Iris Rezende continua ou não como comandante do PMDB? Eis a questão

Uma série de batalhas se desenha para o partido pós-eleições. Em jogo estará não apenas o comando da sigla, mas também seu futuro eleitoral

Ex-governador Iris Rezende, empresário Júnior Friboi, deputado Daniel Vilela e o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela: quem, entre os quatro, será o próximo comandante do PMDB? Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Ex-governador Iris Rezende, empresário Júnior Friboi, deputado Daniel Vilela e o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela: quem, entre os quatro, será o próximo comandante do PMDB? Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Marcos Nunes Carreiro

Indiscutivelmente, o cenário político-eleitoral em Goiás está polarizado entre dois projetos políticos: o do governador Marconi Perillo (PSDB) e o de Iris Rezende (PMDB). Essa disputa, que tem se repetido quase de modo incessante há 16 anos, porém, não tem sido positiva para o PMDB. Afinal, em todo esse tempo, houve vitórias apenas para um dos projetos: o de Marconi. E as previsões para este ano não são animadoras, pois, se as pesquisas se concretizarem nas urnas, Marconi deverá vencer novamente. A última pesquisa Fortiori/Jornal Opção, publicada no início deste mês, por exemplo, mostra que o governador tem vantagem em todos os cenários.

Isso mostra que há algo errado no projeto de Iris. E com a possível derrota nas eleições deste ano, fica a pergunta: para quem ficará o controle da legenda? A pergunta tem sido feita por vários políticos, inclusive peemedebistas, uma vez que, se for derrotado, Iris já não será mais “o” nome do partido, que necessitará de renovação para vencer nas próximas eleições — 2016 para a prefeitura de Goiânia e 2018 para o governo do Estado. Os nomes para essa renovação são muitos, mas a questão é como fazê-la.

Tendo o controle do partido, muito devido à sua força eleitoral, Iris tem, historicamente, impedido o surgimento de novos nomes dentro do PMDB. O empresário José Batista Júnior, o Friboi, foi a última vítima. “Esvaziado”, o então candidato ao governo, preferiu se afastar para não prejudicar o projeto do partido. À época, Friboi havia dito que não iria participar do processo eleitoral deste ano, exceto como cidadão. E tem mantido a palavra, pois retirou, inclusive, o apoio financeiro que iria dar a alguns candidatos das chapas proporcionais.

Em entrevista à coluna Bastidores do Jornal Opção, Friboi chegou a afirmar que “o jogo político às vezes é muito sujo, desleal, lamentável”, uma vez que teceu acordos com “homens de bem”, que, por sua vez, “não cumpriram publicamente aquilo que disseram privadamente”. Friboi, que esperava compor chapa com Antônio Gomide (PT) de vice e Iris ao Senado, acredita, em relação a Gomide, que o “PT não elege o governador e perde um prefeito de qualidade em Anápolis”. Já sobre o PMDB, o empresário é um tanto mais áspero: “O PMDB vai perder sua quinta eleição consecutiva para governador. Vai para o lixo. Iris vai ficar isolado, com o PMDB destruído, menor. Ninguém vai ganhar nada.”

A mesma análise é feita por outros peemedebistas. Tanto que em dezembro há eleições internas no partido e Friboi, ao que consta, irá “para cima” com o intuito de tomar o controle do diretório regional do PMDB. Para isso, segundo membros do partido, o empresário já conta com o apoio, entre outros, do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela — que pode ser candidato ao Senado em 2018; dos deputados federais Leandro Vilela e Sandro Mabel; e dos deputados estaduais Wagner Siqueira e Daniel Vilela — atualmente, o principal nome do PMDB para a prefeitura de Goiânia em 2016 ou mesmo para a chapa majoritária em 2018 ou 2022. Isso significa que quem vencer as eleições internas, mandará no partido? Não. Porém, já é um começo.

