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A PM não pode virar milícia

A declaração de um major da Polícia Militar de Goiás sobre a morte de um filho de militares por bandidos provavelmente ligados ao tráfico foi tremendamente infeliz. Vinda de alguém com o cargo que ocupa beira ao inaceitável. O único atenuante é o efeito empatia, por ter talvez se colocado na pele do casal de colegas de farda que perdeu um garoto. Mas, obviamente, não é matando criminosos e suas famílias(!) que se resolverá o problema. Muito pelo contrário: policiais e bandidos em guerra mútua é o pior cenário que pode existir para a paz de qualquer sociedade. Seria a PM virando milícia. É responsabilidade do poder público, do governador em especial, fazer com que a situação não degringole. A morte do rapaz é um momento chave para isso. É preciso ações operacionais (no âmbito da secretaria) e políticas (em termos de pressão nacional por mudanças nas leis). Quando a este segundo aspecto, por que não começar por Goiás? A segurança pública no Brasil, como também a saúde e a educação, são problemas crônicos. Devemos assumir a incompetência e tentar novos modelos, porque o que aí está posto não dá certo. Insistir nele é errar duas vezes.

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Economista diz que FHC e Lula fizeram a coisa certa. Já Dilma…

A economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, esteve em Goiânia nesta terça-feira, 15, para falar a um seleto grupo de empresários, economistas e jornalistas. O tema não poderia ser outro: o cenário macroeconômico brasileiro, a crise e a relação disso com o resto do mundo. Entre as (muitas) coisas importantes que pontuou — entre elas a da necessidade de um ajuste fiscal o mais duro possível, em sua opinião —, uma questão ficou clara: a presidente Dilma Rousseff não soube entender a demanda de seu tempo de governo. Doutora em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), Zeina disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso soube ver que seu governo deveria primar pela busca da estabilidade do País (e conseguiu); que seu sucessor, Lula, deveria fazer o País crescer e diminuir as desigualdades (e fez); mas que Dilma não entendeu qual deveria ser seu alvo de atuação, talvez por ser uma técnica e não uma política. Dilma tem três anos, três meses e 15 dias para mostrar que se encontrou. Mas precisa fazer isso "para ontem". Ou seja: ela tem esse tempo todo em teoria; na prática, talvez não tenha mais.