Por Júnior Kamenach
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), fez um alerta sobre o iminente colapso no sistema de saúde municipal de Goiânia. Durante um encontro com médicos realizado nesta sexta-feira, 18, Caiado esteve ao lado do candidato a prefeito Sandro Mabel (União Brasil), destacando a gravidade dos atrasos nos repasses financeiros, que têm levado à paralisação dos atendimentos e à falta de insumos essenciais para a prestação adequada de serviços de saúde.
“Estamos vivendo um momento extremamente delicado. A Santa Casa e o Hospital do Câncer Araújo Jorge já colapsaram, pois a verba que teria que ser repassada pela prefeitura não chega. Tive notícias que o plantão da Maternidade Dona Iris parou. As Upas estão sem poder realizar os atendimentos por falta de médicos e material”, afirmou o governador.
“As pessoas estão tendo que ir para outras cidades do Estado para terem acesso a um médico. Estamos a um passo de parar tudo.”
O secretário estadual de Saúde, Rasível dos Reis, também participou do encontro, corroborando a necessidade de ações imediatas para evitar que a crise na saúde se agrave ainda mais.
“Os nossos hospitais estaduais estão sobrecarregados porque o município não consegue fazer o seu dever de casa. Temos 21% da população do Estado aqui em Goiânia. Então é muito complicado quando a saúde da capital não funciona”, complementou.
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A Comissão de Ética da Presidência da República investiga mais duas denúncias de assédio sexual envolvendo o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. De acordo com a Folha de S.Paulo, as acusações são analisadas sob sigilo, sem informações sobre a identidade dos denunciantes, que podem ou não ser servidores públicos.
A Casa Civil confirmou as novas denúncias em nota, mas não forneceu mais detalhes. Até o momento, a defesa de Silvio Almeida não se pronunciou.
O ex-ministro foi demitido por Lula em setembro, após a organização Me Too Brasil afirmar que recebeu denúncias de assédio sexual contra ele. Almeida, que nega as acusações, classificou as denúncias como "ilações absurdas" e acionou órgãos como a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma investigação detalhada.
Além disso, apresentou uma interpelação judicial contra a Me Too Brasil, exigindo esclarecimentos sobre os procedimentos adotados pelo grupo antes da divulgação. Entre as denunciantes, está a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Em entrevista ao GLOBO, ela relatou ter demorado meses para processar os episódios de assédio que sofreu, devido ao impacto emocional causado pela posição de Almeida no movimento negro. "Violência é violência, importunação é importunação e assédio é assédio, independentemente de quem faça. Isso não pode ser tolerado", afirmou.
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