Bastidores
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Se Iris for definido como candidato, grupo de Maguito vai com ele. Foto: Edilson Pelikano[/caption]
É definitivo. O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), vai apoiar Iris Rezende (PMDB) para governador de Goiás na eleição de 5 de outubro deste ano. Mais: vai se empenhar na campanha. O peemedebista avalia que deve muito ao ex-prefeito de Goiânia, que, contra a resistência de muitos peemedebistas, o bancou para o governo do Estado na eleição de 1994.
Maguito trabalhou pela candidatura de Júnior Friboi a governador, porque avaliava que simbolizava a união do “novo com estrutura”, mas, se Iris for definido como candidato do PMDB, Maguito Vilela vai subir no palanque e vai acompanhar o líder histórico na campanha em todo o Estado.
Há quem avalie que Iris deveria abrir espaço para um político mais jovem. O maguitismo sugere isto, mas, se o decano do PMDB for definido como candidato, aos 80 anos, o grupo de Maguito vai com ele.
Com a saída de Júnior Friboi do páreo, em definitivo, o deputado federal Leandro Vilela, sobrinho de Maguito e uma resistência radical ao grupo de Iris, perde discurso. Porque não tem um nome alternativo a Iris.
Pré-candidato a deputado estadual pelo PHS, Marcelo Augusto disse ao Jornal Opção que o governador Marconi Perillo deve ser reeleito por três motivos. “Primeiro, porque é um gestor qualificado e, na campanha, tem o que mostrar aos eleitores. Segundo, nas suas campanhas, sempre consegue apresentar propostas que chamam a atenção do eleitor goiano. Terceiro, a oposição nunca errou tanto quanto agora. Parece que está doida, sem rumo.”
No momento, Marcelo Augusto avalia que o governador Marconi está buscando ampliar sua “musculatura”. “Para ampliá-la, possivelmente precisará contar com o apoio de Ronaldo Caiado (DEM). Se eu fosse médico, poderia dizer que o ‘medicamento’, embora muito forte, talvez seja necessário. O deputado federal Vilmar Rocha (PSD) e o vice-governador José Eliton (PP) são políticos qualificados e, como tal, engrandecem qualquer chapa como candidatos a senador e a vice. Eles, a rigor, não têm defeitos. São políticos, insisto, da melhor qualidade. Porém, o que se está discutindo é a questão de quem tem mais votos e presença na sociedade goiana.”
Por que Marconi pode incorporar Caiado ao seu grupo político? “O céu é de brigadeiro, não há dúvida, mas sempre pode cair um raio. Acredito que Marconi vai ser reeleito, até porque, dos nomes postos, é o mais qualificado. Astuto e inteligente como é, o governador certamente vai buscar Caiado para ampliar sua base eleitoral. Isto na hora certa, que está chegando. Porém, mesmo sem Caiado, é possível que seja reeleito. Com Caiado na chapa, ele só não quer correr risco e, mais, pode ser uma forma de impedir que o deputado integre a chapa de Iris Rezende, por exemplo.”
As pesquisas revelam, afirma Marcelo Augusto, que o eleitor brasileiro é conservador. “Por isso a maioria tende a apoiar, para cargos executivos, aquele que está no poder e não vai mal como gestor. É o caso de Marconi, que tem um cartel de obras que impressiona.”
O ex-vereador aposta que o PMDB vai lutar para bancar Júnior Friboi, e não Iris Rezende. “Friboi, se candidato, vai oferecer estrutura para os candidatos a deputado federal e estadual. Trata-se, pois, do candidato preferido das bases. Iris não articula estrutura para as candidaturas proporcionais e, por isso, a maioria dos peemedebistas não o quer como candidato a governador.”
Por que o PMDB está em crise? “O PMDB é vítima de seu pragmatismo excessivo. Deixou de discutir problemas de Goiás e do país. No país, está jogando no lixo a sua história. Em Goiás, embora o termo seja forte, está jogando no ‘lixo’ um dos maiores empresários brasileiros, Júnior Friboi.”
Vanderlan Cardoso oferece algum “perigo” eleitoral? “O ex-prefeito de Senador Canedo é forte na Grande Goiânia, tem peso eleitoral em Goiânia, Aparecida e Senador Canedo. No entanto, não tem qualquer capilaridade eleitoral na maioria das cidades. O motivo é simples: ele não tem estrutura política nos municípios e não é possível montá-la de uma hora para outra, especialmente quando se trata de uma campanha majoritária.”