Políticos apontam: Ronaldo Caiado tomará o PMDB 

Ronaldo Caiado: o democrata rompeu com o governo de Marconi Perillo (PSDB) e agora pode ser um forte candidato ao governo em 2018. A questão é se terá o apoio do PMDB|Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Ronaldo Caiado: o democrata rompeu com o governo de Marconi Perillo (PSDB) e agora pode ser um forte candidato ao governo em 2018. A questão é se terá o apoio do PMDB|Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A frase é de um aliado pee­me­debista que, por razões ób­vias, não quis se identificar. Contudo, a assertiva é pertinente por algumas razões: a) caso perca as eleições deste ano, Iris Rezende encerra suas participações em disputas ao governo. Isso é mais que certo e não leva em consideração apenas seu desejo próprio, mas a vontade de renovação que circula há tempos entre os peemedebistas. Con­tudo, essa batalha não será limpa e o risco de que o partido sangre é muito alto. Isto é, a renovação não será pela diplomacia, mas pela força.

Nesse contexto, se eleito senador este ano, Ronaldo Caiado (DEM) se cacifa como forte candidato ao governo em 2018 — talvez o mais forte, se levado em consideração o fator capacidade eleitoral. O democrata carrega uma imagem positiva de político atuante e honesto. Logo, não podendo ser o candidato da base marconista, tenderá a firmar alianças entre a oposição, sobretudo com os peemedebistas, uma vez que Caiado e PT não têm um histórico de aceitação mútua.

Isso nos dá um parâmetro do pode ocorrer: com força política e eleitoral, Caiado aproveita da guerra interna no PMDB e conquista o partido envolvendo-o em torno de seu nome como possível candidato ao governo estadual. O PMDB, fragilizado pelas disputas entre lideranças, aceita apoiar o democrata e, assim, continua na disputa ao governo com chances de vitória.
É claro que não será fácil e, como prenunciado, há a presença de nomes de força no PMDB e que deverão se aproximar daquelas eleições. Mas isso não faz com que a declaração deixe de ser pertinente e executável. “Até porque quem poderia tomar assumir o partido seria o Júnior [Friboi]. Porém, ele não está no jogo ainda. O Caiado sim”, declara o aliado peemedebista.

Disputa quente pela Prefeitura de Goiânia 

Virmondes Cruvinel mostrou que tem capilaridade eleitoral. Pode ser o candidato da base governista  à Prefeitura, mas precisará de apoio. (esquerda) Jayme Rincón é, até o momento, o nome de Marconi Perillo para a disputa. Está se articulando

Virmondes Cruvinel mostrou que tem capilaridade eleitoral. Pode ser o candidato da base governista
à Prefeitura, mas precisará de apoio. (esquerda) Jayme Rincón é, até o momento, o nome de Marconi Perillo para a disputa. Está se articulando

A disputa pela prefeitura de Goiâ­nia em 2016 será no mínimo quente. Caso vença o pleito deste ano, a primeira ação política do go­vernador Marconi Perillo (PSDB) se­rá trabalhar para eleger o prefeito de Goiânia. E fará isso porque Iris Re­zende (PMDB) já não esconde de nin­guém que, se derrotado na disputa pelo governo, sairá novamente como candidato a prefeito de Goiânia.

Iris precisa disso, pois uma batalha sedesenha no partido, pós-2014. Uma batalha pela renovação do partido. E o que tem mantido o ex-governador é seu prestígio eleitoral. Caso perca sua importância na legenda, em grande parte atribuída à sua força eleitoral, Iris estará fora do jogo permanentemente. Logo, se quiser continuar liderando o PMDB, ele precisa ser candidato. Considerando isso, o líder peemedebista tem cartas a seu favor: quando deixou a prefeitura para disputar o governo em 2010, Iris saiu do Paço Municipal praticamente carregado nos braços, isto é, com uma aprovação muito grande. Este fato, somada à má gestão de seu sucessor, o petista Paulo Garcia, dá a ele grandes chances de vitória, o que não poderá ser ignorado pelo partido.

Entretanto, se quiser chegar com condições de vencer as eleições para o governo em 2018, o PMDB precisará se organizar já em 2016. E eleger o prefeito de Goiânia seria o pontapé inicial para alcançar tal objetivo. Por isso, já há um movimento grande na legenda para apostar em um novo nome. Agenor Mariano, atual vice-prefeito, é apontado como um nome de potencial, pois é limpo e não está diretamente vinculado à imagem de má gestão atribuída a Paulo Garcia.

