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A lei eleitoral permite que as coligações possam trocar os candidatos das chapas que concorrem às eleições
Aplicativos, games e educação serão destaques goianos no evento internacional
Segurança pública, educação, saúde e energia elétrica são as prioridades de todos os candidatos
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Reprodução: Facebook[/caption]
Familiares e amigos de João Antônio Donati, de 18 anos, morto em Inhumas na quarta-feira, 10, manifestaram a favor da criminalização da homofobia. Indignados, cidadãos de outros municípios se juntaram organizando protestos para cobrar maior agilidade nas investigações. A causa da morte do jovem ainda não foi desvendada. João foi encontrado com o pescoço quebrado e a boca cheia de papel. Segundo pessoas próximas de João, estaria escrito “vamos acabar com essa raça maldita de demônios” em um dos papeis, o que levanta a suspeita do crime ter sido causado por homofobia.
O delegado responsável pelo caso, Humberto Teófilo, negou a existência da mensagem e informou que as testemunhas serão escutadas nesta semana. Quanto ao corpo de João, o delegado disse que não tem como confirmar se o pescoço estava realmente quebrado ou se os braços e pernas estariam fraturados.
O laudo do Instituo Médico Legal (IML) deve ficar pronto em 30 dias. Segundo estatísticas do Grupo Gay da Bahia (GGB), um homossexual é morto a cada 36 horas no Brasil e 70% dos casos ficam impunes. Sete em cada dez homossexuais brasileiros já sofreram algum tipo de agressão física ou verbal. A família disse aos policiais que João saiu na manhã da terça-feira e não voltou mais para casa.
Cresce economia goiana
O Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) divulgou, na quarta-feira, 10, que o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás registrou, no segundo trimestre deste ano, crescimento de 2,1%, comparado ao mesmo período de 2013. Segundo a Segplan, o desempenho foi resultado do aumento de mesma amplitude nos setores de serviços, indústria e agropecuária. O valor estimado do PIB no Estado atingiu o valor de R$ 36 bilhões entre os meses de abril, maio e junho. Comparado os resultados da economia goiana com a média nacional, o segundo trimestre foi favorável ao Estado. A taxa do País, neste período, foi negativa (-0,9%).ONU critica prisões brasileiras
O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne representantes de 47 países, debateu os problemas dos presídios brasileiros na quarta-feira, 10, em Genebra. O Grupo de Trabalho da ONU de detenção arbitrária apresentou um relatório sobre sete prisões das cidades de Brasília, Campo Grande, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo, produzido por especialistas em março de 2013. O texto critica o uso, considerado excessivo, da pena da privação de liberdade e mostra que ela “está sendo usada como o primeiro recurso em vez do último, como seria exigido pelos padrões internacionais de direitos humanos”. O relatório também mostra preocupação com a existência de prisões arbitrárias, ausência de separação entre pessoas condenadas das detidas temporariamente, integridade física dos detidos e com a ocorrência de maus-tratos praticados por guardas e policiais.Reajuste anual eleva tarifa de energia elétrica em 21,64%
A média do reajuste tarifário anual na conta de luz dos clientes da Companhia Energética de Goiás (Celg) ficou em 21,64%. O porcentual foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que divulgou na terça-feira, 9, os tetos tarifários a serem empregados pelas fornecedoras de energia do País. Em Goiás, o reajuste começou a valer na sexta-feira, 12. A Aneel autorizou a Celg reajustar em até 19,85% as contas de energia elétrica de residências e comércios e em até 24,97% as contas de indústrias de alta tensão, sendo que a empresa tem autonomia de empregar um porcentual menor em ambos os casos. O novo valor vigorará até 11 de novembro de 2015. Os cálculos levam em consideração o Índice de Reajuste Tarifário (IRT) Financeiro, que são os custos não gerenciáveis, como a aquisição da energia das hidrelétricas e termoelétricas, e o IRT Econômico, o cálculo aproximado da receita para cobrir custos e investimentos dos próximos 12 meses.Cai índice de casos de dengue
