Por Ketllyn Fernandes

Jovem de 27 anos praticava atividade física pela localidade e teve de falar sobre a Revolução Francesa. Cerca de 20 pessoas o agrediram

Prefeito Paulo Garcia se reuniu com o secretário José Carlos Siqueira (Casa Civil) nesta segunda-feira. Primeira parcela está prevista para ser liberada nessa terça, dia 1º

Segundo ele, confirmação foi dada ao pessebista na sexta-feira, mas restavam arestas para serem aparadas

[caption id="attachment_8656" align="alignright" width="300"] Aloysio Nunes tem bom trânsito dentro do PSDB e é reconhecido no Congresso Nacional como uma pessoa hábil politicamente | Foto: Agência Brasil[/caption]
O presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves, anunciou nesta segunda-feira (30/6) que seu vice é o também tucano e senador Aloysio Nunes. Chegaram a aventados nos bastidores políticos, além do ex-governador José Serra (PSDB) –– que há três meses anunciou que pleiteará vaga no Câmara dos Deputados ––, o goiano Henrique Meirelles (PSD), ex-presidente do Banco Central, e até a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie.
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Embora a oficialização tenha ocorrido pouco antes do meio-dia, os portais de notícia desde o início da manhã já davam como certa a indicação de Aloysio. Dentre as vantagens para ser o indicado, o tucano conta com o fato de ser senador por São Paulo, onde se concentra o maior colégio eleitoral do país (e onde ele conquistou 11,1 milhões quando eleito ao Senado). Também é em São Paulo que o mineiro Aécio Neves mais necessita se destacar para conquistar vaga no segundo turno e, quiçá, o Palácio do Planalto.
Com bom trânsito no tucanato como um todo –– por conseguir dialogar com diversas correntes dentro do partido ––, Aloysio Nunes também é bem reconhecido no Congresso Nacional como uma pessoa hábil politicamente. Ele já foi vice-governador de São Paulo e ministro no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, além de secretário de José Serra tanto enquanto prefeito como governador.
Outro motivo que reforça a tese de que será ele o vice na chapa de Aécio Neves é o fato de na última semana o PT ter se organizado para fazer do empresário peemedebista Paulo Skaf, candidato ao governo de São Paulo, um ponto de resistência no Estado, e também porque o PSD, que chegou a negociar com o PSDB, ter passado a apoiar o nome do PMDB, o que em nada colabora para a campanha tucana a nível nacional.

Para surpresa do goianiense, a capital amanheceu fria e coberta por neblina nesta segunda-feira (30/6). Os termômetros marcavam no início da manhã entre 14 e 15 graus celsius. A situação, como de costume, influência na rotina de pousos e decolagens do aeroporto Santa Genoveva, que segundo a Infraero está com ao menos quatro voos prejudicados. Por exemplo, três pousos previstos em Goiânia ainda não haviam sido autorizados até as 9h devido ao clima. Foi registrado também um atraso de cerca de 45 minutos em uma decolagem da Gol destino Brasília. A pista está sendo operada com alerta máximo. Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos de Goiás, a capital deve terminar o dia com sol. A temperatura máxima prevista é de 26 graus. O inverno brasileiro começou no último dia 21 e segue até 23 de setembro.

Para não restar dúvida, o candidato a deputado federal José Mário Schreiner (PSD) mandou confeccionar cartazes e santinhos com sua fotografia ao lado do deputado federal Vilmar Rocha (PSD) e do governador Marconi Perillo (PSDB).
Como o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) havia declarado seu apoio à candidatura de Schreiner, acreditou-se que o produtor rural e ex-líder classista o apoiaria para senador.
O ex-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) apoiaria Caiado se ele fosse candidato da base de Marconi. Agora, com as chapas definidas, vai apoiar Vilmar Rocha para senador. Caiado está fora de seus planos. É definitivo.
Há, porém, quem acredite que, nos bastidores, Schreiner vai trabalhar para Caiado, o que, politicamente, será considerado uma traição. Porque ele pertence ao partido de Vilmar Rocha.

