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Desafio ao Palácio Araguaia

“Eu sei que o senhor vai ganhar, mas vão deixar o senhor assumir?” perguntou uma eleitora ao candidato Marcelo Miranda (PMDB), em suas an­danças pelo interior do Estado. A resposta do peemedebista foi objetiva: “Não suportamos mais essa mentira e quem a está espalhando, sabe que já perdeu a eleição”. E lançou o desafio curto e grosso ao adversário Sandoval Car­do­so: “Sai do tapetão e vem disputar no voto.”

Terceira disputa

Tocantins_1885.qxdO deputado estadual Marcelo Lelis (PV), candidato a vice-governador na chapa de Marcelo Mi­randa (PMDB), poderá disputar pela terceira vez a prefeitura de Palmas em 2016. Obviamente, o deputado sairia fortalecido politicamente caso o peemedebista ganhe as eleições. Entretanto, a situação inspira uma incógnita: Marcelo Lelis arriscaria a disputa municipal deixando a Assembleia Legisla­tiva nos dois últimos anos apenas para talvez assumir o governo?

Renovação na AL

As 24 cadeiras da Assembleia Legislativa podem ser renovadas em, no mínimo, 40%. Pelo menos é o que apostam os cabos eleitorais mais aguerridos, tanto do lado governista quanto da oposição. Só para se ter uma ideia: seis dos atuais parlamentares com assento naquela Casa de Leis, já estão fora do páreo: Josi Nunes e Freire Júnior são candidatos a deputado federal; Aragão a senador, Marcelo Lelis, candidato a vice de Marcelo Miranda, e Iderval Silva e José Geraldo desistiram de suas candidaturas.

Em busca da vitória a qualquer preço, o PT, acuado, transformou a reeleição em guerra

A irracionalidade assumiu o poder e levou consigo a oposição, o que impede a restauração da compostura na reta final da sucessão presidencial

A tensão da campanha cresceu com o novo escândalo e voltou a separar Lula e Dilma

[caption id="attachment_15060" align="alignleft" width="189"]Crise na Petrobras serviu para Dilma Rousseff marcar presença l Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13 Crise na Petrobras serviu para Dilma Rousseff marcar presença l Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13[/caption] A três domingos do primeiro turno, a voltagem na sucessão presidencial permanece alta e acelera a tensão entre os partidos, confirmada, nas pesquisas de opinião, a estabilidade entre os três principais candidatos. Por coincidência, o PT de Lula e Dilma chega amanhã, segunda-feira, ao último dia do prazo para a troca de candidato, que teria de ser aprovada na Justiça. A tensão reeditou a disputa entre Dilma e Lula pelo comando da campanha da reeleição.Ambos voltaram a se afastar um do outro no momento em que a revista “Veja” divulgou o novo escândalo de corrupção do PT na Petrobras com a coleta de bilhões de reais entre fornecedores da empresa para a compra do apoio de políticos ao governo. Era o mesmo filme que se viu no mensalão do governo Lula, mas agora em dimensão mais ampla. Assim que a revista revelou o vazamento da delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da petroleira, Dilma deu um novo passo para se afastar de Lula. Anunciou, a escolha do Minis­tro do Desenvolvi­mento Agrário, o companheiro e amigo gaúcho Miguel Rossetto, para a coordenação da campanha da reeleição, ao lado do presidente do PT, Rui Falcão. No dia seguinte, Lula não compareceu à reunião noturna do comando da campanha para discutir, no Alvorada, o impacto do novo escândalo. É rotina o sumiço de Lula quando surgem denúncias que acionam o instinto de preservação do ex-presidente. Reapare­ceu apenas na quinta-feira, ao dis­cursar no comício em Ma­naus. Os repórteres o viram apenas no palco. Havia uma barreira a proteger o ex-presidente contra jornalistas cu­riosos interessados em ouvir algo sobre a trepidante Petrobras. Porém, Lula, se tivesse interesse, poderia participar daquela reunião no palácio presidencial, como esteve em outras. Todas reduzidas a um seleto grupo petista, sem plateia. Acontece que a divisão do poder de Rui Falcão com Rossetto foi uma fórmula de esvaziar a presença lulista na chefia da campanha. Não chegou a durar um mês a delegação informal que Lula concedeu ao companheiro Falcão para intervir na campanha. A concessão veio naquela entrevista que Falcão, à revelia do Planalto, ofereceu ao jornal “Valor”. Nela, o presidente do PT afirmou que Lula terá uma presença maior num segundo governo de Dilma. Num primeiro passo, Lula luta para mandar na campanha, o que implica influência também no governo desde logo para orientar mudanças que favoreçam a reeleição da presidente. Num segundo ato, conquistar espaço no novo governo para vigiar Dilma e impedir medidas que prejudiquem a volta dele ao Planalto dentro de quatro anos. Em sua entrevista ao jornal, Falcão foi claro, como se fosse um porta-voz do companheiro Lula: “Precisamos eleger a Dilma para o Lula voltar em 2018. Isso significa que ela, reeleita, começa o ciclo de debate, de planejamento para que o nosso projeto tenha continuidade com o retorno de Lula, em 2018, que é a maior segurança eleitoral de que o projeto pode continuar.” Atrevido, Falcão afirmou que um segundo mandato de Dilma será necessariamente melhor do que o primeiro porque ela “aprendeu muitas lições”. Uma delas seria a de partilhar com Lula decisões do governo. Nessa versão, o ex-presidente não foi protagonista até agora apenas porque desejou, espontaneamente, não ofuscar a sucessora. Dilma não esqueceu o agravo. Aproveitou o mensalão da Pe­trobras para marcar presença. Coube a Lula se manter discreto quanto ao avanço de Rossetto e não se afastar da sucessora por muito tempo. O prejuízo político seria maior se ele se afastasse demais do Planalto.

