Notícias
[caption id="attachment_3239" align="alignleft" width="166"]
Iris Rezende: nome forte para a sucessão de Paulo Garcia[/caption]
Mesmo que Iris Rezende não demonstre muito entusiasmo, no seu bunker, que permanece cheio, porém menos motivado e mais lamentoso, há iristas que ensaiam uma resistência e insistem que o decano peemedebista, caso Júnior Friboi não emplaque, continua à disposição para a disputa do governo de Goiás.
Consultado pelo Jornal Opção, um pesquisador experimentado sugere que os iristas ensarilhem as armas e adotem outra tática. Porque as próximas pesquisas, sem o nome de Iris como referencial, tenderão a mostrar Friboi crescendo. O pesquisador acredita, até, que, brevemente, o empresário, dada sua imensa estrutura, deve superar o segundo colocado, Vanderlan Cardoso, do PSB.
Os iristas mais realistas já ensaiam outro discurso. Eles propõem que, como o prefeito petista Paulo Garcia está desgastado, Iris seja candidato a prefeito de Goiânia em 2016. Acredita-se que é o único nome que tem chance de derrotar a oposição.
O escritor Nilto Maciel foi encontrado morto em sua casa, na cidade de Fortaleza, Ceará, na quarta-feira, 30 de abril. Ele tinha 69 anos. Em sua homenagem, o Opção Cultural republica um texto do crítico literário Carlos Augusto Silva, de julho de 2006, no qual discorre a respeito de seu livro “Pescoço de Girafa na Poeira”.
[caption id="attachment_3235" align="alignright" width="310"]
Armando Vergílio: “Acredito que o deputado Ronaldo Caiado acrescenta, e muito, na chapa majoritária de Marconi Perillo”[/caption]
Depois de uma longa conversa com o governador Marconi Perillo, o deputado federal Armando Vergílio recuou de sua posição inicial. O presidente regional do Solidariedade dizia, com frequência, que não tinha certeza de que o tucano-chefe seria candidato à reeleição. “Hoje, acredito que Marconi será candidato a governador, porém mais por falta de alternativa, que não foi construída em quase quatro anos, e pelas pressões de um grupo que precisa muito de seu apoio do que por convicção pessoal.”
Na opinião de Armando Vergílio, Marconi está praticamente sendo obrigado a disputar a reeleição. “Percebo que ele tem dúvida sobre se deveria disputar mais um pleito, sobretudo agora. Possivelmente não gostaria de ser candidato, mas sabe que, dadas as circunstâncias, terá de concorrer ao governo.”
Depois do encontro com Marconi, em Goiânia, Armando Vergílio decidiu apoiar sua reeleição? “O Solidariedade está prestes a compor uma chapa majoritária. Podemos encabeçar uma chapa ou, então, fazer parte dela. Friso que nosso partido não depende das decisões de líderes de outros partidos, pois temos autonomia. Adianto que, nos próximos 15 dias, a política em Goiás será acelerada e, assim, mudará muita coisa.”
[relacionadas artigos="3163"]
As pesquisas “não mentem” e captam o “sentimento profundo da sociedade”, avalia Armando Vergílio. “O eleitor está sugerindo que vai buscar o novo e que quer mudança. Nas pesquisas, quantitativas e, especialmente, qualitativas, o eleitor está firmando que vai votar contra os atuais ‘mandatários’.” No momento, na opinião do deputado, “há três pré-candidatos que podem ser apontados como simbolizando o ‘novo’ — eu, Antônio Gomide, do PT, e Júnior Friboi, do PMDB. Percebo que Gomide não volta atrás, pois me disse que não aceita ser vice nem candidato a senador. Está decidido, basicamente porque sabe, estribado em pesquisas, que o eleitor está apostando no ‘novo’. Friboi mostrou capacidade de articulação ao firmar sua candidatura, superando um ícone histórico do PMDB, Iris Rezende. Precisa, portanto, ser levado a sério pelos adversários”.
Entretanto, Friboi, para se fortalecer, precisa convencer Iris a disputar mandato de senador. “Seria o upgrade essencial à postulação do empresário. Friboi representa o ‘novo’ com estrutura, porém, por lhe faltar experiência política e, até o momento, popularidade, precisa, e muito, de um apoio decidido e presente de Iris.”