O Estado de Goiás registrou queda de 32,93% nos casos de dengue. Segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde, do início do ano até o sábado, 6, foram contabilizados 103.658 registros da doença. A queda de 32,93% é em comparação ao mesmo período do ano anterior. A capital goiana segue como a 1ª no ranking de casos com 22.330 ocorrências. Em seguida, Luziânia com 12.891 registros e Aparecida de Goiânia com 8.269 casos. Neste ano, já são 58 mortes em decorrência da doença. Novamente, Goiânia lidera com nove óbitos, seguida por Aparecida de Goiânia, com seis mortes, e Anápolis, com três.Divergências no novo cálculo do IPTU
O secretário de Finanças da Prefeitura de Goiânia, Jeovalter Correia, defendeu na quinta-feira, 11, a proposta de alteração das alíquotas de IPTU e ITU na capital. Segundo ele, a apresentação de projeto desse teor à Câmara Municipal tem como objetivo assegurar um serviço público de qualidade para a população goianiense. No dia seguinte, representantes da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), do Fórum Empresarial e de Habitação alegaram que a proposta vai impactar os goianienses e que o prefeito Paulo Garcia (PT) e a Câmara Municipal não ouviram o setor privado. Segundo a presidente da Associação Comercial Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Helenir Queiroz, a nova proposta vai aumentar em mais de 600% o valor do IPTU. “Vale lembrar que o recurso arrecadado mal servirá para quitar a folha de pagamento dos servidores, ou seja, o dinheiro não vai servir para investimentos nem para melhorar a cidade”, lamentou.
Os eleitores parecem acreditar que escândalos são típicos do meio político e tendem a apostar no candidato menos pior. Nas eleições deste ano, as classes médias devem apostar naquele candidato que prometer mais consumo e, portanto, crédito facilitado. A ética está pesando menos do que a economia
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Agenor Mariano, Barbosa Neto e Lívio Luciano: os peemedebistas dizem que, na hipótese de segundo turno, a disputa será plebiscitária[/caption]
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Rezende, o candidato a deputado estadual Lívio Luciano e o ex-deputado federal Barbosa Neto, peemedebistas, apostam todas as suas fichas que a eleição para governador de Goiás terá segundo turno.
Barbosa Neto frisa que, dado o exíguo tempo de televisão, “o programa do candidato a governador Iris Rezende concentrou-se na tentativa de desconstruir o governo do tucano Marconi Perillo e, ao mesmo tempo, em apontar Iris como uma alternativa de gestor experimentado. O dilema era: ‘bater’ ou ‘propor’. Ficamos com a primeira tese. Com o segundo turno praticamente garantido, nós vamos para o segundo round. No segundo turno, com mais tempo na televisão, vamos, sem deixar de fazer a crítica dura e consistente, aumentar a nossa agenda positiva ou propositiva”. Iris e Marconi terão dez minutos cada.
O segundo turno, na avaliação de Barbosa Neto, “é outra eleição, criam-se novas expectativas de poder. Marconi vai para o segundo turno em primeiro lugar, a se aceitar o resultado das pesquisas, mas, na etapa seguinte, com a verdadeira guerra eleitoral que lhe será movida, é possível que Iris o supere”.
Lívio Luciano concorda com Barbosa Neto, mas acrescenta dúvidas sobre as pesquisas. “Aos poucos, os institutos de pesquisa vão ajustar seus dados à realidade, como já está fazendo o Ibope. A diferença de Marconi para Iris é bem menor.”
O tucanato, na opinião de Lívio Luciano, “está tentando criar uma onda de que vai ‘levar’ no primeiro turno, com o objetivo de influenciar o eleitor indeciso e, sobretudo, o eleitorado que segue o chamado voto útil, optando por aquele que avalia que ‘vai ganhar’”. O peemedebista frisa que, no segundo turno, a eleição é plebiscitária. “O eleitor vota a favor e contra o governo — não há meio termo. Há um detalhe que a maioria dos analistas dos jornais não quer examinar: mesmo com uma estrutura poderosa, Marconi não passa de 40% e sua rejeição continua alta. O cientista político Alberto Carlos Almeida costuma dizer que rejeição alta é o caminho mais curto para uma derrota.”
Agenor Mariano ressalta que, aos 80 anos, Iris “parece um garoto, tal sua vitalidade e disposição para o debate político. Nós acreditamos que a diferença entre ele e Marconi é menor do que a registrada nas pesquisas. Porém não deixo de reconhecer que o líder do PSDB é uma raposa política, de grande habilidade, mas Iris não fica atrás”.
