As polêmicas que deram o que falar em Goiânia no ano de 2017

Jornal Opção prepara lista com os assuntos que mais causaram burburinho na capital goiana

Reprodução

Bolsonaro decapitado

O ano de 2017 já começou polêmico em terras goianas, após o coletivo goiano Kaiser Crew divulgar seu então mais novo (e polêmico) trabalho. Em um muro do Campus II da Universidade Federal de Goiás (UFG), a equipe pintou uma mulher negra, de cabelos cor-de-rosa, segurando uma cabeça em uma das mãos e um facão na outra.

Apesar de não especificada, a imagem do homem decapitado, intitulada de “Massacre Fascista”, se assemelhava a do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-SP) — acusado de atitudes machistas, homofóbicos e extremistas, além de inimigo da esquerda.

Ao Jornal Opção, o coletivo explicou que se trata de uma crítica ao cenário político atual, em especial no que diz respeito aos conservadores da extrema direita, que “se utilizam de seu poder de influência para propagar sentimento de ódio.”

Questionados se seria mesmo Bolsonaro, eles negaram: “A crítica apresentada possui caráter abrangente e não pessoal das figuras representadas”.

Arte em universidade federal mostra homem parecido com Bolsonaro decapitado

 

E o técnico sumiu…

O desaparecimento do ex-técnico do Atlético Goianiense, Marcelo Cabo, no dia 17 de janeiro, quando ele ainda comandava o time goiano, gerou comoção nas redes sociais e preocupou a equipe e a torcida do dragão. Pouco mais de 24 horas depois de ser dado como desaparecido, o técnico acabou sendo encontrado em um motel de Aparecida de Goiânia. Pai de família e respeitado no meio futebolístico, o profissional saiu bastante queimado de toda a situação.

Dado como desaparecido, técnico do Atlético-GO estava em motel

 

“Menos amor e mais agrotóxico”

Uma foto postada nas redes sociais da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Produção Agropecuária (Emater) causou polêmica em julho após sites especializados condenarem a atitude de alunos do curso de agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A imagem mostrava os estudantes com camisetas com os dizeres “- amor + Glifosato por favor” (agrotóxico mais usado no mundo e considerado como cancerígeno), durante um evento na universidade sobre processamento de soja para alimentação humana.

Poderoso herbicida não-seletivo, ou seja, que mata a maioria das plantas, o Glifosato é a base do famoso “Roundup”, amplamente utilizado nas lavouras e com comercialização liberada para qualquer pessoa. Acusado de ser cancerígeno e causador do desaparecimento das abelhas, é produzido pela Monsanto (multinacional norte-americana).

Alunos de agronomia da UFG causam polêmica ao pedir “menos amor e mais agrotóxico”

 

Denúncia de agressão em hipermercado

Uma suposta dívida de apenas dois pães e um bolo no valor de R$ 10,14 causou momentos de extrema tensão para um cliente da rede de hipermercados Pão de Açúcar, em Goiânia. Em publicação no Facebook, o jovem afirmou que foi brutalmente espancado pelo segurança da unidade localizada na Avenida T-63, na capital. Nas redes sociais, o assunto rendeu…

Cliente denuncia que foi espancado por segurança de hipermercado em Goiânia

 

O bar “de família”

Em julho deste ano, o relato de uma jornalista de 24 anos que foi constrangida por um garçom em um bar de Goiânia causou revolta e incomodou muita gente nas redes sociais. Segundo ela, durante almoço com namorado e amigos, ela foi orientada a “abaixar a saia” por ali ser um “bar de família”. “Tem muita gente incomoda”, teria justificado o funcionário.

Em entrevista ao Jornal Opção, Fernando Rodrigo Ascoli, filho do dono do estabelecimento, disse que o pedido foi feito para evitar brigas. “Algumas mães reclamaram. Tinha crianças no local. Ela estava praticamente seminua, com as nádegas de fora”, afirmou. Segundo ele, “mulheres com ciúmes” poderiam gerar confusão por conta do acontecido, afirmou o representante, antes de pedir desculpas ao namorado da jovem pelo ocorrido.

Bar de Goiânia é acusado de constranger jovem que estava de roupa curta. “Somos bar de família”

 

Crítica do feminismo expulsa da UFG

Convidada para participar, em junho deste ano, na Universidade Federal de Goiás (UFG), de uma palestra crítica ao feminismo, a jovem Thaís Azevedo acabou expulsa do local pelos próprios alunos da instituição. Em entrevista ao Jornal Opção, ela contou que foi não apenas expulsa, como hostilizada e agredida por manifestantes. “Começaram a gritar absurdos a meu respeito. E eu não tinha como ir embora, porque as pessoas vieram para o meio do corredor e impediam minha saída”, lembrou.

Crítica do feminismo, Thaís Azevedo é expulsa da UFG. Veja vídeo

 

Vereador vítima de racismo

O vereador GCM Romário Policarpo (PTC) denunciou, no mês de novembro, ter sido vítima de racismo durante uma abordagem policial. “Para [o carro] que tem dois negrinhos do olho vermelho. Pode revistar o carro inteiro”, teria dito um agente. De acordo com o parlamentar, o vereador Vinícius Cirqueira (Pros) foi detido por desobediência após apenas questionar o motivo da ofensa. “Talvez tenha sido um dos momentos mais humilhantes da minha vida. Sou negro e sempre tive orgulho disso”, declarou.

A abordagem foi feita durante uma blitz próxima ao Cepal do Setor Sul por agentes que retiraram a identificação das fardas quando começaram a ser filmados. Policarpo relatou ainda que o motorista Armindo Batista foi acusado de estar alcoolizado, mas não foi autorizado a fazer teste de bafômetro.

Vereador diz ter sido vítima de racismo em abordagem policial: “Negrinho pode revistar”

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