Vanderlan Cardoso não representa mais o novo, na opinião de Armando Vergílio. “Mas isto não significa que tenha ‘envelhecido’ politicamente. Ele parece decidido a disputar.”
Opinar sobre a formatação de chapas majoritárias de outros partidos não é muito do agrado de Armando Vergílio, exceto quando faz algumas pinceladas.
“Acredito que a chapa majoritária de Marconi Perillo não está inteiramente definida. É possível que o único nome definido é o seu. O fato é que o deputado federal Ronaldo Caiado acrescenta numa composição com Marconi, pois tem votos ‘próprios’, atrai ‘votos novos’. Sei que está decidido a ser candidato, ainda que sozinho. O problema é que o DEM está praticamente com Marconi.”
Presidente diz que disputa a reeleição mesmo sem apoio dos partidos aliados, o que é um tremendo autoengano. Se Lula não quiser, ela nem chega a ser candidata
[caption id="attachment_3250" align="alignright" width="620"]
Dom Tomás Balduíno: morte aos 91 anos, depois de uma vida dedicada à Igreja e aos excluídos da sociedade / Foto: Valter Campanato/ABR[/caption]
Depois de várias complicações de saúde — ele lutava contra um câncer e também tinha problemas cardíacos — o bispo emérito da cidade de Goiás, dom Tomás Balduíno, morreu no fim da noite da sexta-feira, 2, aos 91 anos, no Hospital Neurológico de Goiânia, onde estava internado havia três semanas.
Desde o ano passado a situação de dom Tomás estava complicada em termos de saúde: ele ficou no hospital Pio XI, em Ceres, e depois veio para a capital para tratar de questões cardíacas e de um tumor na próstata. Chegou a ficar por alguns dias na unidade de terapia intensiva UTI, mas depois foi liberado.
Por último, dom Tomás sofreu uma tromboembolia pulmonar por incompatibilidade de medicamentos contra o câncer e o marcapasso que usava. Passou mais de dez dias no Hospital Anis Rassi e, logo depois de deixar a unidade, teve novamente de ser levado para internação, mas no Neurológico onde ficou por uma semana.
Nascido na cidade de Goiás, dom Tomás foi ordenado em 1948. Foi professor de filosofia em Uberaba (MG) e prelado em Conceição do Araguaia (PA), onde ficou de 1956 a 1964, assumindo a causa indígena. Foi ordenado bispo da Diocese de Goiás em 1967, posto que ocupou até 1998, quando renunciou por questão de idade.
Dom Tomás deixou um legado social extenso para a Igreja Católica, bem como admiradores dentro e fora do âmbito religioso.
Prefeita demite secretários em Bela Vista
A cidade de Bela Vista de Goiás está passando por um momento de turbulência. A informação é que o prefeito Eurípedes José do Carmo (PSC) saiu em viagem por 30 dias. Para isso, ele teria que transferir legalmente o cargo para a vice-prefeita Nárcia Kelly (PR). No entanto, isso não ocorreu. Cogita-se que ele estaria em uma viagem ao exterior, em local desconhecido. Nárcia assumiu interinamente e de forma improvisada a prefeitura no domingo (27/4) à noite. Dentre as consequências dessas movimentações estão a demissão dos secretários de Finanças e Planejamento, Milton Pires de Jesus, e de Administração, Vanderlan Celso e Silva, além do Procurador-geral do Município Lucas Fernandes de Andrade. Eles foram demitidos por terem estimulado o pedido de demissão de 90 servidores comissionados.Iris teria feito jogada política
O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) anunciou na terça-feira, 29, que está oficialmente fora da disputa pelo governo do Estado. O líder peemedebista abriu espaço para Júnior Friboi concorrer ao Executivo estadual. O vereador Mizair Lemes, presidente do diretório municipal, afirmou ser jogada política e que “tudo é possível” até a data oficia de escolha do candidato, em junho. Já o deputado estadual Francisco Gedda (PTN) discorda de Lemes e disse: “Uma pessoa com o histórico de Iris Rezende não se prestaria a um papel deste. A escolha de candidato ao governo do PMDB é página virada”. O ex-deputado José Nelto reiterou que o motivo da saída de Iris foi para não dividir o partido em convenção e que não há volta em sua decisão. “O futuro do partido está nas mãos de Friboi”, disse.Oposição quer acionar Dilma na Justiça
