Por Redação
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Entrevistadores de João Pereira Coutinho ancoraram-se numa percepção caricata do que seria o pensamento conservador e liberal
Jales Naves Júnior
Especial para o Jornal Opção
João Pereira Coutinho, autor conservador português e colunista da “Folha de S. Paulo”, foi ao centro do “Roda Viva”, da TV Cultura, recentemente. Os entrevistadores, entre uma e outra pergunta lúcida do filósofo Luiz Felipe Pondé, ancoraram-se à percepção equivocada e caricata do que seria o pensamento conservador e liberal. João Pereira Coutinho desperdiça a oportunidade para esclarecer os mitos que circundam tal tradição filosófica e, portanto, abre espaço para necessários comentários adicionais. Mesmo que não se tenha assistido ao episódio, ele é perfeito representativo sobre o “estado de coisas” do debate público sobre política no Brasil. Vera Magalhães, apresentadora, dá o tom do programa logo em sua fala inicial: deixa explícito em seus maneirismos e escolha de palavras que o debate será em cima do que a esquerda percebe como o pensamento conservador/liberal, e não sobre o que é de fato. Sua intenção não é examinar o fenômeno, e sim construir um espantalho sobre os conservadores para depois tentar atropelá-lo e se declarar vencedora. É uma forma de proselitismo político, e não de investigação intelectual. Seria como um juiz dar-se por satisfeito em julgar um caso ouvindo somente uma das partes do processo e sufocando a outra. [caption id="attachment_396075" align="aligncenter" width="620"]
João Pereira Coutinho: o intelectual português e colunista da "Folha de S. Paulo" foi mal entrevistado pelo programa "Roda Viva", da TV Cultura| Foto: Reprodução[/caption]
Essa ignorância se manifesta logo, quando João Pereira Coutinho foi importunado pelos entrevistadores para se pronunciar sobre a “extrema-direita”. Como se esses movimentos políticos, a notar, nazismo de Adolf Hitler e fascismo de Benito Mussolini, fossem registros extremados de uma visão que Coutinho adotaria, mas de forma “contida”. Ou, ainda, como se o entrevistado comungasse da mesma tradição intelectual que tais facínoras e fosse dever seu manter sob coleira apertada os seus correligionários mais afoitos.
Este raciocínio da bancada do programa, que é sublime representação do pensamento homogêneo da esquerda midiática, acadêmica e facebookiana, não se sustenta por mais de meio segundo. Convido os leitores a um esclarecedor exercício lógico. Como o conservadorismo e sua afeição ao localismo, municipalismo e comunitarismo teriam Hitler, um coletivista etnocêntrico, como descendente? Da mesma forma, você não infla liberalismo político e o apreço à soberania do indivíduo e cai no colo de Mussolini. E Salazar (1932-1968)? Se seu corporativismo de Estado tivesse trocado carícias com Moscou ao invés de adotar discurso isolacionista, seu regime se tornaria indistinguível do soviético, mas em versão light. Se o ditador português não conseguiu completo controle sobre a vida de todo Portugal e suas colônias não foi por resíduos “liberais”, e sim sua própria incompetência.
Em síntese: os autoritarismos nacionalistas europeus do século passado não são irmãos renegados dos conservadores e liberais. São prole da mesma ninhada socialista, dissidentes de um único movimento. Friedrich von Hayek bem aponta tal fenômeno em seu magnífico livro “O Caminho da Servidão”. Nazistas e comunistas na República Alemã de Weimar competiam pelo mesmíssimo público, e ambos os partidos frequentemente perturbavam o comício do outro para roubar-lhes os eleitores. Os conservadores e liberais alemães de tal período histórico, não encontrando guarida em nenhuma agremiação da época, eram escanteados do espaço público e fugiam da Alemanha em bando.
E de quem é a culpa dessa confusão? Pondé levanta a bola para João Coutinho cortar: mídia e universidades. Os acadêmicos, entalados em suas torres de marfim, expurgaram de seus ranques quem não subscrevesse à hegemonia marxista. Os articulistas, divorciados do cotidiano popular e desesperados por aplausos da claque universitária ou mesmo fazendo parte dela, confundiram a propaganda que eles próprios criaram sobre o liberalismo há três gerações com a própria realidade. E o que esse sistema carcomido produz? Bem, ele gera Vera Magalhães.
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