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Empreendedores recorrem ao Sebrae para driblar crise na pandemia

Após a flexibilização das restrições em Goiás, o órgão tem servido de propulsor para os pequenos empreendedores que amargaram no prejuízo [caption id="attachment_284196" align="alignnone" width="620"] Élita Ferreira contou com o suporte do Sebrae para lançar sua própria marca de cosméticos | Foto: Arquivo pessoal[/caption] Desde que foi decretada, a pandemia do novo coronavírus parou o mundo, literalmente. Do início do ano para cá, ações de restrição e fechamento do comércio foram aplicadas na maioria esmagadora dos países afetados pela covid-19 com o objetivo de conter a propagação do Sars-CoV-2.  No Brasil, as medidas restritivas foram adotadas pelos governadores e prefeitos desde o mês de março, sendo o Estado de Goiás pioneiro. Nos 5 meses em que Goiás teve os estabelecimentos de atividades consideradas não essenciais de portas fechadas, empresários dos mais variados setores amargaram numa crise histórica. Mesmo com a flexibilização das restrições, determinada no mês de julho, muitos tiveram que recorrer às linhas de crédito liberadas pelos governos federal e estadual, nem sempre conseguindo, devido à apontada dificuldade de acesso. Outros tentam se reinventar e se adaptar para continuar de portas abertas. Foi nesse cenário de receio do “recomeço pós-restrições” que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Goiás, o Sebrae Goiás, decidiu lançar a campanha Sebrae Novo Ritmo. Como já sugere o título, a iniciativa do órgão tem como foco os empreendedores afetados pela pandemia e que, agora, precisam conferir aos seus negócios um “novo ritmo” para recuperar o tempo e dinheiro perdidos. De acordo com o órgão, a campanha, que teve início na última segunda-feira, 14, oferece até 70% de desconto para pequenas empresas em consultorias pagas e tem o objetivo de viabilizar ao empreendedor “acesso à informação e capacitação e, consequentemente, torná-lo mais competitivo no mercado na retomada das atividades pós-pandemia”. [caption id="attachment_284199" align="alignnone" width="620"] Derly Fialho, diretor-superintendente do Sebrae Goiás | Foto: Divulgação/Sebrae[/caption] Para o diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Derly Fialho, a campanha Sebrae Novo Ritmo chega em um momento em que o empreendedor reabre suas portas e recoloca o uniforme. “Com a ampliação da flexibilização, a gente quer ajudar o empresário que está recomeçando”, explica. Fialho relata que o Sebrae, que implementou e ampliou os atendimentos online durante a pandemia, mantém essas opções que, agora, ficam inteiramente à disposição do empreendedor. “Ele vai ter a opção no Sebrae de fazer treinamento online, de buscar conhecimento 24 horas por dia e vai ter uma coisa muito importante que a gente lançou nessa campanha, para as chamadas pequenas empresas: elas vão ter um bônus de 70% naquelas consultorias que têm custos, para que fique acessível e elas possam ter a melhor orientação para reposicionar o negócio”, destaca o diretor, em referência ao Sebrae Novo Ritmo. Os temas abordados na campanha são: Negócios Digitais, Controles Financeiros, Redução de Custo, Fluxo de Caixa, Vendas, Formação de Preço, Cuidados Pós-Covid, Melhorias de Processos, Websites e Planejamento. Para usufruir dos benefícios da campanha, basta que o empresário ou empreendedor acesse o portal do Sebrae ou entre em contato pelo 0800 570 0800 e detalhe sua demanda.