Quanto a Antônio Gomide, o ex-vereador acredita que deve ser tratado como um fato novo, mas com problemas. “Goiânia, como se sabe, é a caixa de ressonância do Estado. A capital está sendo ‘administrada’ pelo petista Paulo Garcia e a impressão que se tem é que a cidade está sem prefeito e que tudo estaria se movimentando à revela daquele que foi eleito para geri-la. A gestão de Paulo Garcia vai prejudicar a campanha de Gomide.”
Deputado estadual
Marcelo Augusto diz que não é nada fácil ser candidato a deputado estadual. “A guerra maior, a guerra quase cruenta, se dá mesmo é na disputa para a Assembleia Legislativa. São dezenas de candidatos e, muitas vezes, há abuso do poder econômico”, frisa o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia.
Analistas da política goiana dizem que a deputada Magda Mofato (PR) pode ser uma das candidatas a deputado federal mais bem votadas do pleito deste ano. A empresária do ramo hoteleiro mapeou o Estado e está trabalhando em vários municípios, não apenas nas cidades que circundam sua base eleitoral — Caldas Novas. No Nordeste goiano, por exemplo, Magda Mofatto está cada vez mais presente, se tornando uma rival de peso tanto do peemedebista Pedro Chaves quanto do tucano Giuseppe Vecci. Como deputado, Pedro Chaves é o político mais forte do Nordeste. Mas Vecci, com o apoio do vice-governador José Eliton e do deputado Iso Moreira, está firme na região. Mas quem pode surpreender de fato é Magda Mofatto.
A família do empresário exigiu que ele não se aproxime de Iris Rezende. Aliado sugere que Friboi pode deixar o PMDB
Júnior Friboi não apenas desmontou seu escritório político, demitindo vários funcionários, a maioria sem aviso prévio. O empresário conversou com vários políticos do partido, disse que vai rever os compromissos feitos anteriormente e foi para sua fazenda no município de Posse, no Nordeste goiano. Os candidatos a deputado federal e estadual que eram apoiados por Friboi não foram abandonados na chapada. Recentemente, o empresário havia dito que iria manter os compromissos. Mas agora frisou que vai verificar caso a caso. Os peemedebistas se sentiram abandonados. Alguns deles começam a avaliar que os iristas têm razão quando dizem que o empresário não tem compromisso com o partido, e sim com ele mesmo e com os negócios da família. Pelo menos quatro candidatos a deputado — Pedro Chaves (federal), Marcelo Melo (federal), José Essado (estadual) e Wagner Siqueira (estadual)— não sabem se vão disputar eleição em outubro de 2014.
O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende, do PMDB, está conversando com Vanderlan Cardoso, pré-candidato a governador pelo PSB, e com Ronaldo Caiado, pré-candidato a senador pelo DEM. O veterano peemedebista avalia que uma chapa com ele (governador), Vanderlan (vice) e Caiado (senador) é muito forte para a eleição de 5 de outubro deste ano. Apesar das conversas — que são feitas a sério, vale ressaltar —, Iris confidenciou que a chapa mais adequada precisa incluir o petista Antônio Gomide. Por quatro motivos. Primeiro, Gomide, na eleição deste ano, simboliza o novo. Como Iris não representa o novo, o petista seria um contrapeso. Segundo, Gomide representa um político que, além de novo, é um gestor de qualidade. Ele deixou a Prefeitura de Anápolis com alta popularidade. Terceiro, Gomide retira voto do governador Marconi Perillo numa cidade-chave, Anápolis. Sem Gomide no páreo, Anápolis é tucana. Como Gomide na disputa, é petista. Quarto, Gomide é filiado ao partido da presidente Dilma Rousseff. Assim, caso eleito, Iris teria em Gomide uma ponte no governo federal. Por mais que Júnior Friboi resista a uma composição, há quem aposte, no PMDB, que a chapa terá Iris para governador, Friboi para vice e Gomide para senador. Iris representa votos e experiência, Friboi é o homem da estrutura e Gomide simboliza o novo.