Três contos de Carlos de Edu Bernardes

O hospital

Eu moro perto de uma estação aonde chegam e partem pessoas todos os dias: é um hospital imenso. Às vezes, à noite, olho pela janela, acordado que estou pela minha inseparável companheira insônia, e vejo sempre muita movimentação no seu interior. Em meio a luzes quase opacas não é difícil imaginar que ali alguém está morrendo, ou nascendo.

É um hospital público, o seu expediente é ú­nico e sem pausas. Nele, muitas vidas en­tram na fila para se extinguirem pois, tão ca­rentes de médicos e medicamentos, quando vêm até um hospital dessa natureza é porque a saúde já suportou de tudo. E desoladamente, já vi acontecer, algumas abandonam de vez e silenciosamente seus corpos debilitados ali mesmo no corredor, porque morrer não espera.

Por outro lado há vidas que entram na fila para dar à luz outras vidas. Instantes em que prorrompem novíssimas e frágeis presenças, delicadamente transportadas pelos mesmos corredores, porque nascer também não espera.

Nalgumas vezes, percebo crianças já crescidinhas nas janelas esboçando um tchauzinho entre um sorriso e uma careta, inocentes das coisas que acontecem ao seu redor. Vívidas, porque protegidas pelas suas infâncias, dão a impressão de estarem no assento traseiro de um carro de passeio ou simplesmente indo para a escola num banco de ônibus. Mas, naquele hospital público e superlotado, elas não me parecem estar repetindo esses gostosos momentos. De repente, pressinto algo que, apesar de corriqueiro, ainda me soa incomum: é quando os quartos estão vazios exalando um previsível anúncio da chegada de alguém, que já sem sorrisos, aguardará serenamente a sua partida.

Por isso, poucos entram nos quartos e saem pela mesma porta que entraram. E assim, voam madrugada a fora pelas janelas, pelos vãos dos prédios, leves e tranquilos e, talvez, até se espantem ao me notar concentrado em algo que não posso ver...

Daí eu sempre me pergunto: serão somente pessoas todos aqueles seres de branco a transitar por aqueles recintos? Serão apenas doentes, moribundos ou enfermeiros a caminhar para lá e para cá, alguns tão levemente, outros tão pesadamente, mas todos se movendo incansáveis e resignados num mesmo lugar?

Ademais, flutuarão perto da minha janela as alminhas puras de bebês desembarcando ali tão cheias de esperanças? Subirão as almas de pessoas, agora isentas das suas histórias, bebendo o espaço numa outra dimensão? Creio que Fernando Pessoa estava certo ao escrever: “A vida é uma estrada. Só porque você fez uma curva e ninguém mais o vê não quer dizer que você deixou de existir”.

A partir de hoje colocarei flores na minha janela.