Vanderlan Cardoso, se realmente perder as eleições deste ano, chega a 2016 forte para uma possível eleição por Goiânia. (esquerda) Agenor Mariano seria o candidato natural do PMDB à Prefeitura, mas não depende dele

Vanderlan Cardoso, se realmente perder as eleições deste ano, chega a 2016 forte para uma possível eleição por Goiânia. (esquerda) Agenor Mariano seria o candidato natural do PMDB à Prefeitura, mas não depende dele

Mas há outras opções, talvez até melhores: Daniel Vilela é a principal, pois estaria sendo treinado para uma disputa maior no futuro. Há também Júnior Friboi. Alguns peemedebistas, entre deputados, prefeitos e outras lideranças — que estavam com o empresário antes de sua derrocada — já articulam a possível candidatura de Friboi. O objetivo maior é fazê-lo conhecido e agregar a ele a imagem de bom gestor, o que o tornaria um candidato natural ao governo.

Ou seja, o projeto de ascensão peemedebista passa por Goiânia, seja qual for o candidato. Mas o partido não é o único. Voltemos a Marconi Perillo. Segundo consta, o governador já tem alguns prováveis nomes para a disputa por Goiânia em 2016. Os nomes foram apontados por componentes da atual equipe de governo: o ex-secretário de Educação Thiago Peixoto (PSD), o candidato a deputado estadual Virmondes Cruvinel (PSD), o ex-secretário de Planejamento, Giusep­pe Vecci (PSDB) e o presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Rincón (PSDB), são os mais cogitados.

Porém, o principal nome é, sem dúvidas, Jayme Rincón. Pelo menos é quem já está se articulando. Informações dão conta de que o governador apoiará Jayme Rincón, que tem estado presente na capital por conta de todas as obras que o governo está realizando na cidade. Os palacianos relatam que o governador tem analisado os possíveis cenários de 2016 e apostado na desistência de Iris de se candidatar ao Paço goianiense. “Se ele [Iris] não for candidato, um candidato apoiado pelo governador será fortalecido”, avalia um membro da equipe de Marconi.

Os outros lados

E os outros candidatos? Bom, Van­derlan Cardoso (PSB) é apontado como um forte candidato, se es­se for o seu projeto. Caso perca as elei­ções deste ano, como se desenha, Vanderlan pode disputar a Pre­fei­tura de Goiânia, visto que é relativamente forte na capital. Fora ele, há também dois petistas que podem en­trar na disputa. O prefeito Paulo Gar­cia, que tem um desgaste muito gran­de na cidade, pode apoiar Paulo de Tarso ou Adriana Accorsi. Os dois são candidatos a deputado estadual. Quem for eleito, entra no projeto para as eleições municipais em 2016.

Mas há outra questão: como Paulo está desgastado em Goiânia e não tem apoiado a candidatura de Antônio Gomide ao governo — visto que tem ligações muito fortes com Iris Rezende —, a tendência do PT liderada pelo deputado federal Rubens Otoni poderá querer bancar outro candidato para confrontar o de Paulo. Este poderia ser Humberto Aidar ou Edward Ma­dureira. É certo que Aidar quer. O ex-reitor da universidade Federal de Goiás (UFG) é, tecnicamente, mais qualificado, porém, não é articulado politicamente. Assim, o mais provável é que Aidar seja o escolhido.

Os nomes que podem suceder Marconi Perillo 

José Eliton é o nome natural para suceder o governador Marconi Perillo; contudo, caso não consiga vencer as resistência que tem na base, Vilmar Rocha seria alguém para a função

José Eliton é o nome natural para suceder o governador Marconi Perillo; contudo, caso não consiga vencer as resistência que tem na base, Vilmar Rocha seria alguém para a função

As eleições de 2018 parecem estar muito distantes e longe do pensamento de todos, mas não é bem assim. O quadro político, com base no que está acontecendo agora, já começa a se movimentar para aquele pleito, mesmo que de forma conceitual. Por isso, uma análise do possível quadro político daqui a quatro anos, se faz necessário, podendo, inclusive, nos ajudar a entender alguns pontos das eleições deste ano.

