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A cinco meses das urnas de outubro, a falta de meios para evitar a erosão de apoios e votos acentua a dependência da presidente Dilma ao guru Lula. As viagens intensas pelo país não funcionam. Nem a mudança na comunicação presidencial. Nem as formaturas semanais de alunos do Pronatec, programa de formação de técnicos profissionais com cursos gratuitos nos Estados. Nem as máquinas entregues pessoalmente a prefeitos.
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“Poste” de Lula, o prefeito Fernando Haddad não pode sair às ruas[/caption]
Não há saída previsível para a reeleição. Então Dilma volta à sua fonte de poder, Lula. Foi a São Paulo atrás dele, um mês depois que o ex esteve com ela no Alvorada e ambos, simbolicamente, tiraram a foto onde apareceram em pé e com os punhos cruzados para expor uma aliança inabalável entre os dois. Depois daquilo, cada um ficou em seu canto. Dilma, autossuficiente.
Os apelos pelo retorno de Lula ajudam a desestabilizar a candidatura da presidente e estimulam a cautela entre os grandes financiadores de campanhas. As últimas pesquisas de opinião provocam os mesmos efeitos demolidores.
Hoje, desfez-se o sonho da reeleição no primeiro turno. Se Dilma estiver no segundo turno, será lucro. A vantagem a favor da presidente é que, se Lula a substituir, o ex demolirá o próprio mito como construtor de postes políticos. No caso, o projeto Dilma seria um fracasso. O prefeito Fernando Haddad não pode ir às ruas em São Paulo por causa da alta rejeição ao seu trabalho.
A ideia de eleger o companheiro Alexandre Padilha a governador de São Paulo, em outubro, patina diante da descoberta das relações do ex-ministro da Saúde com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, de combate à lavagem de dinheiro. Outro mito em xeque é a argumentação petista de que Dilma cai, mas os oposicionistas não se erguem.
Na mais recente pesquisa da agência MDA, divulgada na terça-feira, a votação de Dilma para presidente caiu de 43,7% em fevereiro para 37% no fim de abril. No mesmo período, os votos em Aécio Neves (PSDB) subiram de 17% para 21,6%. A votação em Eduardo Campos (PSB) cresceu de 9,9% para 11,8%.
A diferença a favor de Dilma sobre os dois concorrentes caiu de 16,8% em dezembro para 3,6% em abril. A tendência indica a realização de um segundo turno no fim de outubro. Então, na segunda votação Dilma venceria Aécio ou Campos. A folga seria menor em relação a Aécio: 39,2% para Dilma e 29,3% a Aécio. Contra Campos, vitória da presidente seria por 48,7% a 18%.
A queda de Dilma tem a ver com os escândalos de corrupção, o aumento do custo de vida e o desempenho negativo dos serviços públicos de saúde, educação e segurança, mais empregos e renda. Pela primeira vez, Aécio e Campos, favorecidos pela presença em programas dos partidos em tevê e rádio receberam votos que seriam de Dilma. Serão ainda mais conhecidos com o horário eleitoral gratuito.
A pesquisa da MDA para a Confederação Nacional de Transportes apurou também que a aprovação do governo Dilma caiu para 32,9% em abril contra 36,4% em fevereiro. No mesmo período a rejeição ao governo subiu para 30,6% em abril contra 24,8% em fevereiro.
Um grupo de iristas não vai fazer alarde, mas vai trabalhar e votar no pré-candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide. Iristas dizem que Gomide, candidato leve, é visto como o “novo” e simboliza a “mudança”. Poderá ser o candidato do tostão contra o milhão (Júnior Friboi). Ideologicamente, os iristas estão distantes de Gomide. Mas a antipatia por Júnior Friboi é crescente. O empresário é visto como o político que levou peemedebistas históricos a traírem Iris Rezende. Durante anos, Goiânia ficou conhecida por sua limpeza e por suas ruas arborizadas. Agora, dada a cobertura da mídia nacional, está se tornando conhecida como “cidadão-lixão”. Não será fácil recuperar a boa imagem de outros tempos. Embora seja um político limpo, a própria imagem de Paulo Garcia está profundamente arranhada. Ele se tornou o Judas de uma cidade que não tem papas na língua. Há quem, inclusive, lamente não ter votado em Jovair Arantes (PTB), o candidato derrotado, em 2012, pelo petista.
