Márlon Reis vira “noiva” cobiçada para outubro

Márlon Reis não venceu a eleição suplementar, mas foi bem votado

Não se sabe ainda se é pelo currículo “ficha limpa” ou se foi pelos quase 57 mil votos obtidos na eleição suplementar de junho de 2018, mas o certo é que Marlon Reis é a “bola da vez”. A maioria dos grupos políticos abriu rodas de conversas e negociações com pré-candidato da Rede.

Primeiro foi deputado federal Irajá Abreu (PSD) que, acompanhado dos ex-deputados estaduais José Augusto Pugliesi (PDT) e Sargento Aragão (Patriota), além do ex-governador Tom Lyra (Avante), reuniu-se com ele na sede do partido para expor propostas e ouvir suas pretensões para o pleito de outubro. O bochicho é que Reis entrou mudo e saiu calado. Não disse nem que sim nem que não. Vai aguardar mais uns dias.

Dois dias depois, foi a vez do PV – comandado no Estado do Tocantins, pelo ex-deputado estadual Marcelo Lelis e pela ex-vice governadora Claudia Lelis – procurar Marlon Reis. Segundo os pevistas, há uma preocupação dos pré-candidatos a deputado pela sigla com a construção de uma coligação que lhes dê competitividade. Além disso, o PV quer saber, ainda, se haverá espaço para que a legenda possa contribuir com a construção do programa de governo de Márlon, sobretudo nas áreas que são especialidades da sigla, como o meio ambiente. “Iremos iniciar um diálogo com o pré-candidato Marlon Reis levando as propostas e ideias que o PV defende e que norteiam nosso partido, e esperamos avançar num projeto político que realmente possa promover a transformação que o Tocantins precisa e merece”, declarou Marcelo Lelis.

Outros grupos também flertam com Marlon Reis, todavia, a pergunta óbvia ainda não tem resposta: ele quer se coligar com alguém? É provável que não. O candidato da Rede certamente vai persistir no discurso de seguir sozinho, em vez de se misturar – ao exemplo da versão do velho Amastha – com o que classifica de “gentalha”. Se seguir esta vertente, certamente perderá de novo. Além disso, haverá um outro candidato no páreo para dividir os mesmos votos, também oriundo do judiciário, que utilizará o mesmo discurso de austeridade e da ficha limpa: Cesar Simoni (PSL).

Ora, mas o eleitor mais incauto poderia questionar: “Com perfis tão semelhantes e o mesmo discurso de moralidade, porque eles não se aliam?”. Simples: o partido Rede é de extrema esquerda. O PSL é de extrema direita. São como óleo e água, não se misturam. Aliás, a própria executiva nacional do PSL já publicou comunicado, no diz 3 de julho, em que proíbe alianças com vários partidos, entre os quais o Rede, por questões óbvias e lógicas. (Dock Jr.)

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