O empresário Edson Caselli, que manteve longa ligação com o PMDB de Iris Rezende, conversou longamente com o presidente do PHS, Eduardo Machado, na semana passada, num café de Goiânia. Caselli frisou que está “empolgado” com a candidatura de Eduardo Campos a presidente da República. Ele avalia Eduardo como o “novo consistente”. Caselli, que tem negócios em Goiânia e Goianira, é defensor intransigente da candidatura de Vanderlan Cardoso, do PSB, a governador de Goiás. Ele aposta que o ex-prefeito de Senador Canedo pode surpreender. Sobre a possibilidade de segundo turno entre o governador Marconi Perillo, do PSDB, e Antônio Gomide, do PT, Caselli é peremptório: fica com o tucano-chefe.
O ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Frederico Jayme diz que está mais interessado em examinar o quadro crítico do PMDB, que, no momento, não tem candidato a governador. Mas, perguntado pelo Jornal Opção, decidiu opinar sobre outra questão: a chapa majoritária que está sendo articulada pelo governador Marconi Perillo. “O que posso dizer é que nenhum candidato a governador dispensa o apoio de um político que tem peso eleitoral como Ronaldo Caiado. Quem quer atrair voto novo precisa contar com políticos que tem forte presença na sociedade, como é o caso do deputado federal do DEM. Há aliados que precisam ser ‘carregados’, ‘puxados’ e há aliados que contribuem para fortalecer ou robustecer a chapa majoritária. Caiado está entre os que acrescentam.”
Dois peemedebistas disseram ao Jornal Opção que, “embora filiado ao PMDB, Frederico Jayme há muito funciona como linha auxiliar do governador Marconi Perillo (PSDB). Recentemente, embora não tenha se desfiliado do PMDB, ele estava negociando a ocupação da Secretaria de Indústria e Comércio do governo do Estado. Em 2010, Frederico votou em Marconi e não apoiou Iris Rezende. O partido, portanto, não conta com seus préstimos há vários anos”. Os peemedebistas afirmam que, embora critique Iris Rezende, “Frederico Jayme é desconhecido da maioria dos jovens militantes do partido. Iris é conhecido de todo o partido, porque o mantém vivo há vários anos, jamais fugindo à luta”.
Um friboizista diz que o prefeito de Crixás, Orlando Naziozeno, estaria ligando para prefeitos do PMDB e dizendo mais ou menos o seguinte: “Iris Rezende será o candidato a governador. Júnior Friboi não tem mais qualquer chance. É melhor você apoiar Iris agora”. O friboizista frisa que, há algum tempo, Orlando Naziozeno vivia pelos cantos, dizendo-se “abandonado por Iris Rezende. Dizia que o decano do PMDB não lhe dava apoio nem o atendia. Agora, de repente, aparece apaixonado pelo ex-prefeito de Goiânia. Vá entender o ser humano”.
Pré-candidato a deputado estadual, Lívio Luciano diz que Iris Rezende deve ser candidato a governador pelo PMDB. “Iris é o único que está topando a parada e que tem reais chances de ganhar a eleição. Mas é claro que ele não quer embarcar em nenhuma canoa furada. O PMDB, se quer ganhar as eleições deste ano, tem de se unir, tem de superar as divergências. Mas repito: Iris não foge da luta.” Lívio Luciano diz que Júnior Friboi é um valor do partido e que tem futuro como quadro do PMDB. “Ele poderia ser vice na eleição de outubro deste ano e, em 2018, candidato a governador. Observe-se a posição do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Ele tem sido consequente e diz que apoiará Iris para o governo.”