Uma palavra

Estava eu no rio quando uma palavra boiou perto da sombra de uma árvore. Era uma palavra feia, embolada, tinha um cheiro de coisa estragada, era viscosa e escura.

Pelo jeito, ela nada sabia sobre córregos, bichos e matas, porque por onde passava, e ao seu redor, era apenas água, lambari e planta se sujando e pronto.

De todas as palavras do meu parco repertório e de muitas pronúncias saltitantes no vilarejo, essa era ruim de falar e tinha um semblante ambicioso e mau, como se suas letras conspirassem macular também o dicionário.

Sob o sol e o céu ainda azul, pressenti a sua certeza em desfilar altiva por cursos d´água e em dançar inconteste pelos ares e pétalas. Ao mesmo tempo, nenhum esboço de receio em ser impedida por humildes e simples ribeirinhos, homens de bem. Pelo contrário. Sendo abusada e apadrinhada da ganância, não exalavam dúvidas sobre sua presença em todos os lugares daqui para diante.

Incrédulo, e como quem agradece to­dos os dias por esse abençoado mundão de meu Deus, além de respeitoso com as poucas palavras conhecidas, eu a segurei pelos lados e tentei clarear suas sílabas oleosas de substantivo. Porém, nesse instante e com espanto, constatei que ela não ficaria limpa e sim que contaminaria os panos da minha canoa e os corpos dos meus peixes sadios de natureza.

Assim, com o seu rastro turvo nas mãos e nas roupas, estremeci ao vê-la facilmente retornar para as águas. Logo, outras do mesmo álbum de sinônimos vieram acompanhá-la.

Agora, de cada cin­co palavras ditas nos arredores e nos açudes, três são 'poluição' e as ou­tras duas, pelo visto e sentido, nem multiplicadas por mil acabarão com ela não.

A casa dos meus brinquedos antigos

Eu me mudei. E, por uma dessas coincidências imobiliárias, ou simplesmente por coisas que têm que acontecer, o meu novo lar é vizinho da casa dos meus brinquedos antigos. Ontem, percebi que eles me reconheceram, pois me olharam demoradamente pela janela quando cheguei tarde e cansado do trabalho.

Agora, dá quase para apalpar a surpresa de cada um deles ao me no­tarem assim tão sério, tão grande, tão opaco, tão gordo. E talvez de­du­zam, resignadamente, que acabei me transformando em mais um a­dulto com um arremedo de rosto. Quem sabe até sofram por esses, nós, seres que jogam fora pipas, ca­sinhas e bolas de gude – ou vidros de maionese para colocar um pe­que­no peixe. É... Toda infância deveria ter um céu e um riacho à prova de esquecimentos, ou exigir alarme no despertador para serem visitados.

Vejo que a casa dos meus brinquedos antigos não tem mais, nos seus espaços, a sensação de que irmãos e amigos vão chegar a qualquer momento e espocar sorrisos e assovios. Suas brincadeiras e pantomimas, adubos imprescindíveis para qualquer estágio da vida, devem ter ficado de vez nas fotos amareladas de álbuns perdidos e jamais reclamados, ou regularmente encaixotados. Bi­sonhamente, alimentos assim não estão nas televisivas e sérias regras de nutrição...

Por isso, muito menos há indícios de que os meus brinquedos antigos possam vir a pertencer ao meu mundo atual. Aqui, na nova casa, com horários tão rígidos, há home-banking, ao invés de um vira-lata que necessita de um banho e carinho. Casas de adultos não brilham o bastante pa­ra guardar um jogo de queimada, nem para continuar pulsando a lembrança do primeiro toque na mão de uma garota durante uma matinê do Jerry Lewis.

E lá, do outro lado da rua, reverbera, por fim, a constatação de que não há mais o que fazer sobre os meus primeiros e fascinantes espantos.

Certos de não haver resquícios de criança nos meus olhos, os meus brinquedos antigos recolhem-se calmamente, sem interesse qualquer pelos lugares por onde tenho andado.

Carlos Edu Bernardes é graduado em Filosofia e autor do livro de contos “Minhas Mulheres, Essas Ventanias”.