Uma coisa é certa: o empresário Júnior Friboi está se tornando um político obstinado e duro. Instado a jogar a toalha, sob intensa pressão do irismo, não apenas não desistiu da luta e, como se fosse uma espécie de Roy Nelson — o lutador americano de MMA que nocauteou o brasileiro Minotauro —, jogou pesado e atropelou Iris Rezende. Derrotar Iris, praticamente aposentando o principal líder do PMDB — pelo menos em termos de disputa para o governo do Estado —, foi o primeiro grande trunfo de Friboi. Fica evidenciado que o empresário não tem medo de enfrentar políticos poderosos, com ampla história. Para seus aliados, foi uma prova de coragem. “Foi a primeira vez que Iris Rezende foi derrotado internamente e de maneira vexatória”, afirma um friboizista. “Júnior pediu para que, a partir de agora, tratemos Iris com carinho e respeito, com o objetivo de atrai-lo para a chapa majoritária, como candidato a senador”, acrescenta. Depois de derrotar Iris, Friboi e seus aliados acreditam que, com um trabalho de Hércules, será possível vencer Marconi Perillo. O problema é que os eleitores não compõem um exército de mercenários...
O que há de comum entre os deputados federais Sandro Mabel, do PMDB, e João Campos, do PSDB? Simples: ambos querem ser candidatos a prefeito de Goiânia, em 2016, mas possivelmente acabarão disputando a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Mabel é católico e Campos é evangélico. Há dois cenários. Se o governador Marconi Perillo for reeleito, Campos será um candidato fortíssimo, com estrutura farta. No entanto, se Júnior Friboi for eleito, a estrutura será de Mabel. Este enfrenta um problema: em Aparecida, o vice-prefeito Ozair José, do PT, garante ter o apoio do prefeito Maguito Vilela, do PMDB, para disputar a prefeitura. Em Goiânia, o PMDB pode bancar Iris Rezende ou Agenor Mariano. João Campos não tem rival de porte em Aparecida, porém, se Marconi foi eleito, seu candidato a prefeito de Goiânia tende a ser o presidente da Agetop, Jayme Rincon, que, de avião como gestor, está se tornando um avião político.
As cinco armas mais usadas nas campanhas por deputados federais vencedores
Atravessando um bom momento político, com a recuperação da imagem e crescimento da popularidade, o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, voltou a sonhar com a política nacional. Se for reeleito este ano, Marconi vai trabalhar, dependendo do cenário, para disputar um mandato nacional. Se Aécio Neves, pré-candidato do PSDB a presidente da República, for eleito, em 5 de outubro, o tucano goiano tende a disputar mandato de senador em 2018. No entanto, se Aécio for derrotado, pretende colocar seu nome à disposição para ser candidato daqui a quatro anos. Se encontrar resistência no PSDB, Marconi poderá ser candidato a presidente pelo PSD de Gilberto Kassab.
Com 32 mil eleitores, Morrinhos costuma lançar vários candidatos a deputado estadual e, por isso, nenhum se elege. Este ano não deverá ser diferente. O prefeito Rogério Troncoso (PTB) deve bancar o vereador Aluzair Rosa, do PP, ou o vice-prefeito Tércio Menezes, do PPS. Aluzair é tido como carismático. Apesar da pressão do pré-candidato a governador pelo PMDB, Júnior Friboi, o peemedebista Tiago Mendonça decidiu não disputar mandato de deputado estadual. Por isso, Friboi deve bancar o vereador Wellington José de Souza (PMDB), o Tom do Supermercado. De fora, devem ter votos em Morrinhos Marquinho do Privê (PSDB), Chiquinho Oliveira (PHS) e Afrêni Gonçalves (PSDB).
