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OAB-GO se renova com vitória de Enil Henrique: “Vamos nos reinventar”

O advogado foi eleito presidente para o mandato-tampão, que vai até novembro, com 44 votos. Em seu discurso, Enil frisa a união dos integrantes da chapa OAB Forte, para terem força nas eleições no fim do ano

Senadora Lúcia Vânia anuncia saída do PSDB e pode ir para o PPS

A “Folha de S. Paulo”, na reportagem “Pivô da crise entre Renan e tucanos deixa o PSDB”, disse que a senadora Lúcia Vânia, uma das políticas do partido mais respeitadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, anunciou que vai deixar o partido. “Magoada por ter sido forçada a desistir de um cargo na Mesa Diretora do Senado pela cúpula tucana, Lúcia Vânia disse que cansou de enfrentar sucessivas dificuldades dentro do PSDB”, publicou a “Folha”. “A mágoa é em relação a esse processo. A disputa é normal para quem é político. O que não é normal é deixar um companheiro ser massacrado. Pelo menos, o partido vai aprender que tem que ter mais delicadeza ao lidar com questões complexas.” O senador Aécio Neves teria trabalhado para boicotá-la. Comenta-se que, convidada pelo ex-deputado federal Roberto Freire, ela estaria articulando sua filiação ao PPS. Na verdade, pela competência e seriedade da senadora, vários partidos vão tentar filiá-la. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), havia indicado Lúcia Vânia para a primeira-secretaria do Senado. Porém, o PSDB decidiu não bancá-la. Aécio Neves e outros próceres optaram pela indicação de Paulo Bauer, do PSDB de Santa Catarina. Nem Lúcia Vânia nem Renan Calheiros aprovaram a articulação de Aécio Neves. Lúcia Vânia esclareceu que, por lealdade ao PSDB, não votou em Renan Calheiros para presidente do Senado, e sim em Luiz Henrique que, embora também do PMDB, era apoiado pelo tucanato. “A imagem que se passou é que eu traí o PSDB. Eu me comportei da forma mais ética possível. Comuniquei ao presidente Renan que não poderia votar nele por circunstâncias que exigiam que eu seguisse a determinação do meu partido.” A tucana frisa que tem sido maltratada pela cúpula do PSDB há vários meses, segundo o relato publicado pela “Folha”.

Enil Henrique é eleito presidente da OAB-GO

Candidato foi eleito com quase o dobro de votos do segundo colocado, Sebastião Macalé

Harper Lee, autora de O Sol É Para Todos, recupera romance perdido e vai publicá-lo em julho deste ano

“O Sol É Para Todos” (José Olympio, 364 páginas), da americana Harper Lee, de 89 anos em abril, não é um romance do primeiro time, porém é mais emblemático do que alguns romances do primeiro time. É uma denúncia clamorosa e de grande impacto contra o racismo nos Estados Unidos; um negro é acusado, injustamente, de violar uma mulher branca. Publicado em 1960, tendo ganhado o Pulitzer de 1961, o livro, que vendeu mais de 40 milhões de exemplares, foi levado ao cinema pelo cineasta Robert Mulligan, em 1962. O filme, com Gregory Peck, ganhou o Oscar. Depois do sucesso, Harper Lee parou de escrever ou de publicar. Agora, em 14 de julho deste ano, as editoras Harper Collins e Penguin Random vão lançar seu segundo romance, que estava desaparecido. “Go Set a Watchman” (304 páginas), o novo romance, na verdade foi escrito em 1950, portanto é anterior a “O Sol É Para Todos”. Mas a história, com os mesmos personagens, Atticus Finch e Scout Finch, ocorre posteriormente. É uma sequência. A obra estava desaparecida. Harper Lee (foto acima) acreditava que os originais haviam sido perdidos e não se preocupava mais com o romance. Porém, no ano passado, foi reencontrado. “Não sabia que o romance havia sobrevivido. Fique surpresa e encantada quando minha querida amiga e advogada Tonja Carter o descobriu. Depois de muito pensar e hesitar, mostrei-o para algumas pessoas em quem confio e fiquei contente por elas acharem que era digno de ser publicado”, diz a escritora. A obra, na opinião de Harper Lee, é um trabalho literário “muito decente”.

Enil Henrique, com quase o dobro de votos de Macalé, é o novo presidente da OAB-Goiás

Enil Henrique, atual tesoureiro, foi eleito nesta quarta-feira, 4, para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás. Ele obteve 44 votos. O segundo colocado, Sebastião Macalé, recebeu 25 votos. Alexandre Caiado conquistou quatro votos.

