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Marconi deve manter apoio do PHS / FOTO: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O PHS é o único partido no Brasil cujo presidente nacional é de Goiás. Isso se deve, em grande parte, ao bom trabalho realizado por Eduardo Machado à frente da sigla. É certo que Eduardo procura costurar bem seus contatos afim de dar boa musculatura a seu partido. Devido a isso, está sendo disputado entre os grandes para as eleições majoritárias deste ano. O governador Marconi Perillo quer que o PHS continue em sua base. Foi feito o convite para que Eduardo assuma a suplência de Vilmar Rocha, pré-candidato ao Senado.
Porém, é mais certo ainda que o ex-prefeito de Anápolis e pré-candidato ao governo estadual pelo PT, Antônio Gomide, já o convidou para assumir a vice em sua chapa. O convite de Gomide é deveras tentador. Entretanto, a decisão sobre a aliança não cabe ao presidente e sim ao partido. E é nesse ponto, segundo membros da direção do PHS goiano, que a decisão tende para que o partido continue na base do governo tucano. “Acredito que o partido deverá se mantém na base do governador. Falo isso porque o presidente Eduardo [Machado] tem um relacionamento muito bom com o Vilmar Rocha, tanto que o trata como ‘meu professor’. Além disso, a grande maioria dos candidatos a [deputado] estadual, trabalhou pelo governador Marconi desde as últimas eleições”, diz um membro do partido.
A mesma fonte diz que o partido tem liberdade para dialogar. “E vamos continuar dialogando. A configuração política é dinâmica e nada impede que o partido escolha estar junto com a candidatura de Gomide. Tudo depende do que o partido irá decidir. Mas é preciso ter mente que, às vezes, uma aliança em Goiás pode ter influência nas alianças formadas nos outros Estados. Afinal, somos um partido nacional que tem um presidente goiano”, declara. A decisão deverá ser tomada em breve, provavelmente em maio, pelo menos no que diz respeito às majoritárias, pois nas proporcionais, o PHS irá de chapa pura.
O prefeito João Gomes esteve na posse do novo secretário de Indústria e Comércio, Bill O’Dwyer. Bill é querido em Anápolis e sempre contribuiu bastante no desenvolvimento da cidade, tanto na condição de empresário como cônsul da Alemanha. O prefeito, como não poderia deixar de ser, foi convidado para compor a mesa e, consequentemente, a discursar. Ao subir ao microfone, João Gomes elogiou bastante a figura do empresário anapolino e o governo de Goiás também. Dirigiu-se a Marconi com palavras otimistas. Porém, não deixou de perguntar como anda a construção do parque tecnológico, lançado em julho do ano passado pelos dois governos. “Em um governo planejado, infelizmente, nós fazemos obras que serão capitalizadas pelos próximos governos. São os benefícios calculados a longo prazo”, cutucou o prefeito.
Há quase um mês um grupo empresarial do Texas (EUA) — que deverá ser revelado nesta semana, após o anúncio oficial do governo estadual — tem “namorado” investir em Goiás. Trata-se de uma usina que utiliza algas para a fabricação de biocombustível. A negociação está sendo mediada pelo ex-embaixador da Suíça no Brasil, Juerg Leutert, que em almoço com o governador Marconi Perillo, na terça-feira, 29, entregou uma carta de intenções, tornando real o investimento de US$ 400 milhões. (quase R$ 1 bi). Estima-se que esse tenha sido o terceiro encontro entre o grupo e goianos. A usina — que será instalada no Entorno de Anápolis, nas proximidades da Fazenda Barreiro, entre o Daia e Silvânia — tem uma previsão direta para a geração de 600 empregos. O investimento já estava sendo acompanhado por Bill O’Dwyer, cônsul honorário da Alemanha em Goiás, semanas antes de ser anunciado como o secretário de Indústria e Comércio de Goiás. E essa será sua primeira tarefa cumprida no novo cargo, atendendo à postura que o governador Marconi tem adotado nos últimos meses: mostrar que tem trabalhado em prol de Anápolis. É certo que o governador corre para capitalizar o máximo de obras possíveis no município, na estratégia acertada de recuperar a frente das pesquisas eleitorais na cidade.
