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Pra não dizer que não falei da corrupção

[caption id="attachment_89145" align="alignleft" width="620"] "Justiça combatendo a Injustiça” (1737), pintura de Jean-Marc Nattier[/caption] Leonardo Teixeira Especial para o Jornal Opção Articula-se pelas redes sociais um movimento aparentemente apartidário para protestar nas ruas brevemente. Seria um déjà vu (na tríade “Fora Collor, Fora Dil­ma, Fora Temer”), como se algum dos políticos engravatados fosse compadecer da situação e abrir mão (e a carteira) das suas regalias no reino. A exemplo dos 30 mi­lhões anuais (em média), quantia gasta com um único político. Ou ainda mais esses exemplos: a aposentadoria rápida, os as­sessores nepotistas, as verbas indenizatórias, os planos médicos, os litros diários de gasolina, as passagens aéreas ou a imunidade parlamentar. Reza a lenda caótica que santo de casa não faz milagre. Mas o texto de hoje não tinha a pretensão ácida no mesmo tom dos dedos apontados – tão rijos e castos –, rumando alvos distantes, diretamente nos erros alheios; ou da velha verve que se diz julgadora superior da errante raça humana. Atiraram a primeira pedra e um turbilhão de achincalhes é metralhado em plena era digital sem fakes ou melhores looks. Nem a rebelião de Luke Skywalker, ou suas palavras sobre a força podem amenizar os desvios de conduta humana e seus gostos pelo lado negro e bizarro da coisa toda. Se até mesmo a nossa ficção parte de uma premissa mentirosa (que o diga qualquer ator teatral), nosso entretenimento também prioriza o riso grotesco. Cito como exemplo o apreço pelos vídeos idiotas do WhatsApp, as pegadinhas e cacetadas e demais similares. Quan­do o show de um mágico está ficando sem graça, ele apela para a guilhotina de braço. A ameaça de decepar o braço alheio craveja os olhos de suspense e emoção. To­dos os humanos são bipartidos à ma­neira yin-yang de ser. Essa é uma das poucas regras sem exceção. Eis o lado malvado, sem ser favorito, que brota quando ninguém está vendo. O jeitinho malandro de levar vantagem ultrapassa limites racionais. Sendo capaz, inclusive, de estar presente no momento de uma catástrofe ou grave acidente, quando mais é necessária a ajuda alheia. Quantos relatos não há sobre algum ser humano iluminado (pelas chamas infernais) que furta a mala, aliança, carteira, celular, óculos e roupas, em vez de prestar socorro? Por isso, ante um tombamento de caminhões, as pessoas frequentemente ameaçam ou machucam os motoristas e levam as cargas derramadas. Há poucos dias mesmo, vi a notícia de que dezenas de pessoas pararam os seus carros e os encheram com frascos de óleo de cozinha (que seriam distribuídos nos supermercados) que estavam dentro de um caminhão tombado. Não imagine que tais saques são novidades modernas. No museu de Turim há um papiro do reinado de Ramsés V (1145 a.C.) que menciona os roubos, saques e greves. Sem falar do antecessor Ramsés IV, cuja corrupção “endêmica” no governo do antigo Egito foi mencionada em um papiro (Harris) de mais de 40 metros de comprimento. Este sujeito saqueador é o mes­mo indivíduo que critica a corrupção brasileira, fala mal dos outros, dos partidos, dos bandidos. Tem uma noção tosca sobre errinhos e er­rões, pecadinhos e pecadões. Não se pode desviar dinheiro público, des­viar verbas, superfaturar obras, abusar de propinas robustas, levar van­tagens ilícitas, mas muitos acham que é normal falsificar carteirinha de estudante, furtar e burlar sinal de TV a cabo, comprar e vender produtos falsificados, furar filas, colar e passar cola nas provas (ou copiar trabalhos, textos e artigos da internet), bater ponto e assinar lista de presença para colegas de trabalho ou de estudo, apresentar atestados médicos falsos, inventar uma justificativa (as mentiras tidas como socialmente necessárias), vender ou comprar o voto, estacionar em vagas especiais (ainda que seja rapidinho), falsificar assinaturas, declarar informações falsas no imposto de renda (omitir ou comprar notas), receber troco a mais e não devolver, não dar nota fiscal (ou o valor correto), desrespeitar lugares reservados em ônibus, cinema, teatro, estacionamento etc, levar para casa enfeites de festa que não são cortesia, tentar subornar o policial ou guarda de trânsito, burlar normas de trânsito (sinais, parar em filas duplas, andar pelo acostamento ou em pistas reservadas a ônibus, e “gatos” por exemplo), desrespeitar normas trabalhistas, pagar multas e continuar desobedecendo a lei, jogar lixo pela janela ou nas ruas, receber auxílios sem necessidade (moradia, deslocamento, verbas de gabinete, despesas extras) etc. Ufa! Que textão! Você ainda está aí? Esse é o mesmo ser humano que se acha no direito de queimar um índio, um menor abandonado, um mendigo, ou qualquer outra pessoa que esteja numa pior, na sarjeta do mundo, ou sofrendo os preconceitos de uma minoria. Uns se diferenciam dos outros pelas escolhas diárias, pelos limites comportamentais etc. Mas é a mesma criatura humana, benevolente quando quer, mas diabólica ao extremo, frequentemente encontrado numa situação extremista ou terrorista. É o mes­mo que sai bradando o seu legítimo protesto, com cartazes e tintas típicas da bandeira, sem conhecer a própria hipocrisia, como um peixe que nada pelo rio sem saber que está na água... No livro “Raízes do Brasil” (1936), Sérgio Buarque Holanda cita nossos ancestrais e colonizadores europeus imersos nas imoralidades históricas e isso se “refletiria nas suas relações com outros indivíduos, instituições, leis e a política”. Curioso o fato de Platão, em sua “utopia republicana” ter falado que “a justiça e a honestidade apenas acontecerão na política quando os governantes forem amantes da sabedoria (filósofos), ou os amantes da sabedoria assumirem o governo”. Depois, em seu livro “As Leis”, ele já não confiava mais na incorruptibilidade de um governante sábio. Isso no mundo onde os filósofos sofistas foram acusados de corruptores da linguagem. Aristó­teles escreveu sobre corrupção no livro “A Geração e a Cor­ru­pção”, apesar de cunho mais metafísico e biológico. Em tese, todos os seres naturais possuiriam uma su­bstância e uma finalidade. Quando a substância de algum ser, ou sua finalidade, se modifica, este ser se corrompe, degenera, se perverte. A morte é a corrupção da vida, e tudo se corrompe quando não cumpre sua finalidade, ou a deturpa. Moral da história: corrupção é um problema ético, pessoal e cultural. Qualquer reflexo político é mero esparramar de fragmentos humanos. Podemos ao menos frear pequenos impulsos diante do que chamamos de corrupções menores. Se colocar verdadeiramente na frente de outra pessoa e pensar algo como “se fosse comigo, eu gostaria disso?” Era pra ser um texto mais ameno, talvez algo sobre o formato tosco e irregular de um brócolis, uma miniárvore antes de ser digerida. Antes que a música, de apenas dois acordes, símbolo das manifestações (“Caminhando e cantando...”) — seja amplificada a plenos e múltiplos pulmões — sigam nas várias direções do país, quem sabe possamos refletir como melhorar nossas próximas ações e condutas? Até a próxima página! Leonardo Teixeira é escritor

