A temporada de praias no Rio Araguaia já começou e Aruanã se prepara para receber cerca de 1 milhão de turistas ao longo de julho, segundo estimativa da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. Conhecida pelas praias de areia branca que surgem durante a vazante do rio, a cidade se transforma em um dos destinos mais procurados do Centro-Oeste nesta época do ano. Mas, em meio ao lazer, especialistas fazem um alerta: a exposição prolongada ao sol pode trazer consequências que vão muito além de uma simples queimadura.

Com dias inteiros passados entre banhos de rio, passeios de barco e esportes ao ar livre, muitos turistas acabam negligenciando a proteção da pele. O resultado pode ser queimaduras, insolação, manchas, envelhecimento precoce e, nos casos mais graves, o aumento do risco de câncer de pele.

A dermatologista Dra. Ludmilla Paiva Queiroz, médica cooperada da Unimed Goiânia, afirma que um dos erros mais frequentes é acreditar que basta aplicar protetor solar uma única vez antes de chegar à praia.

“O filtro solar precisa ser utilizado corretamente para oferecer proteção. O recomendado é escolher produtos com fator de proteção acima de 50, aplicar uma quantidade adequada em todas as áreas expostas e reaplicar a cada duas horas ou sempre após entrar na água ou suar excessivamente”, explica.

Segundo a especialista, a quantidade utilizada também faz diferença. Para garantir a proteção do rosto e do pescoço, por exemplo, o ideal é aplicar o equivalente a uma colher de chá. A mesma medida deve ser usada em cada braço, enquanto pernas e tronco também exigem uma cobertura generosa.

Sol não é o único vilão

Além da radiação solar, outro fator que costuma preocupar quem passa dias às margens do Araguaia é a grande quantidade de insetos. Por isso, o uso de repelente também faz parte dos cuidados indispensáveis.

A médica explica que existe uma ordem correta para aplicar os produtos.

“Muita gente faz isso de forma errada. Primeiro vem o hidratante, depois o protetor solar e, por último, o repelente. Essa sequência ajuda a manter a eficácia dos produtos. Também é importante respeitar o limite de aplicações indicado pelo fabricante”, orienta.

Ela recomenda ainda o uso de chapéus, bonés, roupas com proteção ultravioleta e óculos escuros, que funcionam como uma barreira adicional contra os efeitos da radiação.

Receitas para bronzear podem causar queimaduras

Outro hábito comum durante a temporada preocupa os dermatologistas: o uso de misturas caseiras para acelerar o bronzeado.

Óleo com urucum, citronela e outras receitas populares continuam sendo utilizadas por muitos banhistas, apesar dos riscos.

“Essas misturas não oferecem qualquer proteção contra o sol e ainda podem provocar dermatites, alergias, manchas e até agravar queimaduras. Não há recomendação médica para esse tipo de produto”, alerta Ludmilla.

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