O segredo do sucesso de um político, afirma Agenor Mariano, “é não subestimar o adversário e nós não subestimamos nem superestimamos Marconi. Sabemos que é habilidoso, que joga pesado, mas qualquer político é derrotável. No segundo turno, com mais tempo de televisão, quando poderemos ampliar nossa agenda positiva, teremos condições de competir de igual para igual contra ele. Nós vamos ganhar”.
O candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide, diz que o acordo do governo e da Celg com a Eletrobrás não é bom para Goiás. Se é assim, o ex-prefeito de Anápolis está sugerindo que a presidente Dilma Rousseff, que banca o aliança com o governo goiano, está prejudicando o Estado.
Dada a seriedade do petista, um dos melhores políticos do Estado, resta solicitar que esclareça direito sua argumentação.
Um integrante do DEM diz que o candidato a senador pelo DEM, Ronaldo Caiado, não é boi de carro para “puxar” e “carregar” Iris Rezende. Por ser mais jovem do que o octogenário peemedebista, Caiado começou a ser visto como elixir para rejuvenescê-lo. No entanto, o pacto faustiano não está dando certo. O democrata não está “transferindo” votos para Iris e este não está “transferindo” votos para aquele. Não que Caiado esteja fazendo corpo mole. Não está. Ele faz campanha cerrada para Iris, mas, como o peemedebista estagnou, o deputado deve se preocupar mais com seu próprio projeto eleitoral. “Os dois perderem não é bom. Por isso, não será surpresa se, daqui pra frente, Caiado preocupar-se mais com o seu projeto pessoal”, afirma o democrata — que apoia o deputado e a reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB). “O problema é que Iris é um galo velho cada vez mais pesado”, afirma o democrata, que se define como caiado-marconista.
Partindo da investigação da morte de uma professora, Bernardo Kucinski expõe, no romance “Alice”, as entranhas de uma universidade corrompida por intrigas, invejas e fraudes
Os projetos políticos de Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) não contemplam de forma específica a Marinha, Exército e Aeronáutica. Área de Defesa continua sendo negligenciada politicamente, enquanto setor vai movimentar cerca de R$ 115,8 bilhões nos próximos anos
Por que o peemedebista Júnior Friboi, embora não vote em Iris Rezende de maneira alguma, pode não declarar seu apoio ao governador Marconi Perillo? O advogado Robledo Rezende, filiado ao PMDB, apresenta uma explicação lógica: “Como pretende resgatar o PMDB, depois da derrota de Iris Rezende, Júnior não vai declarar voto no candidato do PSDB. Prefere manter sua independência”. Rezende, um dos políticos mais ligados a Friboi e que está na campanha de Marconi “24 horas por dia”, afirma que o empresário torce de fato contra Iris e que planeja disputar o governo de Goiás em 2018. “Uma coisa é preciso notar: as pessoas mais ligadas a Júnior, começando pelos aliados mais próximos e pelos parentes que militam na política, estão de corpo e alma na campanha de Marconi. Estão 100% com o candidato tucano. Isto diz mais do que mil palavras.” Um friboizista roxo afirma que um grupo está estudando confeccionar um adesivo com as seguintes palavras: “Sou Friboi, voto em Marconi”.
O candidato do PSB a governador, Vanderlan Cardoso, está se aproximando de Iris Rezende, do PMDB, sem observar o futuro da política de Goiás. Se for derrotado para governador, Iris deve disputar a Prefeitura de Goiânia, atrapalhando um possível projeto de Vanderlan na capital. Ao mesmo tempo, Iris tende a lançar uma filha, Ana Paula, para prefeita de Senador Canedo.
Noutras palavras, os grupos de Vanderlan e Iris podem se enfrentar em duas cidades. Se Vanderlan apoiar Iris — por exemplo num hipotético segundo turno — vai contribuir para enfraquecer seus próprios projetos e os de seus aliados, como o prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira. O presente estaria “cegando-o” ao ponto de o líder do PSB não perceber que um futuro com Iris é pura ficção e prejudicial aos seus interesses políticos?
A tática de não criticar Iris Rezende teria sido formulada por Jorcelino Braga, que se diz “inimigo” pessoal do governador Marconi Perillo. O problema é que pode ser, politicamente, uma tática suicida. Vanderlan pode estar fortalecendo futuros adversários num reduto conquistado, Senador Canedo, e num reduto conquistável, Goiânia.