STF arquiva inquérito contra Gaguim

[caption id="attachment_58606" align="aligncenter" width="620"] Deputado federal Carlos Gaguim[/caption] O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux decidiu monocraticamente pelo arquivamento do inquérito penal movido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Or­ganizado (Gaeco/MPTO) por suposta prática de alienação ilegal de bem público, contra o deputado federal Carlos Henrique Gaguim (PTN), no período que foi governador do Tocantins. O ex-governador assegurou que sempre confiou na Justiça e afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal vem mais uma vez comprovar que sempre cumprir com seu dever de homem público, pautando suas ações no respeito aos princípios legais e constitucionais. No inquérito de nº 4.320, em trâmite no STF, decorrente do foro por prerrogativa de função, o ministro, após a análise integral do documento, decidiu pelo arquivamento do processo, por inexistir elementos que evidenciassem a participação do parlamentar. A decisão foi embasada no parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que destacou a inexistência de elementos colhidos no inquérito a serem atribuídos ao ex-governador: “...ne­nhum elemento colhido nos autos do inquérito indica, até o momento, qualquer fato envolvendo o parlamentar a justificar a investigação perante o STF...” A decisão da Suprema Corte retira o parlamentar do rol de investigados nos autos do processo de nº 5027517-72.2013.­827.2729, em trâmite perante a 2ª Vara Criminal de Palmas.

