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Um livro interessantíssimo saiu no Brasil recentemente — “Batalha de Amor em Sonho de Polifilo”, de Francesco Colonna (Editora Paulo Masuti Levy, 120 reais), com tradução de Claudio Giordano —, mas não mereceu a devida acolhida crítica. A autoria do livro, de 1499, é atribuída a Collona (1433/1434-1527), mas não se tem certeza. O “Hypnerotomachia” é apontado como um dos incunábulos mais encantadores e importantes. O design gráfico, visto como revolucionário, foi feito por Aldus Manutius (tido como o “primeiro impressor profissional” da Itália). O autor das xilogravuras é desconhecido. Retirei do Google: “Existem algumas pistas sobre a identidade do autor. Por exemplo: alinhadas, as letras iniciais de cada capítulo formam a frase ‘Poliam frater Franciscvs Colomno peramavit’ que, traduzido do latim, significa ‘o irmão Francisco Colono amava Polia intensamente’. Acredita-se que se trata do monge dominicano Francesco Colonna que, segundo os anais dominicanos, solicitou um empréstimo para ajudar na publicação de um livro por volta do ano 1500”.
“O livro conta a história do jovem Polipilo que, dentro de um sonho, procura por sua amada, a ninfa Polia. Para alcançar seu destino, ele precisa passar por misteriosas florestas, cidades e labirintos, presenciando todo tipo de cena bizarra e deparando com deuses, ninfas e outros seres mitológicos e árcades. Além da sua qualidade gráfica, o que torna o livro tão célebre é o fato de ser um dos mais incompreensíveis de todos os tempos. Escrito em várias línguas (latim, grego, hebraico, árabe e hieróglifos egípcios) ao mesmo tempo, a narrativa mistura pesadelos, aventuras, passagens eróticas, tudo em meio a comentários sobre literatura, arquitetura, música”, anota a Wikipédia.
A tradução (feita a partir do castelhano) de Claudio Giordano — também tradutor de “Tirant lo Blanc” (Prêmio Jabuti de Tradução), de Joanot Martorell — é apontada pelo tradutor Bruno Costa como de uma perícia ímpar. “A empreitada foi colossal, dificílima, mas muito bem-sucedida”, afirma o editor da Ex Machina. “Trata-se de uma obra-prima, de um livro, por assim dizer, ‘inaugural’ e que merece ser lido, resenhado e comentado”, afirma Bruno.
A jornalista Cristina Grillo deixou a “Folha de S. Paulo” e é a nova diretora da sucursal da revista “Época” no Rio de Janeiro. Seu antecessor, Leonardo de Souza, voltou para a “Folha” como repórter especial. No jornal paulista, Cristina foi substituída por Fernanda Godoy na secretaria de redação.
Um dos mais destacados compositores eruditos da atualidade, o barítono Fernando Cupertino fala sobre o concerto em homenagem ao pianista e professor Osvaldo Lacerda que acontecerá este mês em São Paulo
A revista “Piauí” traz um dos mais equilibrados perfis de Delfim Netto. Ministro da ditadura, mas sobretudo um liberal, depois deputado federal por São Paulo, na democracia, poucas vezes o cultíssimo economista foi perfilado com tanta independência e distanciamento. O autor da façanha é o repórter Rafael Cariello. O repórter não tem nenhuma intenção de diminuir ou engrandecer seu personagem. Na verdade, apresenta-o na sua dimensão exata. As qualidades de Delfim Netto, sua capacidade de entender a economia nacional e internacional, levaram-no a sobreviver à ditadura.
