Por Euler de França Belém
Articulado, o vereador eleito é cotado para voos mais altos
A vitória acachapante do líder do PSB devolve Luiz Carlos Attié para Brasília ou, quem sabe, Miami
Em Sanclerlândia, Itamar Leão, do PSDB, é chamado de “o Homem Show”. Motivo: derrotou Cleyton, do PSD, com 62,41% dos votos — contra 37,59%. Traduzindo em voto, Itamar Leão conquistou 7.367 votos, contra 2.363 de Cleyton. Tido como gestor criativo, Itamar Leão volta ao poder depois de anos afastado da prefeitura.
Depois de ter feito uma gestão sem criatividade, Fernando Sem Saneago perde para Gil Tavares
A base aliada do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, elegeu 244 jovens vereadores. A oposição elegeu apenas 70 — bem menos da metade. Dos jovens eleitos para as câmaras municipais, 77,7% são da base do governador tucano. Somente 22,2% são da oposição.
Deputado de Goiás mostrou revólver para o deputado João Dória e um parlamentar nordestino decidiu enfrentá-lo
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João Dória (pai) e João Dória Júnior | Foto: Álbum de família[/caption]
João Dória (pai de João Dória Júnior, prefeito eleito de São Paulo) fez um discurso contundente, em 1963, na Câmara dos Deputados, em Brasília, criticando os reacionários (o parlamentar baiano era nacionalista e apoiava o presidente João Goulart).
Um parlamentar goiano não gostou do tom do discurso de João Dória, do Partido Democrata Cristão (PDC), e abriu o terno e mostrou-lhe que estava armado.
Um deputado, do Nordeste, incomodado com o gesto do goiano, aproximou-se e disse: “Tire a arma e atire em mim. Mas, se retirá-la e não atirar, aviso-lhe que urinarei no cano do seu revólver”.
O parlamentar goiano, tido como “brabo” entre os bravos, fechou o terno (rapidamente) e escondeu o revólver, que, por certo, queria livre da urina do deputado nordestino. Até os “fortes” têm medo.
Cassado pela ditadura, João Dória exilou-se na Europa. Estudou na Sorbonne, na França, e na Universidade de Sussex, na Inglaterra. Sua mãe era prima do célebre advogado e ministro Rui Barbosa.
Morte do sargento Manoel Raymundo Soares chamou a atenção de Sobral Pinto e Paulo Brossard. O presidente Castello Branco mandou apurar o crime, mas chefes e agentes do Dops foram “inocentados” por falta de provas
Doutor em Filosofia pela Universidade Paris I diz que a filósofa equivoca-se ao rejeitar a autocrítica e ao não criticar os petistas que se tornaram corruptos. A denúncia-acusação da Operação Lava Jato “não é delirante"
O autor é o experimentado jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, biógrafo de Leila Diniz e Antônio Maria
Uma História de Orgulho e Vergonha” (Objetiva, 391 páginas), de Roberta Paduan, informa que a corrupção na Petrobrás tornou-se forte no governo Sarney, acelerou no governo Collor e se tornou sistêmica nos governos do PT. No governo de Collor, funcionários graduados lutaram, vencendo algumas vezes, contra os corruptos. O livro relata que o goiano Delúbio Soares queria assumir a presidência do BNDES, mas Lula da Silva, presidente, disse que estava “querendo algo maior que ele”.
O livro mostra que o governo de Fernando Henrique Cardoso modernizou a Petrobrás, com uma gestão moderna e arrojada, atenta ao que se fazia no mundo. Os próprios funcionários da empresa dizem que Henri Philippe Reichstul fez um trabalho competente de modernização e inserção da Petrobrás no mercado externo. Não se pense, porém, que o livro faz uma defesa do tucanato. Não faz, não. É apenas honesto e muito bem feito.
A história do geólogo americano Walter Link, que contribuiu de maneira decisiva para o desenvolvimento da Petrobrás, merecia um livro à parte.
“Link contratou a Universidade Stanford, da Califórnia, para desenvolver um curso de pós-graduação em geologia de petróleo para os engenheiros da companhia. Ele teria um ano e meio de duração e seria dado em período integral, ministrado totalmente em inglês. A primeira turma começou em 1957. Link também determinou que vários funcionários da estatal fossem estudar em universidades americanas, mas só nas mais reputadas e mais rígidas”, relata Roberta Paduan.
Link acabou saindo do Brasil praticamente expulso porque elaborou um projeto estratégico — que, depois, se revelou profético — para o setor de petróleo que foi condenado pelos nacionalistas e pela esquerda, que, a rigor, não entendiam nada do assunto.
As universidades brasileiras só abriram cursos de geologia em 1957.
Como quer vencer o peemedebista, Vanderlan Cardoso precisa dialogar, de maneira enfática, com os eleitores, notadamente com a classe média, e mostrar se é um agente do presente contra um nome do passado
Depois de posse, em 1º de janeiro, aí, sim, os eleitos poderão ser chamados de novos prefeitos
O partido discute, no sábado, quatro posições a respeito das eleições para prefeito da capital no segundo turno
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Paulo Garcia e Adriana Accorsi: o PMDB pelo menos não quer o apoio da dupla de políticos do PT | Foto: reprodução/Facebook[/caption]
Os integrantes do Diretório do PT reúnem-se no sábado, 8, às 9h, na sede do partido, para discutir quatro posições políticas:
1 — Liberação da militância. Cada um poderá apoiar (ou votar em) quem quiser. Até sexta-feira, 7, era a tendência dominante;
2 — Voto nulo;
3 — Apoio a Vanderlan Cardoso. Hoje, o candidato do PSB tem a simpatia de vários petistas de proa;
4 — Apoio a Iris Rezende. O peemedebista perdeu a simpatia da maioria dos petistas, que o veem como “traidor”. É que os pemedebistas, inclusive iristas, aproveitaram-se das benesses da gestão do prefeito Paulo Garcia, mas depois saíram atirando no gestor de Goiânia.
O fato é que os dois candidatos querem os votos dos eleitores petistas, mas não querem associação com o prefeito Paulo Garcia e com o PT. A debacle nacional do partido assusta quaisquer candidatos pelo Brasil afora, não apenas em Goiânia. O PT da capital teme oferecer apoio e ser rejeitado. Os aliados de Iris Rezende já avisaram que não querem o apoio de Paulo Garcia e de Adriana Accorsi. Eles dizem que Adriana Accorsi “não é de se jogar fora”, mas é vista como “paulo-garcista”.
Petistas já conversaram com aliados de Vanderlan Cardoso.
Mais de cinquenta pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil, que ainda examina alguns vídeos e depoimentos
Philip Roth, Milan Kundera, Joyce Carol Oates, Ian McEwan, Martin Amis, Don DeLillo e Cormac McCarthy não têm chance alguma. Eu escolheria qualquer um deles de olhos fechados