O PMDB com a pulga atrás da orelha: o vazamento incluiu mais gente sua do que do PT

[caption id="attachment_15057" align="alignleft" width="620"]Renan Calheiros e Henrique Alves, ilustres do PMDB envolvidos no novo “mensalão” que logo correram para Michel Temer l Foto: Wilson Dias/Agência Brasil Renan Calheiros e Henrique Alves, ilustres do PMDB envolvidos no novo “mensalão” que logo correram para Michel Temer l Foto: Wilson Dias/Agência Brasil[/caption] Quando deseja esmiuçar os mistérios e caminhos da política, o PT da presidente Dilma se reúne no Palácio da Alvorada. Na mesma circunstância, o PMDB do vice-presidente Michel Temer se recolhe à residência oficial do vice, o Palácio do Jaburu, a cinco quilômetros e meio do Alvorada, quase em linha reta. Nessa distância, Dilma reuniu a sua turma na noite da segunda-feira, 8, para discutir a repercussão eleitoral do vazamento do novo escândalo da Petrobras, no Alvorada. Duas noites mais tarde, Temer se reuniu com os seus, no Jaburu, para examinar porque o vazamento de uma dúzia de nomes de políticos beneficiados pelo novo mensalão tinha mais peemedebistas do que petistas. Os peemedebistas entenderam que foi manipulado o vazamento de nomes de políticos que teriam sido mencionados por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, em sua delação premiada — feita em troca de redução da pena do próprio. A manipulação atribuiria mais culpa ao PMDB do que ao PT. A ideia poderia ser do próprio Costa, preso no Paraná. Em torno da mesa da vice-presidência, estavam nomes ilustres que, três dias antes, preferiram não comparecer ao palanque da parada de Sete de Setembro, no domingo. Au­sentes, eles escaparam da pressão pa­ra comentarem a nova compra de apoio político ao governo – em ope­ra­ções assim, sempre sobra uma ver­ba também para o patrocinador, o PT. Faltaram ao desfile, mas foram ao Jaburu, para começar, os presidentes do Senado e da Câmara, senador Renan Calheiros e deputado Henrique Alves. Por coincidência, Calheiros é pai do deputado Renan Filho, candidato ao governo de Alagoas – pelo PMDB, é claro. O próprio Alves é candidato a governador do Rio Grande do Norte. As campanhas são caras. Também esteve na vice o senador José Sarney, em fim de carreira como candidato e pai de Roseana, governadora do Maranhão. Eles estão de saída, mas o PMDB maranhense apoia o senador Lobão Filho como candidato ao governo. O pai de Lobãozinho é o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ausente na parada, cria de Sarney e, em tese, responsável pela Petrobras. Outro que perdeu o desfile, mas compareceu ao palácio de Temer é o líder do PMDB da Câmara, Eduardo Cunha (Rio), candidato à sucessão de Henrique Alves na presidência dos 513 deputados, atualmente espalhados por 22 partidos. Eles tentaram entender se houve malandragem no fato de que o vazamento incluiu seis peemedebistas e apenas três petistas como vendedores de apoio. Sendo que os do PMDB são politicamente mais ilustres do que os do PT. Entre os petistas, dois deputados: Candido Vaccarezza (São Paulo) e João Pizzolatto (Santa Catarina). O outro petista é gente de Lula e, sintomaticamente, tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que tem origem no sindicalismo bancário de São Paulo. Vaccari, membro do conselho da usina Itaipu Binacional, carrega no currículo o antigo escândalo da Bancoop — cooperativa habitacional dos bancários paulistas. Dali saíram R$ 70 milhões para o caixa dois do PT. Além disso, deixou o prejuízo de R$ 100 milhões para bancários que ficaram sem a casa própria. O PP contribuiu com dois nomes: o presidente do partido e senador Ciro Nogueira (Piauí); e o ex-deputado baiano Mário Negro­monte, ex-ministro das Cidades, demitido por Dilma durante a época da faxina. O PSB contribuiu com um morto, o ex-governador Eduar­do Campos. Sintomaticamente, Marina Silva ocupa a vaga dele, há um mês, como presidenciável. A meia dúzia de peemedebistas começa pelo ministro Edison Lobão, responsável pela petroleira, e os presidentes do Congresso, Calheiros e Henrique Alves. Juntam-se a eles a governadora Roseana Sarney, o ex-governador Sérgio Cabral (Rio) e o senador Romero Jucá (Roraima), com passado de líder de vários governos no Senado — agora à disposição de outros.