Adesão ao atendimento online

Devido aos protocolos de segurança sanitária contra o coronavírus, durante meses o Sebrae Goiás teve que suspender seu atendimento presencial e contar somente com o online. O presencial já retornou, mas o online parece ter caído no gosto dos empresários que procuram o órgão. “O Sebrae foi muito rápido na atuação porque já tínhamos um bom domínio da tecnologia. A gente já praticava muitas coisas como cursos EaD, já estava experimentando consultoria à distância. O que aconteceu: acelerou”, detalha o diretor. Fialho revela que o atendimento à distância, digital, teve um crescimento de 70% ao longo do período da pandemia. De acordo com o diretor, a adesão por parte dos empresários foi totalmente ampla. “Andamos investigando de forma não oficial de que anda perto de 50% as pessoas que gostariam que continuar sendo atendidas à distância. É bem expressivo o número de empresários e empreendedores que viram nesse modelo um modelo fácil de acessar, custo zero, praticamente, e que trouxe resultado pra eles”, ressalta.

O efeito Sebrae

A campanha Sebrae Novo Ritmo existe há apenas uma semana, mas o sistema de colaboração e auxílio à pequena empresa prestado pelo órgão, através de palestras, cursos, orientações, parcerias e consultorias, existe há décadas. A artesã Alda Assis, de 59 anos, é um exemplo disso. Alda atua em Goiânia há 9 anos na confecção de acessórios femininos com material orgânico. A profissional  conta que conheceu os serviços do Sebrae e usufrui deles desde 2012. De acordo com ela, foi graças às orientações e informações obtidas junto ao órgão que conseguiu construir seu próprio negócio. [caption id="attachment_284201" align="alignright" width="300"] Alda Assis, artesã | Foto: Arquivo pessoal[/caption] “Eu comecei do zero. Se não tiver um suporte de algum órgão, de algum lado, não vai pra frente, não tem como, e o Sebrae sempre foi parceiro meu. Eu acho que eu devo hoje o meu trabalho a ele, não vejo de outro jeito, porque todas as informações que a gente precisa pra alavancar o negócio, todo o suporte, eles têm”, afirma. Como costuma vender seus produtos em feiras, Alda foi largamente prejudicada este ano pelos efeitos da pandemia, uma vez que, durante meses, a realização de feiras foi suspensa no estado. “Imagina o tamanho da rasteira que eu levei”, comenta. Entretanto, o suporte do Sebrae mais uma vez entrou em cena e Alda conseguiu, inclusive, usar a pandemia para expandir seus horizontes. “Como o Sebrae ensina a trabalhar a parte do financeiro, alavancar as redes sociais, isso pra mim foi o melhor, porque nesse desespero meu de pandemia, consegui agilizar um site, que eu já tinha sonho. Foi seguindo as orientações da Sebrae e foi fantástico. Até hoje eu estou colhendo o investimento”, comemora.

Conhecimento e alicerce

Há 30 anos no ramo da Estática, Élita Ferreira, de 51 anos, mostra orgulho das conquistas que obteve na profissão. Élita, que tem um salão de beleza, conseguiu, há três anos, lançar sua marca própria de cosméticos, a Élita Brazil. Todavia, nada disso teria sido possível, segundo a profissional, sem o suporte do Sebrae. Élita, que reside em Aparecida de Goiânia, conta que recorre às orientações do Sebrae há anos e desenvolveu uma parceria mais sólida com o órgão desde o lançamento da sua marca. A profissional da beleza relata que o ramo no qual atua “não é muito ligado à gestão”, mas foi graças às orientações e consultorias que ela descobria a importância desse fator para o negócio. “A gestão é de suma importância e eu dou muita atenção a isso, a essa parte, depois que o Sebrae me orientou”, diz. [caption id="attachment_284203" align="alignleft" width="300"] Élita Ferreira posa com produtos de sua marca própria | Foto: Arquivo pessoal[/caption] O negócio de Élita também foi outro severamente atingido pela pandemia e seus efeitos. A profissional conta que conseguiu o auxílio do governo federal que paga parte do salário do funcionário, mas foi o conhecimento adquirido nos cursos do Sebrae que a manteve com as portas abertas. “O Sebrae fez uma parceria com o Mulheres do Brasil e, há dois anos, teve um curso de gestão 6 meses para 50 empresárias em todas as áreas: financeira, marketing, comercial. Quando eu fiz esse curso, eu ganhei uma base, um alicerce pra esse momento de agora”, conclui.