Após pronunciamento oficial da presidente Dilma Rousseff ao Dia do Trabalhador, na quinta-feira, 1º, com proposta de melhorias as pessoas de baixa renda e outros benefícios, PSDB e DEM ameaçaram ingressar com ação contra a petista por propaganda antecipada. Se o fizerem a ação deve correr no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pacote de benefícios anunciados pesará nas contas públicas. A correção em 4,5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, em 2015, e o reajuste de 10% nos benefícios do programa Bolsa Família somam R$ 9 bilhões no Orçamento até o final de 2015. O Bolsa Família, mesmo reajustado, não irá repor as perdas com a inflação. O PSDB criticou o anúncio e conclui, em análise, a necessidade do reajuste ser três vezes maior para valer como aumento aos beneficiados.Maduro acusa Estados Unidos
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou na quinta-feira, 1º, o governo dos Estados Unidos de voltar a conspirar contra Caracas. O presidente condenou a “ingerência grosseira e insolente” nos diálogos com a oposição. “Tenho provas novas da participação de funcionários da Embaixada dos Estados Unidos em conspiração diretamente com os guarimberos – promotores de barricadas e vandalismo —, com os setores que dirigem uma tentativa de golpe de Estado”, afirmou Maduro. Há quase três meses começaram os protestos em várias regiões do país, que deixaram até o momento, pelo menos 42 mortos, mais de 600 feridos e 2.360 pessoas detidas. Segundo ele, o país vive “tempos difíceis”, desde a morte de Hugo Chávez e pediu defesa ao socialismo, pois “é tempo de definições, não de dúvidas”.Prefeito anuncia novo presidente da Comurg e firma acordo com o Estado
O prefeito Paulo Garcia (PT) nomeou na sexta-feira, 2, um novo titular para presidência da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Ormando José Pires júnior assume a pasta ocupada, desde 12 de abril, pelo ex-secretário Nelcivone Melo. Ormando faz parte da equipe que elaborou o plano de Coleta Seletiva, em Goiânia e a lista dos servidores da Comurg que, em 2013, foram alvo de denúncias de receberem supersalários. Na quarta-feira, 30, o governo de Goiás e a Prefeitura de Goiânia firmaram um acordo de ajuda do Estado para a compra de até 30 caminhões coletores de lixo para a capital. O convênio prevê R$ 5,8 milhões de Goiás e R$ 200 mil da gestão municipal. A prefeitura informou, em nota oficial, a assinatura de um contrato emergencial, com dispensa de licitação, para o aluguel de 20 caminhões compactadores para o auxílio na coleta de lixo.
Aos 26 anos, Nayara Barcelos é uma jovem que adora política e que planeja ser candidata a deputada federal pelo PSB, com o apoio do pré-candidato a governador Vanderlan Cardoso. Nayara não quer ficar conhecida como a “ex-mulher do deputado Heuler Cruvinel”.
Ao contrário dos boatos de que havia desistido da disputa, optando por compor com as forças tradicionais da cidade, Nayara disse ao Jornal Opção que está “firme, forte e decidida a disputar mandato de deputada”. Ela afirma que pertence a um grupo e que, com seus aliados, vai conversar com Vanderlan sobre a candidatura. “O PSB é minha primeira filiação partidária e me orgulho de ser uma militante. Nós temos um candidato a governador convincente, com projetos para reordenar o desenvolvimento e modernizar a economia de Goiás”, afirma.
Nayara frisa que Rio Verde deve bancar de três a quatro candidatos a deputado federal. “Eu devo ser candidata, estou animada. Heuler Cruvinel, do PSD, deve disputar, mas pode ser derrotado, pois não cumpriu as expectativas dos eleitores de Rio Verde e região. Além disso, seu principal cabo eleitoral, o prefeito Juraci Martins, está muito desgastado. Paulo do Valle, do PMDB, afirma que será candidato. Mas sei que principal projeto é a disputa pela Prefeitura de Rio Verde, em 2016. Teme perder e ficar com uma imagem negativa, principalmente se seu rival, Heuler Cruvinel, for eleito. Chico do KGL, do PDT, também afirma que será candidato.”
Para deputado estadual, Nayara afirma que os nomes mais cotados são os de Lissauer Vieira, do PSD, Karlos Cabral, do PT, e Leonardo Veloso, do PRTB. “Leonardo conta com o apoio de Júnior Friboi, que certamente será valioso.”
