“Não existe disputa entre Alckmin e Doria”, afirma deputado tucano sobre 2018

Fábio Sousa (GO) rebate especulações de que haveria rompimento entre os paulistas e acredita no potencial do PSDB para o ano que vem

Deputado Fábio Sousa | Foto: Luis Macêdo

Um assunto domina os principais veículos de comunicação do país neste fim de semana: o suposto rompimento entre o prefeito de São Paulo, João Doria, e seu padrinho político, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (ambos do PSDB). O pano de fundo seria uma disputa interna na busca pela indicação do partido à Presidência da República em 2018.

No entanto, em entrevista ao Jornal Opção neste domingo (13/8), o deputado federal tucano Fábio Sousa (GO) refutou tal informação. Ligado à ala jovem da sigla na Câmara — que é contrária à permanência no governo Temer –, o goiano garante que trata-se de uma mera especulação e que, hoje, os dois permanecem grandes aliados.

“Não existe disputa entre Doria e Alckmin. Pode ser que surja, que ganhe tais contornos, até pela força da matemática política. Doria deve uma confiança que Alckmin depositou nele. Doria se considera um plano B. Se o partido vai entender que ele é o melhor nome para atender aos anseios da população, é só no ano que vem”, argumentou.

Para Fábio Sousa, tanto o prefeito quanto o governador são bons nomes à Presidência. Só que, na “fila” partidária, Alckmin é o primeiro da lista. “Alckmin é o cara mais preparado para ser presidente do Brasil, de longe. Pode não ser o melhor candidato, pois isso depende dos eleitores. Assim como aconteceu em 2002, quando [José] Serra foi derrotado por Lula… É difícil contrapor um populista”, completou.

Questionado se em 2018 não será ainda mais sofrido para o PSDB, pois é provável que enfrentará não só um, mas dois candidatos populistas, o ex-presidente petista (se não estiver preso) e o deputado federal de extrema direita Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o goiano se mostra otimista. “Se conseguirmos apresentar uma pessoa equilibrada, com serviços prestados, boa de gestão, pode ser que surpreendamos. Cito o exemplo da França, que escolheu um presidente moderado, ante dois populistas, de esquerda e de direita”, opinou.

Apesar de defender as operações policiais que levaram dezenas de políticos e empresários à prisão, o goiano não acredita em uma grande renovação para o próximo ano. “Achava que poderia haver um azarão em 2018, mas a eleição [suplementar] para governador no Amazonas me prova o contrário. Lá, dois tradicionais políticos disputam o segundo turno [em referência aos ex-governadores Amazonino Mendes, do PDT; e Eduardo Braga, do PMDB]”, arrematou.

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