Eduardo Lourenço: um ensaísta inigualável

O pensamento do professor Lourenço, ao longo de uma carreira acadêmica invejável, voou tão longe e alcançou tantos ângulos que hoje é impossível imaginar um ensaio sobre poesia portuguesa sem levar em conta o que ele já escreveu

“Com a crise, prefeituras têm de buscar mais recursos extraorçamentários”

Prefeito reeleito de Pedro Afonso e novo presidente da ATM reafirma a bandeira do municipalismo e promete não deixar a entidade subserviente a grupos políticos

Temer pode cair no TSE e voltar na eleição indireta

Maioria no Congresso, que vai escolher o novo presidente, seria um trunfo para o peemedebista se a chapa Dilma-Temer for cassada

MEC determina fim do Enem por escola; prova foca na seleção do ensino superior

A partir deste ano, o exame deixa de certificar o ensino médio. Veja mais mudanças

Concurso da Polícia Civil tem resultado homologado

Na quarta-feira, 8, o governador Marcelo Miranda assinou os decretos que homologam o resultado final do concurso público destinado ao provimento de vagas e à formação de cadastro reserva para os cargos de delegado, agente, escrivão, papiloscopista, agente de necrotomia, médico legista e perito criminal no quadro da Polícia Civil. A nomeação e a posse dos aprovados serão os próximos passos do certame. A homologação deu-se por meio dos decretos nº 5.595, nº 5.596, nº 5.597, publicados na edição 4.821 do Diário Oficial do Estado, em 08/03/2017. O resultado final deste concurso havia sido divulgado no Diário Oficial do Estado no início deste ano e, ao todo, no provimento direto e cadastro de reserva, foram ofertadas 126 vagas para o cargo de delegado, 49 para agente, 210 para escrivão, 15 para papiloscopista, 26 para agente de necrotomia, 13 para médico legista e 80 para peritos.

Agências da Caixa abrem neste sábado para saque do FGTS

Este será o único sábado de março no qual as agências abrirão. Próximo plantão será em 13 de maio

O Brasil até parece “tentar”, mas sua transparência não combate a corrupção

Qualidade dos dados abertos que o País produz é ruim e praticamente não ajuda a minorar o mal, diz pesquisadora goiana

Prefeita em exercício cobraa políticas públicas para mulheres

[caption id="attachment_89130" align="aligncenter" width="620"] Cinthia Ribeiro, prefeita em exercício de Palmas: mais políticas para as mulheres[/caption] Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a prefeita de Palmas em exercício, Cínthia Ribeiro, participou de várias reuniões e sessões solenes na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa. Em ambas as Casas, a prefeita cobrou que os seus membros garantam, através de leis, a continuidade das políticas públicas voltadas às mulheres. “O Tocantins caminha para 30 anos de criação e ainda não possui em sua Constituição nenhum capítulo destinado à proteção e que garantam a continuidade de políticas públicas voltadas às mulheres”. Na Assembleia Legislativa, a prefeita em exercício cobrou aos seus membros que garantam em orçamento específico essa continuidade, para que as ações que garantam o direito das mulheres, a igualdade de gênero e o fim da violência não sejam apenas políticas de governo. Cínthia lembrou que o destino proporcionou a ela que pudesse estar à frente da Prefeitura de Palmas na semana do Dia da Mulher. “Quis o destino que nesta semana também eu estivesse vivendo uma das experiências mais ricas da minha vida, ao assumir interinamente o comando da prefeitura da capital mais jovem e linda do Brasil.” Na Câmara Municipal de Palmas, onde recebeu homenagem pelo Dia da Mulher, a prefeita pediu das duas representantes femininas na Casa, as vereadoras Laudeci Coim­bra e Vanda Monteiro, que apresentem leis que garantam políticas públicas voltadas às mulheres. “Vamos à rua e na hora da efetividade não temos por falta de leis impositivas que determinem em orçamento a continuidade dessas políticas públicas.”

