Notícias

Encontramos 150722 resultados
Violência só cai nos Estados se for criada uma política nacional de segurança pública

Estatísticas sobre violência são úteis para gerar manchetes sensacionalistas, mas a Imprensa precisa refletir sobre o assunto de maneira abrangente. A sociedade precisa demonstrar insatisfação com a violência contra policiais

“É preciso ter clareza na gestão. Goiânia não pode viver um projeto novo a cada quatro anos”

Pré-candidato do PSD à Prefeitura da capital, deputado estadual diz que setor imobiliário acaba ditando as regras na cidade por falta de quem mande em sua administração

Derrota de Iris no diretório não renova o partido

Afastar Iris do poder interno é o maior efeito da acachapante vitória da chapa maguitista, com mais 70% dos votos, na eleição do novo diretório estadual

36 anos e se tornou sinônimo de corrupção

Lula chama de “adversidades” os escândalos que ele e o PT vêm protagonizando há anos, como o mensalão e os investigados nas Operações Lava Jato e Zelotes

“Entorno do Distrito Federal será o 2º maior corredor econômico do Estado”

Parte do primeiro escalão do governo estadual, a ex-prefeita de Valparaíso diz que, se chamada para ser candidata à vice de José Eliton nas eleições de 2018, está “pronta para servir”

Quem ganha mais paga menos, quem ganha menos paga mais: Brasil, você está fazendo isso errado!

O mal do País talvez não esteja na alta taxação, mas em sua injusta forma de distribuição. E será preciso muita coragem para mudar isso

Sociedade e democracia dos Estados Unidos tendem a moderar Bernie Sanders e Donald Trump

[caption id="attachment_58670" align="alignright" width="620"]Bernie Sanders e Donald Trump: no poder, o primeiro deixaria de ser socialista, para gerir o império capitalista,  e o segundo seria moderado pela sociedade americana. Os impérios são moderadores “naturais” dos radicais Bernie Sanders e Donald Trump: no poder, o primeiro deixaria de ser socialista, para gerir o império capitalista, e o segundo seria moderado pela sociedade americana. Os impérios são moderadores “naturais” dos radicais[/caption] Leitores dos jornais e revistas brasileiros ficam com a impressão de que Karl Marx saiu da tumba e transformou Bernie Sanders numa espécie de Engels americano. Fala-se o “socialista” Sanders com a “boca cheia”, como se, depois de certa decepção com Barack Obama — que revelou ter sintonia fina com o establishment dos Estados Unidos —, o democrata pudesse ser qualificado de um Obama “mais avançado”. Enganam-se aqueles que apostam que Sanders seria, no poder, Obama radicalizado. Na ditadura, o poder radicaliza ainda mais aqueles que têm espírito totalitário — como Stálin, Mao Tsé-tung e Fidel Castro. Na democracia, felizmente, ocorre o oposto: é o poder que modera aquele que, antes “fora” do poder, exibia-se radicalizado. Os Estados Unidos têm um Congresso ativo e poderoso, uma Suprema Corte independente (até onde isto é possível), uma Imprensa crítica (às vezes, em tempos difíceis, é mais suave em relação ao poder, mas no geral é corrosiva e não homogênea) e, sobretudo, uma sociedade atenta. Uma sociedade conservadora que quase sempre é de centro, aproximando-se mais do conservadorismo. Na pré-campanha, nada (ou pouco) regula (ou pressiona) o discurso de Sanders, daí a confusão de parte da imprensa brasileira, que não percebe que um socialista americano é, na prática, como um liberal brasileiro — uma figura mais de centro do que de esquerda. Na prática, Sanders é tão anticomunista quanto a besta-fera Donald Trump, do Partido Republi­cano. Só tem um discurso mais moderado, próximo da socialdemocracia europeia. O Estado do Bem-Estar que pretende (se pretende) criar nos Estados Unidos, similar ao europeu — e grandemente responsável pelo parasitismo social no continente e por parte da crise na região —, pode até conquistar eleitores pobres, notadamente filhos de imigrantes, mas dificilmente agradará as elites e, também, as classes médias. Por isso, se definido como candidato democrata — até os ossos de Franklin D. Roosevelt e de Harry Hopkins apostam que Hillary Clinton, mais confiável para o establishment, será a indicada —, Sanders tenderá a reconfigurar o discurso. Quer dizer: está fazendo um discurso para a pré-campanha e, em seguida, fará outro discurso, mais moderado, para a campanha. Aos poucos, vai sondando os humores do eleitorado. No meio da campanha, sob pressão da sociedade — a luta de todos é para preservar o Império, o modo de vida americano, que não pode ser mantido com gracinhas socialistas —, Sanders, isto se conseguir ser efetivado como candidato, será outro homem e outro político. Donald Trump não é nenhuma idiota. Se fosse, não seria bilionário. Não se trata de um ideólogo, mas, por certo, trabalha com pesquisas e está falando para um público receptivo ou está tentando (não criar, e sim) ampliar um público existente mas “anestesiado”. É provável que queira “despertar” aquilo que entende por “o americano” tradicional, que tem uma história de ser relativamente receptivo aos que chegam de outros países. Porque o próprio americano é de origem europeia, sobretudo inglesa, mas também irlandesa, escocesa, alemã, italiana. E há os americanos de origem asiática e africana. Os Estados Unidos é cada vez mais um país mestiço e isto é incontornável. Do ponto de vista do marketing, Trump é um caso de sucesso. Tornou-se o centro das discussões da sociedade americana. Pode não ser candidato pelo Partido Republicado e, se candidato, pode não ser eleito. Mas “mobiliza” a sociedade, mexe com seus humores, e escapa da modorra dos discursos republicanos e democratas tradicionais. É virulento contra os imigrantes e se apresenta como liberal em tempo integral. Ao contrário de Sanders, o Trump da pré-campanha será o mesmo da campanha? É possível que sim, ma non tropo. O mais provável é que, em confronto com um candidato democrata mais leve em questões sociais e comportamentais — Sanders ou Hillary Clinton, muito mais aberta do que o próprio Obama em determinadas questões —, Trump modere-se um pouco, mais para não perder eleitores do que para conquistar eleitores típicos dos democratas. A campanha tende a moderá-lo? Como é imprevisível, não se sabe. Mas suas posições certamente serão redefinidas por pesquisas, que podem levá-lo a uma certa moderação ou, quem sabe, a uma certa radicalização. Digamos que Trump seja eleito — ou então Sanders. O que muda nos Estados Unidos? Muito pouco. Os dois sabem que, se eleitos, governarão um Império, com interesses vastos e racionais em todo o mundo. A retórica pode radicalizar-se, em determinados momentos, mas os interesses do país tenderão a suavizar posições pessoais. De resto, pode-se dizer que, no poder, Sanders não será socialista. No máximo, se aproximará da socialdemocracia — que é o que Obama tentou fazer com a reforma da saúde. Trump, se eleito, se tornará mais moderado, sem deixar de ser liberal. A sociedade e o poder tendem a moderá-lo. Não há como se livrar de mexicanos, latino-americanos, chineses, indianos, entre outros, em quatro ou oito anos de governo. Não há como se livrar nunca. Eles são parte da sociedade americana. São a sociedade americana, quer queiram ou não os republicamos mais direitistas. O poder, na sociedade democrática, cria políticos mais equilibrados do que eles mesmos querem ser. Sanders e Trump, se eleitos, seriam “puxados” para o centro político. Quem se interessa pela sociedade americana e seus políticos — quase todos tão dissimulados quanto Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Franklin D. Roosevelt e Obama — deve ler o magnífico livro “Fascismo de Esquerda — A História Secreta do Esquerdismo Americano” (Record, 546 páginas, tradução de Maria Lúcia de Oliveira), de Jonah Goldberg. De cara, o autor anota que o fascismo, embora tratado como de direita, é um fenômeno político de esquerda. Os desavisados podem ficar chocados quando perceberem que, embora não seja fascista, em comparação com Benito Mussolini e Francisco Franco, até liberais como Hillary Clinton defendem ideias caras ao nacional-socialismo.

