Quase 60% dos internautas sequer sabem o que é parlamentarismo

Pesquisa online do Instituto Paraná Pesquisas também aponta que é maior o número de pessoas que são contra mudança no sistema de governo

Maioria dos internautas não sabe o que o parlamentarismo, sistema de governo em discussão no Congresso | Foto: Agência Senado

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (14/8) pelo Instituto Paraná Pesquisas aponta que 59,6% dos internautas não sabe o que o sistema parlamentarismo, atualmente defendido por boa parte do Congresso Nacional e visto com bons olhos pelo próprio presidente Michel Temer (PMDB).

Segundo a pesquisa feita por meio de enquete online, 37,9% disseram saber o que é o sistema de governo e outros 2,5% não opinaram.

O número de internautas que desaprova a mudança no sistema de governo é maior: 46,4% contra 39,4% que são favoráveis. Não souberam responder ou não opinaram 7,5% dos participantes e outros 6,7% disseram que poderiam apoiar a mudança dependendo das circunstâncias.

Para a realização da pesquisa foi utilizada uma amostra de 2.410 brasileiros, a partir de questionário online entre os dias 08 e 10 de agosto de 2017. Tal amostra representativa do território nacional atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0% para os resultados gerais.

Mudança

O sistema parlamentarista, já derrotado em plebiscito no ano de 1993, voltou a ser ponderado e tem apoio de boa parte do Congresso e do Palácio do Planalto.

O próprio presidente da República, Michel Temer (PMDB), também defendeu o parlamentarismo em entrevista recente. Ao considerar a reforma política em trâmite no Congresso Nacional, ele afirmou que a hipótese não seria “despropositada”. “Eu acho que nós poderíamos pensar, uma mera hipótese, num parlamentarismo para 2018, não é? Eu acho que não seria despropositado. Pelo menos eu não veria como um despropósito”, afirmou.

Entre as três propostas de parlamentarismo que tramitam no Congresso, a que mais agrega consenso é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do senador e agora ministro das Relação Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB).

Pelo projeto de Aloysio, o presidente seria eleito por voto direto e teria a função de chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas. Seu mandato seria de quatro anos e caberia a ele nomear o primeiro-ministro, que ficaria responsável pela chefia do governo.

De maneira oficial, o PSDB defende que a PEC seja aprovada para que o sistema passe a vigorar apenas em 2022, mas existe a possibilidade da inclusão de uma cláusula de transição permitindo que o novo sistema já passe a vigorar já no ano que vem.

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