Artigo de Opinião

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Dia da Consciência Negra: a luta continua!

Data é um momento de reflexão sobre a luta histórica do povo negro

OPINIÃO
Roosevelt, Biden e a involução dos líderes mundiais

Chefes de Estados de agora convivem com a pressa em tudo que presta e a omissão ao que interessa

Opinião
Trump infarta a mídia

Eleições recentes no mundo mostram que a esquerda está à beira do buraco e ávida por dar um passo à frente.

Opinião
Toffoli elege o cidadão comum do Brasil que é para o que será…

Ministro completa 15 anos no STF e coletânea de artigos escritos por personalidades políticas mostra que suas decisões ajudam a fazer o que será um país melhor

opinião
À Ordem, com coragem

Ora, se o desempenho de um advogado faz resplandecer a justiça ao necessitado individualmente, pode, também, mudar o destino de uma nação

opinião
O presidente de 2010 absolvido com 14 anos de atraso

Ao absolver José Dirceu, o ministro Gilmar Mendes reafirma a garantia da Constituição e do Estado Democrático de Direito brasileiros

opinião
República deve defender 4 dos melhores brasileiros

É preciso reagir à estratégia macabra de todo dia pingar lama na água cristalina dos puros

OPINIÃO
Pesquisas eleitorais estão entre incompetência e crime

É preciso investigar com rigor a promiscuidade entre empresas de pesquisa, partidos e candidatos, com reprimenda no bolso e na liberdade

OPINIÃO
Gusttavo Lima e o crime para atrair likes

Autoridades se aproveitam de falha na conjuntura para aplicar prisões cautelares injustificadas; o lavajatismo chegou a Pernambuco

opinião
A peleja do Maluco Beleza Raul Seixas contra o Diabo

Nossos ídolos não são mais os mesmos, todavia, Raul Seixas envelheceu bem ou nada, se o sinônimo for anacronismo

OPINIÃO
A chance de o mundo se livrar do podre Maduro

Período eleitoral na Venezuela abre janela de oportunidade para líderes globais interromperem regime absolutista do chavista

Opinião
Revolução de 1924, uma ferida esquecida

Herbert Moraes

Desde 1997, dia 9 de julho é feriado no Estado de São Paulo. Naquele ano, Lei 9.497 foi aprovada pela Assembleia Legislativa e promulgada pelo então governador Mário Covas, que instituiu o 9 de Julho como Data Magna do Estado. A guerra civil que ganhou ares de revolução durou 90 dias e terminou com a rendição dos paulistas em 2 de outubro de 1932.  Na capital paulista, duas avenidas que, até hoje, são uma das principais artérias do caótico trânsito da cidade, foram batizadas com as datas que marcam a Revolução Constitucionalista de São Paulo: a 9 de julho e a 23 de maio.

A primeira é considerada a data em que estourou a rebelião armada e quando voluntários começaram a se apresentar para a formação do exército que lutou pela causa paulista. Já a segunda data, lembra o dia considerado o estopim da fase armada do levante, quando 4 estudantes morreram após a invasão de tropas federais ao escritório do Partido Popular Paulista. 

Os quatro universitários, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, tornaram-se mártires do movimento, que adotou as iniciais dos seus nomes como a sigla da causa: MMDC. O que pouca gente se lembra, e que foi extirpado dos livros que contam a História do país, é que, há exatos cem anos, em 9 de julho de 1924, os paulistas também foram às armas e provocaram uma outra guerra que, assim como em 1932, terminou em uma derrota sangrenta, após o bombardeio da capital paulista por aviões da Força Aérea Brasileira, por ordem do governo federal, à época sob a tutela do mineiro Arthur Bernardes, considerado o pior e mais cruel Presidente do Brasil.

Em 05 de julho de 1922, eclodiu no Rio de Janeiro, a famosa "Heroica Revolta dos 18 do Forte", uma insurreição militar liderada por tenentes do Forte de Copacabana contra a fraude das urnas, a corrupção (que nessa época passava longe dos quartéis) e contra partidos considerados de centro, que na época estavam nas mãos da bancada ruralista que desde 1897 comandavam o Brasil através da República do café com leite, quando a cada quatro anos era eleito um Presidente que vinha de Minas Gerais ou de São Paulo. o Movimento dos 18 do Forte, marcou os tenentes como militares progressistas, que lutavam por um país menos arcaico, desigual e mais industrializado. Um movimento que acabaria por ser a faísca inicial de uma série de outras revoltas que, ao fim, destituiu a República Velha, em 1930, com a revolução que levou Getúlio Vargas ao poder, dando início ao Estado Novo.

Em 1924, a data que lembrava o levante dos 18 do Forte, 05 de julho, tornou-se tão  simbólica que o dia foi instituído por grupos rebeldes, para marcar o início de várias insurreições militares que eclodiram pelo Brasil, em estados como no Sergipe, Bahia, Amazonas e São Paulo. No norte e nordeste, o Governo Federal retomou o controle do poder rapidamente mas, em São Paulo, os grupos rebeldes conseguiram tomar a capital que foi ocupada durante três semanas. O movimento era comandado por um gaúcho, General Isidoro Dias Lopes, um veterano da Revolução Federalista de 1893, no Rio Grande do Sul. O Major Miguel Costa, comandante do regimento da Cavalaria da Força Pública de São Paulo, também liderou a revolta. Pouco tempo depois, ele viria a ser o líder da Coluna Miguel Costa- Prestes, que no início não era Coluna Prestes como ficou conhecida. 

