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Polarização, barganha política e troca de cargos: ninguém aguenta mais 

Aprovou-se uma reforma nesta semana, mas outras ainda são fundamentais, a pergunta que fica é: quantas reformas ainda são necessárias neste País?

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Salve-se quem puder: calor continua a castigar goianos, e trégua pode estar longe

A expectativa é que, a partir do próximo final de semana, a alta temperatura chegue com mais intensidade no Centro-Oeste

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O que há em comum entre as mortes da palestina Heba Abu e da judia Anne Frank?

As duas jovens escritoras deram seus rostos, pensamentos e a reflexão sobre o amor pela vida em meio a apenas números de vítimas das guerras

“A vida é real e de viés”, já dizia Caetano Veloso

Desde que foi criado, em 1998, o Enem se tornou alvo de todo tipo de controvérsia: vazamento de questões (e ao que parece houve novamente neste ano), gabarito errado, falhas na impressão dos cadernos, citações incorretas, avaliações negligentes de redações e acusações de terem viés "ideológico"

A redação do Enem se conecta com a guerra e você nem percebeu

Se vivemos agora à beira de um colapso climático ou nuclear, não é por causa das mulheres. É, sim, pela falta de ter o cuidado delas

Independente da guerra, governo Netanyahu precisa cair em Israel

Premiê possui planos que incluem medidas antidemocráticas que podem condenar os israelenses

Mulheres continuam sofrendo agressões e morrendo

É preciso que o sistema de defesa para as vítimas de violência e abuso tenha instrumentos para agir rapidamente contra os criminosos

Enem é mais que uma prova: é oportunidade de transformação

Alunos podem concorrer em universidades estrangeiras como Portugal, Espanha, França e Canadá

FUTEBOL
CBF desrespeita clubes brasileiros ao anunciar calendário sem parada para a Copa América

É altamente provável que diversos times da elite nacional disputem até nove rodadas desfalcados de alguns de seus principais jogadores

Por que a diversidade na escola incomoda tanto?

Conservadores criticam “ideologia de gênero” e acusam professores de "doutrinação": será que eles realmente sabem o que condenam?

INSS auxílio-doença
Mesmo com mudanças na análise de auxílio-doença do INSS, segurado “morre na fila”

Requerimentos de análises on-line fizeram fila de pedidos triplicar em três meses, aumentando o já longo prazo de espera

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Impressões de um repórter na favela Sol Nascente

Em frente à casa de um morador, havia um dos muitos lixões e urubus. Perguntei ao homem se é sempre assim, e ele me respondeu: “não, às vezes é pior”

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O oba-oba podre da política gincaneira

 Existe, na cultura estudantil, uma velha tradição que atiça o sentimento (saudável) de rivalidade e, ainda por cima, contribui para levantar fundos para diversas causas úteis para a comunidade escolar. São as gincanas. É uma competição entre os estudantes, divididos normalmente em times, que recebem “missões” e desafios. O time ou grupo que mais e melhor cumpre essas tarefas, vence. É um evento bastante aguardado pelos estudantes e que costuma instigar profundamente o senso de competição, fazendo com que os participantes estejam constantemente em um ritmo de provocação em relação ao adversário. O problema é quando o espírito gincaneiro rompe as barreiras estudantis e chega onde jamais deveria estar: a política. 

Nesta sexta-feira, 14, o ministro Alexandre de Moraes foi hostilizado no aeroporto internacional de Roma, onde foi abordado por um grupo de três brasileiros. Uma mulher identificada como Andreia dirigiu palavras ofensivas a Moraes, chamando-o de “bandido, comunista e comprado”, enquanto um outro membro do grupo, de acordo com o jornal O Globo, agrediu o filho do ministro com um tapa. 

Na mente do grupo, o ato contra o ministro da suprema corte – cuja indicação, na época, foi publicamente condenada pelo Partido dos Trabalhadores (partido ao qual, segundo bolsonaristas, o ministro é simpático) - tratou-se de “pontos a mais” no placar do que eles julgam ser uma gincana.  

Não paramos por aí. Na última semana, durante uma entrevista constrangedora à TV Câmara, o deputado federal bolsonarista Abílio Brunini foi questionado do porquê de ter sido contra a reforma tributária, uma das mais importantes reformas da história do País. A resposta foi a seguinte: "Se os comunistas estavam de certa forma defendendo essa reforma, que aumenta imposto sobre trabalhadores, empresas, setor de comércio e serviços, logo não é bom”.  

Trocando em miúdos: “Eu não faço ideia do que trata a reforma tributária, mas se foi proposta por um governo petista, sou contra”. 

Mas não pense que o espírito gincaneiro é restrito ao bolsonarismo – que, ao que parece, vive entranhando em maniqueísmo ao dividir a política entre “bem e mal”, “bondade e comunismo”. Não. De volta ao Brasil recentemente, o ex-deputado petista Jean Wyllys chamou de "gay homofóbico" o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, que é assumidamente homossexual. O motivo: Leite, contrariando à nova diretriz do governo federal que encerrou o programa de escolas cívico-militares, decidiu manter esse tipo de unidade de ensino em seu Estado. 

Não importa se Eduardo Leite, em um ato louvável, tenha tido coragem de assumir sua homossexualidade publicamente e, desde então, passado a sofrer os mais baixos e criminosos ataques de intolerância e homofobia. Para Jean, se Leite não compartilha de seus gritos de guerra é, automaticamente, um inimigo a ser combatido, é um oponente nessa gincana. 

Não minto: sinto saudades dos meus tempos de colégio, dos tempos da gincana, quando fazíamos gritos de guerra e, ao vermos um oponente pelos corredores da escola, desatávamos a provocar, caçoar e irritar. Mas o melhor era quando a gincana acabava, o vencedor comemorava, o perdedor prometia um retorno triunfal e, depois de alguns dias, estávamos todos rindo e lembrando dos melhores momentos.  

Ao que parece, a gincana chegou na política para ficar, mas o espírito de bom jogador, não. 

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