Por Euler de França Belém
[Joaquim Roriz Neto, de camisa preta, tem 22 anos e quer ser o sucessor do avô]
O título não está errado, mas não está inteiramente correto. O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz está doente, faz hemodiálise com frequência, e praticamente não anda mais. Está sempre numa cadeiras de rodas. Portanto, não será candidato a nenhum cargo eletivo este ano. Na verdade, como Jaqueline Roriz, filha do político de 79 anos, teve seu registro impugnado pela Ficha Limpa, o clã decidiu lançar para deputado federal Joaquim Roriz Neto.
É provável que clã também queira confundir o eleitorado menos informado. A maioria certamente vai pensar que se trata de Joaquim Roriz, o avô, que ainda tem seu capital eleitoral em Brasília.
Joaquim Roriz Neto é filho de Jaqueline Roriz.
[Ernesto Paglia e Poliana Abritta: os dois profissionais trabalharam juntos]
A saída de Patrícia Poeta do “Jornal Nacional” e a indicação de Poliana Abritta para apresentar o “Fantástico” continuam provocando polêmica. Patrícia Poeta diz que está de saída, em novembro, porque vai apresentar um programa de variedade a partir de 2015. Sua irmã, Paloma Poeta, diz que ela quer apenas ser “feliz”. Julio Hungria, editor do site “Blue Bus”, sugere que William Bonner, editor-chefe e apresentador do “JN”, puxou-lhe o tapete. O clima cordial entre os apresentadores sugere que não há desavença.
Um dos mais bem informados jornalistas que cobrem televisão, Daniel Castro, do UOL e ex-“folha de S. Paulo”, publicou um texto, “Jornalistas da Globo bombardeiam nova apresentadora do ‘Fantástico’”, no qual se critica Poliana Abritta.
“Os profissionais mais críticos dizem reservadamente que Poliana só foi indicada para a vaga de Renata Vasconcelos, que em novembro vai para o ‘Jornal Nacional’, porque é amiga íntima de Silvia Faria, diretora da Central Globo de Jornalismo, segundo nome mais forte dos noticiários da emissora”, escreve o repórter.
Segundo Daniel Castro, “a principal reclamação é que Poliana é ‘crua’ como apresentadora e até corre risco de se queimar em um programa sob forte pressão por audiência e em crise criativa, caso do ‘Fantástico’. Vista como ‘sem carisma’, Poliana furou uma fila de profissionais com muito mais experiência em bancada do que ela, como Ana Paula Araújo, Mariana Ferrão, Christiane Pelajo e Flávia Freire”.
Pode até ser que as fontes do jornalista estejam corretas, mas Renata Vasconcelos, quando foi indicada para o jornalismo da Globo, vinha de escassa experiência no Globo News. Deu-se bem e, agora, vai apresentar o “Jornal Nacional”, carro-chefe do jornalismo global. E, aparentemente, não há segredo algum em apresentar o “Fantástico”, um programa de entretenimento.
Poliana Abritta não é nenhuma amadora, pois, como diz Daniel Castro, “sempre foi repórter” — a profissão mais nobre do jornalismo (editor é cargo, não é profissão). Isto significa que sabe distinguir fatos importantes de fatos corriqueiros e isto pode melhorar, de certo modo, a qualidade da apresentação do “Fantástico”. “Como apresentadora, atuou no ‘Globo Mar’, dividindo externas com Ernesto Paglia e substituiu outras apresentadoras em telejornais durante as férias delas, com atuação avaliadas apenas como medianas”, anota Daniel Castro. “Avaliadas” por quem? O jornalista não diz. Porém depreende-se do que escreve que tem alguma experiência como apresentadora.
As informações de Daniel Castro podem ser verdadeiras, pois se trata de um profissional qualificado, com boas fontes na televisão, mas poderia, para tornar o texto mais verdadeiro, entrevistar, sem “off”, algumas das pessoas que trabalharam com Poliana Abritta. O que Ernesto Paglia, um dos mais experimentados repórteres da tevê brasileira, teria a dizer sobre a jovem repórter? Não dá para acreditar que a Globo escolheu uma “amadora” única e exclusivamente porque se trata de amiga de Silvia Faria. A própria Silvia Faria não bancaria uma pessoa incompetente, sem experiência, porque, além de profissional experiente, isto poderia comprometê-la.
O texto de Daniel Castro soa como lobby? Não digo lobby feito pelo jornalista, e sim de profissionais insatisfeitos...
Com seu estilo corrosivo, Paulo Francis comparava a profissão de jornalista à prostituição. Pois a australiana Amanda Goff, de 40, decidiu que a profissão de jornalista era pouco rentável e, para complementar o orçamento, decidiu dedicar-se à prostituição, que avalia como próspera. Amanda Goff, uma bela mulher, disse ao jornal espanhol “El Mundo” que, no período noturno, com o nome de Samantha, cobra de 800 dólares a 5 mil dólares por serviços sexuais. Ela é apontada como “famosa” — como jornalista — na Austrália.
