Imprensa
No livro “O Nobre Deputado” (Leya Brasil, 120 páginas), no qual a ficção é a mais pura realidade, o juiz Marlon Reis relata a corrupção no Parlamento brasileiro. Ele ouviu várias pessoas e um ex-deputado federal, que detalharam como funciona a corrupção no Legislativo e a “arte” de comprar votos na política patropi. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), decidiu representar contra o magistrado no Conselho Nacional de Justiça. Como o escritor não nominou deputados específicos, dando nomes reais — criou o personagem Cândido Peçanha (uma alusão a “ingênuo” e a “peçonha”?) —, é provável que não será punido ou advertido pelo CNJ. Seus críticos estão vestindo a carapuça?
Marlon Reis é um dos pais do projeto que levou à criação da Lei da Ficha Limpa.
Felipão terá de mexer, no próximo jogo, na dupla de volantes. Paulinho e Luiz Gustavo são peixes fora d’água seleção de Neymar e Oscar
Dos jornais goianos, o “Pop” fez a capa menos criativa e motivada na quinta-feira, 12. Pôs uma foto grande retratando uma bola gigante, mas não explicou do que se trata. O diário valoriza a “coisa”, a bola, e não o homem, o jogador. Abaixo da dobra, pôs uma fotografia de Felipão e Neymar, reforçando a ideia de que a sorte da seleção brasileira depende do jogador do Barcelona. O “Diário da Manha”, num acesso de ufanismo, grita na capa: “Hexa [em cor verde] — 200 milhões na batalha”. Segundo o jornal, todos os brasileiros, inclusive os bebês de um dia, estão na torcida pelo “hexa”. Mas, diferentemente do “Pop”, que não valorizou os jogadores, o “DM” destacou Neymar, do Brasil, e Luka Modric, da Croácia. “O Hoje” não fez um título dos melhores, “É a nossa Copa!”, mas sua capa, toda amarela, é a mais bonita plasticamente e divulgou uma fotografia de Neymar com Jô e Hernanes, valorizando o homem, não a bola, a coisa. A capa traz um diálogo divertido entre Felipão e Neymar. Este pergunta: “Eu vou jogar amanhã [hoje], professor?” Aquele responde: “Olha, vou ter que pensar muito”. Em seguida, Neymar diz para o técnico: “Estou pronto para fazer gols”. A percepção do editor é precisa, pois é de Neymar que se espera quase tudo.
Jornalista diz que sucesso do programa se deve em parte à garra das mulheres que trabalham como repórteres e cita uma profissional de Goiás
O jornalista goiano Thiago Arantes, radicado em Barcelona, vai comentar a Copa do Mundo de Futebol para a Gol Televisón, “a única que passará os 64 jogos” na Espanha.
Expert em futebol (e outros esportes), Thiago Arantes vai comentar os jogos do Brasil.
Formado em jornalismo pela Universidade de Brasília, Thiago Arantes trabalhou no “Diário da Manhã” e é correspondente da ESPN na Espanha.
Na Espanha, como se sabe, há uma espécie de Campeonato Brasileiro Série AQ (Alta Qualidade), com alguns dos melhores jogadores brasileiros, como Neymar (Barcelona), Marcelo (Real Madri), Daniel Alves (Barcelona) e Diego Costa (Atlético de Madri e seleção espanhola).
A jornalista narrou, com coragem e veracidade, os crimes do governo de Vladimir Putin na Chechênia. Os aliados do político decidiram matá-la
FGR leva o título na categoria construtora de condomínios horizontais. Primetek lidera na área de tecnologia. Cristina Lopes é a política do social. A Consciente brilha como construtora de edifícios. A imobiliária líder é a Adão Imóveis. O Flamboyant é o shopping preferido
"Mundo Desportivo" diz que Júlio César, o goleiro escolhido por Felipão, não tem qualidade para jogar pelo Brasil
O médico Ludovic Bouland é o responsável por encadernar a obra de um escritor francês. Usaram a pele de uma paciente psiquiátrica
Extensa matéria da revista de Mino Carta critica relações do BNDES com a empresa da família de Júnior Friboi e revela problemas dos irmãos Joesley e Wesley Batista na Justiça
Diretor do banco revela que ninguém queria abrir conta para o “grande brasileiro” e sugere que 30 milhões de euros são bem-vindos
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José Maria e Silva: artigos repercutem na revista Veja[/caption]
No seu blog, na revista “Veja”, Augusto Nunes escreveu que o artigo “Discípula de Paulo Freire assassina Machado de Assis”, do jornalista e mestre em sociologia José Maria e Silva, articulista do Jornal Opção, é “esplêndido” e “leitura obrigatória”. “Impecável na forma e brilhante no conteúdo, a análise demonstra que a pretendida ‘adaptação’ de ‘O Alienista’ é um crime contra a literatura, um insulto ao escritor brasileiro, uma vigarice lucrativa e um monumento à imbecilidade”, afirma Augusto Nunes.