O redimensionamento do peso político do legislativo

Em menos de um mês, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti, conseguiu imprimir um novo estilo de relacionamento político com o Palácio das Esmeraldas

Governo estadual capacitou 360 trabalhadoras em um ano

[caption id="attachment_89122" align="aligncenter" width="620"] Marcelo Miranda e trabalhadoras: inclusão[/caption] O projeto Jeito de Mulher, promovido pelo governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e da Assistência Social (Setas), foi lançado em março de 2016, proporcionando a quebra de paradigmas e comprovando a capacidade e a destreza feminina em desenvolver trabalhos em áreas ainda dominadas por homens. Em um ano, já foram capacitadas 360 mulheres nas cidades de Araguaína, Araguatins, Dianópolis, Guaraí, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional. Os cursos oferecidos são de eletricista de instalações comerciais e residenciais, instalador de alarme residencial, mecânica de manutenção de motocicletas, pedreiro e produção de derivados do leite. A meta é que os mesmos encerrem até julho deste ano. “A marca do Governo do Estado foi impressa em cada cidade que chegamos com o projeto Jeito de Mulher. Nos municípios, percebemos as novas oportunidades de emprego que surgiram para elas, para além do salto na melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas pelo projeto”, pontuou a gestora da Setas, Patrícia do Amaral. Além de propiciar uma carreira que contrapõe ao estereótipo de “vagas só para homens”, o governo tem incentivado as mulheres a conquistarem espaço no mercado de trabalho, como por exemplo, no curso de mecânica de manutenção de motocicletas, finalizado na semana passada. Embora existam olhares “tortos” para as mulheres que estão executando essas atividades estereotipadas, o governo do Estado aposta seriamente nessas profissionais, e tem estimulado o empreendedorismo nesse setor. No mês de fevereiro, o Banco do Empreendedor (BEM), por meio de parceria com a Setas, expandiu sua linha de crédito financeira para todas as profissionais que fizeram o curso do Jeito de Mulher, bem como para aquelas que fizeram outras capacitações oferecidas pela Setas. As interessadas no recurso poderão iniciar o próprio negócio com um empréstimo inicial concedido pelo Banco, que varia entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. O acesso ao dinheiro é menos burocrático e os juros são baixos, conforme informou o presidente do BEM, Acy de Carvalho Fontes. “Como políticas públicas voltadas para as mulheres no tocante ao emprego, o governador Marcelo Miranda pediu para que trabalhássemos de forma conjunta de modo que as habilidades delas não ficassem apenas em um diploma pendurado na parede, mas sim que fossem transformadas em um negócio, e esse empreendimento resulte em emprego e renda”, enfatizou a secretária Patrícia do Amaral.

Bancada tocantinense se reúne e busca recursos para o Estado

A deputada Professora Dorinha (DEM), juntamente com os parlamentares da bancada no Congresso, se reuniu na noite de quarta-feira, 8, com o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, para solicitar recursos e viabilizar obras no Tocantins. Dentre as demandas, estavam a construção da ponte de Porto Nacional, a normalização do cronograma de liberação das emendas parlamentares e a destinação de recursos para implantação de sistema de videomonitoramento em Araguaína. Na próxima terça-feira, 14, a bancada irá se reunir com o ministro dos Transportes, Mau­rício Quintela, para tratar das seguintes demandas: - Concessão para a duplicação da BR-153; - Construção da ponte sobre o Rio Arraias para a conclusão do trecho Taguatinga–Conceição-Paranã da BR-242; - Construção da BR-242 trecho travessia da Ilha do Bananal; - Conclusão do processo licitatório da Ponte Xambioá; - Definição do cronograma de execução das obras de derrocamento do Pedral do Lourenço no Rio Tocantins.

Sem reação

Administração de Iris Rezende começa a fazer água por todos os lados. Coleta de lixo continua irregular, e o caos nos Cais chega à Maternidade Dona Iris

Batalha de Oloares Ferreira e Jorge Kajuru não terá vencedores. Pacificá-los é civilizatório

O âncora do “Balanço Geral” tem uma história profissional irrepreensível, assim como o jornalista esportivo e agora vereador por Goiânia