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Carlesse, do alto da torre, “assunta” os adversários

Muitas foram as reuniões dos derrotados na eleição suplementar – Kátia Abreu, Vicen­ti­nho Alves, Marlon Reis e Carlos Amastha ou assessores próximos – visando definir estratégias para as eleições de outubro. O ex-prefeito de Palmas, amplamente criticado por se render à “velha política”, fugiu de alguns destes encontros, mas o certo é que ele se rendeu à máxima que sem esses medalhões, que ele chegou a classificar como a escória da política, ele fará apenas voos de galinha e será eternamente derrotado em solo tocantínio. Ele chegou, inclusive, a reconhecer a força da “velha política” em vídeo gravado após a derrota no primeiro turno. Na visão de todos aqueles que disputaram a eleição extemporânea, assim como na película cinematográfica do Capitão Nascimento, o inimigo agora é outro e atende pelo codinome de Carlesse. Deram-lhe um palanque que ele não tinha, uma visibilidade que ele jamais pensou ser possível, transformando o adversário num gigante. Neste caso, é necessário juntar todas as forças para derrotá-lo. Mas agregar forças tão díspares na mesma chapa é missão para discípulos de Hércules. Assemelhando-se a outra milenar história, a do cavalo de Tróia, a “velha política” mandou um presente para Amastha e ele abriu os portões para que o “cavalo”, cheio de inimigos, penetrasse em sua fortaleza. Ataídes já desceu do artefato soltando foguetes. Vicentinho Alves ensaia também descer em grande estilo – legitimado pelo partido, mas sem o apoio do vereador palmense Lúcio Campelo, seu fiel escudeiro. Já a senadora Kátia Abreu, segundo fontes, não desce nem que o “capeta reze o Pai Nosso em aramaico” pois se os outros dois são as iscas, ela será a atiradora das flechas. Mauro Carlesse, por sua vez, do alto da torre do Palácio Araguaia, vislumbra um cenário de guerra entre os adversários e, maliciosamente sorri, aguardando o desfecho desta insólita batalha.

Márlon Reis vira “noiva” cobiçada para outubro

[caption id="attachment_131063" align="alignright" width="336"] Márlon Reis não venceu a eleição suplementar, mas foi bem votado[/caption] Não se sabe ainda se é pelo currículo “ficha limpa” ou se foi pelos quase 57 mil votos obtidos na eleição suplementar de junho de 2018, mas o certo é que Marlon Reis é a “bola da vez”. A maioria dos grupos políticos abriu rodas de conversas e negociações com pré-candidato da Rede. Primeiro foi deputado federal Irajá Abreu (PSD) que, acompanhado dos ex-deputados estaduais José Augusto Pugliesi (PDT) e Sargento Aragão (Patriota), além do ex-governador Tom Lyra (Avante), reuniu-se com ele na sede do partido para expor propostas e ouvir suas pretensões para o pleito de outubro. O bochicho é que Reis entrou mudo e saiu calado. Não disse nem que sim nem que não. Vai aguardar mais uns dias. Dois dias depois, foi a vez do PV – comandado no Estado do Tocantins, pelo ex-deputado estadual Marcelo Lelis e pela ex-vice governadora Claudia Lelis – procurar Marlon Reis. Segundo os pevistas, há uma preocupação dos pré-candidatos a deputado pela sigla com a construção de uma coligação que lhes dê competitividade. Além disso, o PV quer saber, ainda, se haverá espaço para que a legenda possa contribuir com a construção do programa de governo de Márlon, sobretudo nas áreas que são especialidades da sigla, como o meio ambiente. “Iremos iniciar um diálogo com o pré-candidato Marlon Reis levando as propostas e ideias que o PV defende e que norteiam nosso partido, e esperamos avançar num projeto político que realmente possa promover a transformação que o Tocantins precisa e merece”, declarou Marcelo Lelis. Outros grupos também flertam com Marlon Reis, todavia, a pergunta óbvia ainda não tem resposta: ele quer se coligar com alguém? É provável que não. O candidato da Rede certamente vai persistir no discurso de seguir sozinho, em vez de se misturar – ao exemplo da versão do velho Amastha – com o que classifica de “gentalha”. Se seguir esta vertente, certamente perderá de novo. Além disso, haverá um outro candidato no páreo para dividir os mesmos votos, também oriundo do judiciário, que utilizará o mesmo discurso de austeridade e da ficha limpa: Cesar Simoni (PSL). Ora, mas o eleitor mais incauto poderia questionar: “Com perfis tão semelhantes e o mesmo discurso de moralidade, porque eles não se aliam?”. Simples: o partido Rede é de extrema esquerda. O PSL é de extrema direita. São como óleo e água, não se misturam. Aliás, a própria executiva nacional do PSL já publicou comunicado, no diz 3 de julho, em que proíbe alianças com vários partidos, entre os quais o Rede, por questões óbvias e lógicas. (Dock Jr.)