A ascensão de Marina pode ter parado no teto, mas ainda há um mês de bombardeio

[caption id="attachment_15055" align="alignleft" width="620"]Marina Silva entrou no páreo e números relembram que a campanha não acabou l Foto: Vagner Campos / MSILVA Online Marina Silva entrou no páreo e números relembram que a campanha não acabou l Foto: Vagner Campos / MSILVA Online[/caption] “Tudo o que é sólido desmancha no ar, tudo o que é sagrado é profanado”, escreveram os amigos Karl Marx e Friedrich Engels, há 166 anos, no Manifesto Comunista. Há um mês, Marina Silva (PSB/Rede) surgiu como o elemento novo na sucessão presidencial e marcou 21% em pesquisa do Datafolha. Dilma Rouseff (PT) tinha 36%. Aécio Neves (PSDB), 20%. Depois de oscilações para baixo no percurso, a reeleição da presidente Dilma voltou aos 36% que tinha há um mês, agora em nova rodada do Datafolha. Marina subiu e caiu, para chegar a 33%. Aécio não resistiu ao impacto da nova concorrente, perdeu eleitores que marinaram e apresentou-se com 15% na pesquisa fechada na quarta-feira, 10. Porém, a vantagem de três pontos para Dilma sobre Marina é quase três vezes maior em outra pesquisa, feita pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indús­tria e distribuída na sexta-feira, 12. Seriam oito pontos de diferença. No início do mês, Dilma tinha 37% no Ibope e agora foi a 39%. Marina estava com 33% e desceu para 31%. Aécio manteve os 15% nas amostras. A nova pesquisa do Ibope foi à rua entre os dias 5 e 8 de setembro. A do Datafolha, entre os dias 8 e 9. No dia 6, sábado, passou a ser divulgado o novo escândalo da Petro­bras, com o desvio de bilhões de reais para uma nova edição de compra de apoio político ao governo. Assim, o Ibope iniciou a pesquisa antes do escândalo e terminou depois. O Datafolha, sempre depois. Outra diferença: a data de divulgação. O Datafolha terminou a coleta de dados na terça-feira, 9, e divulgou o resultado no dia seguinte. O Ibope terminou a coleta um dia antes, segunda, e divulgou os números quatro dias mais tarde, sexta. Como pagou pela pesquisa do Ibope, a CNI teria preferido mostrar os resultados apenas depois do Datafolha. Antes das pesquisas havia o questionamento sobre o limite de crescimento possível a Marina, onde se ponderava a candidata pelo fato de ser a novidade na disputa, mais a circunstância de beneficiar-se com a comoção popular pela morte inesperada do presidenciável Eduardo Campos, a quem substituiu no PSB. Acrescente-se o peso com que o PT de Lula e Dilma se dedicou ao bombardeio da ex-companheira Marina para removê-la da concorrência e impedir que interrompa a irresistível vocação histórica que destina os petistas ao poder absoluto vida a fora. Mesmo assim, no Datafolha, Dilma não ascendeu naquele período, que o Ibope não pesquisou. Marina parou de crescer e Aécio perdeu o que tinha a perder. Com os três estáveis, as duas estão no empate técnico previsível porque a amostra do Datafolha prevê a margem de erro de 2% acima ou abaixo. No segundo turno, Marina teria 47 pontos contra 43 de Dilma, com o empate no limite. Com a mesma margem de erro, o Ibope aponta empate técnico para ambas na segunda rodada, Marina, com 43 pontos. Dilma, 42. A diferença é que a vantagem de Marina seria de quatro pontos sobre Dilma. No Ibope, um ponto. Até a segunda votação, em 26 de outubro, faltam seis semanas. É o prazo à disposição do PT para avançar na campanha de ódio, sabendo que a rejeição a Marina cresceu no Datafolha: era de 15% no fim de agosto e chegou a 18%. Dilma ainda é a campeã, com 33% — um terço dos eleitores. Aécio é o vice, com 23%. Abaixo, Pastor Everaldo (PSC), com 22%. Depois, Marina. No Ibope, a rejeição a Marina é maior do que no Datafolha em oito pontos, com 26%. Dilma continua campeã, com 42% — nove pontos a mais do que no outro instituto. Aécio ainda é o vice, rejeitado por 35% — 12 pontos a mais do que no Datafolha. O discurso de campanha do PT ganha em eficácia na base da pirâmide salarial, onde está a clientela dos programas sociais do governo. Por faixa de renda, o maior apoio a Dilma está na po­pulação com até dois salários mí­ni­mos, R$ 1.448: 43%, con­tra 29% de Marina e 10% de Aécio. Acima da base, Dilma perde fôlego e chega à outra ponta (mais de 10 salários - R$ 7.240), com 26%. Marina sobe nas faixas intermediárias para 38%, até desembarcar no topo como campeã, com 32%. Aécio é o menos votado na base, com 10%. a seguir sobe conforme aumenta a renda e chega ao topo em segundo lugar, com 31%.