O tenente Joaquim Távora também era um dos líderes da guerra paulista. Joaquim era irmão de Juarez Távora, um outro tenente ligado aos rebeldes, assim como o tenente Eduardo Gomes, que tinha sido um dos líderes dos !8 do Forte e havia retornado do exílio na Argentina para participar da Revolta paulista. Muitos anos depois, os dois concorreram duas vezes à Presidência do Brasil, mas foram derrotados nas urnas. Outro líder do levante de 1924, era o "feroz" tenente João Cabanas, um homem perigoso e assassino que liderava a Coluna da Morte e, por fim, o tenente Filinto Müller, um torturador, considerado, até hoje, o homem mais perigoso do país. O objetivo da Revolução de 1924 era derrubar o Presidente Arthur Bernardes, considerado o inimigo número 1 dos militares. 

O Presidente havia fechado o Clube Militar, mandou prender o ex-Presidente do Brasil, Hermes da Fonseca que era irmão do Marechal Deodoro da Fonseca (o primeiro presidente do Brasil) e colocou no comando do Ministério da Defesa um civil, algo inaceitável pelos militares. No entanto, embora os militares tenham planejado a Revolução Paulista

detalhadamente, sua eclosão foi caótica. Começou com a tomada, em 5 de julho, por 2600 soldados rebelados, dos quartéis do Exército e da Força Pública no bairro da Luz em São Paulo, assim como a Estação da Luz e a Estação Sorocabana que viria a ser a Estação Júlio Prestes. Mas os rebeldes se esqueceram de cortar algo crucial numa Revolução: a comunicação. Nem as linhas telegráficas  ou as telefônicas foram cortadas, e isso permitiu que o Presidente Arthur Bernardes fosse prontamente avisado. Assim, o chefe do executivo pôde reagir rapidamente, dando início a um contra-ataque.

Mas antes da chegada das tropas legalistas à São Paulo, as forças rebeldes abriram fogo contra o Palácio dos Campos Elíseos, sede do Governo do Estado, onde ficava o Presidente do Estado, como se chamava o Governador naquela época. |No dia 6 de Julho, o primeiro contingente das tropas federais chegou ao Estado vindo do Rio de Janeiro para lutar contra os rebeldes, mas acabaram desertando e se uniram aos revoltosos. Enquanto isso, no interior do Estado, fazendeiros e comerciantes armaram grupos paramilitares que ficaram conhecidos como "pelotões patriotas" para lutar contra os rebeldes.

No anoitecer do dia 8 de Julho, ficou claro que os militares não conseguiriam tomar toda cidade de São Paulo porque os blindados que eram utilizados não andavam porque eram pesados demais. O plano de tomar a cidade de Santos, sede do principal Porto do país, também não deu certo. Ao perceberem que a Revolução tinha falhado, os rebeldes resolveram mandar um mensageiro ao Palácio que eles tinham bombardeado 2 dias antes, anunciando a sua rendição em troca de anistia. Mas ao chegar ao Palácio Campos Elíseos, o mensageiro o encontrou vazio. O Presidente do Estado, Carlos Campos havia fugido de madrugada. Foi então que os rebeldes resolveram tomar o poder.

No dia 9 de Julho de 1924, Arthur Bernardes ordenou o bombardeio de São Paulo mesmo sabendo que a ação deixaria dezenas de civis mortos. Espertamente, o Presidente mandou atingir apenas os bairros operários como a Móoca, Braz, Belenzinho e o Ipiranga, livrando bairros nobres como o centro, Campos Elíseos e Higienópolis como alvo. A cidade entrou em colapso. A população, desesperada, saqueou depósitos e mercados, impedindo a entrada das tropas legalistas. Onze dias depois do início do levante, 15000 soldados leais ao Governo Federal cercavam a capital paulista. Os rebeldes, então, pediram armistício condicionando a assinatura de um acordo de paz à entrega do poder e à posse de um governo provisório no Brasil com a imediata convocação de uma Constituinte. 

Ao ler a proposta, o Presidente Arthur Bernardes chamou os militares revoltosos de "recalcados" e não aceitou o acordo, até porque ele tinha sido eleito em um pleito democrático. Os militares rebeldes propuseram, então, depor as armas em troca de anistia. Arthur Bernardes não quis conversa e decretou a prisão de todos os revoltosos. Mas na madrugada do dia 27 de Julho, os rebeldes abandonaram as cidades paulistas de trem e seguiram para Foz do Iguaçu.

