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Foto: Divulgação[/caption]
A banda Muntchako vem da capital brasileira para os palcos goianos a fim de balançar a festa La Bomba Latina com o melhor do som multiétnico, numa mistura de groove latino e afrobeat instrumental. Formado pelos músicos Samuel Mota (guitarra, synths e programações), Rodrigo Barata (bateria e samplers) e Macaxeira Acioli (percussão e samplers), o grupo se apresenta, gratuitamente, no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG), na noite da terça-feira, 5 de julho.
O trio já lançou dois singles, os quais caíram no gosto dos brasilienses e tem conquistado o Brasil. “Cardume de Volume” conta com a participação especial da funkeira carioca Deize Tigrona; e “Coqueirinho Verde” foi gravada pela Cafofo Records. O Muntchako participou da coletânea “As Melhores Bandas do Mundo”, que comemorou os 20 anos da companhia teatral “Os Melhores do Mundo”, e lista ao lado do Móveis Coloniais de Acaju, Raimundos, Autoramas, Plebe Rude, dentre outros.
A banda se prepara para lançar o seu primeiro disco em vinil, que terá a produção musical de Curumin e capa ilustrada pelo mestre dos rabiscos Shiko. “O Muntchako treme na periferia de Belém, mama no forró paraibano, suinga no ska jamaicano, rebola na latinidade, faz cara de mal no rock, sensualiza no tango, sobe o morro do baile funk e afunda o pé na discoteca”, diz o percussionista.
Serviço
La Bomba Latina apresenta Muntchako
Local: Centro Cultural UFG
Data: terça-feira, 5 de julho
Horário: 20h
Entrada gratuita
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Diretor Gabor Kapin: "Os bailarinos estão felizes aqui no Brasil. Começamos a trabalhar e eu sinto esta energia que é muito boa e que nos deixa assim, gratos" | Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal[/caption]
Diretor de elenco, Gabor Kapin conta sobre a vida da companhia belga The Royal Ballet of Flanders ao Brasil
Yago Rodrigues Alvim
Na última semana, a companhia belga The Royal Ballet of Flanders veio a capital goiana. Em apresentação única, a companhia encheu o Teatro Rio Vermelho, palco da abertura do Festival Internacional de Dança de Goiás. De diversas partes do mundo, 23 de muitos outros bailarinos da Royal apresentaram quatro coreografias aqui trazidas sob os cuidados do diretor de elenco Gabor Kapin. Abaixo, você confere um bate-papo que o Opção Cultural teve com o diretor, horas antes da apresentação. Kapin conta da companhia, das peças apresentadas, sobre como é estar no Brasil e, ainda, sobre como se sente ao espalhar a arte da dança pelo mundo.
Conte-nos um pouco sobre a companhia e seu trabalho na dança.
A companhia The Royal Ballet of Flanders é a maior companhia de balé da Bélgica. Nós viajamos pelo mundo com um repertório que vai do balé clássico às mais novas contemporâneas e mais progressivas criações — o que a faz muito especial. Nosso diretor é o Sidi Larbi Cherkaoui, que é um grande e famoso coreógrafo. Basicamente, ele é o rosto do balé progressista e da dança mundial; e eu tenho muita sorte de trabalhar com ele.
Primeiramente, eu integrei a companhia como bailarino — o que durou três anos — mas, este ano, estou maestro de balé (ballet master) e eu ajudo toda a organização e administração de turismo e é por isso que estou aqui. É muito apaixonante.
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Serão quatro coreografias, aqui apresentadas; como elas são?
O espetáculo que aqui apresentamos é composto de quatro coreografias — duas do Cherkaoui e duas do Hans Van Manen —, que são divinas. Ele começa com uma bela peça de balé clássico, de Manen, um coreógrafo alemão. Um homem adorável, que tivemos o prazer de conhecer. Ele veio até a companhia, onde permaneceu por uma estação, já nos seus 85 anos (eu acho). E ele é um dos maiores nomes da dança. Ele nos deu suas opiniões e sugestões, o que foi incrível — trabalhar com ele foi muito bom. E tem outra peça dele, que se chama “Solo”, de três bailarinos. Ela é muito legal e muito rápida de movimentos e de duração (dura, aproximadamente, sete minutos). Ele mistura um pouco de jazz e ele agora tem viajado todo o mundo, pois é uma coreografia muito famosa.
