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Na semana passada, um aliado do candidato do PSB a governador, Vanderlan Cardoso, divulgou, entre jocoso e sério, seu possível secretariado, se eleito. Os nomes da suposta equipe de Vanderlan: Alcides Rodrigues (Saúde), Jorge Kajuru (Esporte), Ozair José (Indústria e Comércio), Erivaldo Nery ou José Rico (Cultura), Administração (Nei Nogueira), Fazenda (Jorcelino Braga), Agricultura (Francisco Gedda), Casa Civil (Sérgio Caiado), Agecom (Adilson Catatau) e Particular (Joaquim Liminha). Este, por sinal, um nome bom. Ao ver a lista, um médico ironizou, meio a título de sugestão: “Só faltou o Marcelo Caron para a Saúde”. Não se sabe se é um secretariado de peso ou pesado, muito pesado.
Uma coisa é certa: se Vanderlan Cardoso (ou Iris Rezende) for eleito governador, Anápolis não vai indicar o secretário da Indústria e Comércio. Segundo um socialista, Vanderlan gostaria de indicar um empresário de Aparecida de Goiânia para a SIC. Iris, como não mantém boa relação com Anápolis, poderia bancar João de Paiva Ribeiro para o cargo. O governador Marconi Perillo vai manter a SIC sob controle de Anápolis.
Iris Rezende (PMDB) começa a pressionar o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, para “entrar com mais vigor” na sua campanha para governador. Maguito garante que está na campanha de Iris Rezende, de corpo e alma, e que não tem responsabilidade no fato de que, dos 25 vereadores, 18 estão na campanha de Marconi Perillo. O peemedebista tem dito que não tem como impedi-los de escolher o tucano e não o peemedebista. O prefeito, de fato, apoia Iris — e, sim, com firmeza. Mas, embora seja favorável a críticas sólidas, não aprova ataques gratuitos ao governador Marconi Perillo (PSDB). Iris não entende isto, mas Maguito não segue seu figurino “bateu-bateu”. O prefeito é light. Talvez por isso se elege com facilidade. E está certo quando diz que gestor não briga com gestor.
Para evitar o fracasso do real, o líder tucano procurou o petista, abriu as portas para sua equipe, o que possibilitou uma transição produtiva, e pôs seus principais auxiliares para aproximar Lula do presidente americano. FHC agiu como estadista, admite guru petista
Lula disse: “Presidente, eu tive de superar muitos preconceitos”. Bush, sorrindo, interrompeu-o: “Eu sou campeão dos preconceitos!”
“Muita gente estranha quando eu digo isso, mas eu tive uma relação muito boa com Bush. Nós estivemos perto de construir uma parceria estratégica”, admite Lula
O livro de Matias Spektor “18 Dias — Quando Lula e FHC se Uniram Para Conquistar o Apoio de Bush” é cheio de revelações. Hugo Chávez chamava o presidente Fernando Henrique Cardoso de “mi maestro” e o considerava um grande aliado. O governo americano desconfiava desta relação. FHC também não apoiou, com o devido empenho, o combate americano ao narcotráfico colombiano. FHC foi o primeiro a sugerir Celso Amorim para chanceler numa conversa com Lula. O petista não conhecia o diplomata. Spektor mostra um Celso Lafer, o discípulo de Hannah Arendt, trabalhando para controlar a opinião dos diplomatas do Itamaraty. De maneira intransigente, apesar das críticas dos, entre outros, embaixadores Rubens Barbosa e Sebastião do Rego Barros. Na página 96 há um erro: “Sarney e Renan Calheiros eram ícones civis do regime militar”. O primeiro sim, o segundo não. Há mais alguns erros mas nada que empane o brilho deste excelente livro. A pesquisa é de primeira e Spektor escreve muito bem. Nuança e contrasta os fatos, contextualizando-os, extraindo mais deles do que meras declarações. Spektor consegue mostrar uma elite política e diplomática com mais espírito de estadista do que se costuma verificar nas reportagens publicadas em jornais e revistas. *Leia Mais Lula da Silva diz que relação com George W. Bush era “muito boa” George W. Bush gostava mais de Lula da Silva de que de Fernando Henrique Cardoso Livro revela que Fernando Henrique ajudou Lula a se aproximar do presidente George Bush
Fortiori, Grupom e Serpes são os três institutos de pesquisa com mais acertos sobre as eleições em Goiás. O Ibope é o instituto que mais erra sobre as disputas eleitorais do Estado. Há outros sérios. Mas os que entendem, com o máximo de rigor e esforço científico, os “humores” dos eleitores goianos são mesmo Fortiori, de Gean Carvalho, o Grupom, de Mário Rodrigues, e o Serpes, de Antônio Lorenho.
