Bastidores
O parlamentar quer romper a polarização entre o candidato de Magda Mofatto e o coronel Carlos Eduardo Belelli
O passe do ex-prefeito está sendo disputado por vários partidos, como o MDB. Mas o PP quer mantê-lo
Sua morte encerra uma vida de lutas em vários âmbitos, o principal deles na defesa de uma agricultura ecológica, ou Agroecologia
Palmeiras e Corinthians podem ficar para trás, porque o Flamengo de Jorge Jesus tem mais dinheiro em caixa
No momento, o vice-prefeito Gugu Nader e o médico Murilo Borges são apontados como candidatos mais consistentes
O ex-prefeito é apontado como um dos xiitas do PT. Mas o deputado Humberto Aidar trabalha para levá-lo para o emedebismo
Mas o prefeito de Goiânia também não recusaria um vice indicado pelo governador Ronaldo Caiado
O ex-senador quer colocar o “pé” de maneira mais ampla na capital para se tornar mais conhecido do eleitorado
O vereador Edmilson Andrade aposta que a disputa real se dará entre Pedro Fernandes, Eronildo Valadares e Márcio Luís
O apoio do governador de Goiás ao emedebista, prefeito da capital, é tido por aliados como absolutamente incontornável
A Câmara Municipal se destacou e, por isso, tem três pré-candidatos a prefeito: Dra. Cristina, Romário Policarpo e Paulinho Graus
O pré-candidato a prefeito afirma que cumprirá as determinações do presidente do MDB, Daniel Vilela
Daniel Vilela diz que candidatura do secretário da Saúde é irreversível e vai ganhando reforços estratégicos
O militar Marcílio Pires será candidato pelo PSL do deputado federal Delegado Waldir Soares
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Capitão Pires vai se apresentar como o fato novo da política de Porangatu | Foto: Divulgação[/caption]
O capitão do Exército Marcílio da Pires vai disputar a Prefeitura de Porangatu pelo PSL. Por enquanto, não se filiou, acatando as normas legais para militares. Os líderes do partido estão articulando filiações e pretendem lançar 25 candidatos a vereador.
Os dirigentes do PSL informam que os candidatos a vereador não têm participação política anterior e, portanto, não tem desgaste.
Quanto ao Capitão Pires, os articuladores do PSL sugerem que “é o verdadeiro fato novo da disputa deste ano”. O militar, postulam, “simboliza a renovação global na política de Porangatu, não uma troca de oligarquias”. Há uma aposta de que, com forte ênfase nas questões de probidade, gestão eficiente e melhoria da segurança, pode-se eleger um candidato alternativo. A aliança local deve ser entre PSL e Patriota.
O deputado federal Delegado Waldir Soares, presidente regional do PSL, convocou a primeira convenção regional do partido para fevereiro, em Goianésia. O PSL de Porangatu trabalha por um encontro na cidade para março.
A secretária do Meio Ambiente e o presidente do Atlético se destacaram porque foram além dos cargos e triunfaram em âmbito nacional
Nilson Gomes
Especial para o Jornal Opção
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Adson Batista: presidente do Atlético Goianiense| Foto: Reprodução[/caption]
O campineiro Atlético Goianiense é um clube de bairro, como o Tottenham, de Londres. Uma das “mínimas” diferenças é que apenas um jogador do time inglês, Sánchez, custou R$ 170 milhões, mais que todo o patrimônio da equipe goiana. Até porque o ativo atleticano mais valioso não entra em campo: é o seu presidente.
No início de 2019, o cenário era de caos. O Atlético perdera o único patrocinador significativo, a Caixa Econômica Federal. Curtia a ressaca de ter deixado escapar, na última rodada do Campeonato Brasileiro da série B, a vaga para a elite do futebol nacional — e por apenas um ponto. Começou péssimo no campeonato estadual.
No fim do ano, o cenário havia mudado. Foi o grande vencedor do esporte do Centro-Oeste, pois ganhou o Goianão, vencendo por goleada o favoritaço Goiás, e se classificou para a série A, na última rodada — e por apenas um ponto.
Há um nome a traduzir tamanho sucesso e a já tradicional mutação de cenário: Adson Batista, jogador mediano que se revelou grande olheiro em uma equipe pequena, o Grêmio Inhumas, atualmente em Anápolis, aos trancos e barrancos.
Olheiro é o profissional que separa os “dungas” dos craques. Em poucos minutos à margem das quatro linhas de um terreno baldio no qual moleques batem bola, um olheiro decide se ali estão somente pernas de pau ou há ao menos promessas.
O renascimento do Atlético, a partir de 2010, ocorreu graças a diversos torcedores ilustres, como o empresário Odilon Soares, os então deputados federais Jovair Arantes e Valdivino de Oliveira, o cartorário Maurício Sampaio e ele, Adson Batista.
O Atlético passou de mal das pernas na Segunda Divisão do Estadual a participante da Copa Sul-Americana, posto ao qual ascendem os melhores do Brasileirão do ano anterior.
Além das conquistas coletivas, Adson tem os trunfos pessoais, como os convites para ocupar cargos nas potências esportivas tupiniquins, inclusive o campeoníssimo Palmeiras.
Para chegar ao título individual de Homem do Ano em Goiás, Adson superou até grandes políticos. (Talvez seja o caso, porém, de perceber o governador Ronaldo Caiado – que está reconstruindo Goiás, é o mais popular do Brasil no exigente mundo dos internautas e se cacifa para voos ainda mais auspiciosos – como hors concours. Porque sua tarefa é tanto de Zeus quanto de Hércules.)
Ainda no âmbito da gestão, o presidente do Atlético venceu na prorrogação o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, e nos pênaltis o presidente do Detran, Marcos Roberto Silva, que deu cartão vermelho à corrupção, derrubou taxas e facilitou a obtenção de carteiras de motorista a jovens pobres.
Na disputa de presidentes, o do Atlético teve vantagem ainda sobre o da Assembleia, Lissauer Vieira, que deu show de independência e parceria ao lado dos integrantes da CPI da Enel e das investigações que fulminaram o cartel dos incentivos fiscais.
O Homem do Ano poderia ser também um dos prefeitos de ótimos índices em 2019, a exemplo de Gustavo Mendanha (Aparecida), Roberto Naves (Anápolis), Carlão Oliveira (Goianira) e os que ressurgiram, Iris Rezende (Goiânia) e Adib Elias (Catalão).
Adson chega à frente também de outro futebolista goiano aplaudido nacionalmente, o ponta Michel, do Goiás, eleito a Revelação do Ano no Brasil e conhecido como “Michagol”.
O galardão de Homem do Ano poderia ter ido também para dois músicos, o cantor Gusttavo Lima, que a partir de Goiânia se tornou o artista mais requisitado (e caro) do País, e o DJ Alok, hit planetário nascido neste Cerrado.
Adson Batista se sobressai ainda com maior vigor quando analisado pelo viés das possibilidades. Sem recursos, sem elenco e na rabeira entre as torcidas, restava ao rubro-negro da Campininha segurar a lanterna. Ocorreu o contrário: com Adson, o Atlético tem a luz de um planeta satélite de graúdos como o Tottenham, o planeta bola. Quando ela começa a girar, não se sabe qual será o destino — e é dele que Adson cuida com garra e competência.
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Andréa Vulcanis, secretária de Meia Ambiente do governo de Goiás: enfrentando e derrotando máfias | Foto Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]


