Empresas são obrigadas a liberar funcionários nos jogos da Seleção? Entenda o que diz a lei
03 junho 2026 às 16h31

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A Copa do Mundo de 2026 começa no próxima quinta-feira, 11, e reacende uma questão recorrente no ambiente corporativo brasileiro. Ao Jornal Opção, o advogado trabalhista Lucas Aguiar explicou, nesta quarta-feira, 3, que esse é um momento extremamente importante para o nosso país, que tradicionalmente tem um apreço muito grande pelo futebol.
Segundo Lucas, a realidade é que não existe previsão legal que obrigue as empresas a liberar os funcionários durante os jogos. “Não há nenhuma previsão que obrigue as empresas a concederem essa folga ou mesmo o encerramento antecipado do expediente. É importante que as empresas se organizem para que os trabalhadores também tenham a oportunidade de vivenciar esse momento”, apontou.
O advogado comentou sobre as alternativas que a empresa pode adotar. “As empresas podem buscar mecanismos para organizar a rotina e as escalas de trabalho a partir da compensação de horas junto a um acordo individual com o trabalhador ou mesmo pela convenção coletiva da categoria. O principal é que elas se antecipem já a partir de agora para se organizar qual vai ser o modelo adotado, realizando uma comunicação com clareza junto dos trabalhadores”, disse.
A questão da ausência sem autorização também foi abordada. “O empregado não pode faltar por conta própria, porque ele pode sofrer consequência em relação a isso, inclusive com desconto do salário”, alertou.
A mesma regra vale para quem atua em home office. “O empregado que está no teletrabalho também precisa entender que a liberação não é automática, mas pode realizar a compensação a partir de um ajuste com o empregador”, disse.
O especialista também apontou que o uso do banco de horas é uma alternativa, mas exige cuidados. “Essas horas podem ser compensadas em outros momentos, mas é muito importante que não se ultrapasse duas horas por dia. Esse banco de horas precisa ser compensado no prazo de até seis meses, conforme determina a CLT. Esse cuidado evita questionamentos futuros e garante segurança jurídica às empresas”, afirmou.
A comunicação transparente é vista como essencial. “O principal é que as empresas se antecipem e definam previamente qual política será adotada, se haverá escalonamento de horários ou compensação em dias posteriores, sempre com clareza junto aos trabalhadores. Essa postura evita conflitos e fortalece a confiança entre empregadores e empregados”, apontou.
A adoção dessas medidas pode trazer benefícios para o ambiente corporativo. “Essa atuação em parceria, com bom senso, agrega ainda mais para a garantia de um bom ambiente de trabalho, saudável, que é o objetivo do empregador e gera efeito para o empregado no decorrer da competição”, concluiu.
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