Bloqueados R$ 120 milhões de advogados em ação de Lajeado

Na quarta-feira, 18, o juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Tocantínia decretou a indisponibilidade patrimonial, no total de R$ 120 milhões, dos réus denunciados em Ação de Improbidade Administrativa relacionada ao pagamento de honorários advocatícios em processos da Prefeitura de Lajeado. Na decisão, o juiz Alan Ide Ribeiro da Silva determinou, ainda, a quebra de sigilo fiscal e bancário dos envolvidos. A decisão atinge solidariamente os escritórios Melo & Bezerra Advogados Associados S/S e Brom & Brom Advogados Associados S/S, além dos advogados Fábio Bezerra de Melo Pereira, Juliana Bezerra de Melo Pereira [filhos do ex-procurador-geral de Justiça Clenan Renaut], além de André Guilherme Cornelio de Oliveira Brom e Luciano Machado Paçô. Segundo os documentos acostados aos autos, a prefeitura municipal teria direito a receber R$ 200 milhões proveniente do repasse do ICMS das atividades da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, entretanto, abriu mão de 50% do total para fechar um acordo com o governo do Estado do Tocantins. “Para que essa negociação fosse possível, uma lei municipal deveria ser aprovada, autorizando a prefeitura fechar um acordo com o governo do Estado – o que reduziria o montante total a receber do ICMS pela metade”, diz um trecho da decisão. Para que a norma fosse aprovada, ressalta a decisão, houve compra de apoio parlamentar e quem teria acertado o valor com os vereadores foi um dos advogados beneficiados pelo referido esquema. Pela atuação jurídica no acordo de repartição do imposto, 20% do valor recebido pela prefeitura iria para os advogados, ou seja, R$ 20 milhões dos R$ 100 milhões devidos ao município. Neste caso, a prefeitura de Lajeado – administrado, à época, por Marcia Reis Carvalho (PSD) –ficaria com apenas R$ 80 milhões dos R$ 200 milhões iniciais a que tinha direito. Diante destas circunstâncias, o magistrado entendeu que os prejuízos aos cofres públicos somam R$ 120 milhões e, por isso, determinou a indisponibilidade patrimonial no valor total que a prefeitura deixou de arrecadar. O juiz ainda determinou a quebra do sigilo fiscal e bancário dos réus a partir de 2014. Ele acha a medida é necessária para entender melhor o suposto esquema, que envolve delitos como compra de apoio parlamentar, corrupção ativa e passiva de agentes públicos, formação de quadrilha e prevaricação e ameaça. “Somente por meio deles será possível efetivar o ressarcimento real do erário em razão dos atos até então praticados.” Todos os pagamentos provenientes da atuação dos réus junto à prefeitura também foram suspensos.

No Oriente Médio quem dá as cartas agora é a Rússia

Israel prometeu a Putin que não iria interferir na retomada final de Assad na Síria e a Rússia garantiu ao país que bloqueará qualquer tentativa de forças iranianas de se aproximarem de Golã

Um peso e três medidas: economistas sugerem saídas para o capitalismo

Glen Weyl e Eric Posner apresentam três propostas para tornar os processos econômicos mais eficientes, com o intuito de reduzir a desigualdade social

José Eliton é o preferido dos evangélicos de Anápolis

[caption id="attachment_131163" align="alignleft" width="130"] Pastor Bertiê Magalhães [/caption]

Os evangélicos de Anápolis estão divididos. Uma parte fechou com o pré-candidato a governador pelo DEM, Ronaldo Caiado. Mas a maioria fez opção pelo apoio ao governador José Eliton, do PSDB, que postula a reeleição.