Macalé afirma que dívidas da OAB-GO somam R$ 13 milhões; Enil nega

Diretor-tesoureiro da ordem, Enil Henrique afirma que atual presidente está equivocado e que dívida é de R$ 7 milhões

Flávio Buonaduce retira candidatura e disputa pela presidência fica entre Enil, Macalé e Caiadinho

De acordo com o diretor da Escola Superior de Advocacia, a desistência da candidatura se deu pelo fato de seu nome não ter "pegado" entre os conselheiros

Rodrigo Zani assume chefia de gabinete da Fapeg

Com seu estilo diplomático, porém aguerrido, o jovem Rodrigo Zani trabalhou de maneira intensa na campanha do governador Marconi Perillo, em 2014. Ele foi um dos principais agregadores, articuladores e mobilizadores da imensa força jovem que hipotecou apoio ao tucano-chefe. Na terça-feira, 3, Zani foi nomeado para a chefia de gabinete da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). Zani é ligado tanto a Marconi Perillo quanto ao deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB). Na eleição passada, ele seria candidato a deputado estadual, mas refluiu para trabalhar na organização da campanha do governador e de Vecci.

Marconi e Rollemberg se reúnem com ministro para pedir controle da gestão do transporte público no Entorno

Governadores decidiram pela criação de um grupo para discussão dos problemas da região. BRT entre Luziânia e Santa Maria (DF) também entrou na pauta

Oposição pede criação de CPI para investigar desvios na Petrobras

Colegiado pretende continuar os trabalhos da CPI Mista de 2014 que começou a investigar as irregularidades na estatal

Pesquisa aponta queda de 1,6% no endividamento do palmense em janeiro

Em comparação com janeiro do ano passado, queda foi de 2,7%. Número de famílias com contas a pagar, entretanto, aumento em 0,3%

TV Anhanguera demite o apresentador Marcelo Rosa

O Grupo Jaime Câmara demitiu o jornalista Marcello Rosa (foto acima, de seu Facebook), apresentador da “Jornal Anhanguera”, edição do almoço. O GJC teria alegado que é incompatível ser apresentador e manter negócios com o governo do Estado.

Justiça condena oito postos de combustíveis de Rio Verde por aumento abusivo no preço do etanol

Posto Campeão, no mesmo município, já havia sido condenado e teve sentença confirmada na última terça-feira (3/2)

Em Uruaçu, mina d’água potável jorra desde 1940

Em tempos de crise no fornecimento do recurso hídrico em todo o Brasil, cidade do interior goiano tem fonte potável do líquido. Moradores buscam solução para a questão

O pervertido

[caption id="attachment_27681" align="alignnone" width="620"]Foto: Reprodução Foto: Reprodução[/caption] Paulo Lima Tinha esse hábito estranho. Acho que nasci tarado. Desde menino, sempre fui louco por leituras e livros. Um degenerado do tipo incorrigível. Queria porque queria compartilhar meu desejo incontido. Tinha uma queda particular por adolescentes, masculinos ou femininos — que importa? — mas saía pegando o que aparecesse: adultos, idosos, negros, nisseis... Crianças não. Eram mais difíceis de aliciar, porque estavam sempre acompanhadas de pessoas puras, que reprovavam aquelas coisas abomináveis feitas de papel e tinta. Agia furtivamente assim: num dia qualquer, eu deixava um livro dentro de um ônibus, aleatoriamente, num assento vazio logo no início da viagem. Eu ia lá pra frente e ficava espiando, de rabo de olho, a reação de quem encontrava a preciosidade. Sim, eu era um voyeur... O cara — ou a moça, o velho, seja lá quem fosse —, quando ia se sentar levava um susto, olhava pros lados, pra trás e pra frente, procurando o dono que certamente o tinha esquecido ali, mas o ônibus quase vazio indicava que o possível dono já tinha descido. Pegava o presente, sem saber que era um presente, começava a folhear e o resto era com ele ou ela. Eu guardava como troféu, pelo crime cometido, a imagem do rosto iluminado daquela vítima indefesa. Lascivo, eu descia no ponto seguinte, com a sensação de dever cumprido, e entrava no próximo busão, para atacar de novo. Uma vez, quase me pegaram. Consegui disfarçar e esconder minha obscenidade. Saí de fininho. Aquilo se tornou um vício — ou seria um fetiche? — que durante anos eu alimentei compulsivamente. Eu sonhava com o resultado que nunca viria a conhecer. Aqueles seres teriam gostado de Machado de Assis, de Herman Hesse e Augusto dos Anjos, de Cecília Meirelles, Stanislaw Ponte Preta e Rachel de Queiroz? E suas vidas, teriam mudado depois que as toquei? Enfim, envelheci. Adquiri carro próprio e abandonei o povaréu à própria sorte, ciente de que um dia seria julgado e condenado por mais essa transgressão. Ainda sonho com o dia qualquer em que eu volte a entrar num ônibus qualquer, em busca da velha e prazerosa prática imoral, para não dizer imperdoável, de compartilhar minha loucura por livros e leituras. Paulo Lima é redator publicitário desde 1988, caminhando para 26 anos de atividades ininterruptas. Contista por natureza, vocação ou sina, escreve desde mini contos a contos maiores. Nesse balaio, inclui algumas crônicas.