Muitos veem na renúncia à pré-candidatura do maior líder peemedebista como melancólico grand finale em sua carreira política
[caption id="attachment_3243" align="alignnone" width="620"]
Reprodução: Facebook[/caption]
A Faculdade de Direito (FD) da Universidade Federal de Goiás (UFG) emitiu nota lamentando a morte do estudante Thales Carvalho Melazzi Barreto, de 21 anos. O jovem morreu após ser baleado na última sexta-feira (3/5). O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve ficar pronto somente em 15 dias.
Em nota, a FD diz que “se coloca ao lado da Justiça para o combate a toda forma de violência, primando pelos fundamentos da Justiça e da paz para que a sociedade não sofra com outras vidas ceifadas dessa maneira”.
Como se estivesse atordoada, a presidente cometeu em série atos eleitoralmente incorretos durante a semana, como o de confessar-se autossuficiente e revelar-se vingativa
[caption id="attachment_3104" align="alignnone" width="620"]
Lula da Silva promete recontar o mensalão, mas esquece-se de que quando estourou o escândalo ele se disse traído[/caption]
É curiosa a dosimetria do ex-presidente Lula. Naquela entrevista em Lisboa, há uma semana, ele calculou que o julgamento do mensalão teve “praticamente 80 por cento de decisão política e 20 por cento de decisão jurídica” do Supremo Tribunal Federal. A precisão do cálculo tropeça naquele “praticamente”, que no universo matemático contém dimensão indefinida.
Houve leitor de jornal, como o brasiliense José Humberto Mancuso, que escreveu carta afirmando que o conteúdo político do processo pode explicar a ausência de Lula entre os mensaleiros denunciados. Sendo chefe do governo que adotou o mensalão, estaria sujeito, inclusive, a impeachment.
“Tem companheiros do PT presos, eu indiquei seis pessoas da suprema corte que julgaram e acho que cada um cumpre com o seu papel”, afirmou o ex em outro momento da entrevista. O que ele quis dizer com isso? Politicamente, os seis deveriam corresponder favorecendo os petistas? O presidente na época indicou os seis ao Senado na expectativa de que fossem fiéis ao governo?
Na verdade, Lula indicou 6 entre 11 ministros, mas um deles morreu antes de participar do julgamento propriamente no plenário, Carlos Alberto Direito. Portanto, no placar de condenações pelo Supremo estavam cinco votos vindos da era Lula. O primeiro que ele indicou foi Joaquim Barbosa, o severo relator do mensalão e atual presidente do Supremo.
A partir de Barbosa, todas as outras indicações ocorreram quando o processo do mensalão já corria no Supremo. Então, o primeiro indicado por Lula foi o fiel Ricardo Lewandowski. Mais na frente veio o fiel Dias Toffoli, ex-advogado do PT. As indicações da presidente Dilma Rousseff foram decisivas na redução da pena de mensaleiros na etapa das infringências.
“O que eu acho é que não houve mensalão”, disse Lula em certo momento, em Lisboa, num caso onde o verbo achar funciona como um pensamento incerto, estranho a quem faz cálculos. Como presidente, em agosto de 2006, parecia mais seguro ao providenciar um pronunciamento em cadeia de televisão e rádio para se desculpar pelo mensalão:
— Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia e que chocam o país.
Agora, na entrevista à televisão portuguesa, a jornalista Cristina Esteves perguntou por pessoas de confiança do então presidente e que estão presas por serem mensaleiras, como José Dirceu e José Genoino. Lula então interrompeu a pergunta. “Não se trata de gente de minha confiança”, atravessou, como quem se sentia incomodado com a conversa:
— Tem companheiro do PT preso e eu também não vou ficar discutindo a questão da suprema corte. O que eu acho é que essa história vai ser recontada.
Volta e meia Lula promete uma avaliação definitiva do mensalão que ocorreria ao final do processo no Supremo, o que ocorreu em março último. Há um mês, em entrevista a um grupo de blogueiros amigos, ele confirmou o compromisso que não se realiza:
“A história do mensalão vai ter que ser recontada nesse país e, se eu puder ajudar, vou ajudar a recontá-la. Quero que a verdade venha à tona. Como não quero julgar ninguém de forma precipitada, tem que esperar a poeira baixar.”