O economista Rodrigo Constantino, no artigo “Proposta de lei da comunicação tem forte cheiro de golpe na liberdade de expressão”, publicado no portal da “Veja”, cita trechos do artigo “PT e a mídia — Esquerda já controla o conteúdo da imprensa e quer controlar também o cofre”, de José Maria e Silva.
“Se a presidente Dilma Rousseff for reeleita, a imprensa brasileira corre um grande risco de passar pelo que estão passando os veículos de comunicação da Venezuela e da Argentina”, escreve José Maria e Silva.
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Legenda para internet: Thomas Piketty: autor de um livro de economia importante, mas contestado[/caption]
O influente economista francês François Chesnais, professor emérito da Universidade de Paris 13, concedeu uma entrevista à repórter Eleonora Lucena, da “Folha de S. Paulo” (quinta-feira, 5), na qual defende e critica Thomas Piketty, na atualidade o economista mais discutido do mundo, devido às polêmicas criadas em torno de seu livro “O Capital no Século 21” (Intrínseca, 768 páginas, tradução de Monica Baumgarten de Bolle). Chesnais, de 80 anos, é marxista, Piketty não é. As ideias do jovem pesquisador estão sendo debatidas mundialmente e, recentemente, o “Financial Times”, importante jornal de economia, apontou alguns erros na obra.
Chesnais frisa que, mais do que uma interpretação, o artigo do “Financial Times” é um “ataque” a algumas ideias de Piketty. Ele cita um artigo de Paul Mason, publicado no “The Guardian”, no qual se diz que o jornal inglês, além de fazer “uma defesa descarada dos muito ricos”, baseia seus “argumentos” principalmente em dados do Reino Unido, “onde os números apenas refletem o baixo nível de taxação e a escassez de estatísticas fiscais”. Em suma, a discordância do “FT” teria menos a ver com erros e mais com ideologias divergentes.
Ao mesmo tempo que defende Piketty, Chesnais o critica: “Piketty enxerga a alta desigualdade e a riqueza como os principais obstáculos para o crescimento e, assim, como o maior problema para o capitalismo. Assim ele vê a taxação de renda e da riqueza como a principal solução, culminando com a proposta totalmente inviável de um imposto global sobre a riqueza. Porém, a lista de problemas chaves enfrentados pelo capitalismo é maior”.
A lista de problemas inclui, afirma Chesnais, “a queda na taxa de lucro global, o crescimento da concentração industrial (as enormes fusões e aquisições observadas hoje) e o avanço no grau de monopolização. Há queda da taxa de formação de capital, ausência de inovações tecnológicas que requerem novos grandes investimentos e despesas com salários, contínua ênfase em indústrias que deram tudo que podiam dar em termos de crescimento e têm efeitos bumerangues contrários (a dependência nos automóveis é a primeira da lista). É por causa dos obstáculos enfrentados pelo capitalismo e da escassez de lucros decorrentes da produção que tanto dinheiro vai para o setor imobiliário — com as bolhas de imóveis — e uma grande quantidade é destinada à especulação através da negociação de papéis sobre a produção atual e futura. Trata-se do capital fictício. Não acrescenta nada ao estoque de investimentos nem serve de apoio ao crescimento”.
Discretamente, os livros de Antonio Callado, um aristocrata de esquerda, estão voltando às livrarias. O romance “Quarup” (574 páginas), muito bem escrito e arquitetado, sai pela José Olympio. O livro relata a história do padre Nando que, ao conviver com uma tribo do Xingu, se torna “outro” homem.
O livro relata uma história que ocorre entre o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em agosto de 1954, e o golpe civil-militar de 1964, que levou ao poder militares e civis udenistas.
O romance volta às livrarias com cuidados especiais, como um ensaio da estudiosa Ligia Chiappini. A edição traz a biografia do escritor — que, além de escritor, foi jornalista dos bons — e excertos de sua última entrevista.
Antonio Callado é mais escritor do que o incensado Carlos Heitor Cony, porém, menos lido pela geração atual, estava num limbo injustíssimo.
Vale muito a pena reler a obra de Callado, autor de matiz clássico e, ao mesmo tempo, moderno. É um (raro) estilista da Língua Portuguesa.
Tancredo Neves e Ulysses Guimarães foram grandes políticos. Raposas astutas que, na ditadura, contribuíram, de maneira decisiva, para a retomada da democracia. Na tradição deles, da política com grandeza, o que não quer dizer santidade, restam poucos. Um deputado federal de Pernambuco é um deles, como mostra o excelente livro “Roberto Freire — A Esquerda Sem Dogma”.
O livro, editado pela Barcarolla e pela Fundação Astrojildo Pereira, tem prefácio do poeta Ferreira Gullar e introdução do jornalista Milton Coelho da Graça (organizador da obra).
Roberto Freire é o presidente nacional do PPS, um partido socialista democrático e avesso ao dogmatismo típico das esquerdas. O parlamentar é um defensor da democracia como valor universal. Com a queda do comunismo, não mudou de lado, à direita, mas também não se fez servo dos velhos ranços do esquerdismo.