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Bill O’Dwyer é o novo titutar da SIC: encargo expresso do governador / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Em um auditório lotado, com servidores do governo, autoridades, empresários e embaixadores — Wilfried Grolig, da Alemanha; Sudaryomo Hartosudarmo, da Indonésia; e Juerg Leutert, ex-embaixador da Suíça —, o empresário anapolino, William O’Dwyer, o Bill, tomou posse como o novo secretário de Indústria e Comércio de Goiás. A solenidade foi na terça-feria, 29.
Na presença de sua família — sua mulher, Anne, seus três filhos, genros e nora, além de seu sobrinho —, Bill agradeceu a oportunidade de estar à frente da SIC. Agradeceu, sobretudo a seu pai, Waldyr O’Dwyer — conhecido como capitão Waldyr —, que foi lembrado por todos os discursantes, inclusive pelo governador, como um dos pioneiros na luta pela industrialização em Goiás.
Os dois secretários anteriores a Bill, Rafael Lousa — que volta ao cargo de superintendente executivo da SIC — e Alexandre Baldy, discursaram brevemente, sempre lembrando os benefícios que o governo Marconi concedeu a Anápolis. Aliás, essa foi uma manifestação repetida por todos que discursaram — Pedro Alves, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg); Luiz Medeiros, da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia); etc. Para arrematar, o próprio governador falou sobre o número de investimentos do governo na cidade: R$ 700 milhões. O objetivo, claro, é recuperar a confiança do anapolino no governo estadual e contabilizar essa confiança em votos.
Em seu discurso, Marconi foi claro: “Quero dizer que a escolha de Bill para a secretaria é uma homenagem aos empreendedores anapolinos. Nós estamos investindo muito naquele município. E a indicação de um empresário de Anápolis resgata, também, um compromisso que fiz em 2010. Eu disse que manteria a SIC nas mãos de um anapolino. E assim tenho feito.”
A respeito daquilo que espera de seu novo secretário, o governador foi direto e, mesmo em meio ao discurso, não se furtou a já delegar tarefas: “Sua primeira tarefa é ‘amassar barro’ em Brasília, conversando com todos os embaixadores, sobretudo os dos países mais expressivos economicamente, apresentando as potencialidades de Goiás. Secretário de Indústria e Comércio não pode ficar sentado em seu gabinete em Goiânia. Tem que viajar. E tenho confiança em sua capacidade nesse sentido”, disse Marconi, aproveitando a presença dos embaixadores, principalmente a do alemão, país que, segundo Marconi, tem importância estratégica para Goiás do ponto de vista comercial por ser o país europeu com maior desenvolvimento econômico.
O deputado Stalin Bucar (SDD) considerou coerente a decisão do PMDB autêntico de não participar da eleição indireta e fez duras críticas a ala do partido que lançou até candidato. Bucar ainda questionou o posicionamento do PT, do Pros e do PV, que segundo ele questionam a renúncia de Siqueira Campos e João Oliveira e participaram a eleição. “É no mínimo incoerente classificar a renúncia de golpe e participar da eleição”, considerou o deputado.
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Professor Danilo de Melo: a disputa será pela Assembleia Foto: Pedro Sotero[/caption]
O professor Danilo de Melo (PSB), que vinha sendo cogitado candidato a deputado federal, decide disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. O ex-secretário da Educação disputa espaço com outro professor, Alan Barbiero, ex-reitor da UFT. Ambos têm chances de sucesso, mas vão ter que trabalhar muito para um não atrapalhar o outro.
Para o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT) o fracasso do governo Siqueira Campos tem explicação: fadiga de material. “Uso exaustivo de um modelo de gestão que pode ser bom para o governo, mas altamente prejudicial ao Estado”, comenta o petista denunciando o aumento exorbitante da dívida pública e desvio de finalidade na aplicação dos empréstimos contraídos pelo Estado junto a instituições financeiras para investimento. Mourão aponta que a continuidade deste modelo é preocupante e pode fragilizar ainda mais as finanças do Estado.