Próprio negócio

A profissional em Tecnologia da Informação (TI) Nara Rúbia, de 49 anos, atua na área há cerca de 20 anos. Mesmo sendo um ramo altamente requisitado, a crise veio e Nara acabou ficando desempregada. A vontade de ter seu próprio negócio cresceu e acabou acontecendo. Há 4 meses, Nara trabalha para si mesma em casa, em modo home office. A profissional oferece suporte a software, consultoria e treinamento e, indo contra a maré, Nara revela que tem sido imensamente beneficiada na pandemia.“Essa área de TI foi muito beneficiada, porque com a pandemia os funcionários passaram a trabalhar de casa e esse ramo cresceu muito”, relata. [caption id="attachment_284205" align="alignright" width="300"] Nara Rúbia tem seu próprio negócio há 4 meses | Foto: Arquivo pessoal[/caption] O sucesso, assim como o próprio negócio, começou quando, sem nenhuma informação sobre como abrir e manter um MEI (registro de microempreendedor individual para trabalhadores informais), Nara recorreu ao Sebrae. Foi junto ao órgão que a profissional de TI descobriu os benefícios do registro e pôde colocar no mercado a sua atuação. “O baixo imposto do MEI ajuda quem está começando porque é muito baixo, e o Sebrae tem muita informação para quem está querendo abrir um MEI. Foi lá que eu busquei conhecimento para abrir o meu”, arremata.  

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Segmento hoteleiro em Goiás vive crise histórica com pandemia

Nos meses em que as restrições impostas pela pandemia ficaram em maior evidência, a taxa de ocupação de hotéis no Estado ficou abaixo de 15% [caption id="attachment_282551" align="alignnone" width="616"] Medidas contra o coronavírus atingiram em cheio o segmento de hotéis do país inteiro | Foto: Reprodução[/caption] Em épocas de crise, as fontes de lazer e entretenimento parecem ser as primeiras “cortadas na carne”. Com a pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 130 mil pessoas só no Brasil, não seria diferente. Desde março deste ano, quando um decreto estadual determinou a suspensão de atividades consideradas não essenciais em Goiás, mantendo apenas as declaradas de caráter básico como forma de conter a proliferação do Sars-CoV-2, pontos turísticos e demais locais normalmente badalados e atrativos  para visitantes ficaram desertos. As medidas, necessárias mas amargas, atingiram em cheio todos os segmentos ligados ao turismo, e mesmo após a flexibilização das restrições, em julho, os efeitos negativos ecoaram. O segmento hoteleiro, que depende diretamente do fluxo de visitantes e turistas para sobreviver, por exemplo, observou suas taxas de ocupação despencarem. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC), desde o início da pandemia o turismo acumula perdas na ordem de R$ 121 bilhões e 97 milhões. Os hotéis são, de longe, alguns dos estabelecimentos mais afetados. Conforme estimativa da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), mesmo com o fim da pandemia, ao menos 3 mil hotéis no Brasil podem não voltar a levantar suas portas. A avaliação da entidade é a de que hotéis independentes em regiões de lazer ou cidades voltadas para o turismo, além de hospedagem urbanas, terão muitas dificuldades para se reerguer, mesmo após a pandemia.