Dois meses depois, em Outubro de 1924, alguns tenentes gaúchos, inconformados com o desfecho da Revolução Liberal de 1923, fugiram em direção à Foz onde se juntaram aos rebeldes paulistas. Em abril de 1925, os dois grupos se juntaram para formar a Coluna Prestes. A guerra paulista 1924 acabou sendo esquecida pelos próprios paulistas que, por coincidência do destino, oito anos depois, iniciaram um outro conflito em 9 de julho de 1932. A Revolução de 1924 acabou virando uma ferida esquecida.

Opinião
Autismo e inclusão todos os dias

Em 18 de junho celebramos o Dia do Orgulho Autista, como forma de marcar a importância do respeito à neurodiversidade e ao incentivo a espaços de acolhimento na sociedade. Falar sobre a inclusão e construção de pontes de compreensão entre o mundo neurotípico e a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O autismo, espectro amplo e complexo, se manifesta de diferentes maneiras em cada indivíduo. E mesmo havendo muito ainda a ser conhecido, precisamos desmitificar preconceitos que o cercam, reconhecer que ele não define quem a pessoa é, mas sim como ela interage e percebe o mundo ao seu redor. Uma pessoa com autismo possui talentos, habilidades e desafios únicos, que merecem ser celebrados e apoiados.

A neurodiversidade é um conceito que celebra as diferentes maneiras como os cérebros humanos funcionam. Ao reconhecermos e valorizarmos essa diversidade, abrimos espaço para a inclusão e a aceitação, pois cada mente é única e valiosa, e o autismo representa apenas uma das muitas formas de neurodiversidade. São pessoas com a sua subjetividade singular, como todas as demais.

Para construirmos uma sociedade verdadeiramente inclusiva, precisamos garantir o acesso daqueles com autismo aos seus direitos. O que significa educação de qualidade, assegurando que todas as crianças tenham acesso a um ensino inclusivo e adaptado às suas necessidades individuais.

Também é preciso viabilizar oportunidades de emprego, incentivando a contratação de pessoas com autismo, reconhecendo suas habilidades e potencialidades. E ainda promover a participação plena dessas pessoas na vida social, criando ambientes acessíveis e acolhedores em todos os aspectos, incluindo cultura e lazer.

O apoio da família e da comunidade é outro ponto fundamental para o desenvolvimento e bem-estar das pessoas com autismo. Pais, amigos, educadores e profissionais de saúde devem estar munidos de conhecimento e ferramentas para auxiliar no processo de aprendizado, na superação de desafios e na construção de uma vida plena e significativa.

E os governos também tem papel crucial na criação de políticas públicas que garantam os direitos das pessoas com autismo. Isso inclui o acesso a diagnóstico precoce e preciso, por meio de equipes multidisciplinares bem preparadas. Também inclui o acompanhamento especializado para desenvolver suas habilidades e alcançar sua autonomia. Além de dar acesso a terapias adequadas, principalmente da rede pública de saúde.

O Dia do Orgulho Autista foi celebrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de Goiás (Seds) com informação e entretenimento, em um evento que reuniu servidores, representantes de entidades, pessoas autistas e familiares. A banda Os Lanternas, da qual sou um grande fã, formada por integrantes com autismo e outras deficiências, interpretou sucessos musicais nacionais e internacionais. A plateia interagiu durante toda a apresentação, aplaudindo e cantando junto, numa demonstração de que a inclusão traz ganhos para todos.

Em um segundo momento, o jornalista, pesquisador e autor do livro “O que é a neurodiversidade?”, falou sobre o tema, contribuindo com informações qualificadas para um melhor entendimento sobre o assunto. Mais do que um evento, foi uma vivência de inclusão e compreensão real da neurodiversidade, envolvendo todos os que estavam presentes.

O Governo de Goiás, por meio do Goiás Social, promove a inclusão de pessoas autistas em todos os dias do ano. A Seds é responsável pela emissão da Carteira do Autista, que já beneficiou mais de 3.500 goianos. O documento garante que a pessoa com TEA seja legalmente reconhecida com deficiência para todos os efeitos, com direito à assistência social e inclusão, oferecendo condições que garantam o exercício pleno da cidadania. Também tem apoiado diversas instituições filantrópicas em todo o Estado, com os programas Auxílio Nutricional e Auxílio Água e Energia. Além disso, por meio do Cofinanciamento Estadual, municípios recebem verbas para investimentos na área da assistência social, permitindo a criação de ambientes didáticos a todas as pessoas do espectro autista.

Precisamos colocar o a inclusão da pessoa autista na pauta diária. Só assim, poderemos construir um futuro mais promissor para as pessoas com autismo. Um futuro onde cada indivíduo, independente de suas diferenças, tenha a oportunidade de alcançar seu pleno potencial, viver uma vida com autonomia, ser respeitado e verdadeiramente acolhido em todos os espaços da sociedade.

Wellington Matos
Secretário de Estado de Desenvolvimento Social

opinião
A importância da representação da Juventude Negra no Legislativo: uma perspectiva necessária

Cidade de Goiânia, assim como muitas outras capitais brasileiras, enfrenta desafios significativos em termos de representatividade no legislativo

Opinião
Orgulho de quê?

Grandes marcas vestem o arco-íris enquanto a LGBTfobia segue no Brasil