Inicialmente, Amanda ou Samantha começou a trabalhar para o bordel mais luxuoso de Sydney, na Austrália. Seus clientes eram executivos, atletas de ponta e empresários. Ela cobrava, no começo, 450 dólares por uma saída. Depois, mais experiente, passou a cobrar 800 dólares a hora e, para a noite inteira, 5 mil dólares.
“Eu não estou infringindo nenhuma lei, não estou machucando ninguém. Acredito que causava mais danos quando trabalhava como jornalista de tabloides em Londres”, afirma Amanda-Samantha. Ele foi repórter dos jornais sensacionalista “Mirror” e “Sunday People”.
[Ramalho Ortigão e Eça de Queiroz]
Meu querido Ramalho
Tencionava partir além de amanhã aí — mas mudei de resolução em vista destas considerações:
Os médicos prescrevem-me impreterìvelmente, urgentemente, o uso dos banhos de mar. Para os nervos, para a anemia e para a vista. Ora eu não quero tomar banhos nas praias de Lisboa, que são ou de lôdo — ou de soirée dançante — coisas igualmente detestáveis.
Tenho pois de tomar banhos ou aqui na Foz, ou em Espinho; por conseqüência se fosse a Lisboa tinha de voltar em Setembro, querendo Deus: só em viagens gastaria 4 ou 5 libras — o que é antieconómico. Resolvi pois ficar e ir já para a Foz.
Mas, para regular a minha vida e faz cálculos, preciso que Você me diga — se tem algum dinheiro meu das nossas Farpas.
Francisco entregou-me aqui 13:000 rs.; faça pois as suas contas e diga-me, se posso contar com algum dinheiro que aí tenha. Sem esta base, não posso fazer cálculos à minha embrulhada vida. Depois eu resolverei ficar — ou partir para aí, melancolicamente, e cultivar a deusa dos mares.
Resposta rápida. No caso de eu ficar, trataremos de equilibrar o nosso trabalho sobre Farpas.
Seu
Queiroz
[Nota da redação: A carta de Eça de Queiroz para Ramalho Ortigão foi transcrita do livro “Cartas de Eça de Queiroz” (Editorial Aviz, 376 páginas, edição de 1945). Está na página 17. O Jornal Opção manteve a acentuação original.]
A apresentadora comprou um apartamento de George Sadala, no valor de 23 milhões de reais, em Ipanema. Isto teria provocado uma crise da TV Globo?
A juíza Maria Marlene Maciel Queiroz proibiu a circulação da “IstoÉ” e mandou recolher os exemplares em circulação devido a uma denúncia de que o governador do Ceará, Cid Gomes, mantinha relações espúrias com o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Se descumprir a determinação da juíza, a publicação da Editora 3 terá de pagar multa de 5 milhões de reais.
Ao decidir pró-Cid Gomes, a magistrada escreveu: “o autor [Cid Gomes] encontra-se na iminência do perigo de ver o seu nome envolvido em uma situação cuja futura ação apreciada pelo Poder Judiciário, ante ser notório que os fatos ainda estão em fase de investigação tramitando em segredo de Justiça”.
A revista percebe o ato de Cid-Justiça do Ceará como censura e vai apresentar sua defesa.
Em grande comício realizado para a juventude, em Itumbiara, o candidato ao senado Vilmar Rocha (PSD) afirmou que, se eleito, lutará para levar um curso de medicina para a cidade. O evento, realizado domingo, 14, na Praça da Feira da Avenida Beira Rio, reuniu milhares de jovens e contou com as presenças do vice-governador José Eliton, do prefeito Chico Bala, do ex-prefeito José Gomes e de diversos candidatos a deputado federal e estadual.
“Itumbiara é uma cidade importante, economicamente forte, estruturada e tem todas as condições de receber uma faculdade de medicina”, afirmou Vilmar Rocha em seu discurso. “Essa é também uma forma de interiorizar o atendimento e os serviços de saúde. Por isso, estipulei uma meta: caso seja eleito, vou lutar para trazer cinco faculdades de medicina para o interior de Goiás e Itumbiara será um local”, explicou.
Vilmar ressaltou ainda que, na semana passada, o Ministério da Educação (MEC) autorizou 39 novos cursos de medicina no Brasil. “Só em São Paulo serão 14. Na Bahia, seis. Minas e Paraná receberão quatro cada. E sabe quanto em Goiás? Nenhum!”, destacou Vilmar.