Jânio Darrot conversou com usuários da unidade, que integra a rede Hugo, e recebeu resposta positiva sobre Organizações Sociais
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Vilmar Rocha: aliado acredita que o pessedista será eleito senador | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Ligado ao deputado federal Roberto Balestra, do PP, Felisberto Jacomo afirma que não é porta-voz do candidato a senador Vilmar Rocha, do PSD, mas o defende por considerá-lo o mais capacitado para representar Goiás e o Brasil no Congresso. “O Senado não é rinha e, portanto, não é adequado para briga de galo [referência a Ronaldo Caiado, que estaria se considerando um “galo bravo”]. O Senado não é lugar para vingadores e Lampiões passadistas. Professor de Direito na Universidade Federal de Goiás, com ampla experiência na Câmara dos Deputados, Vilmar tem mais competência intelectual e espírito agregador do que Ronaldo Caiado, que é um agente da destruição. Ao contrário, Vilmar é um elemento da construção, da paz, da fraternidade.”
Felisberto afirma que, nos discursos, notadamente no interior, “Caiado tem arrostado valentia. Ora, no Senado, não adianta dizer que é ‘selvagem’ e xingar adversários. Lá, para brilhar e ajudar o Estado e o País, é preciso ter competência técnica. Vilmar tem. Caiado, pelo contrário, fala muito e faz pouco. Caiado não se interessa por educação, tanto que não defende a Bolsa Universitária, mas, ao lado de seu chefe político, Iris Rezende, aposta na ‘escola’ do ressentimento, do ódio”.
Para Felisberto, ao dizer que, se eleito, vai defender Goiás, Caiado “se equivoca. Defender de quê? Ora, o Estado não está sendo invadido por ETs. O discurso do deputado é sempre bélico, porque não defende a tolerância e a construção. Caiado é reacionário e conservador. Mas uma coisa é praticamente certa: Vilmar Rocha vai ‘virar’ o jogo e vai ser eleito senador. A hora da ‘virada’ está chegando.”
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Rubens Otoni (PT), Alexandre Baldy (PSDB) e Frei Valdair (PTB), segundo os presidentes, irão para a Câmara Federal[/caption]
A escolha dos representantes para Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa se dificulta com a quantidade de inscritos deferidos. São 97 candidatos a deputado federal e 717 a deputado federal. Ou seja, mais de 800 nomes espalhados apenas pelo Estado de Goiás. A eleição de determinado candidato, comumente, tem relação com a proximidade do elegível com o município ou bairro. Sem contar as causas que eles defendem e apresentam em suas campanhas.
Contudo, poucos são os que têm reais chances de serem eleitos. No caso de Anápolis, os números não alcançam duas casas. As apostas de líderes de diferentes siglas dão como certa a eleição daqueles mais populares ou, como diz Valto Elias, presidente do PSDB anapolino, “os que têm uma campanha mais presente em Anápolis”: Alexandre Baldy (PSDB), Rubens Otoni (PT) e Frei Valdair (PTB). Esses são os candidatos à Câmara que têm chances reais de eleição. Eles também são citados por Eduardo Machado, presidente nacional do PHS, e Ceser Donisete, presidente do PT, ainda que acreditem apenas em um ou dois nomes.
Já quanto aos candidatos anapolinos que bem representariam o município na Assembleia, os líderes pouco especificam nomes, mas apostam na eleição de três a cinco candidatos da cidade pelo eleitorado de Anápolis. Darlan Braz (PPS) cita André Almeida e Rosângela Correia, companheiros de partido. Já Eduardo Machado aponta Elismar Veiga, a principal aposta da legenda em Anápolis.
Em um panorama mais amplo, considerando àqueles que, de fato, podem ser eleitos, Carlos Antônio, líder do Solidariedade no município, é o favorito absoluto entre os candidatos a estadual. Do PT, Dinamélia Rabelo se destaca. José de Lima, do PDT, também é uma boa aposta. Mas há outros prováveis nomes. Foram citados também: a neo-tucana Onaide Santillo, o Coronel Nonato (PSD), José Odilon (PTN), Pedro Canedo (PP), que tem chances, e o Sargento Pereira (PSL).

