Por Euler de França Belém

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O Popular adere à visão messiânica sobre Eduardo Campos

Ao dizer na manchete de capa “Morre uma esperança”, sobre o pernambucano Eduardo Campos, o “Pop” ensaia uma espécie de adesão ao messianismo. Muitos políticos, às vezes até bem intencionados, não dão certo porque se exige deles que sejam não organizadores do Estado e um instrumento de crescimento e desenvolvimento do país, e sim um Mes­sias, um salvador da pátria, um indivíduo que, com um golpe certeiro, reconstrói e refaz, praticamente do nada, toda a história dopaís. Lula da Silva é um pouco produto desta visão messiânico-salvacionista. Às vezes, o gestor mais eficiente e que estabiliza o país é o que sabe fazer o feijão com arroz e não inventa muito. Os “inventores”, como Fernando Collor de Mello, em geral são presidentes de segunda categoria. Curiosamente, o “Pop”, em ne­nhum momento, quando Eduardo Campos era vivo, o tratava como esperança. Pelo contrário, dava-lhe pouco espaço.

Poema Canto fúnebre sem música, de Edna St. Vincent Millay. Tradução de Drummond de Andrade

Canto fúnebre sem música Layout 1Não me conformo em ver baixarem à terra dura os corações amorosos, É assim, assim há de ser, pois assim tem sido desde tempos imemoriais: Partem para a treva os sábios e os encantadores. Coroados De louros e de lírios, partem; porém não me conformo com isso. Amantes, pensadores, misturados com a terra! Unificados com a triste, indistinta poeira. Um fragmento do que sentíeis, do que sabíeis, Uma fórmula, uma frase resta — porém o melhor se perdeu. As réplicas vivas, rápidas, o olhar sincero, o riso, o amor foram-se embora. Foram-se para alimento das rosas. Elegante, ondulosa é a flor. Perfumada é a flor. Eu sei. Porém não estou de acordo. Mais preciosa era a luz em vossos olhos do que todas as rosas do mundo. Vão baixando, baixando, baixando à escuridão do túmulo Suavemente, os belos, os carinhosos, os bons. Tranquilamente baixam os espirituosos, os engraçados, os valorosos. Eu sei. Porém não estou de acordo. E não me conformo. [Tradução de Carlos Drummond de Andrade, “Poesia Traduzida”, Editora Cosacnaify]

Publicitário diz que Paulo Lacerda é a nova rainha da Inglaterra de O Popular

Comentário do meio publicitário: Paulo Lacerda foi afastado da gerência comercial do “Pop” por três motivos. Primeiro, o jornal está faturando menos, especialmente na iniciativa privada. Segundo, teria perdido editais para o concorrente “Hoje”, que tem uma estrutura bem menor, mas estaria mais agressivo comercialmente. Ter­ceiro, sua relação com as agên­cias seria conflituosa. Paulo Lacerda, portanto, não teria sido tão-somente “promovido” a coordenador de eventos. Na versão de publicitários, ele teria, isto sim, “caído para o alto”. A retirada de seu nome do expediente provaria isto. “A tendência é, a médio prazo, se tornar rainha da Inglaterra e se aposentar”, afirma um publicitário. Não há consenso sobre o “afastamento” de Paulo Lacerda. Um publicitário experimentado garante que ele “não caiu para o alto” e que estaria satisfeito, “até muito satisfeito”, com o cargo de coordenador de eventos.

Reportagens de Veja sobre lama do governo petista são irrespondíveis

A revista “CartaCapital” faz bem ao esclarecer que apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff. As demais publicações deveriam fazer o mesmo, porque, de fato, apoiam um ou outro candidato. O candidato da “Folha de S. Paulo” e da revista “Veja” é o tucano Aécio Neves. Não é a petista. Mas a “Veja”, se não tem apreço por Lula da Silva, respeita Dilma Rousseff. Isto significa que as reportagens do jornal e das revistas devem ser descredenciadas? De maneira alguma. Só tolos, mesmo tolos intelectuais, dizem que não leem a “Veja” ou a “CartaCapital”. Como é possível criticar e até combater um adversário que não se conhece? As reportagens recentes da “Veja”, mostrando como havia uma lavanderia dentro do governo da presidente Dilma Rousseff, sem sua anuência — tudo indica que a petista, no limite, é mesmo honesta —, com um doleiro agindo abertamente e negociando com políticos e empreiteiros, são praticamente irrespondíveis. Talvez seja necessário retirar o “praticamente”. Gente do próprio governo se incrimina. Felizes os tempos em que o Vargas hegemônico do país era Getúlio. Mesmo sendo ditador — e, depois, democrata —, Getúlio Vargas era bem melhor, sem comparação, do que petistas e outros que emporcalham a República. Ressalte-se que há petistas da mais alta qualidade, como a presidente Dilma Rousseff (e o próprio José Genoino não é essa praga do Egito em que foi transformado pelo mensalão; talvez seja um dos políticos mais decentes do país).