Segundo o deputado federal, é preciso aumentar o número de cursos da área da Saúde em Goiás. Não de forma indiscriminada, mas de forma planejada, em cidades estruturadas e que já contem com campus da UFG ou da UEG. Para Vilmar Rocha, formar médicos nos locais onde eles residem faria com que eles atuassem em suas regiões de origem, mantendo-os próximos das famílias e dos amigos e aumentando a prestação de serviços de saúde no interior. “O que acreditamos é na garantia da presença dos médicos no interior, com as faculdades regionais, com hospitais universitários locais”, afirmou.
Vilmar Rocha lembrou ainda que, enquanto o Brasil importa médicos de Cuba, da Bolívia e de outros países, mais de 2 mil jovens goianos estudam medicina exatamente nesses países. “É um grande paradoxo”, afirmou. Para o candidato, o problema da falta de médicos no Brasil é crônico e ações como o Mais Médicos são apenas paliativas. “Precisamos universalizar a presença dos médicos no Brasil. O investimento em faculdades de medicina no interior atuaria nas diversas frentes de melhoria da saúde pública”, concluiu.
Lula, no seu "terceiro" governo, funciona como uma espécie de primeiro-ministro informal, sempre à mão para resolver crises
Rio de Janeiro (GB),
6 de dezembro de 1973
Minha boa amiga Vera Brant,
Estou no Rio, mas não se extinguiu em mim, em minha capacidade de sentir, a lembrança dos instantes admiráveis que você, com sua graça, simpatia e inteligência soube proporcionar-me em Brasília. E penso, com a larga experiência dos homens e das coisas, que nada tão precioso quanto receber bem, integrando o visitante na atmosfera que o rodeia.
Na sua casa, usufruindo de uma hospitalidade tradicionalmente afamada, tive a impressão de que um pedaço de nossa Diamantina se deslocava de seus serros alcatifados e vinha ao planalto envolver Brasília, absorvendo-a na sua totalidade.
As noites de estrelas iluminando as distâncias formavam o cenário de sua poesia comovente e tão delicada, às vezes tisnada de um realismo que contunde, sem ser, no entanto, o mórbido pessimismo. Humana, sensível como é, natural que a depressão a visite, mas reação vem da musa que fala no seu estro:
“Não deixarei que a madrugada
avance sobre o meu tédio
e o meu cansaço
Ela que ameaça auroras
e que só traz dias iguais”
A seu lado, querida amiga, minha estada em Brasília assumiu aspecto diferente e embora não seja dado a confidências, uma insisto em fazer-lhe: Brasília, nesses anos tempestuosos que o destino me impôs, deprimia-me quando aí, por uma circunstância ou outra, tive de estar. Possivelmente minha capacidade de assimilar vacilasse entre o esplendor do passado, quando então a construímos e estas horas intermináveis de borrasca. Desta vez, em sua casa, pude respirar aura de grande ternura, achando espalhada por todos os cantos a mensagem de um carinho tão sincero. E a quem devo tudo isto, senão a você, à sua bondade, à sua capacidade de ser útil, de levar a todos a alegria que mora no seu coração.
Li os seus versos. Belos, fluentes e não só os aprecio como deles me envaideço. É o espírito de Diamantina que flui nas suas veias, que desce de tão alto para viver em você, tornando-a afetuosa convergência.
Receba meu grande e reconhecido abraço
Juscelino Kubitschek
Nota da redação: A carta foi transcrita do livro "JK — O Reencontro com Brasilia" (Record, 94 páginas, de 2002), de Vera Brant.
Título de reportagem do site do “Correio Braziliense” (segunda-feira, 15): “Sucuri de aproximadamente cinco metros é capturada em Luziânia”. A reportagem diz: “Uma cobra sucuri medindo quase cinco metros foi capturada pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM) de Luziânia, na tarde de domingo (14/9). Um morador acionou os bombeiros após a cobra assustar a vizinhança caçando os animais de criação de uma fazenda, a 20 km do centro da cidade”. A fonte do jornal é o sargento Naves, do Corpo de Bombeiros”. “Foi a primeira vez que pegamos uma cobra desse porte”, disse o militar.
Reportagem do “Pop”, com o título de “Bombeiros capturam sucuri em fazenda” (terça-feira, 16), informa: “O animal tinha seis metros de comprimento”. O jornal “aumentou” um metro ou o “Correio” diminuiu um metro. A única coisa certa é que se trata da mesma cobra.
