Imprensa
Em suas memórias, Tarzan de Castro esclarece mistério revelado parcialmente pela obra “A Ditadura Envergonhada”, de Elio Gaspari. Carlos Lacerda disse que o goiano era “primo” do ditador cubano
Não se trata de plágio, e sim de falta de respeito com quem expôs os fatos em primeira mão
Há dois livros muito bons sobre Mikhail Gorbachev, o político que, sem querer querendo, destruiu o comunismo na União Soviética: “O Fenômeno Gorbachev — Uma Interpretação Histórica” (Paz e Terra, 210 páginas, tradução de Maria Inês Rolim) e “Os Sete Grandes do Império Soviético” (Nova Fronteira, 552 páginas, tradução de Joubert de Oliveira Brízida), de Dmitri Volkogonov. Mas faltava em português um relato mais íntimo da vida deste russo extraordinário. Não falta mais. A Editora Amarilys lança “Minha Vida” (544 páginas, tradução de Júlio Sato e Rodrigo Botelho), de Mikhail Gorbachev.
Além de relatar como ajudou a liquidar a Guerra Fria, numa parceria com o presidente Ronald Reagan, dos Estados Unidos — e, por incrível que pareça, com o papa João Paulo 2º —, Gorbachev conta sua história pessoal. Ele fala de seu amor por Raíssa, com quem viveu mais de 50 anos. Ela morreu em 1999, de câncer, o que o deixou inconsolável. O político que “abriu” a União Soviética mora em Moscou. Ele tem 85 anos.
Katherine Mansfield não é mal editada no Brasil; pelo contrário, é bem editada, com tradutores do primeiro time, como Julieta Cupertino, Erico Verissimo, Clarice Lispector, Ana Cristina César, Edla Van Steen e Eduardo Brandão. Mas novas traduções são sempre bem-vindas. A Editora Autêntica promete traduzir sua obra completa. Rogério Bettoni vai traduzir os livros da escritora da Nova Zelândia, começando por “Numa Pensão Alemã” (contos), de 1911, que sai este ano.
O deputado José Nelto disse que vai tentar convencer a jornalista Cileide Alves, de 55 anos, que foi demitida de “O Popular” na semana passada, a participar da assessoria de imprensa do PMDB ou de sua equipe. “Cileide Alves foi minha assessora de imprensa quando fui presidente da Câmara Municipal de Goiânia entre 1991 e 1992. Trata-se de um jornalista competente e mantemos contato há muitos anos. Seu primeiro marido, o Milton, foi meu colega no Colégio Carlos Chagas”, afirma José Nelto. O deputado sublinha que a jornalista “só fica desempregada se quiser”.
Guilherme de Pádua e Paula Thomaz alegam não ter condições de pagar 500 salários mínimos para a autora de novelas da TV Globo e 500 salários mínimos para o ator de novela
A jornalista continua escrevendo em seu blog e vai publicar artigos no “Diário de Goiás”
A Ordem dos Advogados do Brasil é uma “casa” de todos, não é um “edifício” ideológico das esquerdas
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Jair Bolsonaro e Brilhante Ustra: o deputado revisa a história e defende o coronel do Exército, que é apontado como torturador[/caption]
É consenso entre pesquisadores, ideológicos ou não, que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o doutor Tibiriçá, comandou parte dos grupos de tortura na ditadura civil-militar.
Independentemente do fato de que esquerdistas — terroristas, no dizer dos militares — não queriam implantar uma democracia no Brasil, pugnavam por outra ditadura, a do proletariado, portanto havia uma guerra entre forças políticas e militares, a tortura é execrável. Há quem diga que, na guerra, vale tudo — menos perder. Os militares, para combater a guerrilha, que queria derrubar o governo, precisavam de informações rápidas — para prender novos militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) e da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), as maiores organizações da luta armada; daí a lógica da tortura. O presidente-general Ernesto Geisel chegou a dizer: “Acho que a tortura, em certos casos, torna-se necessária para obter confissões”. O capitão esquerdista Carlos Lamarca e seus camaradas mataram um militar friamente, a coronhadas, quando poderiam tê-lo deixado amarrado. Em fuga, temiam ser descobertos.
- Livros de história, e se está falando dos mais equilibrados, e depoimentos sugerem que muitos presos foram torturados e, vários, mortos quando não tinham mais nada a revelar que pudesse ajudar no combate à guerrilha. A partir de certo momento, a ordem, de cima, era para torturar e matar. Era cortar o “mal” pela raiz. Fala-se em porões da ditadura, locais onde guerrilheiros eram torturados e não raro mortos, quando, na verdade, não eram bem porões, porque a cúpula do governo sabia o que estava acontecendo nas suas dependências. Os porões eram, por assim dizer, extensões das áreas oficiais — eram para-oficiais. A tortura, por si, é grave. Trata-se de um crime, mesmo na guerra. As mortes em combate, com trocas de tiros de ambos os lados, têm sua justificativa. Fala-se, com alguma propriedade, que chumbo trocado não dói. Mas as mortes nas prisões, oficiais ou não, como na Casa da Morte, em Petrópolis, ferem as próprias convenções dos soldados que se combatem. O preso é um ser indefeso e, como tal, deve ser protegido. Quem diz isto é ingênuo? Pode até ser. Mas precisa-se, mesmo em circunstâncias difíceis, de limites. Sem regras de contenção, os homens, militares ou não, tendem à barbárie. O delegado Sérgio Paranhos Fleury, tido como besta-fera dos porões, era uma espécie de James Bond da ditadura civil-militar. Não se pode esquecer de que um dos chefes da ALN, Carlos Eugênio Sarmento Paz, comandou o assassinato de Márcio Toledo única e exclusivamente porque ele queria deixar a guerrilha. É uma morte que clama por lembrança e, até, condenação.