Pastores respeitados de Anápolis sinalizam que vão apoiar José Eliton por dois motivos. Eles avaliam que os governos de Marconi Perillo-José Eliton “fizeram muito” para o município e “valorizaram os evangélicos”.

[caption id="attachment_131164" align="alignright" width="99"] Pastor Victor Hugo [/caption]  

Entre os evangélicos de peso que estão com José Eliton podem ser citados os pastores Bertiê Magalhães, da Assembleia de Deus-Madureira, Clarimundo César, da Assembleia de Deus-Anápolis, Washington Luiz Albuquerque, da Igreja Quadrangular, e Victor Hugo Queiroz, da Igreja Cristo Vida Nova. Eles representam pelo menos 70% do “PIB” evangélico de Anápolis.

  [caption id="attachment_131165" align="aligncenter" width="620"] Washington Luiz[/caption]

Apesar do esperneio de João Campos, o PRB deve apoiar a reeleição do governador José Eliton

[caption id="attachment_100277" align="aligncenter" width="620"] Deputado federal João Campos (PRB) | Foto: Reprodução / Câmara Federal[/caption]

Nas redes sociais, o presidente do PRB em Goiás, deputado federal João Campos, esperneia e diz que, como principal líder do partido, pode dizer que não está definido apoio para o governador José Eliton, pré-candidato à reeleição pelo PSDB.

Apesar do esperneio, visto como tentativa de agradar o bispo Oídes José do Carmo, uma das figuras mais respeitáveis do meio evangélico em Goiás — o religioso apoia o senador Ronaldo Caiado (DEM) para governador —, João Campos terá de engolir em seco. Porque, ao contrário do que imaginam seus aliados, quem manda no PRB não é a Igreja Assembleia de Deus, e sim a Igreja Universal (leia-se Marcus Pereira, presidente nacional do partido e integrante da Universal).

Corre a informação, sobretudo nas igrejas Assembleia de Deus, de que João Campos vai ser um dos fundadores do partido que a Assembleia de Deus está projetando para representá-lo na política brasileira. O tempo dele no PRB está se esgotando. O pleito de 2018 deve ser o último disputado pelo partido. Quem viver, se quiser, verá... apesar de possíveis e pesarosos desmentidos.

O pastor Abigail e Samuel Almeida, da Assembleia de Deus, declaram apoio a Daniel Vilela

[caption id="attachment_131160" align="aligncenter" width="620"] Fotos: Reprodução[/caption]

O pastor Abigail Almeida, uma das vozes mais autorizadas da Assembleia de Deus em Goiás, e seu filho, Samuel Almeida, vão declarar apoio ao pré-candidato do MDB a governador de Goiás, deputado federal Daniel Vilela, nesta semana.

Samuel Almeida foi presidente da Assembleia Legislativa de Goiás e secretário da atual gestão de Iris Rezende. Ele e o pai são figuras emblemáticas do meio evangélico em Goiás. O candidato do DEM a governador, Ronaldo Caiado, acreditava que levaria o passe da dupla. Mas Daniel Vilela e Iris Rezende articularam rápido e conquistaram o apoio dos dois líderes.

Igreja Assembleia de Deus vai apoiar Caiado, Daniel Vilela e José Eliton

[caption id="attachment_124440" align="aligncenter" width="620"] Fotos: Arquivo[/caption]

Criou-se o mito de que os evangélicos marchariam unidos na campanha do pré-candidato a governador pelo DEM, senador Ronaldo Caiado. Na verdade, os evangélicos, como em outras religiões, votam em candidatos de vários partidos.