A imprensa sugeriu que o pré-candidato a presidente da República pelo PSDB, Aécio Neves, poderia escolher um vice goiano. Ronaldo Caiado e Henrique Meirelles foram citados. Caiado é excelente deputado federal, um dos tops do Congresso Nacional. Mas falta-lhe expressão nacional e, sobretudo, densidade política em seu próprio Estado. O DEM de Goiás é um dos mais frágeis do país, sobrevivendo muito mais devido à presença ativa e lúcida de Caiado. O senador Wilder Morais ainda não tem expressão nacional e local. Henrique Meirelles, embora esteja filiado a um partido de médio porte, ou até grande, o PSD, não tem expressão política. Mais: o PSD fechou, em termos de candidato a presidente, com a reeleição de Dilma Rousseff. Acrescente-se que, em termos de votos e de economia, Goiás ainda não conta muito. Conta, mas não como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Mas e se o vice de Aécio fosse o governador do Estado, Marconi Perillo? Aí o quadro muda. Entenda por quê. Marconi governa Goiás pela terceira vez, faz uma gestão consistente e é um político nato, do estilo do próprio Aécio. É um político vocacionado. É uma das estrelas do PSDB nacional. Noutras palavras, além de sedimentado em Goiás, congregando uma grande força política, que não perde eleições há 16 anos, Marconi tem presença política nacional. Não é apenas um político local, de província. É um par tanto de Aécio quanto de Serra, Alckmin e Tasso Jereissati. Portanto, se for indicado para vice, tem capital -- prestígio, força política, capacidade como gestor --, para mostrar aos eleitores nacionais. De Goiás, ao menos hoje, Marconi é o único que tem chances reais de ser vice de Aécio. Portanto, Marconi extrapola a questão do eleitorado pequeno e de uma economia apenas emergente. Sua força advém do fato de ser o governador mais qualificado — aquele que tem mais o que mostrar aos eleitores do país — do PSDB. Agora, o detalhe extra: para ser vice de Aécio, Marconi precisaria ter deixado o governo em abril deste ano. Ou seja, precisaria ter se desincompatibilizado. Deste modo, não pode ser vice de Aécio ou de qualquer outro.
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Júnior Friboi, empresário: há um movimento crescente para que seja o candidato do PMDB a governador de Goiás em outubro | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O Jornal Opção ouviu seis peemedebistas em busca de uma definição sobre os rumos do PMDB. De cara, um jovem líder disse: “A pergunta de 1 milhão de dólares é: quem vai ser o candidato do PMDB?” O repórter devolveu-lhe a indagação: “Quem será candidato?”
“No PMDB, no momento, não há espaço para terceira via: o candidato será Iris Rezende ou Júnior Friboi. A única alternativa seria Maguito Vilela, mas, como não desincompatibilizou-se, não tem como disputar. Daniel Vilela não se preparou para a disputa. Sandro Mabel afirma que não quer. Pior que não ter um candidato, é ter um candidato desmotivado ou sem apoio consistente. O ideal é que Friboi e Iris somassem forças, pois um tem estrutura e o outro, votos”, afirma outro líder. Um veterano contrapõe: “Há quem queira trazer Júnior de volta para a disputa. E ele quer”. Friboi teria dito: “Vocês vão ‘mexendo’ aí e, adiante, talvez eu volte”. O Jornal Opção não ouviu a frase diretamente de Friboi, e sim de um aliado, que sintetizou sua fala.
Um irista garante ter ouvido de Iris mais ou menos o seguinte: “Só serei candidato se o partido estiver 100% unido e se eu for convocado”. Mesmo o irista admite que a convocação pode até ser feita, mas nenhum candidato, nem Iris nem Friboi, une 100% do partido. “É provável que, se Friboi realmente não reassumir a candidatura, Iris seja o candidato. Ele jamais deixaria o partido sem candidato.”
Um líder peemedebista, respeitado tanto por friboizistas quanto por iristas, disse aos aliados de Friboi: “Tragam o Júnior de volta ao processo. Ele será candidato”. Aí um friboizista, irista ate pouco tempo, contrapôs: “Se a gente trouxer o Júnior antes da hora, Iris o frita mais uma vez”. Acredita-se que Iris precisa “sofrer”, como pré-candidato sem estrutura e sem bases, para que possa aceitar Friboi de maneira incondicional.
Na segunda-feira, 2, às 14 horas, peemedebistas de proa — os integrantes da Executiva mais Marcelo Melo, Maguito Vilela, Agenor Mariano, Lívio Luciano, José Essado, Adib Elias — se reunirão no Diretório do PMDB para decidir um caminho a seguir. Entretanto, sem a presença de Iris e Friboi, sem definições de ambos, é possível que a reunião não consiga traçar um caminho consequente. O principal objetivo da reunião é antecipar a convenção, possivelmente para logo depois da convenção nacional do partido, que será realizada no dia 10, em Brasília. “Nós vamos ouvir os companheiros. Vai prevalecer a vontade da maioria”, afirma o conciliador Samuel Belchior. Espera-se que a convenção seja realizada até o dia 15, mas há quem acredite que ficará para o dia 20 ou até depois.