Já “Faun”, de Cherkaoui, é uma peça bem moderna e muito famosa que traz a música do Deboussy. Ela é sobre um encontro de vidas em um fauno. Ele acorda em uma floresta e a música sugere uma aventura, na qual ele embarca. Acorda, pois bem, e encontra alguém e eles fazem este incrível e muito atlético e acrobático dueto. Os bailarinos performam maravilhosamente bem. Ela é do Nijinski e foi um sucesso na época, mas o Cherkaoui foi capaz de atualiza-la e torna-la em um novo momento histórico da dança, pois, a um ponto, ela é muito atual e muito diferente. As pessoas ficavam “uau, é isso que estamos fazendo?”, e, muitos anos depois, o Cherkaoui fez isso novamente “uau, podemos fazer isso?”.
O último se chama “Fall”, como o outono; ele é composto de diferentes elementos. Tem muito movimento, mas não apenas dos bailarinos. Existe um painel de pano que está sempre em movimento por conta do vento — sempre venta no palco. E também existem diferentes elementos, tais como a terra, fogo e o ar. Você reconhece, pois há muitos movimentos no chão e muitos levantamentos, então a terra, o ar. Existe um dueto que evoca o fogo e, no final, é quase que um caos organizado; são vários bailarinos com seus movimentos em diferentes padrões, então tem as folhas que caem, como no outono. Elas caem e o vento as tragam em um redemoinho e, depois, elas se acalmam. Esse é o final da peça: os bailarinos, como folhas, se espalham e se acalmam pelo chão. É uma bela coreografia!
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Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal[/caption]
Como é estar no Brasil?
É a minha primeira vez no Brasil e eu tenho gostado muito; amo o sol e é muito diferente da Bélgica. É bom, pois os bailarinos estão felizes aqui. Começamos a trabalhar e eu sinto esta energia que é muito boa e que nos deixa assim, felizes. Então, é muito legal sentir isso.
Como é levar arte para todos os cantos do mundo?
É o melhor a se fazer, espalha-la por aí. A arte é muito importante para o ser humano, pois quando você tem coisas de fato muito boas para dividir, você tem que dividir com as pessoas; e é isso que fazemos. Dividimos nossos sentimentos, nossas emoções e tudo o mais. Dividir, compartilhar é tudo.
Bailarinos da belga The Royal Ballet of Flanders, que se apresentaram na abertura do Festival Internacional de Dança de Goiás, contam do espetáculo e da estadia no país
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Yago Rodrigues Alvim
Nos últimos dias, a capital goiana tem recebido diversos artistas do Brasil e de muitos outros países. Coreógrafos e bailarinos, eles têm se apresentado no Festival Internacional de Dança de Goiás que contou, em sua abertura, com quatro coreografias dançadas pela belga The Royal Ballet of Flanders. O Opção Cultural conversou com alguns dos bailarinos e com o diretor de elenco, Gabor Kapin. Nas próximas linhas, você confere o bate-papo com Alexander Burton, Brent Daneels, Fiona McGee, Matt Foley, Nicola Willsda e Philipe Lens.
Do Canadá, Alexander já está há um ano na companhia de Antuérpia — uma das maiores cidades belgas e a maior da região de Flanders (“Flandres”, em português). Fiona, da Inglaterra, se dedica há dois anos; e, há mais tempo, quase quatro anos, integra o corpo de baile, a australiana Nicola. Brent e Philipe são da Bélgica. O americano de Virginia Matt foi convidado pelo diretor da companhia, a fim de compor, junto aos demais bailarinos — no Brasil, a apresentação contou apenas com 23 bailarinos — a peça “Fall”; ele se junta ao grupo na próxima estação.
Eis a conversa.
Há quanto tempo a companhia tem se dedicado às coreografias, aqui apresentadas?
Nicola — Já faz um ano que estamos ensaiando-as. Nós começamos a trabalhar em uma delas no fim do ano passado e a temos apresentado durante todo o ano; apresentamo-la em Amsterdã e em muitos países ao redor da Bélgica. E estamos muito felizes de trazer todas elas para o Brasil.
Como veem o espetáculo?
Nicola — Acredito que seja uma boa apresentação para quem não viu muitas danças; afinal, nós temos muitas partes clássicas, com pontas, por exemplo, e também muitas partes bem modernas. Existe, assim, uma variedade que o público pode ver — intercalam-se uma coreografia clássica e uma moderna; outra clássica e mais uma moderna. Dentre elas, cada um tem a sua favorita, e é bem diversa esta escolha. O público sempre apreende diferentes coisas do espetáculo.
Matt — É um espetáculo bem diverso. Ele é composto de elementos clássicos e contemporâneos que, ao se juntarem, representam completamente a dança e seu mundo, bem como a paixão e a versatilidade dos bailarinos.
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Retrato de "Faun", dueto interpretado pelos bailarinos Nicola Willsda e Philipe Lens | Foto: Rubens Cerqueira[/caption]
E qual a sua favorita?