Lira Neto afirma que nenhum integrante da família de Getúlio tentou censurar biografia

Lira Neto acaba de pôr no mercado a excelente biografia “Getúlio — Da Volta Pela Consagração Popular ao Suicídio: 1945-1954” (Companhia das Letras, 429 páginas). Na página 354, o jornalista e escritor assinala: “No momento em que o país discute a questão das biografias não autorizadas, nenhum membro da família Vargas tentou interferir no meu trabalho ou exigir a leitura e aprovação prévia do texto”. Biógrafos, até os mais gabaritados, como Ruy Castro e Fernando Morais, estão sendo tratando como criminosos de guerra no Brasil. O primeiro escreveu livros notáveis sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. O segundo é autor de livros sobre Olga Benario e Assis Chateaubriand (“Chatô — O Rei do Brasil” é, possivelmente, a melhor biografia jamais escrita no país). Há algum tempo, o cantor Roberto Carlos conseguiu censurar, na Justiça, o livro “Roberto Carlos em Detalhes”, do jornalista e escritor Paulo Cesar de Araújo. Chico Buarque e Caetano Veloso (este, artista das ondas, teria mudado de ideia) lideraram um movimento contra as biografias não-autorizadas. Os dois, de fato talentosos, querem livros que os qualifiquem assim: “Chico e Caetano são mais importantes do que Bach, Mozart e Beethoven e escrevem melhor do que James Joyce e Guimarães Rosa?” É claro que não, mas certamente desejam que seus futuros biógrafos sejam amenos ao tratar de suas contradições.

Matias Spektor lança livro notável, mas com erros. Renan Calheiros não foi criada da ditadura

livro-18-dias-matias-spektor-novo-17117-MLB20133310144_072014-OHá um livro brilhante nas livrarias: “18 Dias — Quando Lula e FHC se Uniram Para Conquistar o Apoio de Bush” (Objetiva, 289 páginas), de Matias Spektor, professor da Fundação Getúlio Vargas e doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Oxford. O título do livro é bom, do ponto de vista comercial. Mas o livro vai muito além do que sugere, analisando, às vezes de maneira minuciosa, a política diplomático-comercial do Brasil. As relações entre FHC e Lula, tendo em vista uma aliança com Bush, é apenas um dos pontos. Há erros pontuais. Spektor diz que Renan Calheiros serviu à ditadura. O hoje senador era ligado ao PC do B e, depois, deputado pelo MDB. O pesquisador afirma que Henrique Meirelles era deputado federal por Goiás. Ele foi eleito deputado, mas renunciou para assumir a presidência do Banco Central. O acidente do césio em Goiânia nada tem a ver com a política nuclear dos militares e não provocou a morte, salvo engano, de 108 pessoas. O goiano Delúbio Soares é citado na obra.

Brasil perde Nicolau Sevcenko, um discípulo de Sérgio Buarque de Holanda

Nicolau Sevcenko — um dos historiadores mais respeitados por Sérgio Buarque de Holanda — morreu na quarta-feira, 13, aos 61 anos, de infarto. Professor da USP e de Harvard, era pós-doutor pela Universidade de Londres, na qual deu aulas e dividiu sala com Eric Hobsbawm, maior historiador inglês no século 20. Sevcenko, da linhagem dos scholars que escrevem como os melhores prosadores, especializou-se em história social e cultural. No Brasil, foi pioneiro no uso da literatura como fonte histórica. Ele escreveu livros notáveis. Em “Literatura Como Missão” (editado por Brasiliense e Companhia das Letras), de 1985, usa a obra de Euclides da Cunha e Lima Barreto para entender a história e as tensões socioculturais do país na Primeira República. Trata-se de um clássico. Ele escreveu também “A Revolta da Vacina”, de 1983, “Orfeu Extático na Me­trópole”, de 1992, e “A Corrida Para o Século XXI”, de 2001. A cultura e a história do país perdem muito com a morte precoce de Sevcenko.

Livro de jornalista do “Valor” analisa candidatos a presidente da República

Layout 1Maria Cristina Fernandes é uma das mais talentosas repórteres e analistas de política do Brasil. Seus textos são publicados no jornal “Valor Econômico”. “Os Candidatos — Aécio Neves, Dilma Rousseff e Eduardo Campos” (R$ 9,90), oportuno e-book da jornalista, sai pela Editora Companhia das Letras, com 64 páginas. O único problema do livro é que, com a morte de Eduardo Campos, fica ligeiramente desatualizado. A candidata do PSB deve ser Marina Silva. Ainda assim, o livro é oportuno, até imperdível para quem aprecia política.