Uma série de batalhas se desenha para o partido pós-eleições. Em jogo estará não apenas o comando da sigla, mas também seu futuro eleitoral
Thomas Mann não foi somente um herdeiro tardio da tradição idealista e romântica alemã, mas também um dos principais autores modernos. Um clássico em tempos de mudanças e revoluções, conseguindo refletir de forma original o espírito de seu tempo
Alguém com interesse em Ronnie Von ou na música que ele fez, vai ter de esperar um próximo livro
O ex-prefeito de Palmas Raul Filho, ainda no PT, deve ser expulso do partido logo após as eleições. Sem mandato, agora é um aliado do prefeito Carlos Amastha (PP), de quem foi desafeto político em 2012
Ao ser sabatinado na OAB Tocantins, o senador Ataídes Oliveira (Pros), que é candidato ao governo, destacou suas propostas para geração de empregos e renda no Estado. Ele disse que para gerar empregos é preciso respeitar o empresariado do Tocantins e atrair novos investidores. Ataídes praticamente reproduziu o que já havia dito na entrevista que concedeu ao Jornal Opção: “Precisamos fazer o nosso dever de casa, investindo em infraestrutura e na qualificação da nossa mão de obra.” Segundo ele, no Estado há mais de 50 mil jovens que não trabalham ou estudam, logo, precisando de oportunidade. A eles serão oferecidos cursos profissionalizantes. “Além de oferecer infraestrutura e mão de obra qualificada, precisamos implementar uma política fiscal atraente, por meio da redução da carga tributária”, acrescentou. Para o candidato, quando a carga tributária é reduzida, aumenta-se, em contrapartida, a arrecadação. Isso ocorre porque a desoneração propicia o crescimento das empresas, a contração de mais pessoas e, consequentemente, a arrecadação de impostos. O candidato destacou como áreas prioritárias para a geração de empregos: o agronegócio, a pecuária, a produção de energia, o turismo ecológico e religioso. Para dar suporte ao crescimento do turismo e atração de investidores, Ataídes também afirmou que serão construídos centros de convenções em localidades estratégicas do Estado. Segundo ele, se eleito, assumirá a responsabilidade das dívidas do Estado e, ao falar sobre corrupção, afirmou que em seu governo contará com uma Central Única de Compras e Contratações, para inibir práticas de corrupção.
Você e eu e todos nós somos enormes depósitos de mágoas. Nossas casas internas estão abarrotadas delas, como portas emperradas trancando a vida do lado de dentro
O governador e candidato à reeleição, Sandoval Cardoso (SDD), disse, durante sabatina na OAB Tocantins, que pretende fortalecer a parceria com os municípios, caso seja eleito. “Precisamos fazer um grande investimento na infraestrutura das cidades. O primeiro passo é a pavimentação, que já estamos realizando. Em seguida, na construção de praças, quadras esportivas, escolas, universidades e empregos. Dotando as cidades de estrutura, melhoraremos a qualidade de vida, evitando que os jovens deixem suas cidades e migrem para outras em busca de oportunidades”, destacou o candidato. Sandoval disse que a primeira parte deste projeto já está sendo executado, se referindo ao investimento na recuperação da malha viária das cidades e à construção de camada asfáltica onde não há tal revestimento. “Vamos recuperar 100% das ruas das nossas cidades. Já temos o dinheiro em caixa e estamos trabalhando. Começamos pelas cidades maiores e o serviço caminha para atender também as menores. Todas as cidades serão beneficiadas”, prometeu. Para Sandoval, os principais gargalos da saúde são: o espaço físico e a falta de um sistema de gerenciamento do estoque regulador de medicamentos. O candidato admitiu que o setor sofreu um “apagão” de investimentos nos últimos 10 anos e informou que já deu início à construção de mais de 800 leitos e já conseguiu recursos para aquisição do sistema que vai eliminar o problema de desabastecimento nos hospitais. Com relação ao pagamento dos precatórios, Sandoval disse que sua intenção é cumprir todos os compromissos, sem desequilibrar as contas do Estado. “Nossas prioridades são: manter a saúde, a segurança e a educação. Nossa ideia é ampliar a arrecadação para que o Estado possa arcar com todos esses compromissos”.
Mandato
O governador Sandoval Cardoso, ao se referir ao cumprimento integral de seu mandato, garantiu que, caso seja reeleito, não vai renunciar e entregar o cargo à terceiros. Isso porque há especulações de que Eduardo Siqueira (PTB), sendo eleito deputado estadual, assumiria a presidência do Legislativo e levaria Sandoval a adotar a mesma postura do velho Siqueira, renunciando ao governo juntamente com o vice, caso fosse eleito. Para desfazer qualquer hipótese dessa natureza, Sandoval fez questão de registrar em cartório o seu compromisso de cumprir o mandato até o final, em um eventual governo seu.O candidato a governador Marcelo Miranda (PMDB) assegurou, durante sabatina realizada na OAB, que 12% da população do Tocantins é analfabeta e assumiu o compromisso, caso seja eleito, de solucionar essa dívida social. “Vamos trabalhar para erradicar definitivamente o analfabetismo, por meio do Programa Professores da Família”, disse o candidato, acrescentando que vai recuperar a nota baixa do Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em um eventual governo do PMDB e partidos coligados, Marcelo disse que o Tocantins voltará a ser um Estado de oportunidades. “As pessoas que aqui chegarem não vão querer sair porque, com a industrialização e com as reformas urgentes que vamos executar na Saúde, Segurança Pública e Trafegabilidade (estradas), a qualidade de vida vai subir alto”. Marcelo destacou também o respeito que sempre pautou as relações de seu governo com a sociedade organizada e com os poderes Judiciário e Legislativo. “Vamos voltar a ter uma convivência harmônica e respeitosa como sempre tivemos em oportunidades anteriores. Por isso, peço a colaboração de vocês, advogados e juristas. Vamos melhorar as ações públicas”.