O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, de dentro do presídio da Papuda, em Brasília, força a presidente Dilma Rousseff a tirar César Borges do Ministério dos Transportes

[caption id="attachment_8438" align="alignleft" width="620"] Júnior Friboi: sua estrutura financeira e política é cobiçada por candidatos | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O empresário Júnior Friboi disse aos seus aliados e amigos que “deu um tempo na política” e que vai esperar o quadro ficar mais “nítido” para se posicionar. Entre os seus aliados há três grupos. Um deles planeja reaproximá-lo do candidato do PMDB a governador, Iris Rezende. No momento, Friboi rejeita a orientação e diz que prefere manter-se à distância — alegando que o decano peemedebista o atraiu para o PMDB e, em seguida, o “enganou”.
Dizia-lhe, nos encontros pessoais, que não seria candidato e articulava, pública e privadamente, contra a postulação do empresário, sugerindo que ele não tinha experiência política suficiente para derrotar um expert como o governador Marconi Perillo.
Um segundo grupo tentou aproximar Friboi do candidato do PSB a governador, Vanderlan Cardoso. Porém, por inabilidade, Vanderlan (supostamente acatando sugestão de Jorcelino Braga) vetou os dois nomes sugeridos pelo empresário: Francisco Gedda e Leonardo Veloso (PRTB). Os vanderlanistas disseram havia gravações de conversas entre Gedda e o empresário Carlos Cachoeira. Ao Jornal Opção, Gedda disse que conversou com Cachoeira, mas não trataram de negócios. A história de que teria adquirido uma fazenda via Cachoeira é contestada pelo deputado do PTN.
O terceiro grupo ligado a Friboi, do qual participam Frederico Jayme e Marcelo Melo, trabalham para aproximá-lo do governador Marconi Perillo.
O apoio a Iris parece que está descartado. Friboi não descarta uma reaproximação com Vanderlan. Mas, com o objetivo de derrotar Iris, afigura-se como tese cada vez mais dominante o apoio a Marconi. Portanto, dada a polarização e se depender de um grupo de aliados, como o citado Frederico Jayme, Friboi está cada vez mais próximo de declarar apoio ao tucano-chefe. O que deve ocorrer, se ocorrer, logo depois da Copa do Mundo de Futebol ou em agosto.

[caption id="attachment_8441" align="alignleft" width="620"] Giuseppe Vecci, Thiago Peixoto, Alexandre Baldy, Rubens Otoni e Olavo Noleto: altamente competitivos pra eleição de outubro | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Definidas as chapas majoritárias dos partidos, como PSDB (Marconi Perillo), PMDB (Iris Rezende), PSB (Vanderlan Cardoso) e PT (Antônio Gomide), vai começar uma guerra furiosa nos bastidores entre os candidatos a deputado federal. Como os jornais dão mais importância à disputa majoritária, pouco se comenta sobre a disputa legislativa. Porém, nesta área, nem os aliados são inteiramente aliados. Muitas vezes, os aliados são os principais adversários. Na semana passada, o Jornal Opção consultou integrantes dos partidos mais consolidados e pediu que citassem quais de seus candidatos têm chances efetivas para deputado federal. Há poucas surpresas, mas o PMDB, que esperava eleger quatro deputados federais, tende a fazer apenas três. A desistência de Marcelo Melo, do Entorno de Brasília, enfraqueceu o partido numa região estratégica.
A seguir, a lista, formulada pelos partidos, é exposta em ordem alfabética:
1 — Alexandre Baldy — Tem estrutura sólida, é jovem e fez uma gestão competente na Secretaria da Indústria e Comércio. PSDB.
2 — Antônio Faleiros — Rearticulou a estrutura da saúde pública em Goiás. Um dos nomes do governador Marconi Perillo. PSDB.
3 — Daniel Vilela — O apoio do prefeito de Aparecida de Goiânia é decisivo. Maguito Vilela é seu pai. PMDB.
4 — Eduardo Machado (Walter Paulo, PMN, ou Dário Paiva, PSL). PMN. Integra a Chapinha.
5 — Flávia Morais — Saiu fortalecida ao compor com o chapão que apoia o governador Marconi Perillo. PDT.
6 — Giuseppe Vecci — Principal responsável pelo planejamento do governo. Um dos nomes de Marconi Perillo. PSDB.
7 — Iris Araújo — Tem um general eleitoral na sua campanha, o marido Iris Rezende. PMDB.
8 — João Campos — O voto evangélico e o apoio de setores da Polícia Civil são seus principais suportes. PSDB.
9 — José Mário Schreiner — Tem apoio dos produtores rurais. Relação com Ronaldo Caiado é um complicador. PSD.
10 — Jovair Arantes — Faça chuva ou sol, sempre um candidato competitivo. Municipalista. PTB.
11 — Magda Mofatto — Suas estruturas financeira e política são sólidas. PR.
12 — Marcos Abrão — Bancado pela senadora Lúcia Vânia, é um nome competitivo. PPS.
13 — Olavo Noleto — É o nome da presidente Dilma Rousseff em Goiás. PT.
14 — Pedro Chaves — É um municipalista nato. PMDB.
15 — Roberto Balestra — Dono de sete mandatos, é muito forte eleitoralmente. PP.
16 — Rubens Otoni — O deputado federal é tido como imbatível. PT.
17 — Thiago Peixoto — É uma das estrelas da base governista. PSD.
A lista acima não indica que os citados serão vitoriosos — afinal, a eleição será realizada apenas em 5 de outubro. Mas são apontados como favoritos por seus próprios partidos. Surpresas acontecem e há outros nomes fortemente cotados, como Sandes Júnior (PP), Lucas Vergílio (Solidariedade), Fábio Sousa (PSDB), Waldir Soares (PSDB), Célio Silveira (PSDB), Heuler Cruvinel (PSD), Gilvan Máximo (PRB) e Valdivino Oliveira (PSDB).