Executivo descobre que mercado financeiro “rouba” investidores e cria bolsa alternativa

Brad Katsuyama percebeu que os investidores, mesmo os grandes, eram lesados por bancos e corretoras e criou uma bolsa alternativa

Edival Lourenço erra ao dizer que Academia Sueca premia só ativistas para o Nobel de Literatura

A Academia Sueca premia muitos escritores ativistas, notadamente de esquerda, mas vários não eram ativistas T S Eliot poeta americano Rodrigo Alves, de “O Popular”, escreveu uma reportagem, “A unânime mestre Lygia”, no geral precisa (o repórter deixa escapar ligeiras imprecisões, como escrever Jorge Luís Borges, e não Luis, e separações silábicas estrambóticas). Versa sobre a indicação da escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, autora do estimável romance “As Meninas” — feita pela União Brasileira de Escritores-Seção de Sã Paulo — para o Prêmio Nobel de Literatura. Há uma imprecisão na fala do presidente da União Brasileira de Escritores-Seção de Goiás, Edival Lourenço. Ele afirma que a questão ideológica é decisiva na premiação do Nobel: “Há todo um contexto. Além de escrever bem, claro, há também a questão ideológica. Escolhidos são sempre ativistas”. William Faulkner 1 Na verdade, a questão ideológica tem peso — o fato de ter se tornado liberal quase impediu Mario Vargas Llosa de ser premiado —, mas os escolhidos nem sempre são ativistas. Do poeta T. S. Eliot, autor do poema “A Terra Devastada”, e do prosador William Faulkner, autor do romance “O Som e a Fúria”, pode se dizer muitas coisas, até que o primeiro era um carola religioso, mas nenhum crítico literário de peso, como Northrop Frye, Frank Kermode e Harold Bloom, teria coragem de chamá-los de “ativistas”.

Romance conta história real de brasileira e japonês apaixonados na Segunda Guerra Mundial

[caption id="attachment_58661" align="alignright" width="176"]Livro resgata a bela história de amor entre a carioca Ilma Faria e o japonês Alberto Tomiyo Yamada Livro resgata a bela história de amor entre a carioca Ilma Faria e o japonês Alberto Tomiyo Yamada[/caption] “Amor Entre Guerra” (Planeta, 319 páginas), de Marianne Nishihata, é um belo romance “entre uma carioca”, Ilma Faria, “e um japonês”, Alberto Tomiyo Yamada, “que lutou pelo Brasil na Segunda Guerra Mundial”. Embora tenha nascido no Japão, Yamada veio bebê para o Brasil e se tornou soldado e, depois, cabo da Força Expedicionária Brasileira. O livro conta uma história de amor, das mais belas, e a participação do cabo Yamada nas batalhas da Itália. Ele foi ferido, dado como morto por militares brasileiros e resgatado por soldados americanos. Sobreviveu à guerra, recuperou-se na Europa e voltou para se casar com Ilma. Marianne Nishihata escreve muito bem e não deixa a história resvalar para o pieguismo, mas também não trata o amor de Yamada e Ilma com frieza.

Volta de Cristiane Pelajo para o Globo News não significa desprestígio

[caption id="attachment_58659" align="alignright" width="620"]Cristiane Pelajo, com sua experiência no “Jornal da Globo”, tende a se tornar uma estrela da Globo News Cristiane Pelajo, com sua experiência no “Jornal da Globo”, tende a se tornar uma estrela da Globo News[/caption] Volta de Cristiane Pelajo ao Globo News, depois de passagem bem-sucedida pelo “Jornal da Globo”, significa desprestígio? Não. O Globo News parecia uma mera escola de treinamento para a TV Globo. A rede levou algumas de suas principais apostas, como Cristiane Pelajo e Renata Vasconcelos. Mas, aos poucos, a direção do canal misturou os jovens com jornalistas experimentados — como Eliane Cantanhêde (cada vez melhor, agora que adaptou-se à linguagem da tevê), Renata lo Prete (que parece ter nascido para o comentário televisual), Gerson Camarotti (dos melhores intérpretes dos bastidores da política de Brasília) e Jorge Pontual. Cristiane Pelajo, com o que aprendeu no “Jornal da Globo”, tende a se tornar uma estrela na Globo News. Ela fala muito bem, narra as notícias sem titubear. Parece, por vezes, William Bonner, a principal estrela jornalística da TV Globo.

