Bastidores
Donos de restaurantes do Setor Marista reclamam que o polo gastronômico do shopping Flamboyant “tomou-lhe” parte da clientela, notadamente aos sábados e domingos.
O Coco Bambu esvaziou o antes concorrido Companhia do Peixe, no Setor Bueno.
O Piquiras do Marista, por exemplo, foi “canibalizado” pelo Piquiras do Flamboyant. O faturamento deste é superior ao dos três outros Piquiras.
A loja de calçados Sérgio’s, do shopping Bougainville, fechou as portas. A proprietária alegou que o custo de manutenção estava muito alto e dificuldades com funcionários.
A direção promete atrair nova loja de calçados, possivelmente a Datelli. A Mr. Cat já instalou uma loja no shopping.
O deputado federal Vilmar Rocha (PSD) pode até não ser candidato a senador — é cotado para vice do governador Marconi Perillo —, mas o Estado inteiro o chama de “Vilmar Senador”.
Vilmar Rocha, com anos de experiência na Câmara dos Deputados, é um dos pré-candidatos o que tem mais perfil para o Senado — seguido, de perto, por Ronaldo Caiado (DEM).
O sociólogo Servito Menezes esteve adoentado — ficou internado quase um mês —, mas já está saudável e vai trabalhar, em tempo integral, na campanha de seu amigo e aliado Giuseppe Vecci.
Pepe, como Servito Menezes o chama, é candidato a deputado federal. “Diferentemente de alguns políticos, ele tem visão de estadista, é um homem de projetos.”
Trabalhando como um mouro em todo o Estado, dando palestras em várias cidades, Giuseppe Vecci (PSDB) está deixando irritados aqueles pré-candidatos que não saem do Piquiras, do L’Etoile d’Argent e do Coco Bambu.
Vecci diz que está fazendo a sua parte e lembra que, se porventura for bem votado, seus votos vão contribuir para toda a base. Acredita-se que ele será um dos puxadores de votos da base governista.
Convém lembrar aos demais candidatos que Vecci foi convencido a disputar a eleição pelo governador Marconi Perillo.
[caption id="attachment_5812" align="alignleft" width="620"]
Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, esteve em Goiânia na semana passada e frisou que, desta vez, o partido fará um deputado federal em Goiás. Trata-se do jovem Marcos Abrão, sobrinho da senadora Lúcia Vânia, do PSDB.
Lúcia Vânia é considerada pela cúpula nacional como um pepessista honorária. Roberto Freire trabalha, em tempo integral, para tê-la no partido. “Mas estamos satisfeitos com o Marcos Abrão”, frisa. Ele fala “Abraão”.
Sozinho, com poucos recursos, mas com uma atuação hot e hard na internet, o Delegado Waldir lançou-se candidato a deputado federal. “Como o candidato das redes sociais, vou ganhar a eleição”, frisa. É óbvio que Delegado Waldir não faz política apenas nas redes sociais. Ele está articulando em vários bairros de Goiânia, com lideranças populares, blocões de apoio.
Se Júnior Friboi não voltar à disputa, a deputada federal Flávia Morais (PDT) deve renegociar seu retorno à base do governador Marconi Perillo.
Porém, se Friboi retornar, a pedetista tende a segui-lo. Mas seu marido, o médico George Morais, está cada mais próximo do tucano-chefe.
Nos bastidores, a deputada Isaura Lemos tem garantido que “enquadrou” Luiz Carlos Orro e que os comunistas goianos têm de aprender que, na política, manda quem tem mandato legislativo, no caso ela e a filha, a vereadora Tatiana Lemos. Mas os políticos históricos e éticos do PC do B vão, no momento oportuno, dar o troco aos “chegantes”.
Se não for reeleita, é bem possível que Isaura Lemos acabe sendo afastado do partido.
O pré-candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide, diz que tem sido procurado por prefeitos do PMDB e que deve receber o apoio de alguns deles. “Mas acredito que, mesmo enfraquecido e em crise, o PMDB deve lançar candidato a governador.” Mesmo frisando que vai se manter cauteloso em relação aos problemas do partido comandado por Iris Rezende, o ex-prefeito de Anápolis acredita que pelo menos 5% da estrutura do PMDB tende a acompanhá-lo. Para setores do PT, é mais interessante que o candidato do PMDB seja Friboi. Porque, sem o apoio motivado de Iris, será um candidato mais frágil, apesar da imensa estrutura financeira. Dividido, o PMDB tende a ficar em 4º lugar, acredita-se entre petistas. “Estou mais preocupado com o meu projeto. Em 58 dias, visitei 127 municípios e conversei com centenas de pessoas. Percebo que as pessoas querem me conhecer. Elas dizem: ‘Temos notícias de que foi bom prefeito em Anápolis’.” Em Mutunópolis, no Norte de Goiás, Gomide conta que, ao terminar uma entrevista a uma rádio comunitária, de repente viu-se cercado por mais de 90 populares. “As caravanas do PT estão fazendo sucesso”, diz Gomide. “Estamos na sexta caravana. A receptividade impressiona e as pessoas me dizem que é ‘hora de mudar’”, afirma Gomide. O pré-candidato afirma que, nas suas muitas viagens, não encontra estrutura alguma de Vanderlan Cardoso. “Pode ser que exista, mas ainda não vi.”