Orientado por Iris Rezende (PMDB), o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), sempre rejeitou o apoio do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Com o problema do lixo acumulado nas ruas, o petista aceitou a ajuda do tucano. O governo do Estado vai ajudar a limpar a capital goiana. Mais: agindo como estadista, Marconi evitou a exploração política.
Além da economia em frangalhos e o alto índice de desemprego, o país enfrenta outras dificuldades
A judia Helena Citrónová e o nazista alemão Franz Wunsch, soldado da SS no campo de extermínio na Polônia, se apaixonaram, em circunstâncias difíceis. No final, apesar do esforço de Wunsch, a bela jovem preferiu ficar com sua história, renegando o amor
Vale ler o artigo do grande cirurgião — apolítico — paulista, Miguel Srougi, do mesmo dia 27 de abril, e também na “Folha de S. Paulo”, sob o título “Mais Médicos, Fragmentos Sobre a Loucura”. Análise clara, feita por quem sabe e tem autoridade, sobre as irresponsabilidades do Programa Mais Médicos.
Trecho pouco honesto de Janio de Freitas, em artigo na “Folha de S. Paulo” do dia 27 de abril: “A exploração política e eleitoreira que a oposição e meios de comunicação fazem do caso Petrobrás está prejudicando mais a empresa, patrimônio nacional com imensa importância externa, do que alcançando os fatos e respectivas responsabilidades. Registrem-se também certas contribuições sorrateiras da Polícia Federal”. Não poderia haver comentário mais petista. A culpa, segundo Janio, da deterioração da empresa, “patrimônio nacional”, é da oposição, da imprensa (sempre ela) e da Polícia Federal. A trinca, e não o aparelhamento da empresa, é que seria responsável pela queda da petroleira do 12º para 120º lugar na lista das congêneres. Como seria responsável pela queda de 50% no valor acionário da mesma. Ora, uma coisa e outra ocorreram antes dos escândalos de Pasadena. Tenha paciência, Janio. A Petrobrás não está sendo tratada pelo governo e petistas como patrimônio nacional, mas como propriedade do partido e dos partidos acumpliciados. Até o fundo de pensão dos funcionários da empresa, o Petrus, está de tal modo aparelhado e gerido de maneira lesiva e suspeita, que o Conselho Fiscal, por unanimidade, rejeitou suas contas de 2013.
PT é bom em propaganda, mas não tem a mesma destreza na ética e no manejar a coisa pública
[relacionadas artigos="3158"] O PHS avalia que tem condições de eleger de 3 a 5 deputados estaduais na eleição de 5 de outubro deste ano. O presidente nacional do partido, Eduardo Machado, lista alguns nomes, mas acrescenta que poderia citar outros: “Nós temos 82 pré-candidatos”. Nomes dos favoritos: Jean Carlos, Marcelo Augusto, professor Dalson Borges, Chiquinho Oliveira, Capitão Wayne (ou major Belelli). “Nós vamos com chapa pura.”
O PHS aposta todas as suas fichas que vai eleger pelo menos um deputado federal nas eleições deste ano. “Como o cociente eleitoral deve ser de 162 mil votos, o partido tem condições de eleger pelo menos um parlamentar”, afirma seu presidente nacional, Eduardo Machado. [relacionadas artigos="3157"]
O PHS vai bancar pelo menos cinco candidatos que, juntos, têm condições de conquistar mais de 160 mil votos: Felipe Cortez, Edivaldo da Cosmed, Major Belelli (ou o Capitão Wayne), Eduardo Machado, Mauro Bento Filho.
“Nós vamos com chapa pura”, afirma Eduardo Machado. “Com a chapa pura, vamos eleger alguém do PHS, e não precisa ser eu. Ficarei contente se conseguirmos eleger um deputado federal, não importa o nome.”