Companhia das Letras lança novo romance de Donna Tartt, ganhador do Pulitzer

Depois de publicado nos Estados Unidos — o livro circula na Argentina (o 28º Estado “brasileiro”) há algum tempo —, o belo romance “O Pintassilgo” (Companhia das Letras, 792 páginas, tradução de Sara Grunhagen), de Donna Tartt, sai no Brasil. O livro ganhou o importante prêmio Pulitzer. (Leia no link http://bit.ly/1qcV7gU um texto sobre a escritora). Sinopse da Editora Companhia das Letras: “Theo Decker, um nova-iorquino de treze anos, sobrevive milagrosamente a um acidente que mata sua mãe. Abandonado pelo pai, Theo é levado pela família de um amigo rico. Desnorteado em seu novo e estranho apartamento na Park Avenue, perseguido por colegas de escola com quem não consegue se comunicar e, acima de tudo, atormentado pela ausência da mãe, Theo se apega a uma importante lembrança dela - uma pequena, misteriosa e cativante pintura que acabará por arrastá-lo ao submundo da arte. Já adulto, Theo circula com desenvoltura entre os salões nobres e o empoeirado labirinto da loja de antiguidades onde trabalha. Apaixonado e em transe, ele será lançado ao centro de uma perigosa conspiração. 'O Pintassilgo' é uma hipnotizante história de perda, obsessão e sobrevivência, um triunfo da prosa contemporânea que explora com rara sensibilidade as cruéis maquinações do destino”.

Os Mais Influentes da Comunicação em Goiás. O Jornal Opção é líder

A Contato Comunicação publica nomes mais fortes do setor em Goiás

IV Intermídias reúne grandes nomes da comunicação

Encontro será realizado nos dias 28 e 29 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia

Alcides e Sérgio Caiado apoiam irista para deputado estadual e não apoiam nomes de Vanderlan Cardoso

O ex-governador Alcides Rodrigues, do PSB (de socialismo o político “só” tem os latifúndios de Santa Helena e do Pará), e o ex-deputado Sérgio Caiado, do PP, decidiram apoiar a reeleição do deputado estadual Francisco Gedda, do PTN. Candidato consistente, Gedda é amigo histórico de Alcides e de Sérgio. Em Santa Helena, o nome de Gedda começa a ser divulgado como o “candidato de Alcides”. O grupo de Vanderlan Cardoso, candidato a governador de Goiás pelo PSB, avalia que se trata de “alta traição”, porque Gedda apoia, para governador, Iris Rezende. O fato sugere que o ex-prefeito de Senador Canedo está sendo cristianizado pelos aliados.

Mulher mais criativa do mundo da publicidade é uma brasileira

“Business Insider” elegeu a brasileira Joanna Monteiro, vice-presidente de criação da agência FCB Brasil, como a mulher mais criativa do mundo. Ela encabeça uma lista com 36 mulheres. Segundo “O Globo”, “o ranking foi produzido a partir de indicações feitas por profissionais do mercado publicitário, além dos próprios editores da publicação. Ao divulgá-lo, a ‘Business Insider’ destacou a relevância da participação das mulheres no processo criativo das agências”. “Acho fundamental que a publicidade seja bastante misturada, porque o consumidor é misturado. Espero que isso faça com que mais mulheres tenham interesse pela profissão’, afirmou Joanna Monteiro. Um dos feitos de Joanna Monteiro (comandou a equipe) é a campanha Anúncio Protetor. Pulseiras, encartadas em revistas, possibilitaram aos pais localizarem suas crianças nas praias. A campanha da Nívea foi premiada no festival de publicidade de Cannes – na categoria Mobile. Outro de seus trabalhos mais comentados, e não apenas no Brasil, foi para o curso CNA, de idiomas. “O Globo” relata que “jovens faziam contato com moradores de comunidades para idosos americanas”. “A publicidade precisa, cada vez mais, entender o problema do cliente e ser absolutamente relevante para a marca, independentemente da plataforma. Há cada vez mais plataformas disponíveis e é fundamental que a gente encontre o melhor jeito de se comunicar com esse público, sempre dando algo além do produto”, diz Joanna Monteiro.

Vilmar Rocha diz que projeto de Iris Rezende se resume a desforra política

Candidato da base aliada ao senado, Vilmar Rocha (PSD)  tem elevado o tom para criticar a  candidatura de Iris Rezende (PMDB) ao governo. Em seus discursos, Vilmar afirma que o projeto de Iris se resume a obter uma desforrapolítica sobre o tucano Marconi Perillo. “O nosso principal adversário não tem um projeto para o Estado. O projeto dele é único: é a desforra. Ele perdeu muitas eleições, e está com este troço na cabeça, de fazer uma desforra política”, dispara.
“É um sentimento pessoal dele, eu acho até que um sentimento mesquinho. Isso é muito pobre, muito pouco para se apresentar aos 6 milhões de goianos”, acrescenta. Para Vilmar, Iris não tem projeto articulado, nem equipe e se esquece que “não se governa sozinho”.
O presidente do PSD de Goiás, que ocupou até o final do ano passado o cargo de Secretário-chefe da Casa Civil estadual, diz também que o governo Marconi Perillo (PSDB) representa avanços na administração. “Se houver uma interrupção agora – que não vai haver – o Estado irá perder muito”, acredita.