macedo e o médico Valdir Bastos agitam os militantes no Setor Garavelo e, no Centro, atuam Tatá Teixeira e Divino do Ajax. Maione garante que o trabalho tem sido intensificado. “A receptividade ao nome do governador Marconi é alta.”

“Nas últimas eleições, Marconi perdeu em Aparecida e, por isso, seus líderes não foram contemplados no primeiro escalão do governo. É possível que, este ano, o quadro seja outro. É provável que o governador seja o mais bem votado no município”, afirma Maione. “Da população mais pobre ao empresariado, há o consenso de que Marconi é o que há de mais moderno para gerir Goiás. Ele é o gestor que faz, que trabalha, e não fica só criticando.”

Dos 25 vereadores de Aparecida, diz Maione, pelo menos 16 já estão na campanha de Marconi. “O vereador é uma espécie de pulmão da política de uma cidade. Os vereadores que estão na campanha de Marconi funcionam como agentes multiplicadores, com suas estruturas políticas”, afirma o tucano.

Na semana passada, Marconi reuniu-se com empresários de Aparecida. Eles fizeram algumas reivindicações, que serão estudadas pelo governador. Os empresários querem a remoção do presídio Odenir Guimarães (Cepaigo), porque, afirmam os dirigentes da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia, estaria atrapalhando o desenvolvimento do polo empresarial. Os bloqueadores de celulares do presídio atrapalham as ligações telefônicas dos empresários. Outra reivindicação foi bem aceita: a colocação de vapt vupts empresariais nos dois polos industriais do município. Os empresários querem postos do Detran na área industrial. Uma reivindicação depende mais do governo federal: os empresários cobram que seja construído um anel viário para retirar a BR-153 do perímetro urbano.