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Gerliézer Paulo, Rafael Bessa, João Paulo Di Meideiros e Vinícius Tondolo: projeto inovador para resgatar memória do futebol goiano[/caption]
Um projeto importante para recuperar a história do futebol em Goiás está sendo desenvolvido por um quarteto de jornalistas goianos da nova geração: Gerliézer Paulo, João Paulo di Medeiros, Rafael Bessa e Vinicius Tondolo. Eles estão dispostos a cadastrar as dezenas de milhares de jogos disputados por clubes goianos desde a década de 40, quando houve os primeiros campeonatos no Estado, ainda na fase amadora.
O site, em fase de finalização, está sendo desenvolvido desde julho do ano passado. É um trabalho para quem tem paciência e resistência. As fontes não são muitas e, quando elas fornecem dados, nem sempre são completos. Para facilitar a execução, eles dividiram o trabalho por período. “Cada um ficou com duas décadas. Então, priorizamos primeiro cadastrar campeonatos e jogos que estavam disponíveis em outros meios, para agora ir lançando fichas técnicas após pesquisas”, explica Gerliézer Paulo.
Todo o conteúdo será 100% aberto e, além da disponibilização das fichas técnicas, o portal terá uma linha do tempo com os principais fatos do futebol goianos ao longo da história, além de outros atrativos. Gerliézer quer colocar o site no ar no mais tardar em setembro. “Não vamos esperar concluir a pesquisa para publicar, até porque queremos contar com a ajuda do público para enriquecer com mais dados, como nomes completos de antigos jogadores, data de nascimento, fotos etc.”, completa.
A prática no futebol goiano é não ter respeito à memória e desconhecer seu passado. Basta repassar o relato de um jornalista, que, anos atrás, na sede do Goiás Esporte Clube, viu centenas de fotos clicadas pelo jornalista João Batista Alves Filho jogadas de qualquer jeito em uma caixa, num canto da sala de troféus (que, na época, era nada mais do que um depósito).
Ex-presidente da Associação dos Cronistas Esportivos de Goiás (Acieg), João Batista era também torcedor do clube e registrou com fotos centenas, talvez milhares de jogos do futebol goiano. Seu livro “Arquivos do Futebol Goiano” é um das bases de consulta de Gerliézer e de seus parceiros no projeto do site.
Comentarista de rádio esportivo, até por questão do ofício, invariavelmente se torna um palpiteiro. Pode se acomodar nessa situação e mesmo assim seguir carreira profícua — alguns são brilhantes nesse papel. Ocorre que no mundo de hoje, em que a informação chega por várias vias ao leitor/espectador/ouvinte, essa prática está deixando o veículo ultrapassado. A readequação da figura do cronista esportivo pede a ampliação dos horizontes e quem quiser sobreviver terá de ser multimídia. Nesse sentido, o diretor esportivo da Rádio 730, Charlie Pereira, mostra na prática o que seus comandados podem aprender: além das ações internas, como é de praxe em relação ao cargo que ocupa, ele tem se destacado no microfone por comentários que vão além do trivial e ligam o futebol goiano à conjuntura nacional e ao que acontece no exterior. Charlie demonstra isso também “por escrito”, por meio do blog que comanda no portal da emissora. O caminho de quem faz jornalismo pelo rádio passa hoje por ressoar para seus ouvintes as informações das outras plataformas, principalmente a internet.
“Muitas mulheres são políticas, mas não estão na política partidária. Quando deixamos de governar, perdemos a voz. Precisamos sair da zona de conforto e partir para a ação”, declarou a ex-miss Tocantins Viviane Fragoso, ao abrir a reunião do movimento de mulheres denominado Reage Mulher, da coligação Reage Tocantins, encabeçada pelo senador Ataídes Oliveira (Pros). Para Viviane, que coordena o movimento, a política tocantinense necessita que as mulheres tenham voz ativa, para isso informa que foi criado o movimento de mulheres da coligação.
O evento, realizado na semana passada, reuniu cerca de 80 mulheres, líderes e esposas dos candidatos que compõe a coligação, para propor novas ideias e discutir a participação efetiva na política. Candidata à vice-governadora pela coligação, Cinthia Ribeiro, pioneira em reunir grupos de mulheres para debater política no Estado, compartilhou sua experiência com as participantes.