Martins Fontes relança o excelente livro “Morte e Vida de Grandes Cidades”, de Jane Jacobs

[caption id="attachment_58657" align="alignright" width="371"]Reprodução Reprodução[/caption] Um livro notável está sendo relançado no Brasil — “Morte e Vida de Grandes Cidades” (Martins Fontes, 510 páginas, tradução de Carlos S. Mendes Rosa), de Jane Jacobs — e deveria ser lido e relido pelos possíveis candidatos a prefeito de Goiânia: Iris Rezende, Waldir Soares, Vanderlan Cardoso, Luiz Bittencourt, Giuseppe Vecci, Luis Cesar Bueno (ou Adriana Accorsi), Virmondes Cruvinel (ou Francisco Júnior) e Lucas Calil. Trata-se uma radiografia ampla do que é a cidade. A editora sintetiza, de maneira pálida, a obra: “Jane Jacobs procura escrever sobre o que torna as ruas seguras ou inseguras; sobre o que vem a ser um bairro e sua função dentro do complexo organismo que é a cidade; sobre os motivos que fazem um bairro permanecer pobre enquanto outros se revitalizam; sobre os perigos do excesso de dinheiro para a construção e sobre os perigos da escassez de diversidades”. “The New York Times Book Review” publicou a respeito: “Talvez a obra mais influente da história do urbanismo... uma obra literária”. Com literária se quer dizer que é muito bem escrita e imaginada. Há vários livros instigantes sobre cidades, como “As Cidades dos Sonhos — Desenvolvimento Urbano em Goiás” (Editora UFG, 254 páginas), organizado pelos professores da Universidade Federal de Goiás Nars Chaul e Luís Sérgio Duarte, “A Justiça Social e a Cidade” (Hucitec, 291 páginas, tradução de Armando Corrêa da Silva), de David Harvey, e “Cidade Modernista — Uma Crítica de Brasília e Sua Utopia” (Companhia das Letras, tradução de Marcelo Coelho, 362 páginas), de James Holston.

O Popular faz título criativo sobre jogador gordo mas peca nas vírgulas

[caption id="attachment_58655" align="alignright" width="620"]Reprodução Reprodução[/caption] Na sexta-feira, 12, o “Pop” publicou um título — “Nonato tira peso do Goianésia” — que primou pela criatividade e pelo duplo sentido. Primeiro, o time estava mal no Campeonato e reabilitou-se, parcialmente, com a vitória por 3 a 2 sobre o Goiás. Segundo, o autor de dois de seus gols, o atacante Nonato, é quase tão gordo quanto o centroavante Walter (ex-Goiás). Mesmo fora de forma, aos 36 anos, o ex-artilheiro do Bahia jogou muito bem e, como acentua o jornal, “tirou peso do Goianésia”. O texto de João Paulo Di Medeiros não compromete, exceto nas vírgulas. Uma lista de alguns problemas: 1 — “... teve mais uma boa atuação do jogador, que tem o biótipo de quem está acima do peso, mas que com dois gols e participação direta em outro, proporcionou ao Azulão...”. Falta uma vírgula. O texto preciso é: “... mas que, com dois gols e participação direta em outro, proporcionou ao Azulão”. 2 — “Mas, a equipe não se abateu.” Machado de Assis provavelmente escreveria assim: “Mas a equipe não se abateu”. 3 — Nonato diz, posicionando-se: “Eu fui contra a troca de treinador [Jorge Saran substitui Romerito], porque ele não joga, infelizmente, pois se ele [Romerito] tivesse jogando, o nosso time não estaria nessa situação”. Falta uma vírgula depois de “pois”. A frase fica mais precisa assim: “... pois, se ele tivesse jogando, o nosso time não estaria nessa situação”. Tenho duas dúvidas: seria melhor “estivesse jogando”? e seria mais adequado “nesta situação”? 3 — Só leitores muito observadores percebem que aspas foram colocadas invertidas no início do texto ”No vestiário, falei que o resultado...”. 4 — O repórter, ao relatar que Nonato conversou com jogadores no vestiário, escreve que o atleta “confessou”. Como não há confissão alguma, a palavra não é apropriada. “Disse” é mais adequado.