Segurança
No entendimento do candidato, para resgatar a “segurança perdida pela população”, será necessária a integração das polícias civil, militar, guarda metropolitana, Ministério Público e órgãos responsáveis, em um grande esforço de combate ao crime e à violência. “Vamos implantar o programa A Polícia Está de Olho, que é o monitoramento por câmeras que já serão instaladas em três cidades-piloto: Palmas, Araguaína e Gurupi”, explicou Marcelo, que emendou: “Para que a nossa população volte a ter proteção e tranquilidade, vou fazer um governo de tolerância zero tanto ao crime quanto à violência”. Nessa área , o candidato disse que irá implantar o programa Polícia Mais Perto de Você e realizar uma grande força-tarefa para combater o crime e a violência.Saúde e habitação
Se eleito, Marcelo afirmou que pretende colocar em prática um plano emergencial na área da saúde, assim como na habitação, que, segundo ele, também necessita de uma mudança urgente. Atualmente, pelos seus cálculos, 30% da população do Tocantins não tem um lugar digno para morar. “No meu governo, eu fiz o maior programa de habitação popular do Estado, com 40 mil casas. Agora, vamos implantar o Habitação Para Todos e fazer de novo um programa habitacional que atenda às necessidades dos tocantinenses, modernizando o programa de cheque-moradia e, por meio do Cartão Moradia, daremos mais oportunidade e dignidade às famílias que precisam”.Desenvolvimento
Nos planos do candidato consta também o programa O Grande Negócio é Agronegócio e a Agroindústria. E reiterou a ideia de que o Tocantins precisa voltar a ter o seu ciclo virtuoso de desenvolvimento, aproveitando a sua vocação econômica, com investimentos e incentivos à produção, geração de emprego e renda. Na esteira desse raciocínio, observou que todos os caminhos do desenvolvimento passam pelo Tocantins. Por isso, se comprometeu a investir em infraestrutura de transporte e logística, potencializando o crescimento econômico e colocando a produção e exportação do Tocantins na rota do Brasil e do mundo.
Presidente da OAB-TO defende que os candidatos sejam cobrados por aquilo que prometem em campanha
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O programa eleitoral de Sandoval Cardoso partiu para o ataque contra Marcelo Miranda[/caption]
A equipe de marketing do governador e candidato à reeleição, Sandoval Cardoso (SDD), na tentativa de dar sobrevida à campanha do candidato, que patina e não chega nem a 30% das intenções de votos nas pesquisas, resolveu atacar o concorrente Marcelo Miranda (PMDB) no programa eleitoral da televisão, na semana passada. Acusou o peemedebista de superfaturamento de pontes quando era governador do Estado.
Marcelo, por sua vez, questionou a eleição indireta que conduziu Sandoval ao governo, e disse que não adianta o governador tentar se desvencilhar da ligação com o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) para passar ao eleitorado que é um moço que não tem rabo preso. E ironizou ao perguntar quantos votos Sandoval teve para governador, lembrando que sua eleição contou com o respaldo de mais de 340 mil eleitores. “O que o eleitor vai decidir é se quer o siqueirismo, ou se quer um governo mais perto das pessoas”, lançou Marcelo.
O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), saiu do salto e baixou o nível definitivamente. Estopim curto, o prefeito não suportou ser classificado de demagogo pelo deputado e candidato a vice-governador na chapa de Marcelo Miranda (PMDB), Marcelo Lelis (PV), por ter decidido se mudar para o bairro Taquari em plena campanha eleitoral. Amastha reagiu nas redes sociais utilizando um vocabulário de baixo nível: “Tremendo cara de pau; me chama de demagogo. Vagabundo que nem estudou nem trabalhou para virar gente. Desqualificado, apenas na mamata pública”.

