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O deputado federal Thiago Peixoto (PSD) encontrou-se com o deputado federal Daniel Vilela (PMDB) e não o achou “abalado” devido à denúncia de que recebeu dinheiro da Odebrecht por baixo dos panos. “Ele fez discurso e articulou em Brasília, na semana passada”, frisa.
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Fábio Sousa, Alexandre Baldy, Daniel Vilela, Jovair Arantes, Thiago Peixoto e João Campos | Fotos: Câmara Federal[/caption]
Alexandre Baldy (PTN), Daniel Vilela (PMDB), Thiago Peixoto (PSD), Fábio Sousa (PSDB) e João Campos (PRB) são apontados como alguns dos deputados mais atuantes na Câmara.
Baldy é apontado como articulador, como rei dos relacionamentos políticos. Thiago Peixoto é visto como atento às grandes discussões de interesse do país — como as reformas da Previdência e Trabalhista.
Daniel Vilela, de cara, se tornou presidente da Comissão da Reforma Trabalhista. Não é pouca coisa. Ele também discursa com frequência.
Fábio Sousa tem presença no plenário e nas comissões. É mais articulado do que se costuma imaginar.
João Campos é considerado influente, com articulação nacional, dadas as bancadas evangélica e da segurança pública.
Jovair Arantes, embora visto como uma das estrelas da Câmara dos Deputados, estaria “sumido” dos grandes debates. Mas é, de fato, um player. Conversa com todo mundo e é ouvido.
Rubens Otoni já foi mais atuante. Mas, no momento, comporta-se com extrema discrição. Faz mais política no interior de Goiás, tentando garantir sua reeleição em 2018. O PT, que já o ajudou, hoje atrapalha — e muito.
O governo de Goiás recebeu pesquisas a respeito dos reflexos das delações premiadas na imagem dos políticos. A imagem do governador Marconi Perillo e de Maguito Vilela sofreu arranhões, é certo, mas quem saiu mais desgastado foi o deputado federal Daniel Vilela, do PMDB.
Por que Daniel Vilela, do PMDB, ficou mais chamuscado? A pesquisa apurou que, por ser um político novo, o envolvimento na Lava Jato gerou mais decepção. Quem examinou e cruzou dados da pesquisa sugere que o abalo sofrido pode ser irrecuperável (se existe o termo em política).
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Léo Pinheiro | Foto: Agência Brasil[/caption]
As delações da OAS, especialmente do ex-mandachuva Leo Pinheiro, podem atingir o senador Ronaldo Caiado? Não se sabe. Até agora, não há nada consistente contra o presidente do DEM em Goiás.
O justo é esperar e não apontar suspeitas de maneira antecipada. Insinuações podem queimar as pessoas; portanto, não devem ser feitas. E, aliás, citações não significam “culpa” formalizada. Suspeitos e acusados têm o direito de se defender.
A expectativa, na Bahia, é que a delação da OAS, e não apenas a de Leo Pinheiro, chegue perto do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), aliado de Ronaldo Caiado. Ser aliado, por sinal, não quer dizer vinculação financeira.
De um aliado da deputada federal Magda Mofatto (PR): “O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal, não tem coragem de disputar mandato de deputado federal. O líder do PP tem dinheiro, porque é muito rico, e o grupo Privê o financia, mas não tem o principal: voto. Já Magda tem voto, tanto que pode disputar a reeleição ou mandato de senadora”.
O prefeito de Caldas Novas, segundo um aliado de Magda Mofatto, governa mais para o Grupo Privê do que para o povo da cidade
O verdadeiro discípulo de Zé Gomes da Rocha é Gugu Nader, que é popular e acessível
O jornal do Grupo Jaime Câmara mal percebe que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, é citado pela Lava Jato
O dono de Delta Construções, Fernando Cavendish, vai revelar uma história de uma suposta propina concedida a um prefeito goiano? Não se sabe.
O que se comenta é que o suposto esquema era o seguinte: repassavam 200 mil reais todo mês para o político, que repassava o dinheiro para a construtora que construiu o edifício no qual o “suspeito” é dono de um apartamento, no Setor Marista.
A influência de Cavendish era tanta que até um secretário foi nomeado por indicação de um diretor da Delta em Goiás.
Vilmar Rocha e Virmondes Cruvinel dizem que a entrada do tucano na política nacional não agrada muito gente
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Virmondes Cruvinel, Vilmar Rocha e Marconi Perillo | Fotos: Alego e governo de Goiás[/caption]
O secretário das Cidades e Meio Ambiente, Vilmar Rocha (PSD), e o deputado estadual Virmondes Cruvinel (PPS) estiveram com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e dizem que o encontraram “tranquilo”. Ele tem afirmado que está convicto de que não terá nenhum problema com as menções dos delatores da Odebrecht.
“O que se percebe é que não perdoam o sucesso político de Marconi Perillo”, afirma Vilmar Rocha. “É preciso enfrentá-lo em eleições limpas”, acrescenta. “A entrada do jovem tucano na política nacional incomoda muita gente.”
Virmondes Cruvinel diz que Marconi Perillo “é um fenômeno político que, agigantado, não cabe mais em Goiás. Ele é um político nacional e isto sempre incomoda muito. Mas seu destino é o Brasil”.
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Marconi visita obra no Entorno | Foto: Wagnas Cabral[/caption]
No mês de maio, o governador Marconi Perillo vai visitar os quatro cantos do Estado de Goiás. Ele vai assinar convênios com os prefeitos, vistoriar as principais obras e vai lançar várias outras em todo o Estado. O clima é de otimismo. O tucano-chefe diz aos integrantes de sua equipe que quer um governo pra frente, com uma agenda positiva. Agendas negativas, artificiais, devem ser combatidas com agendas positivas, reais.
O senador do DEM, se disputar o governo, terá de buscar o apoio dos três peemedebistas. Mas aí poderá criticar o tucanato? O mais provável é que a campanha do próximo ano seja ancorada no debate de ideias e projetos
Prazo acaba na próxima sexta-feira, dia 28. Declaração do IR é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado
Disputa sucessória vai se dar no meio do processo de investigação das delações da Odebrecht, e desfecho é imprevisível
Na Síria, um fotógrafo deixa a câmera de lado, carrega um menino e o leva até uma ambulância

