Secretária Raquel Teixeira anuncia reabertura do Cine Cultura e projetos para os próximos anos

Em entrevista coletiva, a secretária estadual de Educação, Cultura e Esporte falou sobre a criação de novos centros culturais e reajustes do orçamento destinado à pasta

Laura Machado

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Secretária Raquel Teixeira, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3/2) / Foto: Leoiran

Durante visita às instalações do Centro Cultural Marietta Telles Machado na manhã desta terça-feira (3/2), a Secretária de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás, Raquel Teixeira, deu boas notícias aos adeptos do Cine Cultura: “Eu estou muito feliz de poder anunciar algumas boas notícias em relação ao Cine Cultura, o equipamento de cinema já está consertado e pronto para funcionar, no sábado já teremos filme.”

Isso porque, recentemente, cineastas iniciaram uma campanha on-line de conscientização e petição pelo pleno funcionamento do Cine Cultura, localizado no Centro Cultural Marietta Telles Machado. Conforme a secretária, os funcionários comissionados que haviam sido exonerados já foram quase todos readmitidos.

Além dessas notícias, Raquel falou sobre os objetivos do governo para os próximos quatro anos. As principais metas são a facilitação da captação de recursos para as leis de incentivo e a inauguração de centros culturais em cidades do interior do Estado.

“O governador se comprometeu com [a abertura de] 20 centros culturais nas maiores cidades que ainda não têm esses espaços”, diz. Ao citar municípios com potencial para receber esses novos prédios, a secretária revela que existe grande potencial nas cidades do Entorno de Brasília, como Valparaíso, Novo Gama e Planaltina.

Para que seja possível a construção desses novos centros, a responsável pela pasta diz que pretende trabalhar próxima aos municípios. “Isso vai ser muito importante na definição desses 20 espaços culturais que o governador Marconi Perillo pretende fazer nos próximos anos, porque é a partir desse trabalho de percepção da identidade local que nós vamos trabalhar a própria construção dos centros e dos equipamentos culturais”, afirma.

Orçamento e Incentivo

Entre as discussões de como tratar a captação de recursos para a Cultura, a secretária Raquel Teixeira cita o exemplo de Belo Horizonte: “Podemos ir atrás de empresários e copiar o que a capital mineira fez, trazendo empresas para manter espaços culturais”.

Entretanto, já é certa a possibilidade de rever como tem sido feita a distribuição de recursos da Lei Goyazes e do Fundo de Cultura: “Nós queremos facilitar a vida de quem pleiteia recursos do Estado. Faz parte do nosso objetivo estudar uma forma de facilitar a captação para os produtores e fazer um acordo com os próprios empresários para criar um mecanismo que facilite esse processo”.

A grande apreensão dos envolvidos com a cultura em Goiás são os possíveis cortes no orçamento destinado à pasta. Segundo Raquel, as secretarias da Fazenda e de Planejamento estão finalizando o cálculo do “orçamento real”, que vai substituir aquele que já havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa. “Se você juntar os gastos do ano passado, a secretaria tem gasto em torno de 2 ou 3% da arrecadação total [do Estado], que é em torno de 22 ou 23 milhões”, esclarece.

Raquel Teixeira concede coletiva de imprensa | Foto: Leoiran

Raquel Teixeira concede coletiva de imprensa | Foto: Leoiran

A Secretária também já tem ideias de como contornar situações problemáticas: “O que o governador pode fazer é que além dessa vinculação do Fundo de Cultura, a gente possa pleitear uma vinculação de 0,2% que seja para as outras ações que não sejam do Fundo”.

Para aqueles que se preocupam com a possibilidade de cancelamento de eventos já tradicionais no Estado, Raquel afirma que não há motivos para isso e que o objetivo do Estado é aumentar o número de eventos culturais realizados por aqui. “Goiás já tem uma tradição com eventos como o Fica, como o Figo, como o Canto da Primavera, como o Tenpo e faz parte da nossa proposta ampliar isso para todos os municípios”, garante.

Outra preocupação dessa administração é com a formação de público, que será fortalecida através da maior atenção ao fomento à cultura em escolas e da revitalização de centros culturais já existentes. “Nós vamos intensificar as ações que já existem com as escolas, porque é na idade escolar que se forma plateia. Mas nós somos mais ambiciosos: queremos levar isso para toda a sociedade com uma política de estimulação, renovação e inovação de museus, galerias e espaços culturais”, afirma Raquel Teixeira.

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