Em Goiás, taxa de ocupação de hotéis chegou a ficar abaixo de 15%

Ao Jornal Opção, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Goiás (Abih-GO), Fernando Carlos Pereira, desenhou o quadro preocupante do segmento hoteleiro no Estado. De acordo com o presidente, durante os meses em que as restrições provocadas pela pandemia ficaram mais em evidência, como maio, junho e julho, os estabelecimentos do tipo em Goiás chegaram a amargar com taxas de 12% de ocupação. Para se ter uma ideia da discrepância com anos padrões, a taxa de ocupação de hotéis em Goiânia, capital do Estado, em meados de julho de 2018 foi de 61%, conforme levantamento da Abih nacional. “Em janeiro teve um movimento bom, a gente estava muito otimista, o carnaval foi um momento bom. Mas no período da pandemia, a taxa de ocupação caiu demais. A média do semestre inteiro, contando de janeiro até agora, foi de 22%”, informou Pereira. [caption id="attachment_282552" align="alignnone" width="620"] Fernando Carlos Pereira, presidente da Abih-GO | Foto: Reprodução/Internet[/caption] Pereira, que é proprietário do Hotel Pousada Recanto do Pai, em Trindade, conta que os hotéis estão “segurando as pontas” para sobreviver, mas as dificuldades impostas pela pandemia fazem com que isso seja uma tarefa árdua. Até os meios de socorro, como a disponibilização pelo governo federal de linhas de crédito voltadas para empresas de turismo e hotelaria, tornam-se um desafio à parte. Para o presidente da Abih-GO,  “as linhas de crédito são muito difíceis de serem acessadas”. “A gente recebeu o anúncio do ministro Paulo Guedes das linhas crédito, via Banco do Brasil ou Caixa Econômica, dinheiro para ajudar o segmento turístico, mas essa linha de crédito é muito burocrática. A maioria dos empresários tem muita dificuldade de ter acesso”, desabafa. Pereira estima que quatro hotéis em Goiânia e quatro em Trindade tenham baixado em definitivo suas portas. Entretanto, para o presidente da associação, a situação não está das mais amigáveis. “Aqueles que pagavam aluguel pelo imóvel estão fechando de vez. A situação para eles foi muito complicada. Outros estão fechados mas aguardando o momento certo de reabrir, com os contratos suspensos e férias dos colaboradores”, diz. O proprietário do Hotel Pousada Recanto do Pai revela que tinha a intenção de reabrir seu estabelecimento em agosto. Contudo, os planos foram frustrados. Quanto às necessidades dos empresários que lutam para manter seus negócios dentro do segmento hoteleiro, Pereira garante que a Abih-GO está em contato os associados para orientá-los e “incentivá-los a buscar saídas tanto para as linhas de crédito quanto por buscas de parcerias”. “Estamos conversando com a GoiásTurismo e demais instituições financeiras, e buscando o apoio de parceiros, negociando os EPIs para o segmento hoteleiro, porque temos que estar afinados com os protocolos de segurança contra o coronavírus”, conclui.

Crise afeta até os tradicionais

Os efeitos negativos gerados pela pandemia do novo coronavírus e, consequentemente, as medidas impostas para controla-lo não estão restritas aos micro e pequenos empresários do ramo de hotéis. Os grandes estabelecimentos, já consolidados no mercado, também padecem pela queda de faturamento. Com mais de 30 anos de existência, o Castro’s Park Hotel, localizado no Setor Oeste, na capital, tornou-se referência em hotelaria no Estado, mas com a pandemia, vive, provavelmente sua pior época. [caption id="attachment_282553" align="alignleft" width="300"] Fachada do Castro´s Park Hotel, em Goiânia | Foto: Reprodução/Apontador[/caption] Segundo o gerente comercial do Castro’s, Paulo Araújo, o declínio da taxa de ocupação do estabelecimento levou a uma demissão de metade do corpo de funcionários. “Antes da pandemia nós tínhamos cerca de 120 funcionários. Agora estamos com 70. Foi um corte que infelizmente tivemos que fazer”, afirma Araújo. O gerente conta que, devido à pandemia, o hotel está com cerca 205 da taxa de ocupação mas que tenta se adequar para atravessar a crise gerada pelo Sars-CoV-2. “O hotel não recorreu às linhas de crédito porque contou com socorro dos investidores. Mas estamos frequentemente negociando com a Enel, Saneago para continuarmos funcionando bem”, afirma.