Os prefeitos de Palmas, Carlos Amastha (PP), de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), e de Gurupi, Laurez Moreira (PSB), apoiam Sandoval Cardoso (SD) ou Eduardo Siqueira Campos (PTB) pelo mesmo motivo. Não estão pensando no melhor para o Estado, nem em parceria para os seus municípios, mas em seus projetos políticos. Se Sandoval Cardoso for eleito em outubro, não poderá ser candidato à reeleição em 2018, o que os favorecerá no pleito naquele ano. Os três fazem planos para disputar o governo do Estado na eleição de 2018. Nem sempre a política é movida por ideal, quase sempre é por puro interesse.
O jovem Alexandre Siqueira (PSDB) está em campanha por uma cadeira na Câmara Federal, embora não admita. Ele tem sido presença constante em eventos políticos na capital, quase sempre representando o pai Siqueira Campos ou o irmão Eduardo Siqueira. Alex, pela postura simples e discurso bem articulado, já está sendo considerado o novo herdeiro político do ex-governador. Tem chances de se eleger.
A senadora Kátia Abreu (PMDB), que tem direito a disputar a reeleição para o Senado, ainda é o nome mais cotado, mas a disputa não será fácil. O ex-governadores Siqueira Campos e Carlos Henrique Gaguim, o ex-prefeito de Palmas Raul Filho e o senador João Costa (PR) também estão no páreo. Há quem diga que será uma disputa mais acirrada que a do Palácio Araguaia. Disputa dramática, seria o termo mais adequado.
Pelo quadro do momento esta seria a lista mais provável de candidatos ao governo com chance de chegar à convenção e seguir em frente. Ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos (PTB), governador Sandoval Cardoso (SDD), deputado Marcelo Lelis (PV), ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT), senador Ataídes Oliveira (Pros), empresário Roberto Pires (PP), senador Vicentinho Alves e o procurador da República Mário Lúcio Avelar (PPS). Fora daí é só especulação.
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Prefeito Carlos Amastha: o alvo é a eleição estadual daqui a 4 anos / Foto: Portal Gilda Bomfim[/caption]
Informações de bastidores dão conta de acordo reciprocidade entre senador Vicentinho Alves (SD) e o empresário Roberto Pires (PP). Quem estiver melhor colocado nas pesquisas de intenção de voto recebe o apoio do outro. Não é possível saber se Pires está se aproximando do governo ou se, ao contrário, é Vicentinho Alves que está se aproximando da oposição. O certo é que ambos estarão juntos nas eleições. Vicentinho estaria insatisfeito com acordo do governo para promover Sandoval Cardoso. Roberto Pires não estaria nada satisfeito com a postura do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, que demonstra alinhamento ao Palácio Araguaia. Pode ser a consolidação da terceira via.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Igeprev finalmente pode sair do papel. Depois de três meses de espera a CPI finalmente tem data marcada para iniciar os trabalhos. Será no dia 15. A informação foi dada pelo autor da proposta, deputado Sargento Aragão (Pros), que explica que o objeto de investigação da CPI são as aplicações temerárias que podem ter provocado um rombo de R$ 500 milhões nos fundos do Instituto de Previdência do Estado.
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Ex-prefeito de Palmas Raul Filho e deputado José Augusto: entre os nomes abatidos antes da convenção / Foto: Edilson Pelikano e Diretoria de Divulgação/AL[/caption]
A fila anda. Vários nomes que foram lançados com pompa e circunstância no início da pré-campanha já estão fora da disputa. O ex-governador Siqueira Campos (PSDB), os empresários Nicolau Esteves (PT) e Benedito de Faria, Dito do Posto (PMDB), o ex-prefeito de Palmas Raul Filho (PT) e o deputado José Augusto (PMDB), dentre outros, já descartaram candidatura ao governo do Estado e agora buscam viabilizar candidatura a outro cargo.
Prefeito de Palmas anuncia que pode trocar projeto político da terceira via para aderir ao governo, caminho inverso ao que fez Vicentinho Alves . Oposição segue dividida entre candidato próprio ou se aliar ao governismo


