“Congresso não aceita aumento ou criação de novos impostos”, avisa Eunício

Após reunião com equipe econômica do governo Temer, presidente do Senado garantiu que proposta foi retirada de pauta

Presidente do Senado | Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), participou na noite do último domingo (13/8) de reunião no Palácio do Jaburu entre o presidente da República, Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles e do Planejamento, Dyogo Oliveira.

No encontro foram fechadas as novas metas fiscais, os cortes de gastos governamentais e, principalmente, a desistência de aumentar tributos.

“Desde a quinta-feira vimos ponderando e dizendo que não aceitamos criação de novos impostos ou aumento dos já existentes. O presidente Michel Temer compreendeu que seria uma alternativa difícil de aprovar e abriu mão desta opção. Não podemos concordar com aumento da carga tributária”, garantiu Eunício Oliveira.

Segundo o presidente do Senado, o convencimento da equipe econômica do governo de abrir mão de novas fontes de receitas para cobrir o deficit não foi fácil. “Tive que ser muito firme com o ministro [Henrique] Meirelles e com o ministro Dyogo [Oliveira]. Fiz com que eles percebessem a impossibilidade de aumentar impostos. Não é porque o governo tem seus problemas fiscais, seus aperreios, que o povo deva ser penalizado e pagar mais impostos”, disse.

O governo deve anunciar nesta segunda-feira (14) que as contas públicas de 2017 e 2018 fecharão no vermelho em R$ 159,5 bilhões. Esse foi o valor do déficit registrado em 2016. A equipe econômica trabalhava com metas menores de déficit para este ano (R$ 139 bilhões) e 2018 (R$ 129 bilhões).

Segundo Eunício, o corte de gastos da União deve ficar em torno de R$ 73,9 bilhões. “O governo aceitou cortar ainda mais suas despesas e praticar gestão responsável dos recursos públicos. O presidente aceitou minhas ponderações e determinou à área econômica corte e até o aumento da meta fiscal”, arrematou. (As informações são da Agência Senado)

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