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Em Goiás, PSL não descarta aliança com PT; DEM pode seguir caminho próprio

Com a aproximações do pleito que definirá os novos vereadores e prefeitos de Goiás, partidos deixam de lado rixas históricas para tentar uma caminhada conjunta [caption id="attachment_281037" align="alignnone" width="620"] Lívio Luciano, presidente do DEM em Goiânia | Foto: Divulgação[/caption] Faltando menos de 3 meses para as eleições municipais, previstas para ocorrer em meados de novembro, os partidos políticos têm trabalhado incansavelmente nos bastidores para garantir a eleição exitosa de seus candidatos. Para isso, em Goiás, rezando na tradicional cartilha política, as legendas se movimentam para conseguir compor alianças com outras siglas com as quais têm afinidades e que poderão proporcionar, ao mesmo tempo, recursos políticos e financeiros para o pleito. Mas como águas passadas não movem moinhos, alguns partidos parecem estar dispostos a deixar de lado as convencionais rivalidades para viabilizar uma caminhada conjunta nas eleições. É o caso de grupos como os do MDB, DEM e PSD. Rivais historicamente, tais legendas, movidas talvez pelas alterações na legislação eleitoral como a extinção da possibilidade de coligações proporcionais, os efeitos da pandemia e o cenário político atípico, têm abertos diálogos e podem, sim, compor alianças que, em outros tempos, seriam, no mínimo, inviáveis. Em Goiás, o DEM de Ronaldo Caiado e o MDB de Iris Rezende, opositores tradicionais, trocam afagos já há algum tempo. No início de 2018, lideranças que integram uma ala do MDB chegaram a se reunir para explicitar seu apoio à candidatura de Caiado ao governo do Estado. O apoio, além de ter vingado, agora tem sua retribuição. Isso, porque desde o início do ano, mesmo com o prefeito Iris manifestando desinteresse em se candidatar à reeleição, o DEM fincou o pé e declarou total apoio ao emedebista octogenário. Mesmo com o clamor do MDB e do DEM, Iris acabou cumprindo o que prometeu e anunciou, oficialmente, que não seria candidato e ainda que encerraria sua carreira política em janeiro de 2021. Para o emedebista Gustavo Mendanha, pré-candidato à reeleição de Aparecida de Goiânia, Iris agora ficará como um conselheiro político, “não só para o MDB, mas para qualquer político que queira aprender com sua experiência”. “E agora, é evidente que talvez outras pessoas que estão no MDB vão ter oportunidade de aparecer um pouco mais”, afirmou o gestor de Aparecida, que adiantou que espera contar com o apoio de cerca de 15 partidos para sua reeleição.

Saída de Iris abala interlocuções

Um nome que se enquadra na fala de Mendanha é o do ex-deputado federal e ex-governador Maguito Vilela que, com a saída de Iris da disputa, vira a figura do MDB para brigar pela cadeira no Paço Municipal. Porém, se com o Iris o DEM tinha o fervor da empolgação, com Maguito o cenário parece ser diferente. Presidente do DEM em Goiânia, Lívio Luciano não demonstra entusiasmo, agora, com uma aliança como o MDB. Ao Jornal Opção, o presidente afirmou que “a interlocução natural seria com o Iris”, e como o prefeito não “manifestou nada até agora, então, a articulação [com o MDB] não tem evoluído”. [caption id="attachment_281039" align="alignnone" width="620"] Lívio Luciano sinaliza que DEM está mais próximo do PSD do que do MDB | Foto: Reprodução[/caption] Ainda segundo Lívio, a aposentadoria de Iris Rezende, que deve ocorrer com o fim do atual mandato, fez com que o DEM reavaliasse suas estratégias e, agora, uma candidatura própria passa a ser uma possibilidade. Contudo, a questão ainda é alvo de análise. “A gente tendo uma candidatura própria, vamos fincar bandeiras, ter o nome do partido colocado no debate. Só que tem o efeito colateral, porque quando você faz uma coligação, dá um apoio a um candidato para a contrapartida vir, você está agregando forças politicas a um projeto político futuro”, avalia. Se com o MDB as coisas andam “frias”, com o PSD de Vanderlan, elas podem estar esquentando. Recentemente, Lívio Luciano confirmou ao Jornal Opção que tem mantido um diálogo com o partido, que, também, já teve suas oposições notáveis ao DEM. “Tem uma linha interlocutora nesta direção. Está evoluindo”, disse. Porém, o presidente do DEM na capital não fecha questão. “Não é que a gente prefira A, B ou C. Não é que a gente prefere Vanderlan, Ou Maguito. Na verdade, qualquer uma das duas forças políticas que vieram, vão agregar o projeto político. Agora, tem que ter uma conversação, até pra firmar esse compromisso pra frente”, conta. “Vai depender muito da devolução das conversações pra gente poder ver o que seria melhor: estar apoiando um candidato de outro partido, ou de ter o nosso”, arremata.

