Artigo de Opinião

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POVOS INDÍGENAS
Ainda precisamos lutar para existir

O Brasil precisa entender que nossa história não começou em 1500

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Juca Paranhos, o barão (do Rio Branco) peralta que virou um dos maiores estadistas do Brasil

O Barão do Rio Branco, o boêmio do Alcazar, virou o arquiteto das fronteiras do Brasil. O Acre é brasileiro por causa de sua perícia diplomática

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Saudade do mestre
Carta ao professor Binômino da Costa Lima

Professor Binômino da Costa Lima percorre o Cerrado em busca de conhecimento e memórias de expedições marcantes

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Fé e obediência
Compêndio da Bíblia – 15. ESDRAS

O livro evidencia que a obediência ao Senhor conduz à bênção e à prosperidade, enquanto a infidelidade leva à crise, ao juízo e ao exílio

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Entre reis e profetas
Compêndio da Bíblia – 14. 2CRÔNICAS

Composto por 36 capítulos, o livro é dividido em duas partes principais: o reinado de Salomão (capítulos 1 a 9) e a trajetória dos reis de Judá até o exílio babilônico (capítulos 10 a 36)

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Cooperativismo pede um olhar da Justiça

Análise jurídica sobre os desafios recentes do cooperativismo diante do crescimento do setor e das decisões judiciais

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Religião
Compêndio da Bíblia – 13. 1Crônicas

1Crônicas é visto como uma obra que enfatiza a continuidade da história de Israel e a importância de sua linhagem e tradições religiosas

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OPINIÃO
Brasil 2026: o país do bingo permanente

Gaudêncio Torquato

O Brasil inicia 2026 como se estivesse diante de uma cartela de bingo cívico. A cada semana, uma nova bola é sorteada — e, não raro, repete-se o número que já conhecemos: crise, tensão, incerteza. O cidadão acompanha o sorteio com uma mistura de cansaço e resignação. Não se trata mais de surpresa, mas de rotina.

A polarização continua sendo o eixo estruturante da vida política. Não há debate, há trincheiras. De um lado e de outro, narrativas fechadas, impermeáveis ao diálogo. O adversário deixou de ser apenas opositor; transformou-se em inimigo moral. Nesse ambiente, a política perde densidade programática e ganha contornos de guerra simbólica. O país não discute soluções — disputa versões.

Como se não bastasse, escândalos insistem em frequentar o noticiário. O chamado "Caso Master" soma-se a uma sequência de episódios que envolvem agentes públicos, partidos e instituições. A corrupção, que deveria ser exceção, parece estrutural. Espraia-se como mancha de óleo, atingindo Executivo, Legislativo e até setores do Judiciário. A percepção social é devastadora: para muitos brasileiros, o sistema não falha — ele funciona assim.

No plano econômico, o cotidiano pesa. A gasolina orbitando a casa dos oito reais não é apenas um número; é símbolo de um custo de vida que comprime a renda e amplia o desalento. A inflação, ainda que tecnicamente sob controle em alguns indicadores, corrói silenciosamente o poder de compra. O carrinho de supermercado encolhe, o orçamento doméstico estica até o limite. E os impostos, elevados e complexos, reforçam a sensação de que o Estado cobra muito e entrega pouco.

O cenário internacional adiciona mais incerteza ao quadro. Guerras e tensões geopolíticas reconfiguram cadeias produtivas, pressionam preços e afetam mercados. O Brasil, inserido nesse tabuleiro, sente os efeitos indiretos: volatilidade cambial, instabilidade nos custos de energia, insegurança para investimentos. Em um mundo em ebulição, a margem de erro das políticas internas diminui.

Diante desse mosaico, o eleitor brasileiro entra em um novo ciclo eleitoral mais desconfiado e, ao mesmo tempo, mais exigente. A velha lógica do voto emocional começa a ceder espaço a um comportamento mais pragmático. Saúde, segurança e economia voltam ao centro da decisão. O cidadão quer respostas concretas, não apenas discursos inflamados. Quer previsibilidade, não espetáculo.

Mas há um paradoxo. Embora mais crítico, o eleitor ainda está imerso em um ambiente informacional contaminado por desinformação, algoritmos e bolhas digitais. A chamada "telecracia" — o poder das telas e das narrativas instantâneas — molda percepções e amplifica ruídos. A verdade disputa espaço com versões, e o julgamento público torna-se cada vez mais apressado.

O Brasil de 2026 é, portanto, um país tensionado entre a descrença e a esperança. Descrença nas instituições, nos líderes, nas promessas reiteradamente descumpridas. Esperança difusa de que algo, em algum momento, rompa o ciclo. A sociedade parece dizer: "já vimos esse filme", mas continua assistindo, na expectativa de um final diferente.

O desafio maior não é apenas econômico ou político; é civilizatório. Trata-se de reconstruir confiança — ativo invisível, porém essencial. Sem ela, reformas não prosperam, pactos não se sustentam, e a democracia se fragiliza. Com ela, mesmo cenários adversos podem ser enfrentados com coesão.

Enquanto isso, o bingo segue. As bolas continuam a girar no globo transparente da vida nacional. Resta saber se, desta vez, o país terá a lucidez de não apenas marcar números, mas de mudar as regras do jogo.

Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político

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Neymar é a única chance de o Brasil ser hexa

Sem liderança e talento decisivo, Seleção depende do craque para voltar a competir no mais alto nível mundial

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Que não sejamos exceção, mas equilíbrio: o papel das mulheres na liderança institucional

A presença feminina em espaços de deliberação nas instituições de interesse coletivo já não se limita a um avanço simbólico! Se constitui, em essência, um imperativo democrático

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As conversas secretas de Kissinger revelam os subterrâneos do poder global

As gravações mostram que, na política externa, não é a ética que orienta — são os interesses que decidem

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Livro histórico
Compêndio da Bíblia – 12. 2Reis

O conteúdo abrange cerca de 300 anos, aproximadamente entre 850 a.C. e 586 a.C., narrando acontecimentos desde os reinados de Jeorão, em Judá, e Acazias, em Israel, até o período do cativeiro

Brasil: o país obcecado pelas migalhas do presente

Precisamos começar a alinhar os interesses imediatistas dos nossos estudantes com os interesses de longo prazo do nosso potencial econômico. Nem que seja pagando para que tirem melhores notas

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Lei Antifacção protege o caixa e os militantes do governo

Enfraquecimento de dispositivos-chave alteram equilíbrio do projeto, reduzem punição e colocam em risco eficácia no combate ao crime