Principal problema da campanha eleitoral de 2016 será a escassez de dinheiro

O principal problema da eleição para prefeito este ano será a falta de dinheiro. Empresários não poderão doar dinheiro. Mesmo pessoas físicas terão receio de doar e, depois, serem investigadas pela Polícia Federal e denunciadas pelo Ministério Público. Há saídas legais? Uma delas é a utilização do fundo partidário. Mas só os partidos mais estruturados têm fundos partidários suficientes para impulsionar — e não bancar totalmente — campanhas eleitorais.

Desistência de Leandro Vilela incentiva inflação de candidatos em Jataí

[caption id="attachment_58651" align="alignright" width="620"]Victor Priori, Vinicius Luz, Carlos Miranda, Tales Machado e Vinicius Maia: cinco políticos com chances de disputar a Prefeitura de Jataí em outubro Victor Priori, Vinicius Luz, Carlos Miranda, Tales Machado e Vinicius Maia: cinco políticos com chances de disputar a Prefeitura de Jataí em outubro[/caption] A política de todos os partidos de Jataí depende, em larga medida, das ações do prefeito Humberto Machado — autoritário mas competente — e do ex-deputado federal Leandro Vilela (responsável pelo derrame de recursos federais no município), ambos do PMDB. Depois de quase oito anos de poder, com acertos mas também desgastes, Machado sabe que precisa de um candidato consistente para substitui-lo. Ninguém é tão consistente quando Leandro Vilela, porque consegue “andar” com as próprias pernas, sem a tutela do prefeito. Mas há um problema: Leandro Vilela, hoje executivo na iniciativa privada, disse a pelo menos dois políticos — Maguito Vilela e, supostamente, a Machado — que não será candidato e liberou-os para encontrar outro nome. O prefeito já estaria articulando dois nomes — o do secretário de Obras, Tales Machado, e o do vereador Carlos Miranda. Os dois são considerados políticos de relativa qualidade, mas não “andam” com as próprias pernas. Precisam das pernas de Machado. O fato é que qualquer político bancado pelo prefeito começa forte, mas não procede que tenha condições de eleger o poste dos postes. A desistência de Leandro Vilela — que parece novela da Globo, com suas reviravoltas — mexeu com o quadro político de Jataí. Sem ele no páreo, todos se tornam japoneses. O milionário Victor Priori — gaúcho como Carlos Miranda —, que estava “desaparecido”, voltou a admitir que tem interesse em disputar a prefeitura. O único senão é que, enquanto cuidava dos negócios e indicando que estava quase aposentado politicamente, o vereador Vinicius Luz, do PSDB, pôs seu bloco nas ruas e se apresentou como pré-candidato. Retirá-lo do páreo agora, depois que consolidou posições, não será nada fácil. Há quem aposte que aceitará a vice de Victor Prioci com a condição de que este o bancará para deputado estadual em 2018. Quem conhece o vereador garante que, se necessário, vai participar de prévias. No PSDB é assim: se depender de dinheiro, muito dinheiro, o candidato será Victor Priori; porém, se depender de vontade política, o nome é o de Vinicius Luz. Ante o vácuo político, gerado pela desistência de Leandro Vilela, o PTC pode bancar o empresário Vinicius Maia para prefeito. “O município de Jataí é comandado pelo mesmo grupo político há 40 anos e chegou a hora da mudança. Apresentei meu nome e, como tenho o apoio de Fernando Meirelles e do deputado Cláudio Meirelles, quero ser candidato a prefeito. Sou o nome da terceira via, o novo de fato.” Dois analistas da política de Jataí, em momentos diferentes, disseram ao Jornal Opção praticamente a mesma coisa. Segundo eles, apesar da vontade de Vinicius Luz e Vinicius Maia, ambos com menos de 40 anos, a disputa se dará entre o candidato de Machado e Victor Priori. Eles sublinham que tão-somente Victor Priori terá condições de montar uma logística financeira adequada para enfrentar o candidato de um prefeito bem avaliado e que tem o controle da máquina.