PSL pode se aliar a opositores históricos

O PSL se autointitula um “partido independente”, segundo o próprio pré-candidato da sigla ao Paço Municipal, Major Araújo. O deputado estadual conta que é o nome definido para ser homologado candidato em 13 de setembro, na convenção partidária, e avalia que, por conta de sua postura, o PSL pode ter algumas situações emblemáticas na hora de compor alianças. “Tem gente que chama o PSL de um partido radical por causa das bandeiras que ele defende, e isso dificulta alianças. Para completar, eu, particularmente, como pré-candidato que será homologado no dia 13, não concordo com o toma-lá-dá-cá que rola nessas alianças que são feitas. Ninguém vem de graça”, declarou. [caption id="attachment_281040" align="alignright" width="384"] Major Araújo, pré-candidato à Prefeitura de Goiânia | Foto: Divulgação[/caption] Araújo, que adiantou ao Jornal Opção que terá uma empresária filiada ao PSL como vice, disse que prefere que o partido caminhe sozinho a se envolver em barganhas. “Basta olhar os candidatos que conseguem realizar uma aliança ampla. Rola caixa 2, dá dinheiro por fora [...]. Não tenho problema nenhum com aliança, mas nesse caso, se for dessa forma convencional, é muito melhor caminhar com as próprias pernas”, conclui. O presidente do PSL em Goiás, deputado federal Delegado Waldir, corrobora os argumentos do Major Araújo quanto ao repúdio de alianças baseadas em troca de recursos financeiros. Todavia, Waldir sinaliza estar mais aberto ao diálogo para a composição de alianças e pode, inclusive, estar disponível para rivais ferrenhos a nível nacional como o Partido dos Trabalhadores (PT). “O PSL não vai comprar nenhum apoio. As parcerias que vamos fazer é para ganhar a eleição e não existe essa troca. O que pode existir é a troca de apoio político. Temos diversas parcerias formadas. Temos com o MDB, com PSB, com o PP. Podemos até ter parcerias com o PT”, afirmou. Segundo o presidente do PSL no Estado, não existe “essa dificuldade nesse momento” para formar alianças com partidos rivais. Para Waldir, o objetivo é marcar a presença da legenda nestas eleições. “O importante é a democracia. Hoje o ritmo do PSL é fazer as mudanças nos municípios e buscas as melhores propostas. O PSL não tem condições de estar em todos os municípios. É necessário ter essas parcerias em todos os locais”, finaliza. A pré-candidata petista em Goiânia, deputada estadual Delegada Adriana Accorsi, afirmou que uma resolução do partido dita que alianças políticas no 1º turno somente podem ser feitas com legendas do campo progressista, o que, segundo a parlamentar, não seria o caso do PSL. Contudo, Accorsi declarou que o PT está aberto ao diálogo e que conversará com qualquer partido que o procurar. "Estamos realizando alguns diálogos e há uma conversa mais adiantada com o PCdoB. Mas estamos abertos para conversar. No 2º turno, essas alianças podem se expandir", pondera.

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“Me dá muito orgulho de atingir uma coisa tão sonhada. É gratificante – mais que isso: é uma possibilidade de dar de volta à universidade o que colhi nos últimos 30 anos de docência”, afirma Eliana Martins Lima