O Solidariedade do deputado federal Armando Vergílio associou-se ao PDT da deputada federal Flávia Morais e tenta aproximar-se do DEM de Ronaldo Caiado. Mas este aproxima-se cada vez mais do governador Marconi Perillo ou de Iris Rezende. “Não vamos ficar a reboque de nenhum grupo.” Se candidato à reeleição, dada sua estrutura financeira e política, Armando avalia que se elegeria em qualquer chapa. “Mas seria muito mais fácil numa composição com o PT”, frisa.
Como não consegue definir candidatos locais a deputado estadual, Morrinhos se tornou a meca dos paraquedistas. Nomes de fora que começam a pedir votos e a criar estrutura na cidade: Iso Moreira (do Nordeste), Cláudio Meirelles (de Goiânia), Virmondes Cruvinel Filho, Afrêni Gonçalves (este mora fora, mas é do município), Francisco Oliveira (de Goiânia), Marquinho do Privê (de Caldas Novas). A cidade pode bancar Joaquim Guilherme, que ainda não se definiu.
A deputada Isaura Lemos (PC do B), que estava no “iate” de Júnior Friboi, pode retornar à “canoa” do PT de Antônio Gomide. Meio sem-graça, é claro.
Isaura Lemos é uma deputada agressiva e até atuante. Mas ela e seu grupo estão contribuindo para desagregar o Partido Comunista do Brasil, uma das legendas mais antigas e respeitadas do país.
A imprensa comeu poeira ao dizer que Henrique Meirelles (PSD) poderia ser vice do pré-candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves. Porque o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já havia anunciado apoio à presidente Dilma Rousseff, tida como uma das madrinhas da criação do partido. Agora, supostamente atendendo a um pedido do ex-presidente Lula da Silva – ele foi presidente do Banco Central na sua gestão –, Meirelles desistiu de ser candidato a senador. O motivo é prosaico: Lula acredita que, pela primeira vez em muitos anos, o PT tem chances reais de eleger o governador de São Paulo. Alexandre Padilha, estrela do Lulopetismo – espécie de Rede Solidariedade incrustado no PT –, é o nome apoiado pelo ex-presidente. Como em São Paulo está quase todo mundo meio “sujo”, Padilha, menos conhecido, pode se tornar o fato novo. Ressalve-se que o governador Geraldo Alckmin continua em primeiro, disparado, nas pesquisas de intenção de voto. Mas a campanha ainda não começou. Os números atuais podem muito bem refletir mais “conhecimento” do que qualquer outra. Meirelles, identificado com o Lulopetismo, embora seja indubitavelmente um homem de mercado, portanto mais liberal impossível, não deve apoiar o candidato do PSDB em São Paulo, Geraldo Alckmin. Kassab tanto pode ser vice de Alckmin quanto pode ser candidato a senador. Mesmo filiado ao PSD, Meirelles tende, discretamente, a apoiar Padilha. Para presidente, apoia, assim como Kassab e parte do PSD, Dilma.
Há um certo recato no movimento friboizista. A ordem de Júnior Friboi é para os friboizistas dizerem o seguinte: "O empresário não será mesmo candidato a governador de Goiás pelo PMDB". Entretanto, a movimentação nos bastidores é exatamente outra, oposta: o Jornal Opção conversou, em off, com 25 friboizistas. Todos disseram a mesma coisa: Friboi deve ser o candidato do PMDB a governador. Por quê? Porque, segundo os friboizistas, não dá mais tempo para formatar outro candidato e a estrutura de apoio foi articulada por Friboi. Esta estrutura está à espera de Friboi e praticamente não funciona sem ele. Ela foi montada à sua imagem e semelhança. O que torna uma candidatura a governador mais sólida, com uma campanha mais robusta, é a qualidade da chapa proporcional, isto é, dos candidatos a deputado federal e estadual. A chapa proporcional foi devidamente montada por Friboi e só funciona com ele. Não funciona, por exemplo, com Iris Rezende. Os leitores não deverão ficar surpresos se, daqui uns dias, Friboi for anunciado agora não como pré-candidato, e sim como candidato a governador.