Afrêni Gonçalves, candidato a deputado estadual pelo PSDB, faz um trabalho de formiguinha, sempre discreto, mas é apontado pela máquina do partido como possivelmente eleito. O governador Marconi Perillo é um dos apóstolos da candidatura de Afrêni Gonçalves, apontado como um homem público da maior estatura, apesar de discreto e humilde.
Fernando Duarte, de Rio Verde, é ecumênico: apoia Náudia Faedo, do PT, para deputada federal e a reeleição do governador Marconi Perillo, do PSDB. “Comparei os candidatos, suas histórias e realizações e concluí que nenhum candidato tem o perfil modernizador de Marconi Perillo”, afirma Fernando Duarte.
O presidente do PHS, Eduardo Machado, espécie de golden boy dos marineiros nacionais — como o deputado Walter Feldman —, está cada vez mais colado na candidata do PSB a presidente da República, Marina Silva. Se esta for eleita, pode virar ministro. Eduardo Machado aposta suas fichas, todas elas, que, no segundo turno, com o apoio do PSDB de Aécio Neves, Marina Silva vai ser eleita presidente da República. Aécio não vai fazer oposição a socialista, ao contrário do que diz. O líder do PHS avalia que o escândalo da Petrobrás — do qual só apareceu a ponta do iceberg — vai ser decisivo no segundo turno. Porque, na etapa seguinte, Marina Silva terá espaço tanto para ser propositiva quanto para explorar os escândalos do governo Dilma Rousseff. O Petrolão pode ser uma pedra no caminho da candidata petista.
O Marimar — movimento de apoio a Marina Silva e a Marconi Perillo em Goiás — surpreende pela quantidade de adesões. O movimento já está parecendo partido político. Na semana passada, até ex-petistas se prontificam a apoiá-lo. E há petistas, dos chamados “éticos” e “não contaminados”, entusiasmados com a candidata a presidente do PSB.
Uma coisa é praticamente certa. No primeiro turno, o prefeito de Anápolis, João Gomes, do PT, está firme, absolutamente leal, ao lado candidato do PT a governador, Antônio Gomide. Espalham dezenas de fofocas sobre o relacionamento dos dois, mas a única coisa que é verdadeira é que, apesar das diferenças de estilo, eles se dão bem e se respeitam. Sem contar que, em 2016, o prefeito vai precisar tanto de Gomide quanto de seu irmão, o deputado federal Rubens Otoni, para disputar a reeleição. Agora, se o segundo turno for entre Marconi Perillo, do PSDB, e Iris Rezende, do PMDB, não resta a menor dúvida: João Gomes ficará ao lado do tucano-chefe. Em nome de uma amizade e aliança antiga com Marconi. Mas também porque Anápolis não tolera Iris Rezende.
Que não se enganem os críticos do prefeito de Anápolis, João Gomes. Ele trabalha de sol a sol. Chega na prefeitura às 7 horas, e até mais cedo, e só vai embora para casa a partir das 21 horas. E está sempre andando pela cidade, verificando as ações de sua equipe. Sem contar que às vezes sai para alguma atividade extra. O petista é uma máquina para trabalhar. Aos que perguntam porque seu trabalho não aparece tanto, Gomes diz, com seu estilo apressado e ágil, que, no momento, quem tem de brilhar não é ele, e sim o candidato do PT a governador, Antônio Gomide. Para não ofuscar o candidato, prefere ficar nas sombras. Depois das eleições, com a prefeitura azeitada, João Gomes pretende se divulgar de maneira mais adequada.
Retirando Aguimar Jesuíno, candidato a senador, e Elias Vaz, candidato a deputado estadual, o PSB de Goiás é apontado como caiadista. Vanderlan Cardoso, embora diga o contrário, para não ser apontado como infiel partidariamente, apoia Ronaldo Caiado (DEM) para senador. E nem é mais por debaixo dos panos.

