Campinas nasceu antes da Capital: conheça a história da região mãe de Goiânia
08 julho 2026 às 13h00

COMPARTILHAR
A história de Campinas, que faz aniversário nesta quarta-feira, 8 de julho, é antiga e remonta ao período joanino, antes mesmo da Independência do Brasil. São 216 anos de história da região responsável pela gênese da capital goiana que, atualmente, concentra em toda sua área metropolitana mais de dois milhões de habitantes. Mas tudo começou com poucas pessoas no povoado Arraial de Campinas fundado por Joaquim Gomes da Silva.
Depois aconteceu a chegada da Igreja Católica, através dos padres redentoristas e das feiras do Colégio Santa Clara vindos da Alemanha. Também integrante deste grupo de pioneiros, está o cartório Antônio Prado que fica de frente para a praça Coronel Joaqium Lúcio e está em Campinas desde 1874 e concentra 70% dos registros de nascimento de Goiânia, inclusive hoje, durante o aniversário da região foram resgistrados 7 bebês recém-nascidos no cartório.

O Jornal Opção entrevistou com exclusividade o tabelião, Antônio do Prado, para saber mais a história da região e sobre expectativas, mudanças e necessidades do bairro. Ele contou “Campinas foi cidade, município de Bonfim, que hoje é Silvânia, e província de Goiás e o cartório foi instalado em 1874. Então, o primeiro ato do cartório foi em 1877. Então o cartório tem 150 anos”.

O tabelião diz que para falar de Campinas é necessário citar os padres redentoristas, as feiras do colégio Santa Clara, a Rádio Difusora e do clube Atlético Goianiense, fundado em 1937. Ele já é o tabelião há 70 anos e a décima pessoa a assumir o cargo na história da instituição.
Ele destaca que Campinas tem uma área grande para ser explorada e que o comércio tem potencial para se desenvolver mais intensamente “A área de Campinas ainda é grande. Nós podemos crescer mais. Então tem que olhar mais para Campinas. Olhar com bos olhos para Campinas”.
Antônio, ao falar sobre os desafios da região, diz que há uns 15 anos começou o problema com a população de rua na região, mas que hoje melhorou, ainda que possa melhorar mais. Sobre a situação atual, a reportagem também entrevistou Idílio Pires, proprietário do restaurante tradicional da região, O Casarão.

O restaurante está na praça desde 1992 e foi fundado pelo pai de Idílio que assumiu a comando em 2010. Envolvido pelo cheiro do churrasco ele conta que trabalhadores da região tem o costume de comer lá e que por isso, não foi tão afetado pelo esvaziamento residencial do local.
Sobre as transformações vividas no local Idílio conta “Campinas tinha mais gente comprando na rua. Eu acho que agora com a internet, deu uma caída bastante por conta disso. O pessoal migrou tudo pra internet e hoje você não vê tanta pessoa assim na rua. Igual tinha antigamente, na década de 2000, 90, até em 2010, 2016 tinha muita gente antes da pandemia”.
Os dois entrevistados compartilharam também suas expectativas para o futuro do bairro, Antônio falou “O comércio está sempre crescendo. Mas Campinas podia crescer mais. Por exemplo, particularmente, o setor imobiliário podia envolver mais Campinas para essa área”.
Outra demanda que o tabelião apresentou foi a população idosa da região “Geralmente os poucos moradores de Campinas são idosos. Então se tivesse um posto, voltar o posto da prefeitura em Campinas, facilitava. Para não ir em Goiânia. Para não ir no Paço”.
Idílio apresentou esperança no futuro da região “Eu acho que vai continuar. Aqui a gente tem dois grandes polos fortes. que é o Caritório aqui, que as pessoas que ainda tem que vir pra fazer escritura, casamento, essas coisas e tem os Atacadistas também, que o pessoal precisa vir comprar pra colocar mais estoque no seu comércio. Então, esses são os dois polos grandes que eu acho que ainda sustenta Campinas”.
Leia mais: Mabel transfere sede do Executivo para Campinas em comemoração ao aniversário de 216 anos do bairro