[caption id="attachment_3241" align="alignleft" width="250"]
Reinaldo Barreto[/caption]
O ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Goiânia Reinaldo Barreto diz que seu sucessor, Cairo Peixoto, “caiu rápido porque subestimou publicamente o prefeito Paulo Garcia, que comanda a cidade há três anos, ao dizer que ele não tinha informação sobre a difícil situação financeira municipal. Freitas anunciou medidas que já estavam em andamento, como a criação do Cadin e o projeto de recebimento da dívida ativa, como se fossem iniciativas suas. É um boquirroto”.
Um petista, menos moderado do que Reinaldo Barreto, embora prefira o anonimato, chama o ex-secretário de “Parvo de Desfeitas”. “Na verdade, apresentado como o homem que sabia das coisas, Parvo está desatualizado, anacrônico. Ele parou no tempo. Não entendeu que os métodos modernos de gestão de finanças têm pouco a ver com aqueles que empregava na gestão de Darci Accorsi., há duas décadas.”
Não procede, porém, que Peixoto, o secretário-meteoro, estaria com depressão e tomando medicamentos controlados. Ele já estaria beirando os escritórios políticos de Júnior Friboi e de Vanderlan Cardoso.
O grupo de Henrique Tibúrcio, Miguel Cançado e Reinaldo Barreto, entre outros, não definiu o nome do candidato a presidente da OAB-Goiás, sugerindo que a eleição será realizada daqui a um ano.
Mesmo assim, a situação, o grupo OAB Forte, aposta nos seguintes nomes: Sebastião Macalé, Flávio Borges, Reginaldo Martins e Pedro Paulo Medeiros.
Diferentemente de Cairo Peixoto, o “Escorpião Plebeu” — no dizer de petistas —, o novo secretário de Finanças da Prefeitura de Goiânia, Jeovalter Correia, é, além de eficiente, discreto. O prefeito Paulo Garcia fez uma escolha decente e inteligente.
Jeovalter Correia trabalhou no governo de Marconi Perillo e, ao contrato de Cairo Peixoto, não criou problemas.
[caption id="attachment_3236" align="alignleft" width="310"]
Iris Araújo: a deputada é firme e pode não aceitar a composição com Friboi[/caption]
Costuma-se dizer que o ex-governador Iris Rezende é mais flexível e que a deputada federal Iris Araújo é mais radical. De fato, o ex-prefeito de Goiânia é mais tolerante, ouve mais e busca composições. A parlamentar é mais arrojada e, quando não gosta, não gosta mesmo e, se necessário, faz cara feia. A peemedebista, que deve disputar a reeleição, não gostou do fato de que Júnior Friboi atropelou Iris Rezende e que este não recebeu a solidariedade dos principais líderes do PMDB. Há aqueles que dizem que a resistência do peemedebismo a Iris Rezende é uma forma de rejeitar Iris Araújo. Puro pretexto. Há muito que grupos do partido queriam arrancar o ex-ministro do comando, mas faltavam-lhe tutano. Com a filiação de Júnior Friboi, que criou uma estrutura poderosa dentro do partido, praticamente tornando-o uma célula do friboizismo, aqueles que queriam afastar Iris criaram coragem.
Ao impedir a candidatura de Iris Rezende ao governo, o grupo de Friboi, do qual participam Maguito Vilela, Pedro Chaves, Marcelo Melo, reduziu sua força política. Mas o candidato precisa dos dois Iris. Portanto, Friboi vai trabalhar para que um dos Iris seja candidato a senador em sua chapa. Se não for o Rezende, poderá ser a Araújo.
Iris Araújo tem vontade de ser senadora, mas resta saber se o grupo vai aceitar aliar-se a Friboi, acolhendo uma postulação vista como consolação, ou se vai marcar presença, mostrando-se independente. Por ser empresário — e muitos empresários tendem a avaliar que tudo, no reino da mercadoria, está à venda —, Friboi avalia que será fácil dobrar os dois Iris. Não será.
O que Friboi quer, de fato, é Iris Rezende empenhado 100% em sua campanha. E sabe que se não estiver na chapa majoritária, ou se Iris Araújo não estiver, Iris pode até apoiá-lo, mas não será um apoio convicto, com forte presença
A frase acusatória de Iris Rezende em sua carta-renúncia reforça a imagem de que Júnior Friboi construiu maioria no PMDB com o bolso farto. Só isso basta na eleição?