“Comecei com um movimento pioneiro. Construímos um trabalho de formiguinha, que rendeu bons frutos. Queremos chamar as mulheres para participar ativamente da vida pública e que elas possam nos ajudar a construir um Tocantins melhor”, disse Cinthia.
Para a presidente do Pros Mulher, Nazaré Marthins, as mulheres estão com a oportunidade de mudar o rumo do Tocantins. “No governo do senador Ataídes Oliveira as mulheres terão espaço. Para isso nós estamos nos preparando”, disse.
A campanha no Tocantins ainda não alcançou as ruas, mas já está sendo debatida em encontros, reuniões e eventos sociais em que os candidatos comparecem. O candidato Ataídes Oliveira foi primeiro a organizar um comitê de campanha e o primeiro também a criar movimento de rua, ainda reunindo apenas militantes dos partidos da coligação, mas já é o começo propriamente da campanha de rua. Talvez este seja o primeiro grande evento da campanha deste ano após as convenções.
Pelo interior o candidato a deputado federal Tiago Andrino (PP) está passando como “furacão” e arrastando vereadores e líderes políticos para o seu palanque. O afilhado do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), aprendeu rapidinho como funciona a política do Tocantins. Nota-se que o entusiasmo com que os vereadores falam de Andrino não é com propostas inovadoras que romperiam com a velha política. Talvez seja o contrário.
Dos seis candidatos a governador, dois são advogados (Luis Cláudio e Ataídes Oliveira), um é jornalista (Carlos Potengy), um médico (Joaquim Rocha) e dois não têm formação superior (Sandoval Cardoso e Marcelo Miranda). Os advogados dominam, portanto, a disputa pelo Palácio Araguaia.
O plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) virou o centro das atenções dos candidatos. É de lá que pode sair a sentença que vai turbinar a campanha de muitos candidatos ou eliminar alguns da disputa. Até o dia 5 de agosto, quando termina o prazo de julgamento dos pedidos de registro de candidaturas, permanece o clima de expectativa.
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Antônio Faleiros: “Depois da saúde, minha bandeira no Congresso será a reforma política” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Eleição para deputado federal demanda altos investimentos, pois é necessário aglutinar muito apoio e formar bases pelo Estado. Isso é sabido. Porém, as bandeiras representadas pelos candidatos também são de suma importância. E é nesse ponto que um dos favoritos da base para a Câmara Federal, o ex-secretário de Saúde Antônio Faleiros (PSDB) tem apostado. Faleiros diz que as eleições atualmente têm um defeito: “profissionalizou-se a campanha, mas não a política.”
Segundo ele, são poucos a dispensar apoio por puro entrosamento com as bandeiras levantadas pelo candidato. “Hoje, qualquer pessoa que tenha algum tipo de liderança só quer te apoiar se for para ganhar algo em troca. Assim, eu não quero. Por isso que, quando eleito, minha principal causa depois da saúde, será a reforma política”, diz.
Faleiros está concentrando sua campanha principalmente em Goiânia, onde é mais conhecido, mas passará a dispensar algum tempo no interior também a partir de agosto. Com o apoio dos servidores da saúde, médicos, da Igreja Católica e de segmentos evangélicos e de militares, o ex-secretário tem a expectativa de conquistar 100 mil votos, o que é o suficiente para que ele se eleja, mesmo estando no chapão.
Júnior Coimbra é um caso raro de político com forte vocação artística. Sua representação beira o real. Depois de contribuir com o governo desarticulando o PMDB até onde pôde, agora posa de vítima do que chamou de “autoritarismo” do partido que o arredou do comando. O deputado vai terminar se convencendo que sempre trabalhou pela eleição de Marcelo Miranda e Kátia Abreu, mas o partido é que atrapalhava, e que sua boa relação com membros do governo é por pura solidariedade aos líderes incompreendidos.
O deputado Júnior Coimbra (PMDB) tem razão. Não é mesmo de se estranhar vê-lo ser fotografado ao lado do governador Sandoval Cardoso (SDD) em visita pelo interior do Estado. Afinal, o deputado está apenas mantendo a coerência. Está do lado onde sempre esteve.