Execrado pelo esquerdismo, o Jornal Nacional procura oferecer aos telespectadores uma visão ampla dos problemas. Veículos de esquerda só atacam os “adversários”
Petistas dizem que o jornalismo da TV Globo tem sido parcial a respeito das denúncias da Operação Lavajato. Pode ser que, dada a exposição da história do petrolão, quando os vilões estão associados ao PT, tal ideia fique cristalizada. Mas é visível a tentativa de o “Jornal Nacional” divulgar as denúncias e, ao mesmo tempo, procurar expor o outro lado com extremo cuidado. Ocorre que, muitas vezes, o outro lado não quer falar ou apenas emite uma declaração curta, mais protocolar do que esclarecedora, em geral elaborada por advogados.
As publicações de esquerda, quando acusam, têm o mesmo cuidado que o “Jornal Nacional”? Em geral, não têm. Há, nas publicações de esquerda, uma mistura de fatos com ideologia e, a partir de certo momento, não se sabe mais o que são fatos e o que é ideologia. Fica-se com a impressão de que a esquerda está certa única e exclusivamente porque é a esquerda. Ouvir o outro lado? Nem pensar.
Das publicações ligadas ao petismo, ou ao lulismo — o Lulopetismo —, a “CartaCapital” é uma das poucas que procuram ouvir o outro lado com algum cuidado. Mas, nos últimos meses, a revista está quase toda editorializada, praticamente militante, em defesa do governo da presidente Dilma Rousseff e do “legado” do ex-presidente Lula da Silva. Parece um onipresente cão de guarda do Lulopetismo.
Os blogs que apoiam o PT e o governo de Dilma Rousseff criticam o facciosismo dos outros, mas são extremamente facciosos. Alguns chegam a ser fanaticamente petistas, divulgando boatos como se fossem fatos e fazendo uma defesa irracional do petismo. Tudo que é ligado ao PT é “maravilhoso”. Tudo que é ligado ao PSDB é “demoníaco”. A revista “Veja” é a besta-fera do apocalipse.
A imparcialidade que cobram da “Veja”, os blogs petistas não exigem de si.
Ao contrário da “Veja” e dos jornais “O Globo” e de “O Estado de S. Paulo”, que mostraram que o impeachment da presidente Dilma Rousseff seria aprovado, a “Folha de S. Paulo”, na edição de sábado, 16, possivelmente baseada em fontes pouco confiáveis — o que revela que a sucursal de Brasília falhou gravemente —, comprou e publicou a tese, de matiz governista, que, no domingo, revelou-se equivocada: “Governo Dilma contém favoritismo do impeachment a 48 horas da votação”. O impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados por larga maioria, o que deve ter surpreendido os repórteres da “Folha”. Não há a menor dúvida de que o jornalismo político do jornal paulistano está ficando para trás em comparação aos demais jornais, notadamente o “Estadão” e “O Globo”, e revistas, como “Veja” e “Época”.
Com muita ousadia em tempos de crise e um projeto planejado durante anos, os empresários Sirlene e Joaquim Milhomem lançaram a bela publicação “Elementar”, com distribuição dirigida a consumidores e formadores de opinião das classes A e B e executivos da cadeia produtiva de alimentos e bebidas, do produtor rural ao vendedor. O objetivo é ser uma plataforma goiana para o Brasil.
Em seu número inaugural, com 64 páginas, “Elementar” traz reportagens sobre batata, aquicultura, cervejas, glúten e biscoitos. Com pauta aberta, outros temas são abordados, como produção e produtividade agrícola, pets e uma bela reportagem sobre distribuição de alimentos a famílias carentes na Ceasa de Goiânia, assinada pelo editor Warlem Sabino. Destaque para entrevista exclusiva com representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.
“Acreditamos no mercado”
Sirlene Milhomem acredita que a ousadia pode fazer a diferença. Com esse espírito, ela e o marido-sócio Joaquim Milhomem colocaram no mercado a revista “Elementar”.
“As pessoas falam em crise, e realmente os tempos estão difíceis. Mas ninguém pode deixar de comer e de beber. Nós acreditamos que há espaço para uma boa publicação que coloque essa necessidade básica em pauta, de forma atrativa, leve mas ao mesmo tempo com profundidade. Durantes uns dez anos pesquisamos, ouvimos o mercado. O resultado é ‘Elementar’”, diz a empresária, também jornalista por formação, à frente da Oficina de Comunicação, agência goiana que oferece soluções de comunicação empresarial, há 15 anos no mercado.
O mercado editorial tem fechado empresas e cortado oportunidades. É mais que louvável o nascimento da “Elementar”. Que tenha vida longa.
A história da participação de 25 mil brasileiros na Segunda Guerra Mundial ainda está sendo escrita. Há grandes histórias à espera de resgate
Historiadores provam que alemães foram responsáveis pelo afundamento de navios brasileiros
Só me resta levar os meus cachorros, Sartoris, Frida e João para a terra dos cangurus. Para que vivam mais
Ignorar a diferença política e ontológica entre o cuspe do deputado do PSOL e os cuspes do deputado do PSC é reproduzir o jogo leviano que nivela crachos e escrachos

