MP denuncia quatro presos por morte de Maria Eduarda em salto de rope jump que ocorreu sem corda
08 julho 2026 às 16h05

COMPARTILHAR
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou, nesta terça-feira, 7, denúncia contra quatro pessoas pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que caiu de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump sem cordas na Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis, em junho deste ano.
Segundo a denúncia, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram acusados de homicídio com dolo eventual qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne dos Santos Gonçalves foi denunciada por homicídio com dolo eventual qualificado por omissão imprópria. Todos permanecem presos.
O Ministério Público destacou que os acusados tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas não adotaram medidas de segurança como a checagem da corda de proteção e a dupla conferência dos equipamentos.
A denúncia também aponta que o grupo não tinha funções definidas, explorava comercialmente o rope jump sem atender às exigências legais e priorizava interesses econômicos e divulgação em redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.
A tragédia ocorreu na manhã do dia 13 do mês passado. A denúncia foi formalizada nesta terça-feira, 7, e o MP pediu a manutenção da prisão preventiva dos três homens e a conversão da prisão temporária de Evelyne em preventiva. Além disso, solicitou que o Judiciário fixe indenização de 200 mil reais pelos danos causados.
As defesas se manifestaram. Os advogados de Maicon Fernandes e Luis Felipe afirmaram que não houve intenção de matar e que vão demonstrar em juízo a conduta culposa dos réus, sem qualificadoras. A defesa de Evelyne informou que analisará a denúncia e se pronunciará em momento oportuno. A defesa de Vitor de Freitas ainda não foi localizada.
A Polícia Civil investigou oito pessoas em dois inquéritos. O primeiro, concluído em 22 de junho, indiciou três instrutores por homicídio com dolo eventual. O segundo, finalizado na primeira semana de julho, indiciou Evelyne por homicídio e fraude processual. Outros dois investigados chegaram a ser presos, mas tiveram as prisões revogadas.
Agora, a Justiça decidirá se aceita a denúncia. Caso seja aceita, haverá audiência de instrução para ouvir os réus e definir se eles irão a júri popular. Até o momento, nenhum dos acusados foi condenado.
Leia também:



