Bastidores
Em ritmo acelerado, o pré-candidato a deputado federal pelo PSDB Antônio Faleiros já visitou mais de 100 municípios. Faleiros está com sua equipe de trabalho praticamente montada. Seu escritório político vai funcionar na Avenida 85, no Setor Sul. Em todo o Estado, Faleiros tem conversado com líderes tucanos e de partidos aliados. Na capital, Faleiros está promovendo reuniões com entidades de classe, notadamente nas área de saúde. O tucano dialoga com líderes e integrantes de igrejas e discute a segurança pública. Ele tem o apoio de quase todas as associações militares. Os militares chegam a brincar cham
Ao saber que o deputado federal Pedro Chaves havia demovido o prefeito de Guapó, Luiz Juvêncio, de sair do PMDB, um ex-deputado peemedebista disse: “Na verdade, até gente ligada a Júnior Friboi não tolera o peemedebista, que é arrogante e agressivo. Deveria sair rapidinho do partido. Todo partido tem seu chato. Luiz Juvêncio é o chato de todos os partidos”.
Acredita-se que o deputado federal Rubens Otoni (PT), que vai à reeleição, pode obter cerca de 100 mil votos em Anápolis na eleição deste ano. O Jornal Opção pergunta ao petista: o sr. acredita que Alexandre Baldy, pré-candidato a deputado pelo PSDB, pode mesmo receber 40 mil votos em Anápolis?”
Rubens Otoni pensa um ou dois minutos e diz: “Pode. Porque o eleitorado de Anápolis é grande e quem fizer um trabalho bem feito pode sensibilizá-lo”.
O deputado federal Vilmar Rocha (PSD), pré-candidato a senador, diz que de 30 a 40 prefeitos do PMDB, do PSB e de outros partidos não querem apoiar Iris para governador. Vilmar Rocha diz que a “debandada” não será pequena. Fica-se com a impressão de que Iris Rezende e Júnior Friboi não precisam mesmo de adversários.
O deputado federal Vilmar Rocha sugere que Ronaldo Caiado venha para a base do governo Marconi como candidato a deputado federal. “Em 2018, com duas vagas, ele poderia disputar mandato de senador.” Cotado para ser vice do governador Marconi Perillo, Vilmar Rocha diz que persiste como pré-candidato a senador.
Num jantar na casa de Gilberto Kassab, em São Paulo, Vilmar Rocha conversou demoradamente com o vice-presidente da Republica, Michel Temer. O peemedebista admitiu que as articulações do PMDB goiano estavam muito difíceis.
O ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) tanto pode ser vice do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, quanto do empresário Paulo Skaf, do PMDB. A preferência é por Alckmin. O ex-prefeito tem um trânsito político considerado formidável.
O deputado federal Roberto Balestra (PP) completou 70 anos, no sábado, com uma big festa na Fazenda Limeira. Roberto Balestra disse ao Jornal Opção que está cada dia mais impressionado com a desenvoltura política e administrativa do governador Marconi Perillo. “Ele é craque.”
O ex-prefeito de Inhumas Abelardo Vaz (PP) disse ao Jornal Opção que, por falta de estrutura política e financeira, pode não ser candidato a deputado estadual. “É papo. Abelardo Vaz, um grande político, vai ser candidato a deputado estadual”, diz, convicto, Roberto Balestra.
Pré-candidato a deputado federal pelo PMDB, Lívio Luciano diz que o PMDB de Goiás pode apoiar Eduardo Campos. “Mas não há nada decidido, por enquanto. Porém, o PT precisa acreditar em reciprocidade.” Se candidato a governador, Iris Rezende, na avaliação de Lívio Luciano, “será muito forte”. Lívio Luciano frisa que “Iris tem forte apelo no meio evangélico e é um político conhecido e respeitado”.
Joesley Batista teria discutindo, de maneira áspera, com um importante político de Goiás. Tudo a ver com impostos atrasados. Batista teria dito que o político deve muito à sua família. Teria ouvido que a família também muito a quem o apoia há vários anos.
Na quinta-feira, 22, leitores enviaram uma série de piadas e frases de efeito sobre a renúncia de Júnior Friboi. Vamos listar algumas: + “A carne do PMDB não é Friboi” (Carlos César Higa) + “O PMDB de Goiás não tem mais aftosa.” + “Júnior veio do boi e ao boi voltou.” + “No fim do arco-Íris não se vê mais nenhum pote de Friboi.” + “Friboi deixou os peemedebistas na chapada.” + “Friboi tirou um peso de seu carro.” + "Friboi agora vai tentar ser governador do Texas." + "Deputados do PMDB choram: o bolso de Friboi foi embora." + "A música preferida de Iris e Friboi é 'Entre Tapas e Tapas'" + "Friboi prefere ficar com a picanha e Iris não larga o osso." (Luiz Faleiro, jornalista) + "Friboi dormiu com a picanha e acordou com a ariranha." (João Carlos) + "No meio do caminho de Friboi não tinha uma pedra. Tinha uma montanha, bem erada, de nome Iris Rezende." (Sérgio Mello, professor) + "Friboi descobriu que no PMDB tem quem Manda, Iris, e quem fica na Brasa, o empresário." (Gilberto de Castro, advogado) + "As forças ocultas que levaram Jânio Quadros à renúncia estavam numa garrafa de uísque 18 anos. As forças ocultas que derrubaram Júnior Friboi estão na íris de um ex-prefeito de Goiânia." (Caio Mendonça, historiador) + "Consta que Júnior Friboi está feliz, pois voltará a tocar berrante. Duda Mendonça, seu tutor, havia proibido." (Pedro de Almeida, sociólogo) + "Frase atribuída a Júnior Friboi: 'Em nome do povo, diga ao Iris que não fico'." (Carlos Antônio, técnico em informática) + "Na geladeira do Iris é proibido entrar carne do Friboi." (Alberto Nery) + "Com a renúncia de Friboi, Roberto Carlos voltou a ser vegetariano" (Edmar Oliveira, jornalista)
Em busca de uma vaga de deputado federal pelo PSDB, o empresário Alexandre Baldy cumpre agenda de candidato majoritário. O jovem tucano visita de quatro a seis cidades quase todos os dias, sempre em contato com grandes lideranças dos partidos da base de Marconi Perillo. Seu objetivo é percorrer mais de 100 municípios até a convenção do PSDB, marcada para 28 de junho. Nesta semana, Baldy esteve com lideranças do Entorno e do Nordeste. Em todos os lugares, o ex-titular da Secretaria de Indústria e Comércio fala da importância de manter as políticas de desenvolvimento de Goiás, principalmente tendo representantes capacitados no Congresso Nacional. “Precisamos defender os empregos gerados em nosso Estado e continuar expandindo nossa economia com a atração de novos investimentos”, diz Alexandre Baldy. No início da próxima semana, seu giro vai ser por cidades da região Sul de Goiás.
Luzes de alerta estão piscando com intensidade nos escritores políticos de Iris Rezende (PMDB), Júnior Friboi (PMDB), Vanderlan Cardoso (PSB) e Antônio Gomide (PT). Há um comentário generalizado de que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), está “descolando” no momento mais perigoso — a quatro meses das eleições. Este é o momento da “afirmação” dos candidatos. Mais: o tucano-chefe estaria se firmando como o “gestor que faz”, que une prática e teoria e que não perde tempo com discursos. Os mais assustados com o “descolamento” de Marconi Perillo são peemedebistas. Eles admitem que a crise gerada pela indefinição do nome do candidato a governador — Iris Rezende e Júnior Friboi dialogam, se tratam bem, mas não chegam a um acordo — está favorecendo o tucano e prejudicando o PMDB. A expectativa de poder está, neste momento, inteiramente com Marconi. Peemedebistas mais articulados sugerem que as oposições estão fazendo oposição a si mesmas, não a Marconi — que está, na opinião deles, “livre, leve e soldo”. Chegam a admitir que o espaço político está “ocupado” pelo governador, como se as oposições fossem uma ausência quase absoluta.
Há poucos dias, o principal líder do PMDB de Goiás, Iris Rezende, supostamente desistiu da pré-candidatura a governador do Estado. Porém, logo em seguida, pressionado por dezenas de aliados, recolocou-se, não como pré-candidato, e sim como uma espécie de candidato do PMDB “ético” e historicamente “relevante”. Por mais que se encontre com Júnior Friboi, o pré-candidato oficial do partido a governador, Iris não diz que não será candidato. Sugere apenas, contra a expectativa de Friboi, que não pretende ser candidato a senador. Ante a indecisão do PMDB, que praticamente volta a ter dois pré-candidatos a governador, os dirigentes de institutos de pesquisa tendem a recolocar o nome de Iris Rezende nas papeletas estimuladas, quer dizer, nas pesquisas de intenção de voto. No peemedebismo há quem defenda que é a única forma de recolocar o partido na disputa. Alega-se que, diante da falta de um candidato competitivo, o governador Marconi Perillo está “crescendo” e, assim, “descolando”.