O governador Sandoval Cardoso (SD), que em função de acordos políticos já tinha a obrigação de eleger o ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira a deputado estadual e reeleger mais 16 deputados que o fizeram governador indireto, terá agora também que “salvar” Júnior Coimbra, que corre sério risco de perder a reeleição depois que foi acusado pela executiva nacional do PMDB de tentar entregar o partido ao governo. Não será tarefa fácil diante do sentimento de mudança da sociedade. No caso de Coimbra tem um agravante, os votos serão computados para o PMDB e não para a chapa governista.
Em nota a comissão interventora do PMDB volta a acusar adversários de deturpar informações para prejudicar o candidato da coligação oposicionista. Diz a nota: “‘A Experiência Faz a Mudança’ vem a público denunciar à população as práticas espúrias de seus adversários, deturpando reportagem da Veja On-Line desta semana, fazendo de uma matéria que apenas relaciona candidaturas questionadas pelo Ministério Público Eleitoral dos Tribunais Regionais Eleitorais, sem juízo de mérito, para confundir os eleitores do Tocantins, atribuindo à Revista a falsa informação de que o ex-governador Marcelo Miranda estivesse inelegível,” explica a nota informando que ex-governador tem sua candidatura garantida pelo TJ Tocantins, que suspendeu, liminarmente, os efeitos de um decreto ilegal da Assembleia Legislativa. E também pelo Tribunal Superior Eleitoral que em decisão da ministra Luciana Lóssio, no dia 29 de maio de 2014, firmou entendimento, transformado em acórdão, de que o prazo de inelegibilidade deve ter início na data da eleição questionada. Portanto, segundo a nota, no dia 5 de outubro de 2014, Marcelo Miranda está plenamente elegível.
Mas o que chama atenção no deputado peemedebista não é só a coerência, mas a capacidade de transformação. Depois de mais de dois anos mantendo um discurso ameaçador contra o ex-governador Marcelo Miranda e mais recentemente contra a senadora Kátia Abreu, Coimbra adota agora uma atitude de paz e amor. Diz até que gostaria muito de estar ajudando o seu partido, mas que foi rejeitado pela cúpula. O que, segundo ele, explica a sua ligação com Sandoval. Não
O Tocantins ganha mais um candidato a governador. Trata-se do advogado Luis Cláudio, que foi lançado de última hora pelo PRTB, numa correção de rumo da legenda. A executiva nacional fez intervenção no diretório regional e decidiu lançar candidato próprio, retirando o partido da base do governo. Compõem a chapa majoritária os empresários Odethe Catumbia como candidata a vice, e Joel Matos na disputa pela cadeira no Senado. Agora são seis os candidatos ao governo do Estado.
Aguimar Jesuíno (PSB), candidato ao Senado na chapa do também pessebista Vanderlan Cardoso, tem participado de viajado bastante nos últimos dias devido à campanha. E ele atesta: a população tem demonstrado muito frieza em relação à política e aos políticos. “A população está insatisfeita com a política de modo geral. E não é efeito da Copa. Isso vem de antes. Veja as manifestações do ano passado”, declara. E Aguimar afirma que essa insatisfação não é apenas da população, mas dele também. “Sou o único candidato a senador que pode fazer o discurso das reformas, pois sou o único, entre os grandes partidos, que nunca tive mandato no Congresso Nacional”, afirma se referindo a Vilmar Rocha (PSD), Ronaldo Caiado (DEM) e Marina Sant’Anna (PT). “Não tenho tempo de TV, nem sou tão conhecido da população quanto os outros, mas tenho discurso e falarei em nome da insatisfação do povo no horário eleitoral”, diz o senatoriável. O que pode ajudar Aguimar é a grande quantidade de indecisos. A última pesquisa Fortiori, por exemplo, mostrou que 80% do eleitorado não sabe em quem votar para senador.
A contestação da coligação “A mudança que se vê” contra a realização da convenção do PMDB é mais um desses absurdos do siqueirismo contra a candidatura do ex-governador Marcelo Miranda que foge ao racional. A coligação governista não é parte legítima para esse tipo de reclamação. Só um membro do partido poderia fazer. A medida leva a concluir que os governistas falam de inelegibilidade do ex-governador, mas não confiam totalmente nesta tese, por isso em via das dúvidas buscaram minar a candidatura do peemedebista no seu próprio partido. Como já não contam mais com colaboradores no partido adversário, o jeito foi admitir que tem medo do PMDB e a busca desesperada para tentar evitar disputar contra ele.