Depois de dois meses e meio à frente da gestão municipal, em lugar de Antônio Gomide, o ex-vice mostra personalidade e diz que quer preparar a cidade para as próximas décadas

Coligações do PSB e do PT não vingaram e candidaturas dos dois oposicionistas vão se arrastar até a última etapa da campanha, o que reflete a acirrada polarização entre Marconi e Iris

Realizada pelo Sebrae, a Feira do Empreendedor ressalta cuidados com o meio ambiente

O Jornal Opção ouviu a mais respeitada autoridade do assunto no Brasil para saber as características de um serial killer e, assim, poder se aproximar da resposta a essa pergunta

Além de passar anos monitorando o crime nas cadeias ao invés de exigir que ele seja prevenido à força, o Ministério Público chega a defender que criminosos como Beira-Mar não podem ser vigiados quando recebem visitas

[caption id="attachment_8498" align="alignleft" width="300"] Ex-governador Siqueira Campos: desistência de candidatura num comunicado não assinado por ele | Foto: Aldemar Ribeiro/Arquivo/ATN[/caption]
O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) em nota à imprensa comunica a desistência de disputar uma cadeira no Senado e anuncia que pode pendurar a chuteira. A nota enviada na quarta-feira, 25, pelo presidente do PSDB explica os motivos da desistência. Em se tratando de Siqueira Campos é preciso esperar até a última hora do dia 30 para se ter certeza de que não se trata de jogada política. Veja que a nota foi assinada pelo presidente pelo PSDB e não pelo ex-governador. Quando manifestou o desejo de ser candidato o comunicado foi assinado pelo ex-governador de próprio punho. É bom esperar para se concordar com o que a carta anuncia, o fim de um ciclo político e início de um novo ciclo pós-siqueira. Neste ponto não há o que discordar.
Confira a nota: Antes de embarcar para Brasília, nesta tarde, sua excelência o sempre governador Siqueira Campos, criador do Estado do Tocantins e fundador de Palmas, a nossa Capital, incumbiu-me de comunicar aos tocantinenses e à opinião pública que não levará o seu nome à convenção estadual do PSDB, marcada para o dia 30, para candidatar-se ao cargo de senador da República pelas razões expostas a seguir: Entende Siqueira Campos que, com a sua renúncia, deu-se o início a um novo tempo, uma nova era de um processo de renovação das lideranças políticas e partidárias no Estado do Tocantins. Considera Siqueira Campos que este amplo processo de abertura e renovação vem sendo conduzido pelo jovem governador Sandoval Cardoso com competência e dinamismo e que sua decisão abre ainda mais o leque de composições e oportunidades para as demais agremiações partidárias e forças políticas, permitindo que o Estado do Tocantins dê continuidade ao seu processo de crescimento, valorização e melhoria de suas condições sócio-econômicas. O governador Siqueira Campos fez questão de expressar o que classificou de a mais profunda gratidão a nota assinada por todos os prefeitos que integram a Ambip (Associação de Municípios do Bico do Papagaio) e igualmente aos demais prefeitos e líderes de todas as regiões do Estado que emprestaram o seu valoroso apoio e solidariedade que, conforme palavras do próprio governador Siqueira Campos, “guardarei como um reconhecimento à contribuição que busquei dar a este Estado que continua sendo a minha razão maior de viver”. Finalmente, com mais este gesto de grandeza e de desapego ao poder o eterno governador Siqueira Campos, o maior homem público da história deste Estado, coloca-se a todos na condição de um conselheiro e colaborador para todas as causas que possam engrandecer o Estado do Tocantins. Jaime Café Presidente Regional do PSDB