O peemedebista não vai disputar mandato de senador em 2018, o que aumenta a possibilidade de Daniel Vilela ser candidato a governador neste ano
Pesquisas para deputado federal e estadual são válidas quando feitas por regiões ou municípios, com o objetivo de definir a força dos postulantes nestas localidades. No entanto, em termos de todo o Estado, é praticamente impossível fazer uma pesquisa equilibrada a respeito. Um candidato a deputado pode ser eleito com os votos do Entorno do Distrito Federal, mas, se a pesquisa for feita, noutras regiões, como Norte, Sudoeste e Grande Goiânia, é possível que ele não seja citado pelos eleitores. Assim também ocorre com políticos de outras regiões, como o Sudoeste. Em 2010, Heuler Cruvinel (PSD) foi eleito deputado federal com os votos do Sudoeste, notadamente de Rio Verde, mas não aparecia em pesquisas referentes às outras regiões.
Mas há um dado curioso sobre a Grande Goiânia. As cúpulas partidárias avaliam que, dada a escassa estrutura financeira e falta de apoio político, o delegado Waldir Soares, candidato a deputado federal pelo PSDB, não será eleito. No entanto, pesquisas e levantamentos feitos na região sempre mencionam o tucano. O motivo? Não se sabe exatamente, mas é possível que as redes sociais e o intenso trabalho nas bases estejam “ajudando” o jovem político.
Na internet, o delegado Waldir é mais conhecido do que a maioria dos políticos. Não à toa é chamado de “Rei do Facebook”. Ele tem mais seguidores do que vários políticos consagrados. O que concluir? Que, “abertas” as urnas e apurados os votos, o policial pode surpreender e, de repente, ser eleito deputado federal. Quem viver, se quiser, verá — sempre afirma o tucano de bico cada vez mais longo.
[Alberto Youssef e Carlos Cachoeira: Polícia Federal investiga conexões entre o doleiro e o empresário]
Eduardo Bresciani e Francisco Leali, de “O Globo”, publicaram na segunda-feira, 15, a reportagem “PF apura conexão entre quadrilhas de Cachoeira e Youssef”. Segundo a dupla de repórteres, “a Polícia Federal encontrou no escritório da contadora Meire Poza documentos que revelam as conexões entre duas quadrilhas flagradas em escândalos com desvio de recursos públicos nos últimos anos. Contratos, notas fiscais e extratos bancários que estavam com a contadora mostram que uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef manteve negócios com outra empresa de fachada que atuava no esquema operado pelo bicheiro Carlos Cachoeira. Do lado de Youssef está a RCI Software. Do lado de Cachoeira, que mantinha ligações com a empreiteira Delta, aparece a empresa Alberto & Pantoja”.
Os repórteres relatam que, “em maio de 2012, encontrado pelo ‘Globo” em São Paulo, Eufranio Ferreira Alves confessou ser laranja. Na época, a RCI tinha sido listada pela CPI do Cachoeira por ter recebido repasses de recursos da Alberto & Pantoja. Alves contou que tinha emprestado o nome a pedido de um amigo, Waldomiro de Oliveira. Hoje, se sabe que Oliveira é um dos homens de confiança de Youssef, investigado na Operação Lava-Jato da PF”.
“O Globo” informa que “a CPI enviou um ofício à empresa pedindo esclarecimentos. Em agosto de 2012, em resposta assinada pelo mesmo Alves que se disse laranja, a RCI afirma que o repasse feito pela empresa ligada a Cachoeira referia-se à venda de nove computadores e seis servidores. A CPI concluiu que a empresa recebeu R$ 753 mil em quatro transações no ano de 2010”.
[Célio Silveira: é o candidato a deputado federal bancado pelo prefeito de Morrinhos]
O eleitorado de Morrinhos não é dos maiores, mas há uma verdadeira batalha pelos votos dos moradores do município. Para deputado federal, há uma guerra aberta basicamente entre três candidatos — Célio Silveira (PSDB), apoiado pelo prefeito Rogério Troncoso, Thiago Peixoto (PSD) e Magda Mofatto (PR), bancada pelo empresário Joaquim Guilherme.
Célio Silveira, com o apoio de Rogério Troncoso, tende a ser o mais bem votado. Mas a estrutura de Magda Mofatto é gigantesca. Ela quer superar o candidato do PSDB. Thiago Peixoto, que corre por fora, conta com a estrutura montada pelo deputado federal Vilmar Rocha.
Não convidem para a mesma picanha do Montana Grill o presidente da Juventude do PSDB de Goiás, Rodrigo Zani, e o historiador Gilvane Felipe (foto acima), um dos coordenadores da campanha do governador Marconi Perillo na área dos jovens.
O motivo? Simples: pode sair sangue, muito sangue. E não será, lógico, da coitada picanha — que tende a ficar intocada.
Visto como cristão-novíssimo no PSDB, Gilvane Felipe não tem agradado a juventude tucana. Há quem esteja tentando harmoniza o ex-secretário da Cultura e Rodrigo Zani, argumentando que o projeto maior é a eleição do governador Marconi Perillo, mas os dois estão indóceis.