A Assembleia de Deus esteve fechada 100% com Ronaldo Caiado? Nunca. Na semana passada, dois religiosos da Assembleia de Deus, um vinculado ao Ministério Vila Nova, disseram que, apesar das pressões, vão apoiar o candidato do PSDB a governador, José Eliton. Um deles é peremptório: “Não dá para deixar de bancar o candidato apoiado por Marconi Perillo. Ele foi o governador que mais bem tratou os evangélicos na história de Goiás. O mínimo que se pode dizer é que é respeitoso conosco”. Um dos pastores garante que José Eliton terá um voto silencioso na Assembleia de Deus. “Deve passar de 25%”, afirma. O ex-deputado estadual Daniel Messac (PTB), da Vila Nova, apoia o postulante tucano.

Daniel Vilela, pré-candidato do MDB a governador, conta, dizem pastores evangélicos, com pelo menos 35% do apoio da Assembleia de Deus. Entre seus articuladores estão o pastor Abigail Almeida e seu filho, Samuel Almeida, ex-deputado e ex-secretário da Prefeitura de Goiânia na atual gestão de Iris Rezende.

Ronaldo Caiado deve ter, segundo cálculo de pastores, cerca de 40% dos votos dos integrantes da Assembleia de Deus. É muito, mas bem menos do que o senador esperava inicialmente. Seu principal apoiador é Oídes José do Carmo, bispo respeitado na Assembleia de Deus.

Filme sobre Padre Pelágio vai parar na internet

Longa-metragem que conta a história do religioso terá, a partir de agosto, um site dedicado exclusivamente à história registrada na sétima arte

TJ-GO remete ao Legislativo minuta de Projeto de Lei para reestruturar Judiciário

A Corte Especial do TJ-GO aprovou minuta de Projeto de Lei para reestruturação do Judiciário e encaminhou para a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás

MPF perde prazo e bens de Sandoval Cardoso são liberados

[caption id="attachment_48715" align="alignright" width="620"] Sandoval Cardoso: | Divulgação[/caption] Na terça-feira, 17, os bens do ex-governador do Tocantins Sandoval Cardoso (sem partido) foram desbloqueados pela Justiça Federal. O bloqueio havia sido determinado em 2017, após o político ter sido alvo de uma investigação da Polícia Federal sobre supostos desvios em obras de rodovias, constando que os recursos liberados para a construção de estradas haviam sido desviados e aplicados em campanhas eleitorais, no valor total de R$ 1,2 bilhão. O sequestro dos bens era para evitar a dissipação ou ocultação do patrimônio adquirido de forma ilícita, além de possibilitar a retomada de bens. Sandoval Cardoso chegou a ser preso pelas suspeitas, todavia sempre negou todas as acusações e foi solto após pagar fiança. A defesa do ex-gestor disse que já esperava o desbloqueio e vai tentar, agora, a anulação completa do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), já que encontrou irregularidades na investigação. Segundo a decisão judicial, a decisão foi revogada porque o Ministério Público Federal perdeu o prazo para apresentar a ação principal contra o ex-gestor. Na sentença, o juiz disse que o sequestro dos bens era temporário e que a Justiça “não pode permanecer indefinidamente, à espera da boa vontade ou das conveniências do Ministério Público Federal ajuizar a ação principal”. Ele acrescentou que o MPF extrapolou o que poderia ser considerado um prazo razoável, uma vez que a ação deveria ter sido apresentada até 30 dias após o bloqueio dos bens, mas já se passou mais de um ano e isso ainda não aconteceu.

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Diretor de centro automotivo em Goiânia conta como tem traçado planos para fazer o seu empreendimento crescer após assessoramento do Sebrae

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Com organização e notas do pesquisador Daniel Pires, “Obras completas” reúne as composições de caráter fescenino do poeta, as de autoria duvidosa e as indevidamente atribuídas a ele

A explosão do português suburbano de Ricardo Adolfo em “Maria dos Canos Serrados”

Publicada este ano pela editora gaúcha Dublinense, a primeira obra do escritor angolano a entrar no mercado brasileiro conta a história  desta Maria do título, numa estrutura que lembra um romance epistolar