Humorista e imitador de Goiânia cai nas graças de todo Brasil

Lauro Ferreira relata que desde os 9 anos de idade imitava os parentes e professores

Nascido na cidade de Goiânia e criado em Trindade, o humorista Lauro Ferreira imita políticos como Iris Rezende (MDB), Sérgio Moro, Jair Bolsonaro (sem partido), Ronaldo Caiado (DEM), Marconi Perillo (PSDB), entre outros.

As imitações começaram no ano de 2010 e já eram muito compartilhadas em grupos, mas foi a partir do ano de 2017 que Lauro Ferreira resolveu colocar seus créditos nos áudios. E a partir de então as pessoas começaram a segui-lo na rede social e a contratá-lo para gravar áudios de aniversários datas comemorativas.

Mas o que projetou o humorista nacionalmente foi o repente onde ele imita o presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da justiça Sérgio Moro. Em um programa de rede nacional e de grande audiência na rádio Band News FM, comandado por José Simão, Carla Bigatto e Eduardo barão, os apresentadores se divertem largamente com a interpretação feita pelo humorista Lauto Ferreira.

‘’É um gênio, e já tem gente pedindo e a gente se compromete a repetir na íntegra no final do programa esse repente, essa vai viralizar’’ Comenta o apresentador Eduardo barão ao vivo, se divertindo muito com a imitação.

E a imitação realmente viralizou centenas de outros vídeos foram reproduzidos no youtube. O humorista relata que foi uma grande realização, seu trabalho ser reconhecido a nível nacional e que sua missão é levar o humor por todo o Brasil com suas imitações.

Desde quando você imita pessoas?

Lauro Ferreira – O registro mais antigo de uma imitação minha é um vídeo de que eu pretendo publicar no meu Instagram em breve. Eu, com 9 anos de idade, já imitava o locutor Asa Branca. Desde que me entendo por gente imito parentes, professores. Faz parte de mim.

Política é uma coisa sem graça para a maioria das pessoas. Por que resolveu imitar políticos?

Lauro Ferreira – Eu me inspirei no trabalho de outro imitador goiano, o Delesmano, que faz imitações de políticos. O humor político é um conceito que me atrai muito. Por estarmos em um contexto bem atrativo para esse tipo de comédia, acabei fazendo sucesso com o humor político.

Como é esse contexto atrativo?

Lauro Ferreira – Humor político vive de polêmicas. Quando um político faz algo com repercussão, eu vejo a recepção ao meu trabalho aumentar. Quanto mais repercutida a polêmica, mais o áudio faz sucesso. 

Alguns exemplos são o áudio sobre a possibilidade de uma guerra, no começo desse ano. O áudio do Iris Rezende falando sobre isso mais do que dobrou o número de seguidores em meu Instagram. A mesma coisa quando fiz uma imitação do Ronaldo Caiado cantando funk sobre o lockdown.

Você recebe muitos pedidos para gravar áudios de aniversário e coisas do gênero?

Lauro Ferreira – Muito, muito. É uma boa demanda que eu atendo. Faço mensagens de felicitações por aniversários, mensagens de fim de ano, entre outros. Principalmente na voz de Bolsonaro ou Iris Rezende. Normalmente as pessoas são muito fãs ou detestam esses políticos. As pessoas que me pedem imitações às vezes sabem que o amigo detesta um político específico e dizem, “faça tal político pedindo voto para ele”. O contrário também acontece, as pessoas ficam felizes quando um político adorado fala diretamente com elas.

Desde abril, quando seu duelo de repentistas entre Bolsonaro e Sérgio Moro foi reproduzido na Band, você ganhou seguidores. Passou a ser conhecido fora de Goiás por isso?

Lauro Ferreira –Sim. O áudio foi reproduzido por José Simão no programa de rádio Band News FM. José Simão reproduziu o áudio duas vezes e me deu os créditos, então, pessoas do Rio Grande do Sul entraram em contato para me parabenizar. Fiquei relativamente conhecido fora daqui. Foi muito compartilhado, repercutido, e vários canais reproduziram o áudio original, além de alguns plágios. Foi um sucesso muito bacana. Pretendo fazer futuramente outros duelos de repente envolvendo outras figuras políticas. 

Plágios?

Lauro Ferreira – Foi bastante repercutido, mas tive problema de plágio. As pessoas removem meus créditos e colocam os créditos deles, com suas animações de fundo no formato de vídeo. Mas não cheguei a processar ninguém.

Iris rezende é uma das suas imitações mais conhecidas. Você sente que perde com a saída dele da política? 

Lauro Ferreira – Não perco. Mesmo na época em que ele estava fora da prefeitura, eu continuava imitando-o e a recepção era muito forte. As pessoas gostam muito dele, é como um personagem querido. Iris Rezende está sempre presente em Goiânia; ele tem uma história e uma lembrança muito fortes.

Muitos humoristas já falaram que a imitação é uma forma de homenagem, de elogio. Dizem que você tem de respeitar a pessoa que está imitando para não soar como chacota. Você concorda? 

Lauro Ferreira – Completamente. Você acaba evidenciando a figura que está imitando. Ninguém replica algo que não tem valor. Se você está imitando algo, está reconhecendo que isso tem algum valor, mesmo que humorístico. 

Você tem alguma imitação preferida?

Lauro Ferreira – Eu gosto do Iris Rezende, ele é o que mais chama a atenção. Já recebi mensagens com pessoas me dizendo: “Eu não acho graça em nada e ri com o seu áudio”, ou “estou em depressão mas suas imitações me ajudam”. Uma médica de São Paulo já me contou que mostra minhas imitações para seus pacientes em UTI quando acha que precisam rir para aliviar o sofrimento. 

Você sabe se o Iris Rezende já ouviu suas imitações?

Lauro Ferreira – Eu conheci o Iris Rezende no Paço Municipal. Foi uma oportunidade incrível proporcionada pela filha dele. Ele é uma pessoa grandiosa, que faz coisas grandes porque pensa muito grande. É um cara que não para. 

Pude tomar um café com ele e mostrar a imitação. Ele gostou muito porque minhas imitações não denigrem a imagem dele. Outros imitadores podem ridicularizar, fazendo o imitado se sentir mal, mas eu tento homenagear.

Você usa a voz de um político para criticar os outros. Você deixa suas opiniões políticas influenciarem as piadas?

Lauro Ferreira – Não. Normalmente procuro ter o máximo de senso comum possível. Eu me pergunto: qual a maior concepção que as pessoas têm do Marconi Perillo? E do Iris Rezende, do que as pessoas se lembram quando pensam a respeito dele? Eu pego essas noções comuns e elaboro a piada em cima delas.

Se eu usasse a minha opinião pessoal, ficaria subjetivo; só acharia engraçado quem já concorda comigo. O trabalho está na elaboração da piada, não na pesquisa acerca da atuação política de cada um.

Entre os pré-candidatos, quem você acha que renderia uma boa imitação caso ganhasse as eleições de 2020?

Lauro Ferreira – O Major Araújo (PSL). Já andei fazendo testes de imitação dele que deram certo. Além disso, penso que ele é muito polêmico e contundente. Eu acho que renderia um material engraçado. 

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