É certo que haverá um esvaziamento político em Goiás pós-2014, principalmente do lado governista, visto que o governador Marconi Perillo (PSDB) — que caminha para seu quarto mandato — já não poderá mais disputar o governo. E até o presente momento não há alguém à altura para sucedê-lo, mas apenas nomes com capacidade de, com o trabalho certo, se viabilizarem para assumir tal tarefa. Que nomes são esses?

Caso a chapa do governador Marconi vença as eleições, o nome natural para alçar ao governo em 2018 é o vice-governador José Eliton (PP). E por razões óbvias: é um preparado tecnicamente e estará no governo há dois mandatos — 2010-2018. Isso lhe agregará, ao mesmo tempo, experiência de gestão e força eleitoral, visto que já não será um completo desconhecido da população — nem dos partidos que compõem a base. Além disso, José Eliton deverá contar com a grande possibilidade de assumir o governo já em 2018, uma vez que Marconi, não podendo se reeleger governador, haverá de visar um cargo de expressão nacional (veja quadro).

Dessa forma, chefiando a máquina do Estado, principalmente se, como agora, tiver dinheiro em caixa para realizar investimentos, não há motivos para que José Eliton não seja o candidato da base naquelas eleições. Será que não? Voltemos ao presente. Nas eleições deste ano, José Eliton teve problemas com a base e quase não pôde compor a chapa majoritária. Acontece que o PP, partido presidido pelo vice-governador, não queria compor com os outros partidos da base para as chapas proporcionais — deputados estaduais e federais. Isso porque no “chapão” é necessário maior esforço para se eleger um deputado.

Assim, houve um início de motim para “depor” José Eliton da candidatura à vice-governadoria. Tal rebelião foi idealizada pelo PTB de Jovair Arantes; pelo PR de Magda Mofatto; e por setores do PSD, do candidato marconista ao Senado, Vilmar Rocha. Todas as partes queriam José Eliton fora do páreo e cada uma delas queria a vaga para seus respectivos representantes. A rebelião só foi contida porque o próprio governador entrou na questão e José Eliton, para se manter na vice, se viu obrigado a ceder. Assim, o PP entrou no chapão, mas a contragosto — muitos candidatos desistiram em razão disso.

Por esses motivos, acredita-se que, mesmo sendo preparado tecnicamente para ser o governador e tendo se cacifado para tal função, José Eliton não consiga unir a base em torno de seu nome. “É o nome natural, mas tem resistências”, diz o presidente de um partido da base. “Não sei se consegue manter a base”, afirma. Dessa forma, se não tiver a habilidade necessária para aglomerar o apoio dos partidos à sua candidatura, nem Marconi conseguirá mantê-lo candidato, pois correrá o risco de dividir a base e dar margem para que outros candidatos surjam.

É bom lembrar que há nomes com potencial eleitoral em outros partidos. Entre outros, é possível citar: Roberto Balestra — ex-presidente do PP e congressista experiente, ele poderia unir a base, além de ser do mesmo partido do atual vice-governador; Marcos Abrão (PPS), que deverá ser eleito deputado federal este ano e conta ainda com o apoio de sua tia, a senadora Lúcia Vânia (PSDB), que encerra seu mandato em 2018 e pode (por que não?) representar um bom nome numa possível chapa para o Executivo estadual. Fora eles, há ainda Flávia Morais, do PDT, Thiago Peixoto e Vilmar Rocha, do PSD.

Vilmar Rocha

Aliás, se alguém esteve realmente perto de se tornar o candidato à vice na chapa governista deste ano foi Vilmar Rocha. Seu partido não era o único que o queria lá quando da rebelião contra José Eliton. Outros, sobretudo os nanicos, também o queriam. E ansiavam vê-lo ocupando a vaga, inclusive alguns pepistas, porque tem experiência parlamentar, base de cultura jurídica e política, articulação nacional, além de ampla capacidade de diálogo.

