Seis dos 11 ministros do Supremo votam pela abertura de ação penal contra Cunha

Cinco membros do STF seguiram o relator da denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados de que há indícios de que o deputado do PMDB recebeu US$ 5 milhões de propina em negociação de contrato da Petrobras

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha fala sobre a pauta de votação da casa (Wilson Dias/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, está muito perto de se tornar réu em possível ação criminal por recebimento de propina em contrato da Petrobras | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Os ministros Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Roberto Barroso acompanharam o voto do relator da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), Teori Zavascki, pela abertura de ação criminal contra o parlamentar pela acusação de recebimento de US$ 5 milhões em propinas.

A sessão foi suspensa no final da tarde desta quarta-feira (2/3) no Supremo Tribunal Federal (STF) com quatro ministros que ainda não votaram sobre o pedido de abertura de ação criminal contra Cunha por suposto envolvimento em negociação do contrato de dois navios-sonda com a Petrobras. A votação deve ser retomada na tarde de quinta-feira (3/3).

Zavascki disse entender que há indícios de que Cunha recebeu os US$ 5 milhões em propinas para atuar na efetivação do contrato, que teria sido feito sem licitação, segundo aponta o Ministério Público Federal (MPF) e denuncia a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Com os votos dados nesta quarta no STF, a votação tem seis ministros favoráveis à abertura da ação criminal. O relator, Zavascki, votou pelo recebimento parcial da denúncia apresentada pela PGR e entendeu que Cunha pressionou um dos delatores da Operação Lava Jato, Júlio Carmago, para receber o valor de parcelas da propina, por meio da ex-deputada federal Solange Almeida (PMDB), hoje prefeita de Rio Bonito (RJ).

Caso nenhum ministro mude o voto, a ação penal contra Cunha e Solange será aberta pelo STF. (Com informações da Agência Brasil)

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