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Amastha e vereadores deram sinais de que sabiam de operação policial no Tocantins

Uma bomba explodiu na capital do Tocantins, Palmas, na manhã de sexta-feira, 3/9. A Polícia Civil amanheceu na captura de três vereadores e um suplente, além de vários servidores da Câmara Municipal e da Fundação Fundesportes. Os parlamentares são o ex-presidente da casa legislativa, Rogério Freitas (MDB), o atual presidente, Folha Filho (PSD), o vereador Major Negreiros (PSB) e o suplente Waldson da Agesp (PCd B). A segunda fase da operação foi realizada simultaneamente nas cidades de Goiânia, Fortaleza do Tabocão e Aparecida do Rio Negro. Há sérios indícios, entretanto, que muitos investigados sabiam que a operação ocorreria, uma vez que apenas o vereador Rogério Freitas foi detido. Os outros dois parlamentares já são considerados foragidos pela polícia. Segundo fontes, Folha Filho está em pré-campanha pelo interior do Tocantins e Major Negreiros está em viagem pelo Chile. Questiona-se como um dos mais importantes vereadores da base do PSB [Negreiros] estaria em uma viagem internacional faltando menos de 48 horas para a convenção partidária que indicará Amastha como candidato ao governo do Estado do Tocantins. [relacionadas artigos="132140"] Já Amastha também já havia sinalizado que sabia da operação policial. O ex-prefeito postou no Twitter às 16h22 de quinta-feira, 2: “Faltando apenas 72 horas para a nossa convenção tenho certeza que o governo tem a decisão tomada de inventar alguma ação, usando as instituições do Estado para prejudicar nossa candidatura. Senhores… Não cola mais. O Tocantins conhece vocês muito bem”. A “Operação Jogo Limpo” apura desvios na ordem de R$ 7 milhões na Fundação do Esporte e Lazer de Palmas (Fundesportes) na gestão de Carlos Amastha (PSB) à frente da Prefeitura de Palmas, ainda em 2014, em pleno processo eleitoral. Para a Polícia Civil, os recursos foram canalizados para campanhas eleitorais. Segundo o titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra a Administração Pública (DRACMA), delegado Guilherme Rocha Martins, o suposto esquema criminoso de desvio de verbas públicas através da realização de convênios entre entidades do terceiro setor e a Fundação de Esportes e Lazer de Palmas (Fundesportes) e a Secretaria de Governo e Relações Institucionais (SEAGRI) irrigou campanhas eleitorais dos políticos alvos da operação. Os contratos entre poder público e ONGs foram firmados em pleno ano eleitoral. “Já a comprovação de recursos ilícitos depositados em contas de cabos eleitorais e militantes políticos”, enfatizou a autoridade policial. Quando ainda exercia o cargo de Secretário de Segurança Pública, o pré-candidato ao governo do Estado, o ex-promotor de Justiça Cesar Simoni (PSL), criou, por portaria, a Dracma, visando punir condutas dessa natureza. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, ele declarou: “Essa operação da Polícia Civil não me surpreende, uma vez que sei o que ocorre nas administrações públicas e exatamente por isso, criei uma Delegacia Especializada para repreender tais ações criminosas. Agi assim exatamente por considerar que faltava esse tipo de combate ao crime organizado. A ação intensiva desses policiais constatou, mais uma vez, a existência de roubalheira do dinheiro público. Pressinto que, novamente, veremos o mandatário declarar publicamente que não sabia de nada ou tentar politizar a questão e isso me faz lembrar a história do Lula, que também era ‘inocente’. Espero, ansiosamente, que Polícia continue investigando e obtenha provas contra o verdadeiro culpado, quem de fato ficou com a maior fatia do bolo. Que essa operação policial sirva de conforto para aqueles que acreditam que o Brasil ainda viável. Ainda há soluções se fortalecermos as instituições sérias.” Toda essa história se assemelha ao caso de repercussão nacional envolvendo a Operação Lava Jato. Nela, todos os asseclas de Lula, tais como José Dirceu, José Genoíno, Antonio Palloci, entre outros, acabaram presos, exceto o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, o qual sempre alegou que não sabia de nada, não havia autorizado nada, não tinha participado de nada. A história se repete em terras tocantíneas: a ampla maioria dos “parceiros” estão presos ou foragidos com prisão decretada, enquanto o verdadeiro beneficiário do esquema alega não ter nada com isso, se comporta como vítima e induz o eleitor mais incauto a acreditar que trata-se de um complô, "covardemente armado", pela Polícia Civil. Há muita água para passar debaixo dessa ponte até o dia 7 de outubro. É aguardar para conferir.

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