Com apenas 42% de cobertura vacinal, Goiás registra baixa adesão à vacina contra a influenza; SES atribui cenário à “baixa percepção de risco”
06 julho 2026 às 17h35

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As coberturas vacinais de influenza no estado de Goiás vêm apresentando queda desde 2021. Em 2025, a cobertura foi de cerca de 51%. Em 2026, o estado já alcança aproximadamente 42%, o que indica possibilidade de superação do índice anterior, embora ainda esteja abaixo do ideal para garantir segurança, especialmente aos grupos mais vulneráveis.
Ao Jornal Opção, a subsecretária de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde (SES-GO), Flúvia Amorim, disse que entre os principais fatores para a baixa adesão está a baixa percepção de risco por parte da população. “Com a redução de casos em determinados períodos, muitas pessoas têm a falsa impressão de que a situação está controlada, o que não corresponde à realidade, já que os casos podem voltar a crescer”, afirmou.

Ela acrescentou que a disseminação de fake news também tem impactado negativamente a vacinação. “Há informações incorretas sobre a vacina da gripe, como a ideia de que ela causa a doença ou de que estaria associada à vacina contra a Covid-19, o que não é verdade. A vacina contra influenza é segura, feita com vírus inativado, e pode causar apenas reações leves, como dor no local da aplicação ou febre baixa”, disse.
A SES-GO também demonstra preocupação com o aumento de casos de doenças respiratórias neste período. “Ao longo do ano, são observados dois picos de doenças respiratórias: um no primeiro semestre, entre janeiro e maio, e outro no segundo semestre, especialmente após o período de férias”, explicou.
Ela destacou que neste momento há possibilidade de aumento de casos no segundo semestre, o que acende um alerta para a população. “Fatores como o período seco, a baixa umidade relativa do ar e a ocorrência de queimadas, comuns a partir de agosto, contribuem para o agravamento das doenças respiratórias e favorecem a transmissão de vírus”, apontou.
“Por isso, a vacinação continua sendo fundamental, principalmente para grupos prioritários como crianças, gestantes e idosos, que devem procurar os postos de vacinação caso ainda não tenham se imunizado”, acrescentou.
Para ampliar a cobertura vacinal, os municípios têm intensificado ações de vacinação extramuros, ou seja, fora das unidades de saúde. “Essa estratégia inclui a aplicação de vacinas em escolas, parques, eventos e outros espaços públicos, facilitando o acesso da população”, disse.
O Estado também disponibiliza as chamadas vans da vacina, que percorrem diferentes localidades em apoio aos municípios, levando a imunização a locais de maior circulação de pessoas. Além disso, há reforço na orientação à população sobre a importância da vacina. “Destacamos sua segurança, eficácia e o impacto na redução de casos graves, podendo diminuir em até 70% as internações por doenças respiratórias”, concluiu.
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