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Mesmo tendo rejeitado as emendas parlamentares, o petista assegura que mantém diálogo com coro sindical e quer "corrigir injustiças"
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Em mais de duas horas de reunião, Renan Filho conheceu programas do governo de Goiás e mostrou interesse em levar ideias do estado
Os contos de “Petaluma”, de Tiago Velasco, centram-se em momentos de transições absurdas e irreversíveis
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Em seus contos, Tiago Velasco conduz a realidade e a ficção a um efeito transformador Foto: Guilherme Lima[/caption]
Sérgio Tavares
Especial para o Jornal Opção
Há uma desnaturação recorrente nos contos de “Petaluma”, de Tiago Velasco. Personagens e lugares que se divorciam de suas características originais, transfazendo-se, coisificando-se. A única exceção fica por conta da narrativa que fecha e dá nome ao livro. Nela, o autor remonta um curto período de angústias e de incertezas, oferecendo ao leitor um relato cortante, no qual a realidade se impregna de ficção para ocultar nomes e traduzir sentimentos.
Tiago, o narrador-personagem em intercâmbio num país de língua inglesa, vai trabalhar como busboy no restaurante Petaluma. Atacado pelo desterro, pela condição de latino em meio a outros latinos que extraem de subempregos uma chance de redirecionar a vida, ele se vê escudado pela ideia redentora de ser jornalista e escritor. Chega a colaborar com sites e revistas sobre música, porém, gradualmente, a experiência se torna um trauma, cujo efeito irá ruir o relacionamento com uma namorada que viajou consigo e, ao contrário dele, não fraquejou e foi “engolida pela cidade”.
Ainda assim, o fato de o conto existir mostra que, a despeito do ressaibo, o autor-personagem cumpriu seu objetivo. Talvez, ele tenha diluído sua identidade por um momento, mas, logo à frente, a reconsolidou –– diferentemente dos demais textos em que a transformação é fatal e irreversível. Se em “Petaluma”, o conto, o autor lida com a verdade, o restante da antologia flerta com o absurdo. Um estranhamento penetrante, um não pertencimento que anula.
“A morta de São José”, cuja premissa se aparenta a do conto “A cabeça”, de Luiz Vilela, situa-se neste terreno movediço. Ali, igualmente estão “Em pedaços”, sobre um homem que acorda desmemoriado num hospital e sai pelas ruas à cata de si, e “Reflexo”, um retrato hedonista de como quebrar o ócio pode ser aterrador.
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Os contos de “Petaluma” guardam o compromisso de defender uma proposta e se saem tão bem quanto o autor, seguro na construção e na condução de sua prosa Foto: Reprodução[/caption]
Velasco adiciona doses sutis de um tipo rascante de humor em seus textos. É o que pode ser conferido no surreal “... a dois”, sobre um casal que, ao completar 40 anos de matrimônio, desperta com as pontas dos dedos da mão de um coladas nas do outro. O final é surpreendente e divertido, num estilo Monty Python de diversão.
“Estrangeiro” e “Ernesto/Andrezza” são os pontos altos, sobretudo se o leitor morar ou conhecer bem o Rio de Janeiro. O primeiro satiriza os roteiros turísticos pela cidade na pele de um carioca que, sem perceber, começa a estrangeirar. Já o segundo segue a rotina de um travesti que sonha em encontrar, entre os clientes, um “Brad Pitt para lhe sustentar”. Quando o acha, porém, o amor confronta-se à condição de ser uma mulher no corpo de um homem.
Apesar de não estabelecerem uma unidade temática, os contos de “Petaluma” guardam o compromisso de defender uma proposta e se saem tão bem quanto o autor, seguro na construção e na condução de sua prosa.
Leia um trecho de “Petaluma”, conto presente no livro de mesmo nome, do escritor Tiago Velasco:
"Hoje, nove ou dez anos depois, vejo Petaluma como a reunião das minhas neuroses. Não percebia naquele período. Não percebi durante esse tempo todo. Agora enxergo. Estou mais claro. Concreto. Não mais um fantasma. Aquele ser que passou por Petaluma.
*
1.
Acordei com o alarme polifônico do celular pré-pago compartilhado com Ela. Oito da manhã. Dormi já era mais de uma. Dois períodos de trabalho no dia anterior. Normal em Petaluma. Motivo de satisfação pra maior parte dos colegas de trabalho: money, plata, grana.
Enrolar mais um pouco na cama era impensável. Após despertar, uma energia dolorida e incômoda perpassava o corpo inteiro. Joelhos, cotovelos, calcanhares, nódulos dos dedos, as articulações existentes em mim concentravam a dor e a replicava. Ossos e veias, highways. A consciência do corpo, traumática e premonitória.
Uma hora para o banho, o café da manhã — uma fatia de pão integral com margarina I can’t believe it’s not butter e queijo, um copo de leite com chocolate em pó —, a roupa mais quente que tivesse no armário azul claro, a caminhada até o metrô suburbano, a espera pela composição da linha R, as três estações, o ônibus, uns quarteirões a pé. Menos quinze graus Celsius lá fora. E aqui, nos seis metros quadrados que divido com Ela, dentro de um apartamento de dois quartos de paredes de papel, o heater tornava o ambiente menos hostil.
A culpa, o medo, o fracasso iminente, a distância da pátria, a ausência eram reforçados toda vez que adentrava a porta de vidro de Petaluma. Ser um vencedor, como a cultura local solicitava, estava a léguas de mim, ali, no salão, rodeado de mesas e recém-colegas que dividiam tips, propinas, gorjetas.
Good morning, busboy. An expresso, please, dizia a manager russa quando não havia sonhado com Stalin e acordava de bom humor.
Good morning.
2.
Ao deixar todos pra trás, ainda no aeroporto, qualquer sensação de acolhimento se foi. O sujeito punk, ao encontro da terra punk, perdeu o moicano na apresentação da passagem à funcionária da companhia aérea. As primeiras lágrimas apareceram logo que eu e Ela saímos da vista dos nossos familiares. Não teria forças praqueles quatro ou cinco meses. A certeza veio antes de sacar o passaporte. E me apoiei n’Ela como gostaria de me apoiar agora. Deve ter visto o medo. Ainda não a sobrecarregava. Questão de tempo. Ela não suspeitava que ia cuidar de mim. Eu tinha certeza. Calei-me.
OBS 1:
Cheguei quase tão cedo quanto àquele dia, nove ou dez anos atrás. Sol fraco. Frio menos repulsivo. Em meio ao monóxido de carbono que saía dos escapamentos de táxis
e ônibus, um cheiro de não-sei-de-quê me trouxe aquele tempo de neuroses. Diferente. Os anos. Eu. O momento. Onde estará Ela?"
Título: Petaluma
Autor: Tiago Velasco
Editora: Oito e Meio
Valor: R$ 35,00
Grupo furtava estepes de veículos nas proximidades da Av. T-9. Policial que teve carro arrombado identificou suspeitos e efetuou disparo. Ninguém ficou ferido
Os candidatos selecionados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm até esta terça-feira (3/2) para fazerem a matrícula nas instituições de ensino. A lista dos aprovados pode ser consultada na página do programa. O candidato deverá verificar, na instituição em que foi aprovado, o local, horário e os procedimentos necessários. Aqueles que não foram selecionados na primeira opção de curso poderão aderir à lista de espera. Para isso, deverão acessar o boletim pessoal na página do Sisu e clicar no botão correspondente à participação na lista. O prazo de adesão vai até 6 de fevereiro. Os selecionados na segunda opção de curso poderão fazer a matrícula e ainda assim participar da lista de espera para a primeira opção. Os candidatos em lista de espera serão convocados pelas instituições a partir do dia 11. O Sisu seleciona estudantes para vagas em instituições públicas de ensino com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, o Sisu oferece 205.514 vagas em 5.631 cursos, em 128 instituições. O sistema registrou quase 2,8 milhões de inscritos.
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Imagens foram publicadas com artigo, em diário cubano | Foto: Reprodução/Granma[/caption]
O diário cubano Granma e outros meios de comunicação oficiais publicaram na segunda-feira (2/2) à noite as primeiras fotos de Fidel Castro em quase seis meses, depois de o estado de saúde do ex-presidente ter sido objeto de rumores nas últimas semanas.