Peemedebistas, até mesmo alguns iristas, avaliam que Friboi deveria ser o candidato, porque as bases querem e ele tem estrutura para fazer a campanha. Mas uma coisa é certa: se Friboi não voltar, Iris será o candidato do PMDB.
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Frederico Jayme: “Iris Rezende
agora não pode passar a batata
quente para Júnior Friboi” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Frederico Jayme, do PMDB, diz que, “agora que está com a batata quente nas mãos, Iris Rezende não está querendo disputar o governo de Goiás. Na verdade, ele só disputa o governo se Júnior Friboi repassar-lhe a estrutura que, pacientemente, criou”.
Frederico afirma que “Iris é um mestre da incoerência. Primeiro, ele desrespeitou a decisão do diretório, que havia indicado Júnior como pré-candidato do PMDB a governador. Agora, ele afirma que o diretório deve determinar os rumos do partido. Digamos que o Diretório volte a lançar Júnior. O que ocorre? Iris volta a atacá-lo? Portanto, neste momento, só há uma saída: Iris deve ser o candidato a governador”.
Há um movimento pela volta de Friboi, mas Frederico, que apoiava o empresário, não aposta mais neste caminho. “Acredito que Júnior está definitivamente fora. Se voltar, não ganha mais a eleição — será uma derrota certa.”
O grupo de Iris, “para se livrar da batata quente, pode até aceitar a candidatura de Júnior, mas não vai apoiá-lo. Faria corpo mole na campanha”, aposta Frederico.
O isolamento de Iris “é tão grande”, frisa Frederico, “que não há mais político de peso a defendê-lo. Tanto que sua família é que saiu a campo para apoiá-lo e defendê-lo. Mas defender não sei exatamente de quê, porque o ex-prefeito de Goiânia não estava sendo atacado por ninguém. Pelo contrário, ele é quem estava atacando Júnior e seus aliados, com profunda descortesia, desconsiderando que a família de Júnior o havia apoiado anteriormente, inclusive do ponto de vista financeiro”.
No momento, Frederico está consultando seus aliados. Mas é possível que passe apoiar a reeleição do governador Marconi Perillo.
O ex-deputado Frederico Jayme afirma que a lista de vítimas políticas de Iris Rezende é longa. “Como nunca foi criticado, Iris não desenvolveu a capacidade de autocrítica e, por isso, se julga uma espécie de Deus na Terra. Há anos, ele vem atropelando políticos, desconsiderando seus méritos.”
“O ex-governador Mauro Borges foi um dos primeiros a ser atacados por Iris. Depois, veio Henrique Santillo, que, quando governador, foi perseguido por Iris e aliados, que tentaram esvaziar seu governo. Mais tarde, em 1998, quando o então governador Maguito Vilela tentou ser candidato à reeleição, porque era um dos governadores mais bem avaliados do país, segundo pesquisa do insuspeito Instituto Datafolha, Iris disse que não deveria ser candidato e lançou-se como candidato, perdendo para Marconi Perillo.”
“Em seguida, aceitou Henrique Meirelles no PMDB. Meirelles, um executivo respeitado internacionalmente, filiou-se com festa, na sede do Diretório Regional, em Goiânia, e, depois, foi impedido de ser candidato a governador. Iris mais uma vez foi candidato e, mais uma vez, perdeu para Marconi Perillo, de quem é o mais fiel freguês histórico.
“Posteriormente, Iris ‘aceitou’ Vanderlan Cardoso no PMDB. Vanderlan acreditou que seria candidato a governador, quando descobriu estava sendo esvaziado e Iris se colocava, mais uma vez, como ‘o’ candidato. Contam que Vanderlan deixou o partido, mas, na prática, foi praticamente expurgado.
“Em seguida, Iris ‘aceitou’ Júnior Friboi no PMDB e, na presença do pai do empresário, José Batista, ele disse que não seria candidato a governador, aparentemente ‘deixando’ o caminho livre. A partir dali, começou a torpedeá-lo. Iris não é integrante do PMDB. Ele é o dono.”