Nicola — Eu gosto da parte que eu danço (risos). Ela se chama “Faun” e é do nosso diretor Sidi Larbi Cherkaoui. Uma de suas mais rápidas coreografias, “Faun” foi por ele criada há sete anos; e só algumas pessoas ao redor do mundo são autorizadas a dança-la. Portanto, é muito especial dança-la. É bem íntima e conta com uma canção do músico francês Claude Debussy. Eu também gosto da coreografia que se chama “Solo”, do Hans Van Manen, e que conta com três bailarinos. Ela é bem rápida, muito excitante e traz muita virtuosidade dos bailarinos; e o público é bem recíproco a isso.
Matt — A parte que mais gosto também é “Faun”, pelas qualidades da terra que ela traz e por como a música se entrelaça com a dança e com os corpos dos dois bailarinos.
Fiona — Eu danço a última coreografia, “Fall”, que também é do Cherkaoui. Ele a criou há um ano e é muito bom integra-la, pois ele conta com muitos bailarinos no palco e, por mais que a aqui apresentada seja uma versão menor, pois nem todos da companhia puderam vir para o Brasil, mostra uma qualidade de movimento diferente das demais coreografias que trouxemos. O público fica encantado com isso, com todos esses bailarinos, que transmitem uma sensação maravilhosa; e a música também é incrível. Eu também gosto muito da coreografia com os três bailarinos, que dura apenas seis/sete minutos e é muito excitante.
Alexander — Eu concordo com a Fiona, “Fall” é incrível — é a coreografia que eu danço. E, além dela, eu também gosto da primeira, “Four Schumann Pieces”, também do Manen, que é de 1975, e traz muita história.
Brent — Eu gosto muito da coreografia com os três garotos, a qual eu danço; e também de “Faun”.
Philipe — “Faun”, definitivamente. Traz-me toda uma sensação de outro mundo. Ela é incrível! Você entra em um transe, algo assim.
Como é fazer parte de uma companhia tão bem quista pelo mundo?
Nicola — Nós chegamos até aqui por dançarmos, dedicarmo-nos a dança já há um bom tempo; e é muito especial que o nosso grupo tenha chegado tão longe. Sentimo-nos abençoados por todos que puderam vir ao Brasil e se apresentar para um público tão distinto. É uma experiência incrível você viajar e ainda sair com seus amigos de trabalho, ter momentos de descontração, se divertir; isso acresce algo a mais ao trabalho, pois você se sente completamente privilegiado por viajar para um lugar tão longe e dividir o que você ama com essas pessoas e com o público, que é dançar.
Matt — A companhia é realmente maravilhosa. Ela reúne artistas de todos os cantos do mundo e, assim, tem um grupo muito especial. A Royal tem passado por uma transição nos últimos anos; claro, com isso sempre vem alguns contratempos; mas eu acredito que isso fez com que todos se fortalecerem no final. Ela tem trocado de diretores, e com essa mudança, vem uma nova visão artística da companhia. Tem passado de uma companhia de bale clássico para uma companhia contemporânea. Ainda assim, Larbi e Tamas Moricz (codiretor artístico) continuam realçando ambos os aspectos; eles têm destacado os elementos clássicos que constituíram a companhia e estendido uma amostra do lado contemporâneo também. A proposta deles é muito especial.
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Retrato de "Fall", peça interpretada pelos bailarinos Matt Foley e Acacia Schachte | Foto: Divulgação[/caption]
E o que estão achando do Brasil?
Nicola — É maravilhoso! (risos).
Fiona — É muito bom! Ontem mesmo, nós fomos a uma churrascaria e até bebemos caipirinha, que é uma bebida muito gostosa. Alguns da companhia vão conhecer o Rio de Janeiro, saber como é lá. Mas a atmosfera daqui, o clima, por exemplo, são muito bons.
Alexander — Conhecemos a equipe de apoio, de produção, a mídia e isso já nos deu essa atmosfera daqui, que é muito boa. Sentimo-nos muito bem-vindos — é legal se sentir assim (risos).
Matt — Tem sido incrível estar aqui. Em duas ocasiões diferentes, alguns locais nos escutaram, eu e outros bailarinos conversando em inglês, e começaram a conversar conosco; e a outra foi quando eu estava comprando uma maça e uma senhora me disse que ela não era tão saborosa quanto à outra, a qual ela comprou e me deu para provar. Foi muito doce da parte dela. A abertura e a generosidade que eu vivi foi muito emocionante.
Brent — É um mundo completamente diferente, na verdade; é diferente, mas de um modo bom. O clima, as pessoas...
Philipe — Você já foi à Bélgica? Então, é bem diferente. Você deve ser muito mais feliz por passar o inverno aqui (risos). A comida daqui, também, é deliciosa, aqui é cheio de cores; e, claro, as pessoas, que são adoráveis. Viajar assim abre a sua mente.
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