“Fidel é um ser excepcional” é o título de um artigo publicado na edição online doGranma, que está acompanhado de várias fotos de um encontro entre o líder da Revolução Cubana, de 88 anos, e o dirigente da Federação dos Estudantes Universitários, Randy Perdomo Garcia.
Nas fotos, Fidel Castro aparece com uma roupa esportiva azul conversando com Garcia, sob o olhar da companheira, Dalia Soto del Valle.
O artigo que acompanha as fotos, assinado pelo líder estudantil, revela que as imagens foram feitas em um encontro no dia 23 de janeiro, na residência do ex-chefe de Estado cubano, na região oeste de Havana.
Ministros do STF e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, estiveram juntos durante sessão de abertura do ano legislativo no Congresso Nacional
“Eduardo e Mônica”, espécie de música de formação, mostra a juventude e o amadurecimento de um casal, com seus conflitos, ambiguidades e convergências
Envolvido com Noel Rosa, Ataulfo Alves, Mário Reis, Dolares Duran, o divertido “antropólogo” Adoniran Barbosa, demorei a me aproximar da magnífica música de Renato Russo. Quando comecei a “bebê-lo” não parei mais — tornei-me russólatra. Devo ter ouvido “Faroeste Caboclo”, uma espécie de ópera popular sobre o cangaço urbano, umas duzentas vezes, cada vez apreciando-a mais. Renato Russo é músico e, ao mesmo tempo, é um narrador de primeira, preciso, contido aqui e ali, de repente palavroso, até altissonante. Há quê de Geraldo Vandré misturado com Taiguara — uma espécie de cancioneiro, de menestrel —, mas não é, individualmente, nem um nem outro. Aparentemente, se eu não estiver exagerando, cavou um espaço entre Chico Buarque e Caetano Veloso, e um pouco acima de Cazuza, porque certamente mais refinado e, quem sabe, mais distanciado em relação aos fatos narrados. Sim, Renato Russo, como compositor, músico e cantor, é um narrador — daí suas músicas contarem-cantarem uma história, como se fosse um pouco mais do que um microconto. René Sampaio, de 41 anos, filmou “Faroeste Caboclo” — o filme não é ruim, mas como competir com uma música tão poderosa? — e agora vai filmar outra música do artista, “Eduardo e Mônica”.
“Eduardo e Mônica” é uma bela história — o registro das ambiguidades e vieses na vida de um casal. Há o romance de formação e talvez seja possível sugerir que “Eduardo e Mônica” é uma música de formação, com os personagens exibidos jovens e amadurecendo, com o registro das mudanças de perspectivas e expectativas. É, também, uma narrativa sobre diferenças às vezes convergentes. O ouvinte simpatiza com Mônica, dada sua modernidade, ao fato de ser avançada, mas não antipatiza (com) Eduardo, uma espécie de Leopold Bloom, o “homem comum enfim”, diriam, se pudessem, o irlandês James Joyce e o inglês Anthony Burgess.
Acredito que “Eduardo e Mônica” dará um belo filme, se não cair no sentimentalismo ou no papo cult, perdendo a naturalidade expositiva da música. René Sampaio pretende fazer um “filme de época”, sobre Brasília em 1986, e pretende começar as filmagens em setembro deste ano. O filme está previsto para estrear no fim de 2016. Luiz Bolognesi será o roteirista.
Para deputada o ano de 2015 é o momento próprio para refletir sobre aliança e descobrir se ela continua sendo o melhor para os partidos, para Goiânia e para o Estado
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Helê Parrode Bernardes (ao centro), com a sobrinha-neta Sofia e a irmã Antônia Parrode, no final de 2014[/caption]
Helê Parrode Bernardes — viúva de Juarez Bernardes, um dos mais atuantes deputados federais de Goiás nos tempos da ditadura, e mãe do advogado e político Rogério Bernardes, funcionário da Celg, e de Juarez Júnior e Ricardo Bernardes — faleceu na segunda-feira, 2, em Goiânia, de câncer.
O velório será realizado na terça-feira, 3, no Cemitério Jardim das Palmeiras e o corpo vai ser cremado no final da tarde.