Operação comercial de Angra 3 deve começar em dezembro de 2018

O início da operação comercial da Usina Nuclear Angra 3 deve passar de maio para dezembro de 2018, devido "à desmobilização do canteiro de obras civis por parte da construtora Andrade Gutierrez", disse hoje (12) o diretor de Planejamento da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, ao participar do seminário Perspectivas da Energia Nuclear do Brasil

Pesquisadores querem colocar a favela como tema da disputa presidencial

O trabalho aborda a situação de 63 favelas brasileiras a partir de visitas e entrevistas com 2 mil moradores. O objetivo é interferir nas políticas públicas destinadas a essa população

Cuba enviará médicos para atuar contra o surto de ebola na África

O suporte inclui médicos, enfermeiros, epidemiologistas, especialistas em controle de infecção, especialistas em terapia intensiva e agentes de mobilização social

Confira a agenda dos governadoriáveis para este sábado, 13

[caption id="attachment_10839" align="alignright" width="620"]Candidatos ao governo estadual cumprem agenda na quarta-feira | Fotos: Reprodução e Jornal Opção Candidatos ao governo estadual cumprem agenda no sábado | Fotos: Reprodução e Jornal Opção[/caption] Alexandre Magalhães (PSDC) 8h: Carreata com candidato à presidência Eymael, com saída em frente ao Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga Antônio Gomide (PT) 8h30: Carreata em Anápolis 13h30: Carreata em Aparecida de Goiânia 15h30: Carreata em Goiânia Iris Rezende (PMDB) 8h30: Carreata no Bairro Primavera, com concentração na praça do Conjunto Primavera, na GO-070 9h: Carreata no Residencial Triunfo 10h: Carreata em Goianira 11h: Carreata em Brazabrantes 12 horas: Realiza carreata em Caturaí 13 horas: Realiza carreata em Araçu 14h30: Realiza carreata em Inhumas. Marconi Perillo (PSDB) 9h: Carreata em São Miguel do Araguaia, com concentração em frente ao Hotel Executivo 11h30: Carreata em Porangatu, com concentração na Avenida Mauá, próximo ao Aeroporto 14h: Carreata em Uruaçu, com concentração em frente ao Posto do Goiás 16h: Carreata em Niquelândia, com concentração na primeira rótula da entrada da cidade 19h: 14ª Igreja Assembleia de Deus do Ministério Jardim Esmeralda, em Aparecida de Goiânia 20h30: 29º Aniversário do Ministério do Altíssimo e Convenção de Obreiros, em Anápolis, na Sede Nacional das Igrejas do Altíssimo Marta Jane (PCB) 14h: Participação em atividade de finanças da campanha - Feijoada Socialista Vanderlan Cardoso (PSB) 8h: Curriata em Iporá. Concentração: No aeroporto 11h: Curriata em São Luiz de Montes Belos. Concentração: No aeroporto 12h30: Curriata em Firminópolis. Concentração: No trevo de entrada da cidade 14h30: Curriata em Turvânia. Concentração: Na entrada da cidade 15h30: Curriata em Nazário. Concentração: No aeroporto

Homem confessa assassinato de jovem gay em Inhumas, mas nega homofobia

Após relação sexual, os dois teriam se desentendido e entrado em luta corporal

Marcelo Miranda comemora manutenção de candidatura e inicia conversações para escolher novo vice

Apesar do parecer favorável, o grupo governista ainda deve recorrer da decisão do tribunal

Presidente de associação de avicultores diz que produtores goianos não têm motivos para temer expansão da JBS

A holding da família Friboi tem investido pesadamente no segmento pelo menos desde 2009, sobretudo por meio de aquisições de pequenos e médias empresas