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A composição da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) deve ter maioria governista. Segundo o vereador Ronilson Reis (PMB), propositor da CEI, a expectativa é de que os nomes sejam publicados oficialmente no Diário Oficial do Município ainda hoje, 9, e que amanhã ocorra a primeira reunião a respeito do tema. Pela organização dos blocos, ao menos quatro votos estão garantidos para Paço. A CEI tem sete integrantes.
“Está tudo dentro do prazo”, frisou Ronilson, durante coletiva de imprensa na Câmara. “O prazo regimental é hoje, quinta-feira, amanhã teremos a primeira reunião para definir o presidente e o relator. Na próxima semana, os trabalhos devem ser iniciados. Ainda vamos requerer auxílio do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) e do Ministério Público de Goiás (MPGO)”, completou.
Blocos do Governo
Na manhã de hoje, o decano da Casa vereador Anselmo Pereira (MDB) apresentou oficialmente os blocos do Paço. Além da própria bancada do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que indicará o nome de Henrique Alves, a situação ainda terá outros três blocos: Ordem, Independência, Liberdade. Pelo “Bloco Ordem”, o líder Thialu Guiotti (Avante) confirmou que será o represente na comissão.
Bloco Vanguarda
O “Bloco Vanguarda” recebeu novos nomes para compor o grupo, o que renderia duas vagas de indicação. O "Bloco Goiânia Transparente", com seis membros, também tem direito a uma indicação.
Confira como ficaram os vereadores em cada bloco:
Vanguarda (8 membros): Igor Franco, Welton Lemos, Paulo Magalhães, Willian Veloso, Anderson Sales, Paulo Henrique, Leia Klebia e Aava Santiago.
MDB (6 membros): Kleybe Morais, Anselmo Pereira, Denício Trindade, Henrique Alves, Izídio Alves e Dr. Gian.
Goiânia Transparente (6 membros): Lucas Kitão, Luciula do Recanto, Ronilson Reis, Leandro Sena, Edgar Careca e Pastor Wilson.
Ordem (5 membros): Thialu Guiotti, Sargento Novandir, Márcio do Carmo, Raphael da Saúde e Joãozinho Guimarães.
Liberdade (4 membros): Sabrina Garcez, Isaías Ribeiro, Cabo Senna e Léo José.
Independência (4 membros): Pedro Azulão Jr., Sandes Jr., Juarez Lopes e Geverson Abel.
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Cada político tem seu estilo e não é nenhum demérito, entre eles, ser tachado como “mais impulsivo” ou “muito irônico”. São características bastante válidas, até, no mundo da vida pública – quando bem usadas, se tornam emblemáticas. Único a governar dois Estados – Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro –, Leonel Brizola tinha em seus conhecidos rompantes uma de suas qualidades. Outra figura lendária da política brasileira, o ex-presidente Tancredo Neves (que, eleito pelo Congresso, foi internado às vésperas de assumir o cargo e morreu no mês seguinte, sem tomar posse), era tão moderado quanto ferino.
O problema está no excesso e na forma do uso. E, infelizmente, é o que tem se repetido com recorrência nos últimos anos no Legislativo goiano e goianiense. Vereadores da capital já ganharam a mídia nacional e viralizaram nas redes sociais por abusar dos “recursos”. Há exemplos recentes e outros já ocorridos há mais tempo. Entre eles, não dá para deixar de falar de Sargento Novandir (Avante), que, em fevereiro do ano passado, subiu à tribuna para desancar o então secretário de Finanças de Goiânia, Geraldo Lourenço, dizendo-se enganado por ele em relação às mudanças no valor do IPTU. Tirou o cinto e falou que Lourenço merecia “um couro”, batendo com o acessório no púlpito. Logo depois, pediu para um vereador lhe dar “umas três chibatadas”, porque também merecia “um couro” por ter sido enganado.
O cinto já havia sido usado pelo mesmo vereador em outubro de 2021, para intimidar o colega Geverson Abel (Avante). Da tribuna, disse: “Já bati em moleque na rua e em bandido, quando alguns tentaram me agredir. Mas em você, vereador, vou ser sincero, eu tinha vontade de tirar esse cinto aqui e te dar um couro.” Na semana passada, os dois se envolveram em outra ocorrência, desta vez fora do recinto legislativo. Foi em um evento do prefeito Rogério Cruz (Republicanos), no Residencial Antônio Carlos Pires, região norte da capital. Novandir e Abel discutiram e, no fim das contas, uma assessora do gabinete do segundo registrou boletim de ocorrência por agressão contra Novandir.
Na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais Amauri Ribeiro (UB) e Major Araújo (PL) já protagonizaram cenas lamentáveis entre si, com ampla troca de insultos e ameaças. Curiosamente, disputam o mesmo campo, da chamada direita “conservadora”.
Os parlamentares citados não são os únicos a produzir material midiático nesse sentido, é bem importante ressaltar. Da mesma forma, não são responsáveis apenas por atitudes negativas – seus mandatos são legítimos como os de todos os demais colegas e têm o referendo da população, já que passaram pelo crivo da reeleição no Legislativo. O que parece faltar às Casas legislativas é mais rigor na observação da conduta dos representantes eleitos pelo povo e, caso necessário, abertura de processo e punição por quebra de decoro.
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