Tais qualidades não foram elencadas pelo repórter — é bom que se diga —, mas por políticos da base. Um deles chegou a dizer que “se o Vilmar [Rocha] tivesse sido candidato à vice como todos queriam, ele sim tinha condições de unir a base em 2018. Não pela força, mas pela diplomacia que lhe é característica”. Contudo, há uma questão, como avalia outro governista: Vilmar Rocha tem um “quê” legislativo, logo, não se sabe como seria seu desempenho como gestor, experiência que José Eliton já tem.

Mas nada impede a formação de uma chapa com José Eliton na cabeça e Vilmar Rocha na vice. Afinal, caso perca o pleito para o Senado neste ano, Vilmar Rocha estará livre para novamente fazer parte de um possível governo Marconi, agregando mais experiência e envolvimento com a gestão estadual. Até 2018 há muito tempo para que as desavenças entre PSD e PP sejam sanadas.

Contudo, são especulações. Tudo dependerá, é claro, da gestão a ser empreendida nos próximos quatro anos, além, é claro, dos planos que o governador Marconi fará para si.

Esvaziamento no cenário nacional representa uma oportunidade para Goiás

Há especulações de que Marconi Perillo possa estar na próxima chapa  tucana à Presidência. Condições tem, mas precisará se articular

Há especulações de que Marconi Perillo possa estar na próxima chapa
tucana à Presidência. Condições tem, mas precisará se articular

Impossibilitado de disputar uma reeleição ao governo de Goiás, o mais certo é que Marconi Perillo seja candidato Senado em 2018, afinal, já exerceu o cargo. Em 2006, quando deixou o governo para disputar o Senado, Marconi foi eleito com mais de 75% dos votos válidos. Logo, até o momento, é o que se cogita nos bastidores. Mas nem todos acreditam que Marconi deverá ir novamente ao Senado. Há quem diga que o tucano poderá alçar voos mais altos.

O PSDB tem sofrido derrotas no cenário nacional desde que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva assumiu o poder, em 2002. Naquelas eleições, José Serra foi o derrotado tucano. Perdeu no segundo turno. Em 2006, Lula foi eleito também no segundo turno, mas dessa vez com uma vitória esmagadora sobre Geraldo Alckmin. Com a saída de Lula em 2010 o partido achou que conseguiria voltar ao governo e apostou novamente em José Serra, que, entretanto, não conseguiu vencer a candidata petista, Dilma Rousseff.

Neste ano, os tucanos resolveram trocar e, ao invés de apoiar um ex-governador de São Paulo — caso de Serra e Alckmin —, colocaram suas fichas no ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Porém, ao que tudo indica, o PSDB não apenas perderá as eleições como pela primeira vez, desde 2002, sequer chegará o segundo turno. A última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no fim da semana passada, trouxe Aécio na terceira posição com 15% das intenções de voto, 18 pontos porcentuais atrás da segunda colocada, Marina Silva (PSB), e 21 pontos atrás da primeira, a presidente Dilma Rousseff.

Assim, a derrota de Aécio abre espaço para novos nomes. O presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, por exemplo, acredita que o PSDB deverá enxergar em Marconi um nome forte para o pleito presidencial de 2018. “Com a derrota de Aécio, acredito que ele seja candidato, senão à Presidência, à vice. Isso porque [Geraldo] Alckmin é apto, mas tem resistências. O grupo do [José] Serra, por exemplo, não gosta dele”. E Serra, por sua vez, já perdeu duas eleições.

Logo, há uma clara oportunidade para Marconi, que, sendo relativamente novo no cenário nacional, não possui resistências internas no partido. Pelo contrário, é bem visto. A título de exem­plificação, é certo que hou­ve conversas entre Aécio Neves e Marconi no sentido de que, caso vencesse as eleições presidenciais, Aécio tornaria o governador ministro. Isso mostra que há uma articulação nacional em torno do nome do goiano. A possibilidade sempre existe.

Se Marconi for, realmente, para um projeto presidencial, ele poderá apoiar outro nome ao Senado. Em conversa com palacianos, surgiram dois nomes: Jovair Arantes (PTB) e Roberto Balestra (PP), ambos deputados federais com ampla experiência e muitos anos de Congresso Nacional.

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